Um sítio para cada coisa; cada coisa no seu sítio: Um poema sem nexo?

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I

Na cozinha, tomo as refeições.

Na sala, relaxo e convivo.

Na casa de banho, cuido de mim.

No quarto, durmo.

Porque,

Na cozinha, o lava-loiça é pequeno para tomar banho.

Na sala, não tenho a cama adorada.

Na casa de banho, não há espaço para conversar.

No quarto, não posso fazer migalhas.

II

A batedeira na casa de banho não pode estar.

O sofá não cabe na cozinha.

Não quero salpicos nos meus lençóis.

A mesa de cabeceira não tem utilidade na sala.

Porque,

É na cozinha que faço bolos deliciosos.

Não posso relaxar e cozinhar em simultâneo.

Ou tomo banho, ou durmo.

Eu visto-me no quarto.

III

Não escoves o cabelo na cozinha.

Não deixes a roupa suja na sala.

Não recebas os teus convidados na casa de banho.

Não torres o pão no quarto.

Será,

Que gostas de cabelos na comida?

Que queres relaxar em cima da roupa suja?

Que vais dar banho aos teus amigos?

Que é bom dormir sobre migalhas?

IV

Cada coisa no seu sítio.

Cada sítio para sua coisa.

A desarrumação não te fica bem.

A confusão não te faz bem.

Olha por ti!

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