Roupeiros cápsula: vem construir o teu!

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Quando comecei a ler sobre simplificação e minimalismo, decidi destralhar a casa. Uma das primeiras áreas que ataquei foi o meu roupeiro: perdi a conta aos sacos que, desde essa altura, já doei, dei ou enviei para a reciclagem.

Ainda que tentasse não acumular em demasia, nem fosse uma fanática das últimas tendências da moda, havia bastante para remover:

1 – Roupas em estado (quase) novo: peças compradas por parecerem um grande negócio, mas que, depois de analisadas, não eram assim tão do meu agrado. Porém, devolvê-las parecia dar demasiado trabalho. Acabavam por ficar na categoria do “pode ser que um dia…”

2 – Calças e blusas adquiridas na esperança de que ia perder peso em breve. Não aconteceu… Já agora, este é um péssimo motivo para comprar seja o que for!

3 – Itens repetidos: se gosto tanto de calças castanhas, por que não ter 4 pares dessa mesma cor? Que fazer? Cresci com a mentalidade de que mais é sempre melhor. Só que não é…

4 – Peças suplentes: se o casaco de inverno se sujar, é melhor ter outros 3 no armário para o substituir, não é? E a variedade? Não quero que as outras pessoas pensem que estou sempre a vestir a mesma roupa… Segredo exclusivo: ninguém quer saber!

5 – Acessórios, acessórios, acessórios! Malas e mais malas, fios, pulseiras, anéis, brincos, lenços, cachecóis e sapatos suficientes para adornar uma cidade inteira! O que é que estou realmente a tentar esconder por debaixo de tudo isto?

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Esta purga fez com o roupeiro começasse a ganhar outros contornos: podia finalmente ver o que lá estava dentro e o que gostava e realmente queria usar.

Acima de tudo, a minha mente ganhou espaço adicional, um benefício que eu não esperava, mas que adoro! Com fim das preocupações com a roupa, passei a poder concentrar-me noutras áreas da minha vida.

Tinha menos roupa para cuidar, sabia sempre o que vestir e ir às compras deixou de ser um passatempo. “Aproveitar os saldos” e “caçar boas oportunidades” já não era um divertimento! E o dinheiro que comecei a poupar pôde finalmente ser bem empregue!

Se estás rendida às evidências, começa já a construir o teu roupeiro cápsula: descarrega aqui a ficha que criei para esse efeito. Queres saber mais sobre o meu roupeiro cápsula? Lê este e este post.

Lembra-te, estamos agora a começar uma outra estação: este é o momento ideal para rever o teu guarda-roupa e começar uma nova fase na tua vida, com menos confusão no armário, mais desapego e mais espaço. Físico e mental!

E se queres dicas super úteis e especiais para lidar com o teu roupeiro, descarrega o guia Destralhar sem Dramas.

À tua e a um guarda-roupa mais simples!

Como está a correr a experiência de criar um roupeiro cápsula? Que peças estão a apresentar os maiores desafios? E o que é que foi mais fácil de remover? Conta-me tudo!

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6 thoughts on “Roupeiros cápsula: vem construir o teu!

  1. Confesso que ainda não me aventurei muito neste conceito do roupeiro cápsula. Acho interessante mas não sei até que ponto conseguiria ter este nível de compromisso e simplificação em relação ao meu roupeiro. Mas a verdade é uma. Acabamos por usar quase sempre as mesmas coisas. Desligar-me emocionalmente do meu guarda-roupa acho que é o meu grande desafio 🙂 Beijinhos!

    1. Olá Sofia.
      Obrigada pela tua partilha 🙂
      Para mim, o mais importante é analisar até que ponto usamos o vestuário para cobrir (não só no sentido literal) a nossa pessoa e o nosso sentimento de que o que temos não é suficiente.
      Reconheço que talvez seja um pouco extremista neste campo, mas os benefícios que esta simplificação me trouxe são tantos que me parece muito relevante divulgar a mensagem.
      Quantas peças cada um tem dentro do seu armário não é o cerne da questão. A liberdade para sermos o que realmente queremos ser é que é.
      Beijos grandes.

  2. Olá Mafalda!!

    Como sempre adorei ler a tua publicação! Mais um tema do meu agrado!
    Nunca me aventurei a fazer um armário cápsula embora o me se assemelhe bastante, simplesmente não conto as peças. Cada vez mais necessito de menos e isso vê-se também no meu guarda roupa. E o melhor mesmo é que como reduzi tanto o que tinha, agora quando vou fazer alguma compra não a faço por impulso. Aliás adotei outro sistema, agora quando fiz a mudança de roupa de estação aproveitei para destralhar mais um pouco. E com isso consegui perceber o que me faltava, fiz uma lista das coisas que preciso. O que me vai ajudar a fazer compras de uma forma bastante consciente, que é o que se quer! Posto isto, para mim está a funcionar bem assim.

    Beijinho enorme para ti e boa semana.

    1. Querida Catarina,
      obrigada pela tua partilha.
      É sempre bom saber como as outras pessoas olham para este tema e o vivem.
      Acho maravilhoso descobrir como se consegue chegar a um estado em que se sente que se tem o suficiente e se descobre o contentamento de usar tudo o que se tem.
      Para mim foi difícil deixar de comprar por impulso e ainda tenho de me segurar algumas vezes.
      O que me ajuda é pensar que não quero ter no meu armário peças que não vão simplificar e minha vida, bem pelo contrário.
      Beijos grandes e tudo de bom.

  3. O conceito de ter x peças e tal não me agrada. Mas sempre que muda a estação é certo que saem cá de casa sacos e sacos de roupa. Há já alguns anos que assim é, e cada vez estou mais consciente das minhas escolhas e necessidades. Há rotatividade no que visto, e isso para mim é o mais importante. Ter 37 peças só porque alguém achou que era o nº ideal, ainda não me convence. O ideal é gostarmos daquilo que temos e se usamos não está a mais.
    E já agora… Sou seguidora há poucas semanas e estou a adorar.

    1. Olá MSPE.
      Obrigada pela partilha e que honra ter-te desse lado 🙂
      Eu gosto deste conceito pela paz de espírito que me traz: não ter pensar no que vou vestir é maravilhoso.
      Quando comecei esta série dos Roupeiros Cápsula não fazia ideia de quantas peças realmente tinha dentro do armário: sabia que não tinha nenhum exagero, mas surpreendeu-me o n.º ser aquele (faço anos a 27, por isso foi ainda mais engraçado descobrir isso).
      Aquilo que eu acho mais importante é as pessoas estarem satisfeitas com o que têm no seu armário e conseguirem sentir-se bem consigo mesmas: como já passei por isso, sei o quão perigoso é achar que a felicidade está no próximo par de calças, ou na blusa mais fashion da shopping.
      Eu tinha o armário cheio mas estava vazia por dentro e por isso tive de mudar a minha perspetiva neste e noutros temas.
      Daí nasceu a paixão por destralhar e por ter apenas o essencial. E isso mudou toda a minha vida para melhor.
      Tudo de bom.

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