Desconectar faz bem!

Sou grande fã de tudo o que tem a ver com organização: não lido bem com o desalinho, com coisas desarrumadas e com não saber onde está aquilo que me pertence.

Por isso mesmo, sigo vários blogues sobre esta temática. Um dos que mais aconselho é o da queridíssima Lígia Noia, que nos ensina a viver melhor com mais organização.

Por isso, foi com grande alegria que escrevi um texto para o seu blogue.

Escolhi a temática da desconexão, por me parecer fazer tanto sentido nos dias de hoje, porque a “ideia de que somos mais produtivos porque estamos sempre conectados com o que nos rodeia é uma enorme ilusão.”

Lê o texto completo aqui.

E tu, como crias os teus momentos de desconexão? E que benefícios colhes dessa prática?

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Dicas simples de poupança

Dicas simples de poupança

Hoje é dia de partilhar contigo o texto que escrevi para a edição de Fevereiro de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber tudo sobre esta colaboração neste post.

A edição deste mês aborda a temática da indisciplina e de como erradicá-la, traz-nos um interessante artigo sobre o ácido úrico e um outro sobre como podemos lidar com a dor ciática de uma perspetiva osteopática.

Sem esquecer, claro está, as receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar!

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.

 


O início de um novo ano é sempre uma boa altura para rever objetivos financeiros e organizar as contas familiares.

O Natal já lá vai e os primeiros meses do ano trazem novos planos e vontades.

Saber quanto dinheiro temos para gastar, e no que vamos gastá-lo, é essencial para uma boa gestão do orçamento disponível.

É desagradável sentir que não se consegue fazer face aos custos, do mesmo modo que acredito que ninguém aprecia viver com a incerteza do que poderá acontecer se surgirem despesas imprevistas.

A gestão de um orçamento passa por saber, por um lado, qual o rendimento disponível, e, por outro, quais as despesas esperadas.

É aconselhável que se revejam estes dados com uma periodicidade regular. Cada um saberá o que está mais de acordo com a sua realidade, mas, hoje, vou partir do pressuposto de que a análise será feita todos os meses, que é como a fazemos em minha casa.

O melhor será manter um registo de proveitos e gastos: em papel, ou no computador, consoante as preferências individuais. O que realmente importa é manter as finanças sob controlo.

Depois da primeira análise, ficará certamente evidente qual o estado da economia doméstica. Há espaço para poupar? Ou será que é necessário fazer cortes na despesa?

O povo, sábio como é, sempre nos ensinou que “no poupar é que está o ganho” e nós sabemos bem que “o dinheiro é de quem o poupa e não de quem o ganha”. No entanto, nem sempre é fácil fazer face a todas as nossas responsabilidades financeiras com o rendimento que temos disponível.

Quando pomos “preto no branco” quanto ganhamos e quanto gastamos, torna-se impossível ficar indiferente ao resultado dessa análise.

Nesse momento, a nossa situação financeira fica mais clara.

À partida, serão três os cenários possíveis:

a) Temos dinheiro para poupar: a situação ideal e, quanto a mim, o objetivo final de todos quanto querem controlar as suas finanças eficazmente. Continue o que está a fazer, pois está no bom caminho!

b) Ganhamos tanto como gastamos: ainda que possa ser algo que acontece apenas nos meses em que as despesas são maiores, é um sinal de que é necessário implementar algumas mudanças no sentido de potenciar a poupança. Continue a ler!

c) O rendimento não é suficiente para fazer face aos gastos: muito provavelmente, já tinha noção de que a sua situação era esta, pois estava a tornar-se recorrente não conseguir cumprir as suas responsabilidades, ou era frequente ter de pedir dinheiro emprestado. Por favor, não desespere, sobretudo se já chegou a este ponto da sua análise. Reverter esta situação é possível e requer apenas que dê pequenos passos, ou mude aspetos simples. Prossiga com a leitura!

Hoje irei partilhar algumas estratégias simples para ajudar quem me lê a conseguir amealhar um pouco mais e a evitar que o dinheiro não cheque até ao final do mês.

 1 – Ter um fundo para emergências.

Os imprevistos financeiros são uma realidade para todos nós: a máquina de lavar avariou e já não tem conserto possível, o carro precisa de pneus novos, há material escolar para comprar, os miúdos “deram um pulo” e precisam de roupa ou calçado novo…

Daí ser tão importante conseguir poupar e ter um fundo monetário para as emergências que podem surgir a qualquer momento.

Para mim, o primeiro objetivo de poupar, especialmente para quem ainda não o faz, é ter um valor guardado ao qual se pode recorrer quando o inesperado acontece.

Naturalmente, o ideal será que o rendimento de cada mês permita pagar todas as despesas, mas, quando isso não for possível, iremos sentir-nos mais seguros e descansados de soubermos que temos algo reservado para uma eventualidade.

O agregado deve estipular um valor ideal para esse fundo e definir como atingi-lo. O mais importante, claro está, é guardar esse valor para as verdadeiras emergências e, quando o fundo for usado, tratar de restabelecê-lo logo que possível.

2 – Otimizar custos.

Olhando para a análise financeira que se fez, onde é que é possível efetuar cortes? Há despesas que não fazem sentido? Subscrições de que não se usufrui, serviços sem utilidade, custos esquecidos, juros que podem ser renegociados?

Se se modificarem alguns hábitos, é possível diminuir as despesas? Que tal fazer mais refeições caseiras, ou reduzir o uso da viatura própria quando houver alternativas viáveis?

O estudo financeiro que foi feito deve servir como forma de pôr todos os gastos em perspetiva e deverá também permitir que se tenha verdadeira noção de para onde o nosso dinheiro, ganho com tanto esforço, realmente vai.

Esta é, sem sombra de dúvida, a melhor forma de descobrir onde estão os focos de poupança. E, se as suas finanças precisam de levar uma volta, não tenha qualquer receio de cortar nos custos não essenciais.

Lembre-se, nada tem de ser definitivo: se há um bem, ou um serviço, que lhe custa particularmente dispensar, pense que é apenas temporário e que assim que as contas estejam de novo positivas pode voltar a usufruir dele. Embora, em jeito de curiosidade, talvez venha a descobrir que, afinal, este não lhe faz assim tanta falta…

3 – Estudar fontes de rendimento alternativas.

Este é o momento de olhar para o que tem em casa, no sótão, na arrecadação, na garagem, ou onde quer que guarde o que já não usa, e ver o que é que lhe pode render algum dinheiro.

A época é perfeita para isso: com o ressurgimento do mercado de bens em segunda mão (ou terceira, quem sabe), aquilo que tem em casa sem uso pode trazer-lhe uns euros extra que serão preciosos para os seus objetivos de poupança.

Duas torradeiras? A batedeira está parada há três anos? Telemóveis esquecidos na gaveta? O equipamento daquele hobby, ou desporto, que deixou para trás faz tempo? Tudo isso pode ter utilidade para uma outra pessoa que procura estes bens a um preço mais em conta.

Por isso, organize uma feira de artigos usados (convide familiares e amigos), ou veja entre os seus contactos se alguém teria interesse em comprar o que tem para vender, ou (e esta é a minha preferida) venda online, em sites especializados na venda em segunda mão.

Alternativamente, pode fazer alguns trabalhos relacionados com os seus gostos pessoais nos seus tempos livres: traduções, design gráfico, ou tomar conta de crianças, por exemplo. Ou então, fazer algo que poderá depois vender: artesanato, doçaria, etc., etc.

Esta é uma boa hipótese de pôr as suas paixões a render!

4 – Definir objetivos de poupança.

Criar o tal fundo de emergência de que falei antes, poupar para comprar algo que nos faz falta, pôr de parte dinheiro para pagar os estudos dos filhos, guardar uma maquia para aquela viagem com que se sonha há anos, ou antecipar aquilo de que se poderá precisar quando se chegar à reforma: todos estes são motivos válidos para decidir poupar. E o leitor com certeza terá os seus próprios motivos, tão bons ou melhores do que estes.

O que deverá fazer é deixá-los bem claros: só dessa forma terá a motivação necessária para agarrar as rédeas das suas finanças e gerir o seu orçamento de forma eficaz e que lhe permita uma maior estabilidade e conforto.

Portanto, arranje um mealheiro, ou crie uma conta bancária só para este fim, e comece já a pôr alguns euros de parte. Que tal estipular uma percentagem do seu rendimento mensal para poupar? Ou, alternativamente, definir o montante que gostava de ter poupado no final do ano e trabalhar para cumprir esse objetivo?

Retomando a sabedoria popular, “mais vale poupar no início, do que no fim”. Por isso, comece já a viver o seu futuro financeiro sem dívidas!


Para aprender mais sobre poupanças, sugiro os cursos online da Escola It’s (not) so simple:

1 – Poupar e pagar dívidas – Curso Gratuito

Este é o curso ideal para quem quer dar os primeiros passos de poupança e acabar com as suas dívidas, ao mesmo tempo que se começa a criar um fundo de maneio. Mais informação aqui.

2 – Poupar e pagar dívidas – Curso Avançado – 19€

Este curso é indicado para quem já tem por hábito poupar, mas ainda luta com as suas dívidas e não sabe como alavancar ainda mais as suas poupanças. Toda a informação aqui.

Para recursos adicionais sobre a temática das finanças pessoais/domésticas, ver a página do Desafio “As Tuas Finanças”.


Que dicas de poupança tens para partilhar connosco? Ou quais os teus maiores desafios nesta área?

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Blogging Month: Entrevista a Jennifer Burger, do Simply + Fiercely

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Para terminar em beleza a rubrica Blogging Month, temos mais uma convidada especial, a Jennifer Burger, do Simply + Fiercely.

Se ainda não a conheces, não sabes o que tens estado a perder! Atualmente a viver em Queensland, na Austrália, cresceu em Baltimore (EUA), ensinou Inglês na China, viajou pela Nova Zelândia e pela América Central, apenas para nomear alguns dos lugares onde já esteve, pois viajar é um dos seu maiores prazeres!

Em Simply + Fiercely, ensina-nos como podemos ouvir mais o nosso coração, fazer mais daquilo que realmente gostamos e como deixar tudo o resto ir.

Vem descobrir a fascinante Jennifer!


Nota: a entrevista original, em Inglês, pode ser lida aqui.


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It’s (not) so simple: Devo, em primeiro lugar, agradecer estares connosco hoje, Jennifer. O teu blogue é notável! Começo por te perguntar quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

Jennifer: Comecei o meu primeiro blogue em 2001, para documentar um verão que passei a ensinar Inglês na China. O meu blogue chamava-se Follow Jen’s Life (Segue a Vida da Jen – muito criativo – Ahah!). Desde aí, já tive vários blogues, mas apenas decidi levar o blogging a sério em 2015 quando comecei o Simply + Fiercely.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

J: Talvez 6 meses depois do lançamento. Comecei a receber feedback dos leitores e ouvir as suas histórias ajudou-me a clarificar o meu propósito.

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

J: Honestamente, durante os primeiros 6 meses havia maioritariamente medos e inseguranças! Claro que houve algumas emoções positivas, mas era sobretudo enervante partilhar tanto de mim com o mundo. Lembro-me perfeitamente do quão nervosa me senti quando cliquei em “publicar” pela primeira vez!

Sou mais segura agora, mas aqueles medos nunca se vão embora por completo.

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

J: Escrevo sobre vários tópicos (minimalismo, vida intencional, cuidado pessoal e viagens), mas os meus posts favoritos são aqueles em que partilho as minhas histórias pessoais e me conecto com os meus leitores. Tento partilhar as mensagens que precisava de ter ouvido em algumas fases da minha vida, na esperança de que possam ajudar outras pessoas.

É por isto que o meu post favorito é “6 coisas que a tua alma precisa de ouvir”. Várias pessoas me disseram que este post as ajudou durante uma época difícil e, como escritora, esse é o melhor feedback que eu poderia receber.

I: Houve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

J: Debati-me com vários dos meus posts, mas o mais árduo foi definitivamente um que escrevi sobre a minha viagem em direção à auto-aceitação.

Como várias jovens mulheres, muitas vezes já me debati com a insegurança (e por vezes até o ódio de mim própria) e queria partilhar a minha história – mas foi um enorme desafio decidir o quanto partilhar sobre o meu passado e os meus medos! Definitivamente, foi uma viagem difícil pela “Alameda da Memória”.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

J: Humm… Esta é difícil! Provavelmente diria que foi um dos primeiros posts que escrevi – “4 formas de deixar que as pequenas coisas te aborreçam”.

Escrevi-o maioritariamente para mim própria, porque é algo com que me debato frequentemente! Mas parece que não estou sozinha, porque recebi feedback de vários leitores, comentando que este post tinha mudado as suas vidas.

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

J: Por vezes, fazem-me perguntas específicas sobre minimalismo, mas os emails que mais recebo são de pessoas que se sentem presas nas suas vidas e que procuram uma mudança.

Ao invés de perguntas específicas, penso que estas pessoas muitas vezes procuram partilhar a sua história e encontrar encorajamento para dar um passo em direção a um novo caminho.

Também me perguntam muitas vezes como é que eu tenho dinheiro para viajar! 🙂

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

J: Para ser honesta, ainda estou a tentar perceber isto.

Por vezes, o meu blogue desempenha um papel importantíssimo na minha vida e toma-me muito tempo, e, outras vezes, sinto que o ignoro por completo! Ainda estou a tentar encontrar o equilíbrio perfeito.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

J: A minha maior motivação para ter um blogue é a partilha de ideias. Os blogues têm sido uma fonte tão grande de inspiração na minha vida (ensinando-me a viajar à volta do mundo e a abraçar um estilo de vida minimalista), por isso adoro retribuir e passar a mensagem mais e mais além.

Eu também gosto de blogar; é muito divertido ter controlo completo sobre um projeto (direção criativa, marketing, etc.). Dá muito trabalho mas é também muito compensador criar algo significativo a partir do nada!

Neste momento, não estou muito focada em objetivos. Em vez disso, o que é mais importante para mim agora é encontrar uma forma de balancear a carga de trabalho de modo a que se adeque ao meu estilo de vida.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

J: Sim e não. Ainda estou a limar as arestas, mas idealmente gostaria de ter um rendimento pequeno, mas consistente, a partir do blogue de modo a apoiar os meus valores e o meu estilo de vida.

Na verdade, dei os primeiros passos em Setembro último, quando lancei um curso online, pelo que estou já a ter um rendimento pequenino.

Tem sido muito emocionante, mas a experiência ensinou-me bastante sobre o trabalho que “blogar como forma de negócio” envolve… por isso ainda estou a decidir quanto é que quero investir de mim no futuro.

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

J: Definitivamente! A maioria das pessoas na minha vida não está interessada nos tópicos de que falo online, por isso parece estranho, por vezes. Adicionalmente, sou introvertida por natureza, por isso partilhar tanto de mim é definitivamente um desafio!

Lido com isso não pensando demasiado nas coisas; na minha cabeça, estou a escrever para um ou dois leitores – não milhares!

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

J: Há tanto para dizer! Algumas coisas que me vêm à cabeça são:

– Não tentes estar em todo o lado nas redes sociais no início – desperdiças tanto tempo! Escolhe uma ou duas plataformas e podes investir nas outras mais tarde. Recomendo vivamente o Pinterest, que é a minha principal fonte de tráfego.

– Começa a crescer e a cuidar da tua mailing list logo de início.

– Sê honesta e conta as tuas próprias histórias – é desta forma que se criam leitores leais.

I: Cara Jennifer, foi tão bom receber-te no It’s (not) so simple! As tuas sábias palavras foram muito úteis. Se quisermos acompanhar-te mais de perto, podemos?

J: Claro! Estou nas seguintes plataformas:

Facebook

Twitter

Pinterest

Instagram


Gostaste de descobrir a Jennifer e o seu blogue? O que achaste das sua inspiradora mensagem?

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Blogging Month: mais dicas de quem sabe

BMonth_Dicas de quem sabe

A iniciativa Blogging Month começa a aproximar-se do seu final, mas ainda há muito para aprender: o post de hoje vai ajudar-te a recapitular, dando-te mais algumas dicas das nossas especialistas.

Depois de termos falado sobre plataformas de blogging, de serviços de alojamento de websites e de compras de domínios (tudo isso aqui), dedicámo-nos aos Plugins e à sua utilidade para tornar um blogue muito mais funcional. Posteriormente, refletimos sobre outras ferramentas que ajudam quem está presente no mundo digital a organizar-se e a afirmar a sua presença neste meio onde todos querem ter o seu lugar.

Plataformas de blogging

Acho que posso afirmar que as plataformas mais populares atualmente são o Blogspot e o WordPress. Tendo experimentado as duas, posso dizer que prefiro a última, pois acho-a mais poderosa, mais escalável e mais intuitiva.

No entanto, reconheço que o Blogspot, como tudo o que é Google, tem características também muito interessantes.

As convidadas deste mês dividem-se na escolha da plataforma: a Sofia é acérrima defensora do Blogspot e a Marlene está também muito satisfeita por ter escolhido esta plataforma. Já a Paula, a Stephanie e a Jennifer, usam o WordPress e não querem outra coisa.

Domínio e alojamento

Quando usas serviços de alojamento gratuitos e que pertencem à própria plataforma de blogging que escolheste, não tens custos e, se te “cansares” do teu espaço, ou do endereço que escolheste, podes mudar a qualquer momento sem dores de cabeça de maior.

Isso pode ser uma grande vantagem quando ainda não sabes bem se isto dos blogues é mesmo para ti, ou quando queres experimentar a coisa para ver como corre.

O outro lado da moeda é que esse sítio nunca é realmente só teu: é certo que foste tu que o criaste e que és tu quem faz a gestão dos conteúdos, porém, no final das contas, estás sempre dependente da direção que o fornecedor desse serviço quiser tomar.

E, como me disse a Jennifer, se os teus planos passarem por fazer do teu espaço uma fonte de rendimento no futuro, ter um domínio próprio faz toda a diferença.

Aquilo que eu menos gostava era o facto de o meu espaço não poder existir independentemente da plataforma: se o endereço/domínio não é meu, não o posso levar para onde quer que eu bem entenda!

Ou seja, se um dia eu decidir que o WordPress já não serve os meus propósitos, posso pegar no meu domínio e transformá-lo exclusivamente num espaço de ensino online, recorrendo à plataforma Moodle, por exemplo. 

E que boa ideia isso poderia ser… Ahah! Não te preocupes, eu sei que gostas do It’s (not) so simple tal como ele é, pelo que não está nos meus planos mudar!

No que diz respeito ao alojamento, ter um serviço pago traz também algumas vantagens: tu determinas o espaço de que precisas e passas a ter acesso a muito mais do que simplesmente um local para guardar a tua informação. Sim, terás ferramentas como email do teu próprio domínio (eu@omeubloguelindo.com é cool, tens de admitir), estatísticas em tempo real e ferramentas de segurança e de backup, para nomear apenas algumas funcionalidades.

Mail marketing

Neste artigo, contei-te também que serviço de newsletter é que uso, o Mailchimp, com o qual estou bastante satisfeita.

Se estás ainda a considerar alternativas neste campo, deixo-te a sugestão da a Jennifer, que usa os serviços do ConvertKit. Não deixes de investigar as funcionalidades que eles oferecem, para ver se são o que procuras.

Já se quiseres levar o tema das subscrições muito mais além, a Jennifer recomenda igualmente que se use o OptinMonster

O que é? Eu também não conhecia, mas trata-se de uma plataforma que te poderá a ajudar a converter muito mais rapidamente os teus visitantes em subscritores e/ou clientes. É um serviço pago que poderá fazer a diferença entre um visitante que visita a tua página e simplesmente se vai embora, e um leitor que fica ligado ao teu site durante muito tempo por ter optado por subscrever. Analisa e decide!

Organização, gestão de conteúdos e de redes sociais

Sabes como é que a Paula programa as postagens nas redes sociais que usa? Com o Postcron. Apto para usar com o Facebook, o Twitter, o Linkedin, o Google+, o Pinterest e o Instagram. É um serviço pago, mas pode ser extremamente útil se a presença nas redes sociais é uma necessidade para ti.

Se o teu foco é apenas o Pinterest, a Jennifer sugere o BoardBooster para calendarizar publicações. O pricing deles é bastante interessante, sendo que os primeiros 100 pins são gratuitos. É caso para dizer: experimentar não custa! 

Já para agendar as publicações no Facebook e no Twitter, a escolha da Jennifer é o MeetEdgar


Pois é, o bom de conhecermos outras pessoas, para além da inspiração que elas nos podem trazer, são as ideias e as recomendações a que também nos dão acesso.

Acredito que, agora que sabes como é que as nossas entrevistadas gerem os seus blogues, te sentes com uma motivação adicional para levar o teu próprio blogue mais além.

Como te disse no início deste post, a rubrica Blogging Month está a aproximar-se do seu fim, fechando com chave de ouro na próxima semana.

Quando idealizei esta iniciativa, foi com intuito de divulgar o trabalho de algumas pessoas que admiro, sabendo que quem me lê também ia encontrar valor ao descobrir as minhas entrevistadas.

Espero que tenhas apreciado a iniciativa tanto quanto eu e que sintas que aprendeste muito sobre esta temática.

Saber que o meu objetivo foi cumprido deixa-me muito feliz.

Obrigada pela companhia.

Dúvidas? Estou nos comentários.

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Blogging Month: Entrevista a Marlene Borges, do Super Organizada

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Cá estamos de novo com a rubrica Blogging Month a trazer-te outra entrevista super interessante.

Hoje vamos falar com a Marlene Borges, do blogue Super Organizada, uma pessoal muito especial e cujo trabalho é verdadeiramente admirável. Graças a ela, organizar as nossas casas e as nossas vidas tornou-se muito mais fácil.

Queres saber como podes dar ordem àquela área tão desarrumada, ou será que precisas de ideias para tornar um determinado espaço mais acolhedor? A Marlene tem o conselho certo para ti, não duvides.

Vamos conhecê-la!

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It’s (not) so simple: Antes de começar, Marlene, deixa-me agradecer a tua presença. É uma honra contar com a tua participação nesta inciativa. Agora diz-nos, quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

M: Criei o blogue em 2015 com o nome que ainda hoje mantenho, Super Organizada. Eu há muitos anos que adoro organização e decoração de interiores. Antes de me dedicar ao blogue comprava sempre revistas de decoração, lia-as avidamente e passava todos os tempos livres a decorar e organizar a minha casa.

Entretanto fiquei desempregada e a organização tornou-se numa verdadeira paixão. Passei a pesquisar métodos que facilitassem a minha vida “doméstica” e foi então que a minha família, principalmente a minha filha, me incentivou a criar o Blogue para partilhar as minhas experiências e a minha paixão.

Falava sobre organização, decoração, métodos para facilitar a limpeza e arrumação, e “destralhar” que é o primeiro passo da organização, assuntos esses que continuo a abordar no blogue ainda hoje.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

M: Pela paixão que tenho em organizar e decorar, e porque lá consigo expor os meus pontos de vista, assim como partilhar as minhas experiências com os leitores. Consigo estar horas, e horas a pensar em soluções organizativas para executar cá em casa, que me facilitem a minha vida e é fantástico depois poder partilhá-las. 

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

M: Claro que havia medos e inseguranças porque não sabia como é que as pessoas iriam reagir ao Blogue. Quando comecei o Super Organizada nunca acreditei que iria ter tantas pessoas a seguir o Blogue. Algo que me surpreendeu bastante, no início, foi ter bastantes seguidores homens.

Com o tempo tudo mudou, e agora sinto-me mais segura porque vejo o meu trabalho ser reconhecido pelos comentários e emails que recebo. Posso dizer que é realmente recompensador o feedback que tenho tido e todo o carinho de todos os meus seguidores!

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

M: O meu tema preferido é sem dúvida nenhuma, organização! Todos os dias pesquiso sobre este tema, até mesmo para me manter atualizada e descobrir novas dicas.

Gosto muito também de abordar o tema “destralhar” e simplificar, porque este é o primeiro passo da organização, e sem este passo tão importante a organização não funciona (pelo menos a médio ou longo prazo!).

Não existe nenhum texto preferido, porque cada um que faço, tento fazê-lo da melhor maneira que sei e muito importante que seja entendido por todos os leitores.

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

M: Não há nenhum post que tenha sido particularmente difícil de escrever (escrevo-os com muita dedicação e com vontade de cada vez fazer melhor).

O tema que menos gosto de falar é sobre limpezas, limpezas não são o meu forte, e por isso mesmo, tenho que ser mais metódica e disciplinada cá em casa.

O tema limpeza está inserido na organização e arrumação, os três complementam-se e estão ligados entre si. Como os três temas são importantes, têm que ser todos falados no blogue (sem discriminação!).

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

M: Já tive alguns artigos com reações inesperadas, mas o artigo “como manter a casa arrumada” despoletou um feedback enorme. Depois de colocar o artigo choveram emails dos leitores. Quando o escrevi nunca imaginei que pudesse ter tanto impacto!

Hoje em dia com a correria diária, manter a casa arrumada não é fácil, por isso todas as dicas são bem-vindas, toda a ajuda é preciosa, e isso não passa despercebido aos leitores.

Ainda hoje o artigo tem bastantes visualizações, e por esse motivo, estou a pensar em fazer artigo que o complemente num futuro próximo.

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

M: Já recebi várias perguntas por email e através das redes sociais, e algumas bastante engraçadas! Mas as mais comuns são na área da decoração, problemas de organização específicos, conselhos sobre produtos e algumas dicas de limpeza, basicamente perguntas inerentes aos artigos que publico.

Acabei por criar uma ligação com alguns leitores, e ainda hoje nos mantemos em contacto.

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

M: Como infelizmente estou desempregada, é muito mais fácil conjugar o blogue com a rotina diária. Para organizar-me, faço listas de tarefas, tenho a minha rotina diária planeada e planeio uma vez por semana, a semana seguinte, para que nada fique esquecido.

Claro está que deixo sempre algumas horas para me dedicar ao Blogue, que acaba por ser o meu refúgio.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

M: Sem dúvida! O meu objetivo é fazer chegar ao maior número possível de pessoas a importância e os benefícios que a organização traz ao nosso dia-a-dia, e quanto podem melhorar a sua vida e rotina.

Para que o blogue desperte ainda mais interesse aos leitores, gostava de criar novas categorias e subcategorias, divulgar projetos DIY!

Acho que ao faze-lo irei dinamizar mais o blogue e tornar a leitura dos meus queridos seguidores mais participativa.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

M: Claro, para mim seria um sonho tornado realidade! Adoro escrever e adoro organizar, e o Super Organizada é a conjugação perfeita destas duas minhas paixões.

Sem dúvida é um assunto em que eu tenho pensado bastante, e poderá ser um próximo passo a dar. Para já ainda estou focada em algumas mudanças que gostaria de implementar no blogue para 2017.

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

M: Lido perfeitamente bem. Tento sempre nunca me expor em demasia e manter a minha privacidade. É óbvio que acabo sempre por partilhar algumas informações mais pessoais, mas sempre relativamente à forma como organizo a minha casa.

Penso que é importante darmos um pouco de nós aos leitores. 

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

M: Quando comecei o Blogue não percebia nada de como funcionavam, e no início o design do Super Organizada não era bem do meu agrado. Em Maio último consegui (finalmente!) renovar completamente o design, desta vez a meu gosto. Se voltasse atrás, teria tido mais em conta este aspeto quando criei o Blogue.

No início não é fácil, mas é preciso ter perseverança e continuar sempre a escrever que os resultados irão aparecer. No mundo dos blogues é fundamental estarmos sempre atualizados e em cima do acontecimento.

Por isso, os conselhos que daria a alguém que quisesse começar um blogue seriam: acreditar, determinação, disciplina, muita dedicação e acima de tudo paixão pelo que se faz! 

I: Marlene, querida, foi um gosto tão grande conversar contigo e conhecer melhor o teu caminho na blogosfera. Muito inspirador! Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

M: O Super Organizada pode também ser seguido nas seguintes redes sociais:

Facebook

Instagram

Pinterest 


É, ou não é, uma maravilha a Marlene? Já conhecias o seu trabalho? O que mais gostaste de aprender?

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