Manutenção doméstica: 5 conselhos

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Este é o último tema que irei abordar neste mês dedicado à organização doméstica. Não que seja alguma espécie de especialista no que a este assunto diz respeito. Não, nada que se pareça. Faço o que posso, somente.

Haveria muito que poderia ser aqui incluído, e, vou confessar, tenho-me debatido imenso com este post e com o que devo, ou não, abordar.

Tenho em casa um livro que me acompanha já há vários anos, chamado Guia Prático da Dona de Casa e estou a tentar usá-lo como inspiração para este post. Todas as noites me agarro a ele, só que dá-me o sono e opto por ir dormir. E lá fica este tema de novo pendurado.

Livro Guia Prático da Dona de Casa

Sei o que isto é: resistência ao que uma parte de mim acha não estar certo. Uma metade acha que precisa daquele livro para dar aos meus leitores as dicas de manutenção doméstica perfeitas, Porém, a outra metade sabe que isso não está certo, que os meus leitores não querem apenas um livro “digerido”: querem conselhos práticos, relatos de experiências, querem saber o que foi experimentado e conseguido.

Manutenção doméstica é um tema vastíssimo. Para quem vive num apartamento, ou numa casa pequena, significa uma coisa e, para quem vive numa moradia, com terreno à volta, por exemplo, significa outra muito diferente.

Eu sempre vivi em apartamentos, logo sou completamente inexperiente em casas de maior dimensão e que exigem muito tempo e dedicação da parte dos seus donos. Ou dinheiro, para contratar quem mantenha tudo em ordem.

Não percebo nada de jardinagem (nem de pequenas plantas em vasos, quanto mais…) e não faço ideia por onde começar no caso de ter de fazer uma pequena obra de reparação. E confesso que passo o tempo a fazer figas para que nada se avarie lá em casa.

Sou, isso sim, defensora de que as coisas têm de ser tratadas e mantidas para se conservarem em boas condições.

Todos sabemos que os eletrodomésticos avariam, que a passagem do tempo faz a pintura da casa, seja ela interior ou exterior, se deteriorar, que as lâmpadas se fundem e por aí fora. O uso leva a que os nossos bens se danifiquem e as coisas só não se estragam se não forem usadas. É compreensível. No entanto, se formos prudentes na utilização de todos os nosso bens, as probabilidades de avaria, ou perda, diminuem consideravelmente.

Ora bem, agora que “encontrei a minha voz” no que a este tema diz respeito, aqui ficam 5 conselhos de manutenção doméstica, testados e aprovados:

  1. Inventário doméstico: é boa ideia ter uma lista dos objetos de maior valor, com fotos para referência futura para, caso o diabo as teça, poderes provar que são teus. Guarda as faturas dos artigos que compraste durante o período de garantia, bem como os seus manuais de instruções, para uma eventualidade. Eu tenho uma caixa onde guardo todos os manuais dos eletrodomésticos que tenho em casa e assim sei sempre onde estão quando preciso de consultá-los.
  2. Registo de manutenções: é aconselhável anotar as reparações efetuadas (intervenções na instalação elétrica, mudanças na canalização, etc.), com os dados do prestador de serviços, as datas em que ocorreram e outras observações relevantes. Há tarefas de manutenção que podem ser recorrentes e, dessa forma, será mais fácil fazer os agendamentos necessários, ou resolver um problema semelhante no futuro.
  3. “Remenda o teu pano e durar-te-á um ano” não é apenas um provérbio sábio: é um mantra! Cuidar da nossa casa, e do que temos dentro dela, é meio caminho andado para aumentar a durabilidade e diminuir as hipóteses de avaria, ou estrago. Por exemplo, se sabes que um determinado objeto que funciona a pilhas não vai ser usado por um período de tempo, retira-lhe as mesmas, para que não se estrague.
  4. Roupas: entre nódoas difíceis e remendos, é uma área que costuma dar algumas dores de cabeça. Agora que temos a Internet sempre à nossa disposição, sugestões, muitas delas testadas, sobre qual a melhor forma de remover uma nódoa são fáceis de encontrar. Quanto aos remendos, quanto mais cedo tratares disso, melhor. E, de preferência, remenda antes de lavar, para não correres o risco que se estrague ainda mais.
  5. Ferramentas: sabes que não sou apologista de excessos, mas há algumas ferramentas básicas que deverás ter em casa, nomeadamente uma chave de fendas, um martelo e uma tesoura. Talvez haja um, ou outro, utensílio que possa fazer-te falta recorrentemente e, nesse caso, será melhor tê-lo por perto. Tudo o resto poderás pedir emprestado, numa, ou noutra, ocasião, pois, pela minha experiência, a frequência de uso não justifica o investimento.

Tomar conta de uma casa é trabalhoso, sem dúvida. O segredo está na organização e no planeamento. Se alguma coisa se estragar, ou avariar, faz os possíveis para tratar do assunto com a celeridade possível, para que o problema tenha menor probabilidade de se agravar.

E a regra do fazer menos aqui é também de grande utilidade. Experimenta listar todas as tarefas necessárias para manter a tua casa em bom estado. Depois, analisa cada caso e determina se há pontos que podem ser melhorados, otimizados, ou, melhor ainda, eliminados da tua lista de afazeres. Não há nada como simplificar, não é?

Vá, agora vive a tua casa e sê feliz!

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