Maio: mês da saúde e do bem-estar

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Mens sana in corpore sano“, famosa citação latina

Os desafios até agora propostos pelo It’s (not) so simple têm estado ligados sobretudo à mente. Porém, desta feita, iremos dedicar-nos um pouco ao nosso “templo”, que é, como quem diz, o nosso corpo.

Ao longo deste mês, falaremos de saúde e bem-estar: alimentação, exercício físico, meditação e qualidade de vida.

Isto de vivermos numa época em que o nosso corpo é permanentemente “escrutinado” por todos os que nos olham (ou pelo menos assim o sentimos) e em que os padrões de beleza são estabelecidos com base no que vemos nos órgãos sociais tem muito que se lhe diga.

A ditadura das formas do corpo é um assunto delicado. Há tantas formas quantas pessoas há na terra. No entanto, somos tantas vezes expostos a imagens de pessoas idolatradas como tendo um corpo perfeito (sem gordura, sem estrias, sem marcas, sem rugas, sem varizes) que se torna impossível olharmo-nos ao espelho e não sentir vergonha do nosso próprio reflexo.

Pouco depois de ter entrado nos 20, li a seguinte frase numa revista: “o corpo que odeias aos 20, é o corpo que queres ter aos 30”. A frase pareceu-me tão plausível, que ficou para sempre comigo. Sim, eu tinha 20 anos e, apesar de ser saudável e ter um peso aceitável para a minha altura, não gostava do meu corpo como ele era.

Tinha, já por diversas vezes, feito promessas a mim própria de que iria emagrecer e ficar mais parecida com os meus ideais (uma top model qualquer, por certo), mas nunca tinha tido a força de vontade suficiente para mudar o que era necessário.

Ao ler aquilo, pensei sobre como seria o meu aspeto físico no futuro e que impacto isso teria na minha vida, na forma como eu me via e, consequentemente, na minha felicidade e satisfação pessoal.

Sabemos bem que amar o outro começa por nos amarmos a nós. Só será capaz de oferecer-se incondicionalmente a outra pessoa quem se aceita tal como é: imperfeições, feitio, virtudes e tudo o mais.

A entrada nos 30 fez-se, para mim, grávida pela primeira vez e foi nesse momento que relembrei a exatidão daquela frase.

Durante a gravidez e depois de o bebé nascer, apercebi-me de que sentia um apetite descomunal. Tinha gerado um ser dentro de mim, estava a amamentar, o meu corpo estava a recuperar e a minha “nova” vida pedia muito de mim. Parecia-me normal que o meu corpo exigisse ser convenientemente nutrido.

Tinha decidido seguir a máxima “9 meses para ganhar, 9 meses para perder”. Só que, passados os segundos 9 meses, poucos tinham sido os quilos a mais efetivamente perdidos.

Semanas transformaram-se em meses e meses transformaram-se em anos. Dois anos e quase seis meses depois, para ser mais exata, o peso a mais continuava lá. Tinha tentado controlar a alimentação e mantive inclusivamente um registo de peso para me tentar manter motivada, mas não obtive resultados.

Um dia, dei por mim no consultório de uma clínica de emagrecimento a falar sobre peso e dietas. Pediram-me que subisse para uma balança, uma daquelas muito tecnológicas que mede tudo e mais alguma coisa.

Não foram os quilos que apareceram no ecrã (esses já os sabia de ginjeira), não foi a percentagem de massa gorda, nem a de massa magra. O que me assustou realmente foi o facto de a balança dizer que a minha idade metabólica era de 47 anos.

Eu tinha 32 anos na altura e aquela máquina estava a dizer-me que o meu corpo acusava o peso de mais 15 anos. Onde é que eu me tinha deixado chegar?

Saí do tal gabinete meio abananada com tamanha descoberta. Sabia que não era ali que ia resolver a situação. Tomei uma decisão e, poucos dias depois, entrei para um ginásio.

Fui acompanhada, foram-me indicados os exercícios mais apropriados para mim e recebi aconselhamento ao nível alimentar.

Depressa me comecei a sentir outra: mais confiante, mais cheia de vida e, claro está, mais saudável.

Na primeira avaliação física estabeleci que queria perder 17 quilos em 12 meses. Para além disso, tencionava perder os primeiros 10 até ao final desse ano. Estávamos em Agosto. Felizmente, em Novembro já tinha atingido um dos objetivos.

Com a confiança restaurada e sendo já capaz de vestir a minha roupa pré-gravidez, concluí que o primeiro objetivo, o dos 17 quilos, não fazia assim tanto sentido. Por isso, deixei de me preocupar com isso.

Tinha perdido quilos a mais e, em troca, tinha ganho uma nova vontade de viver: tinha agora bons hábitos alimentares, seguia uma prática de exercício físico e, como que em efeito cascata, toda a minha vida foi mudando de forma positiva e consegui até tornar-me mais produtiva no trabalho.

Quando começamos a cuidar mais de nós, aprendi, o nosso apreço pela nossa pessoa sobe consideravelmente e passamos a encarar a nossa vida com outros olhos, com olhos mais positivos, mais despertos, mais atentos, mais afetuosos, por vezes.

Irei falar, ao longo deste mês, um pouco mais sobre a minha própria experiência e a história de como perdi o peso a mais depois de cada uma das minhas gravidezes. Não percas!

Aproveito para te deixar uma nota: poderás aperceber-te de que este mês o número de publicações no blogue será um pouco menor. Creio que isso será benéfico para o desafio em questão.

Este decréscimo prende-se também com o facto de eu estar a trabalhar em conteúdos que penso serem de grande valor e importância para quem segue e aprecia o It’s (not) so simple. E conto ter novidades em breve.

Posto isto, vamos lá a mais um desafio e obrigada por continuares aí desse lado.

Saúde!

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