Fazer agora

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Que levante o dedo quem nunca deixou uma tarefa, ou uma responsabilidade, arrastar-se no tempo. Alguém?

Chama-se procrastinar: deixar para depois; usar de delongas (Ver no priberam).

Oh, o que eu sou boa a procrastinar… Até arrepia!

Agora mais a sério. Quando, na minha cabeça, aquilo que eu tenho para fazer parece estar a tomar proporções que eu não consigo gerir, começo a deixar tarefas para trás apenas porque me parecem chatas, aborrecidas e demoradas.

Penso “agora não me apetece fazer isto, por isso vou juntar esta tarefa às várias que já aqui tenho para fazer mais tarde”. Os afazeres acumulam-se e a lista de pendências cresce a um ritmo alucinante. A isto se chama procrastinação deliberada. Pois, não é bonito.

Um bom exemplo é o arquivo de papéis: as faturas da farmácia, a documentação do seguro do carro, os recibos da associação de pais… Há uma pasta para guardar cada um destes documentos. Os malandros não encontram o caminho sozinhos…

Têm de ser furados com o furador, que está dentro de uma gaveta. É preciso abrir o armário onde está a dita pasta, tirar a pasta para fora, colocar lá o documento. Fechar a pasta. Arrumá-la no armário, fechar a porta do armário. Uff, que trabalheira!

Melhor será deixar este papel aqui em cima da secretária e um dia, com mais tempo e paciência, arrumo-o.

Sabes que mais? O dia com mais tempo e paciência nunca chega e, quando dou por isso, passaram 6 meses e o bom do papel continua por arquivar. Para ajudar, já que deixei um naquele sítio, acabo por deixar também muitos outros.

E, o que teria demorado no máximo 60 segundos inicialmente, acaba agora por demorar entre 30 minutos a 1 hora, já cada papel tem de ser visto e agrupado por categoria, para que vá parar à pasta certa.

Daí a importância do poder do agora: faz agora, pois custar-te-á muito mais depois.

E isto aplica-se a todos os aspectos da nossa vida. Portanto, a regra passa a ser: se pode ser feito agora, não o adies!

E tu, também padeces do mal da procrastinação? Conta-me tudo!

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