Exercício físico e saúde sempre de mãos dadas

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Agora que já falámos um pouco sobre meditação e alimentação, passemos a outro tema que está estreitamente ligado à nossa saúde e bem-estar: o exercício físico.

Indispensável para quem se quer manter em forma e saudável, mexer o corpo é essencial para um estilo de vida mais são.

Sabemos bem os efeitos negativos do sedentarismo e os positivos de nos mantermos fisicamente ativos:

  1. O coração funciona melhor, torna-se mais resistente e há uma diminuição das doenças cardíacas.
  2. São libertadas substâncias que proporcionam sensações de bem-estar ao nível do sistema nervoso central, contribuindo para menores sintomas de depressão ou de ansiedade, por exemplo, e uma maior autoestima.
  3. A capacidade pulmonar é melhorada e a nossa respiração torna-se mais eficiente.
  4. Reduz o risco de osteoporose e de fraturas ósseas na velhice.
  5. Fortalece a massa muscular e aumenta a flexibilidade.
  6. E, talvez o mais óbvio, facilita a perda, ou manutenção, de peso, ajudando a combater a obesidade.

A prática de exercício físico é por demais benéfica, desde que se observem todas as condições de segurança e se consulte o nosso médico.

Não posso dizer que ao longo da minha vida tenha dedicado muito tempo à prática desportiva. Tirando as aulas de educação física, e a frequência de um ginásio durante alguns meses por volta dos 20 e tal anos, nunca levei o exercício muito a sério.

Parecia-me que dava muito trabalho, era muito cansativo e sentia sempre receio de não ser boa o suficiente e me tornar alvo de troça por parte dos outros.

No entanto, quando me vi, depois da primeira gravidez, chegar a um ponto crítico, não conseguindo perder peso e vendo a minha saúde a deteriorar-se, tive de tomar uma atitude e foi a entrada num ginásio que me salvou de consequências mais graves ao nível da saúde.

Aí fui acompanhada, recebendo aconselhamento alimentar e físico e sendo-me prescritos planos de exercício adaptados aos meus objetivos e aos meus gostos: depressa treinar se tornou um gosto.

Quando o meu bem-estar e a minha saúde começaram a estar em jogo, o “trabalhoso” tornou-se prazeroso e o “cansativo” deixou de o ser. E deixei de recear os comentários das outras pessoas: ali via todo o tipo de pessoas, cada uma com o seu objetivo, mas o que todos realmente queríamos era ser mais saudáveis. Apenas e só.

Infelizmente, um ano depois de ter entrado para o ginásio, a empresa para a qual trabalho mudou de instalações. O ginásio deixou de estar logo ali ao lado e tornou-se impossível frequentá-lo.

E, passados mais uns mesitos, fiquei de novo grávida. Isso fez com que tivesse de abrandar o ritmo. Ainda pratiquei ioga por algum tempo, mas a minha agenda estava em sobrecarga, eu estava cansada e sem condições para correrias, por isso, optei por deixar ir.

A seu tempo retomaria, se assim achasse por bem.

Com a chegada do segundo filho, o tempo para “ginásticas” desapareceu. E, por isso, para conseguir recuperar alguma da minha saúde, tive de alterar os meus hábitos alimentares.

Mas voltar a praticar exercício físico de forma mais séria e regular não está fora de questão, antes pelo contrário. Estou apenas a aguardar por tempos melhores em que conseguirei dedicar-me um pouco mais a mim própria.

Entretanto, fui descobrindo outras alternativas “fit”. Há que reconhecer, ir até ao ginásio, equipar, aquecer, treinar, alongar, tomar banho, vestir, pentear e regressar ao escritório é moroso.

Que tal treinar em casa? “Em casa?”, perguntas. “Isso não é suficientemente motivador e não tenho todos os equipamentos de que preciso.”

É uma perspetiva, de facto.

Porém, se pensares no quão mais cómodo é fazer exercício em casa, à hora que te dá jeito, e, depois, tomar banho na tua banheira, ao teu ritmo, poderás olhar para esta hipótese com outros olhos.

Para te falar um pouco mais sobre isto, pedi ajuda ao P, o meu maridão.

Oiçamo-lo:

It’s (not) so simple: Quando e por que motivo começaste a praticar exercício físico?

P: Desde muito jovem que me interessei por um desporto em particular, o futebol, que comecei a praticar nas chamadas “escolinhas”. Jogava pelo prazer de chutar a bola e poder marcar golos.

A partir dos 10 anos, na categoria de infantil, os treinos tornaram-se uma coisa mais séria. Mas foi entre os 13 e os 20, já como atleta de alta competição, que o nível de exigência aumentou, com treinos bi-diários na pré-época e treinos 4 vezes por semana, bem como um jogo, durante a época.

It’s (not) so simple: O que te fazia continuar?

P: Estar em forma para poder jogar toda a época era primordial por isso tinha de me aplicar muito nos treinos.

Continuava porque gostava muito de jogar e porque, modéstia à parte, tinha jeito para a bola. Não era a vertente estética da prática de exercício físico, nem mesmo a questão da saúde, que me fazia continuar.

It’s (not) so simple: Quais os aspetos mais positivos da prática de exercício físico para ti? Encontras algum aspeto negativo?

P: Realço o facto de gostar de desportos de equipa, que me atraem pela sua vertente social. Foram muitas as amizades que fiz nos tempos em que joguei. Também me ajudava na disciplina de educação física e fazia com que me sentisse bem comigo próprio.

E, durante a adolescência, a atenção que recebia da parte do sexo feminino por ter um físico invejável, com músculos bem desenvolvidos e torneados, era igualmente interessante…

It’s (not) so simple: O que tens feito ao longo da vida para te manteres saudável?

P: Nunca fui uma pessoa muito regrada para me manter saudável e comia o que queria, sem grandes cuidados. Quando comecei a jogar mais a sério (passei pelas camadas jovens do Sport Lisboa e Benfica, do Sporting Clube de Portugal e do Futebol Benfica), e quando em estágio, havia uma maior preocupação com a forma como me alimentava, sobretudo antes dos jogos. Mas, fora isso, a alimentação não era uma preocupação.

Infelizmente, sofri uma lesão no joelho aos 16 anos, o que levou a uma intervenção cirúrgica e a algumas paragens e, aos 20 anos, com muita pena minha, tive mesmo de deixar a competição: o joelho não me permitiu continuar.

Depois deste momento, deixei a prática de exercício físico. E como não estava habituado a controlar a alimentação quando jogava, assim continuei, o que fez com que o meu corpo se modificasse e o peso aumentasse.

Quando me apercebi disso, comecei a fazer algo para estar em forma, como correr algumas vezes por semana. No inverno era mais difícil, pois o frio e a chuva são desencorajadores, mas, no verão, tentava retomar.

Houve uma altura em que descobri que tinha o colesterol muito elevada e aí decidi entrar para um ginásio, também incentivado pela minha mulher. Praticando exercício 4 vezes por semana e controlando um pouco mais a alimentação, consegui baixar o colesterol para níveis saudáveis e isso foi uma grande vitória.

Só que, com o passar do tempo, e também por causa do nascimento do segundo filho, o tempo para ir ao ginásio diminuiu consideravelmente e acabei por cancelar a inscrição.

Por indicação de um amigo, que obteve excelentes resultados com essa alternativa, comecei a pesquisar pelos treinos de um senhor chamado Shawn T e decidi experimentar.

Em Setembro passado, comecei um treino chamado “Insanity”. São cerca de 50 minutos diários, extremamente duros, mas que me ajudaram bastante no controlo do meu peso. Estes são treinos que estão pensados para serem feitos em casa, num espaço não necessariamente muito amplo (cerca de 2m x 2m).

Para quem não conhece, Shawn T tem várias séries de exercícios (o Insanity é uma delas) em formato vídeo. Somos motivados pelas suas instruções e pelo facto de haver várias pessoas a acompanhá-lo que também estão a treinar. Podes ver um exemplo aqui.

Quando acabei esta série, decidi começar uma outra, o T25, que é menos exigente em termos de tempo, mas é igualmente difícil, pois o princípio é de que são 25 minutos sem pausas. Esta série levou a um maior desenvolvimento muscular.

Neste momento, no entanto, encontro-me num período de reflexão sobre que tipo de treino irei fazer a seguir: continuar o T25, que é intenso, sem pausas, mas que requer pesos, ou passar para algo mais aproximado ao Insanity, que é mais moroso, barulhento para os vizinhos que moram por baixo, mas um pouco mais pausado?

Definitivamente, estou pronto para experimentar uma nova série, pois repetir sempre os mesmos exercícios é aborrecido e a novidade é motivante para mim.

Talvez siga para o Insanity 30 Max do Shawn T. Ou, quem sabe, se decidir ser radical, para a série Asylum, que já me disseram que é bastante exigente, mas acho que valerá a pena.

It’s (not) so simple: O que recomendarias a alguém na tua situação (pai, marido, dono de casa e trabalhador a tempo inteiro) para se manter em forma?

P: Recomendaria opções de treino em casa, pois as idas ao ginásio consomem bastante tempo.

Se forem pessoas pouco matinais, como eu, diria para aproveitarem o final do dia, depois de deitar as crianças e a casa estar calma. E perseverar no programa que escolherem.

Os resultados não aparecem de um dia para o outro. Mas, com a continuidade, eles virão.

Obrigada pela tua partilha, maridão!

Agora que o rebento mais novo me vai dando algum (pouco) descanso, decidi fazer algo para ir pondo o corpo em movimento: instalei no telemóvel uma app do Seven Minute Workout.

Podes ler mais sobre este tipo de exercício neste artigo do Observador, mas, grosso modo, trata-se de um circuito de alta intensidade, para pessoas sem tempo nem dinheiro para fazer exercício: precisas apenas de 7 minutos, uma parede e uma cadeira.

Agora que começou o desafio de saúde e bem-estar, comecei também a praticar algum exercício físico algumas vezes por semana.

Para quem seguiu o desafio de organização doméstica, fica a nota de que estou a fazer este workout nas noites em que não ponho roupa a lavar, ou seja, segundas, terças, quintas e, às vezes, aos sábados.

É bom pôr o corpo de novo a mexer e sentir os músculos a trabalhar. Sabe bem sentir as endorfinas a libertarem-se e a encherem o meu corpo e o meu cérebro de boas sensações.

Apesar de serem apenas 7 minutos, é o suficiente para acelerar o coração, aumentar a temperatura corporal e ajudar-me a sentir-me ainda melhor comigo própria.

Alguns exercícios são difíceis (eu não sou nada boa a fazer flexões…), mas, à medida que vou fazendo mais vezes, vou sentindo os meus músculos a ficaram mais fortes e resistentes, conseguindo aumentar o número de repetições dentro do mesmo tempo.

E isso faz com que me sinta confiante.

Sabe mesmo bem!

Então e tu, o que fazes para estar em forma? Ou que é que tencionas começar a fazer nos tempos mais próximos? Ou qual o teu maior desafio para ainda não teres começado? Obrigada pela partilha.

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