Dicas simples de poupança

Dicas simples de poupança

Hoje é dia de partilhar contigo o texto que escrevi para a edição de Fevereiro de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber tudo sobre esta colaboração neste post.

A edição deste mês aborda a temática da indisciplina e de como erradicá-la, traz-nos um interessante artigo sobre o ácido úrico e um outro sobre como podemos lidar com a dor ciática de uma perspetiva osteopática.

Sem esquecer, claro está, as receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar!

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.

 


O início de um novo ano é sempre uma boa altura para rever objetivos financeiros e organizar as contas familiares.

O Natal já lá vai e os primeiros meses do ano trazem novos planos e vontades.

Saber quanto dinheiro temos para gastar, e no que vamos gastá-lo, é essencial para uma boa gestão do orçamento disponível.

É desagradável sentir que não se consegue fazer face aos custos, do mesmo modo que acredito que ninguém aprecia viver com a incerteza do que poderá acontecer se surgirem despesas imprevistas.

A gestão de um orçamento passa por saber, por um lado, qual o rendimento disponível, e, por outro, quais as despesas esperadas.

É aconselhável que se revejam estes dados com uma periodicidade regular. Cada um saberá o que está mais de acordo com a sua realidade, mas, hoje, vou partir do pressuposto de que a análise será feita todos os meses, que é como a fazemos em minha casa.

O melhor será manter um registo de proveitos e gastos: em papel, ou no computador, consoante as preferências individuais. O que realmente importa é manter as finanças sob controlo.

Depois da primeira análise, ficará certamente evidente qual o estado da economia doméstica. Há espaço para poupar? Ou será que é necessário fazer cortes na despesa?

O povo, sábio como é, sempre nos ensinou que “no poupar é que está o ganho” e nós sabemos bem que “o dinheiro é de quem o poupa e não de quem o ganha”. No entanto, nem sempre é fácil fazer face a todas as nossas responsabilidades financeiras com o rendimento que temos disponível.

Quando pomos “preto no branco” quanto ganhamos e quanto gastamos, torna-se impossível ficar indiferente ao resultado dessa análise.

Nesse momento, a nossa situação financeira fica mais clara.

À partida, serão três os cenários possíveis:

a) Temos dinheiro para poupar: a situação ideal e, quanto a mim, o objetivo final de todos quanto querem controlar as suas finanças eficazmente. Continue o que está a fazer, pois está no bom caminho!

b) Ganhamos tanto como gastamos: ainda que possa ser algo que acontece apenas nos meses em que as despesas são maiores, é um sinal de que é necessário implementar algumas mudanças no sentido de potenciar a poupança. Continue a ler!

c) O rendimento não é suficiente para fazer face aos gastos: muito provavelmente, já tinha noção de que a sua situação era esta, pois estava a tornar-se recorrente não conseguir cumprir as suas responsabilidades, ou era frequente ter de pedir dinheiro emprestado. Por favor, não desespere, sobretudo se já chegou a este ponto da sua análise. Reverter esta situação é possível e requer apenas que dê pequenos passos, ou mude aspetos simples. Prossiga com a leitura!

Hoje irei partilhar algumas estratégias simples para ajudar quem me lê a conseguir amealhar um pouco mais e a evitar que o dinheiro não cheque até ao final do mês.

 1 – Ter um fundo para emergências.

Os imprevistos financeiros são uma realidade para todos nós: a máquina de lavar avariou e já não tem conserto possível, o carro precisa de pneus novos, há material escolar para comprar, os miúdos “deram um pulo” e precisam de roupa ou calçado novo…

Daí ser tão importante conseguir poupar e ter um fundo monetário para as emergências que podem surgir a qualquer momento.

Para mim, o primeiro objetivo de poupar, especialmente para quem ainda não o faz, é ter um valor guardado ao qual se pode recorrer quando o inesperado acontece.

Naturalmente, o ideal será que o rendimento de cada mês permita pagar todas as despesas, mas, quando isso não for possível, iremos sentir-nos mais seguros e descansados de soubermos que temos algo reservado para uma eventualidade.

O agregado deve estipular um valor ideal para esse fundo e definir como atingi-lo. O mais importante, claro está, é guardar esse valor para as verdadeiras emergências e, quando o fundo for usado, tratar de restabelecê-lo logo que possível.

2 – Otimizar custos.

Olhando para a análise financeira que se fez, onde é que é possível efetuar cortes? Há despesas que não fazem sentido? Subscrições de que não se usufrui, serviços sem utilidade, custos esquecidos, juros que podem ser renegociados?

Se se modificarem alguns hábitos, é possível diminuir as despesas? Que tal fazer mais refeições caseiras, ou reduzir o uso da viatura própria quando houver alternativas viáveis?

O estudo financeiro que foi feito deve servir como forma de pôr todos os gastos em perspetiva e deverá também permitir que se tenha verdadeira noção de para onde o nosso dinheiro, ganho com tanto esforço, realmente vai.

Esta é, sem sombra de dúvida, a melhor forma de descobrir onde estão os focos de poupança. E, se as suas finanças precisam de levar uma volta, não tenha qualquer receio de cortar nos custos não essenciais.

Lembre-se, nada tem de ser definitivo: se há um bem, ou um serviço, que lhe custa particularmente dispensar, pense que é apenas temporário e que assim que as contas estejam de novo positivas pode voltar a usufruir dele. Embora, em jeito de curiosidade, talvez venha a descobrir que, afinal, este não lhe faz assim tanta falta…

3 – Estudar fontes de rendimento alternativas.

Este é o momento de olhar para o que tem em casa, no sótão, na arrecadação, na garagem, ou onde quer que guarde o que já não usa, e ver o que é que lhe pode render algum dinheiro.

A época é perfeita para isso: com o ressurgimento do mercado de bens em segunda mão (ou terceira, quem sabe), aquilo que tem em casa sem uso pode trazer-lhe uns euros extra que serão preciosos para os seus objetivos de poupança.

Duas torradeiras? A batedeira está parada há três anos? Telemóveis esquecidos na gaveta? O equipamento daquele hobby, ou desporto, que deixou para trás faz tempo? Tudo isso pode ter utilidade para uma outra pessoa que procura estes bens a um preço mais em conta.

Por isso, organize uma feira de artigos usados (convide familiares e amigos), ou veja entre os seus contactos se alguém teria interesse em comprar o que tem para vender, ou (e esta é a minha preferida) venda online, em sites especializados na venda em segunda mão.

Alternativamente, pode fazer alguns trabalhos relacionados com os seus gostos pessoais nos seus tempos livres: traduções, design gráfico, ou tomar conta de crianças, por exemplo. Ou então, fazer algo que poderá depois vender: artesanato, doçaria, etc., etc.

Esta é uma boa hipótese de pôr as suas paixões a render!

4 – Definir objetivos de poupança.

Criar o tal fundo de emergência de que falei antes, poupar para comprar algo que nos faz falta, pôr de parte dinheiro para pagar os estudos dos filhos, guardar uma maquia para aquela viagem com que se sonha há anos, ou antecipar aquilo de que se poderá precisar quando se chegar à reforma: todos estes são motivos válidos para decidir poupar. E o leitor com certeza terá os seus próprios motivos, tão bons ou melhores do que estes.

O que deverá fazer é deixá-los bem claros: só dessa forma terá a motivação necessária para agarrar as rédeas das suas finanças e gerir o seu orçamento de forma eficaz e que lhe permita uma maior estabilidade e conforto.

Portanto, arranje um mealheiro, ou crie uma conta bancária só para este fim, e comece já a pôr alguns euros de parte. Que tal estipular uma percentagem do seu rendimento mensal para poupar? Ou, alternativamente, definir o montante que gostava de ter poupado no final do ano e trabalhar para cumprir esse objetivo?

Retomando a sabedoria popular, “mais vale poupar no início, do que no fim”. Por isso, comece já a viver o seu futuro financeiro sem dívidas!


Para aprender mais sobre poupanças, sugiro os cursos online da Escola It’s (not) so simple:

1 – Poupar e pagar dívidas – Curso Gratuito

Este é o curso ideal para quem quer dar os primeiros passos de poupança e acabar com as suas dívidas, ao mesmo tempo que se começa a criar um fundo de maneio. Mais informação aqui.

2 – Poupar e pagar dívidas – Curso Avançado – 19€

Este curso é indicado para quem já tem por hábito poupar, mas ainda luta com as suas dívidas e não sabe como alavancar ainda mais as suas poupanças. Toda a informação aqui.

Para recursos adicionais sobre a temática das finanças pessoais/domésticas, ver a página do Desafio “As Tuas Finanças”.


Que dicas de poupança tens para partilhar connosco? Ou quais os teus maiores desafios nesta área?

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