Desafio de gestão do orçamento familiar: Um resumo

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Em primeiro lugar, parabéns por teres chegado ao fim do primeiro desafio. Ainda não te tinha dito, mas és o máximo e admiro a tua coragem em admitir que precisavas de olhar para este assunto com olhos de ver e de tomar decisões difíceis, porém necessárias. Percorreste um longo caminho, mas o sentimento de que valeu absolutamente a pena compensa tudo, não é?

Em segundo lugar, obrigada pela companhia! Tudo se torna mais fácil quando sabemos que temos alguém que compreende aquilo por que estamos a passar.

Ah, o desafio de gerir o orçamento lá de casa… Se fores como eu, preferias não teres de te preocupar com este tema. E seria também bom não ter de lidar com dinheiro. Só que, infelizmente, tem de ser. A menos que passes a tarefa a outra pessoa, alguém tem de o fazer. Em nome da saúde das tuas finanças! Vais ver, agora que começaste, ganhaste-lhe um gosto especial e a tua vida parece outra.

Este é o momento em que faço um resumo de como foi este mês e este desafio para mim: como correu, quais as maiores dificuldades e quais as aprendizagens que daqui retiro, sejam elas positivas ou negativas, para poder saber o que quero continuar a fazer, o que não quero fazer mais, e/ou o que devo modificar.

Há já algum tempo que, por desleixo, tinha deixado de controlar de perto o orçamento lá de casa. Não era algo essencial e, por isso, foi ficando para trás, embora não devesse. Todos sabemos que, por vezes, temos de fazer algumas escolhas complicadas. Para mim, esta foi uma delas. No entanto, fi-lo sabendo que, assim que possível, voltaria a este bom hábito.

Olhar de novo para os valores que compõem o orçamento lá de casa foi muito importante. Até porque, agora, a família está mais crescida. Pude rever o rendimento disponível, as despesas fixas e as variáveis, e ter uma noção muito mais precisa de:

  1. Quanto é preciso para fazer face aos custos?
  2. Há margem para poupar, ou, ao invés, há que fazer alguns cortes?

Este momento foi também aproveitado para traçar objetivos monetários para 2016: quanto gostaríamos de poupar e qual o fim dessa mesma poupança.

Pagar o nosso empréstimo habitação antecipadamente (podes ler a história aqui), só foi possível com uma gestão orçamental “apertada”. Termos estabelecido objetivos de diminuição da dívida no início de cada ano foi igualmente fundamental: era estimulante saber quanto tínhamos conseguido deduzir em cada mês, entre prestações e abatimentos extraordinários e quanto ainda faltava para o propósito daquele ano.

Por isso, continuamos a fazê-lo, só que agora passaram a ser objetivos de poupança: estabelecemos o montante que queremos ter de parte no final de 2016 e qual o propósito dessa maquia.

No geral, descrevo a experiência como positiva. Com um orçamento “preto no branco”, ao invés de ter apenas uma noção vaga de que as finanças estão de “boa saúde”, a minha vontade de gastar dinheiro diminui consideravelmente. Ou, pelo menos, cada despesa é olhada com olhos muito mais cautelosos: “preciso mesmo disto”, ou “será que posso comprar isto mais barato”?

Ter as finanças controladas revelou-se muito importante este mês, uma vez que tivemos uma despesa inesperada com o nosso carro. Cresci a ouvir a expressão “Um carro come connosco à mesa”. É óbvio que não é literal, mas lá que esta categoria de despesas tem muito que se lhe diga, lá isso tem. Há sempre uma peça a necessitar de substituição, e depois são as inspeções, as manutenções, enfim… Ainda bem que, com a aferição das despesas e do rendimento disponível que fiz no início do mês, tinha forma de saber que conseguia fazer face àquele custo inesperado.

Espero que este mês tenha sido muito produtivo para ti e, claro está, para as tuas finanças pessoais. Gostaria muito de saber como correu este mês para ti, o que aprendeste e se achaste as minhas dicas úteis.

Fevereiro está mesmo aí à porta e esse será o mês em que falaremos sobre organização doméstica. Vem por a casa em ordem comigo!

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