Como parar de procrastinar de uma vez por todas

Como parar de procrastinar de uma vez por todas

Chegou o momento de divulgar o texto da edição de Junho de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber mais sobre esta colaboração neste post.


Que levante o dedo quem nunca deixou uma tarefa, ou uma responsabilidade, arrastar-se no tempo. Alguém?

Chama-se procrastinar: deixar para depois; usar de delongas.

Oh, o que eu sou boa a procrastinar… Até arrepia!

Agora mais a sério. Quando, na minha cabeça, aquilo que eu tenho para fazer parece estar a tomar proporções que eu não consigo gerir, começo a deixar tarefas para trás apenas porque me parecem chatas, aborrecidas e demoradas.

Penso “agora não me apetece fazer isto, por isso vou juntar esta tarefa às várias que já aqui tenho para fazer mais tarde”. Os afazeres acumulam-se e a lista de pendências cresce a um ritmo alucinante. A isto se chama procrastinação deliberada. Pois, não é bonito.

Um bom exemplo é o arquivo de papéis: as faturas da farmácia, a documentação do seguro do carro, os recibos da associação de pais… Há uma pasta para guardar cada um destes documentos. Os malandros não encontram o caminho sozinhos…

Têm de ser furados com o furador, que está dentro de uma gaveta. É preciso abrir o armário onde está a dita pasta, tirar a pasta para fora, colocar lá o documento. Fechar a pasta. Arrumá-la no armário, fechar a porta do armário. Uff, que trabalheira!

Melhor será deixar este papel aqui em cima da secretária e um dia, com mais tempo e paciência, arrumo-o.

Sabem que mais? O dia com mais tempo e paciência nunca chega e, quando dou por isso, passaram 6 meses e o bom do papel continua por arquivar. Para ajudar, já que deixei um naquele sítio, acabo por deixar também muitos outros.

E, o que teria demorado no máximo 60 segundos inicialmente, acaba agora por demorar entre 30 minutos a 1 hora, já cada papel tem de ser visto e agrupado por categoria, para que vá parar à pasta certa.

Daí a importância do poder do agora: faça agora, pois custar-lhe-á muito mais depois.

E isto aplica-se a todos os aspectos da nossa vida. Portanto, a regra passa a ser: não adiar o que pode ser feito agora!

Por saber o quão difícil é combater este “bicho” chamado Procrastinação, deixo aqui os cinco passos que uso para contrariar a “dita cuja”:

1 – Determinar o que há para fazer em cada dia

Listar as tarefas mais importante que temos para completar naquele dia, aquelas que mais valor nos vão trazer, ou que mais nos irão aproximar dos nossos objetivos. Tem de ser uma lista fazível e não um rol interminável que nem um super-herói conseguiria levar a cabo!

2 – Fazer essas tarefas logo no início do dia, ou o mais cedo possível

Se aquela pessoa com quem é preciso falar só vai estar disponível da parte da tarde, fazer outras tarefas primeiro, ou optar por enviar-lhe um email, para adiantar o tema.

3 – Contar com os imprevistos

Se, entretanto, chegar uma tarefa não planeada, juntá-la à lista e definir quando será levada a cabo. Caso essa tarefa não planeada não demore mais do que 2 minutos, o melhor será fazê-la e não pensar mais nisso.

4 – A respiração pode ser a chave

Se a vontade de fazer determinada coisa se escapar, respirar fundo, observar de perto os sentimentos e os pensamentos que assomam nesse momento, aprender com isso e retomar a tarefa.

5 – Repetir os passos anteriores as vezes forem necessárias

Lutar contra a procrastinação é um “músculo” que se treina!

E é isto!

Depois de muito analisar a minha relação com a procrastinação, cheguei à conclusão que tudo se resume a medo: receio não ser bem sucedida, temo que a tarefa seja difícil, entediante, inútil… Porém, tive de me render às evidências: se tem mesmo de ser feito, porquê adiar? Na esperança de que a tarefa desapareça por si só? Não vai acontecer!

Fazer agora é sempre a melhor solução e a decisão mais sensata.

Boa “desprocrastinação”!

Parar de procrastinar o desenvolvimento pessoal

Investir em conhecimento

Recentemente, tive a oportunidade de publicar um texto da minha autoria no famoso The Busy Woman and the Stripy Cat, da Rita Domingues. Este espaço inspirou-me muito na minha decisão de abraçar um estilo de vida mais simples. É um dos blogues em língua portuguesa que mais interesse me desperta. Passa por lá, ok?

O tema do artigo foi o investimento em desenvolvimento pessoal e lá partilhei 5 motivos para parar de adiar a decisão de alcançar novos conhecimentos. Se precisas de um bom motivo para avançar, lê o artigo completo aqui.

Para te “abrir o apetite”, aqui ficam as razões que muitas vezes invocamos para protelar algo desta dimensão:

1- Não tenho tempo!

2 – Onde é que vou arranjar o dinheiro?

3 – O meu patrão não ia valorizar-me mais por isto.

4 – Não sei o que estudar!

5 – Já não tenho idade para isso!

O que fiz foi colocar todos estes motivos em perspetiva e ajudar quem quer seguir em frente, mas não o faz por medo, a acabar com as desculpas tontas.

Este foi, sem sombra de dúvida, um dos textos que mais gostei de escrever. Saber que posso ter inspirado outra pessoa a decidir a levar-se mais além enche a minha alma.

Tal como me enche a alma poder ajudar os outros a modificar as suas vidas para melhor.

 

Espero que gostes!

Como vencer o “bicho” da procrastinação em 5 passos

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Hoje, para te falar sobre procrastinação, vou contar-te uma história sobre uma rapariga e uma pilha de papéis.

Era uma vez uma rapariga, na casa dos trinta, que tinha uma grande pilha de papéis por arquivar na sua secretária. A pilha tinha começado inocentemente a formar-se num dia em que a rapariga decidiu que não era oportuno arquivar aquele papel de que já não precisava: havia emails para responder, janelas de chat a piscar e uma lista de pendências de dimensões astronómicas. Aquele singelo papel podia esperar, certo?

Bom, e se havia um papel, que até já tinha um lugar para estar e tudo, poderiam haver outros. Um dia, ela haveria de pegar naqueles papelitos e arquivá-los de uma vez por todas. Errado!

Quando a rapariga deu por si, a pilha teria mais de 10 centímetros de altura e isso fê-la levar as mãos à cabeça: isto tem de parar, decidiu.

Como já adivinhaste, a rapariga na casa dos trinta sou eu.

A palavra “procrastinação” não era desconhecida. Só que, durante muito tempo, não passava de um “palavrão”, de uma palavra com muitas letras, difícil de dizer, de escrever e de entender.

Cresci a procrastinar: teria 8 ou 9 anos, andava na escola primária e tinha aulas só da parte da manhã. Ah, toda a tarde para fazer os trabalhos de casa (havia-os sempre) e para brincar! E o que é que eu decidia fazer primeiro? Ver televisão. Até à exaustão! E, só quando sabia que a minha mãe estava para chegar é que me agarrava aos cadernos e fazia as contas e as cópias às pressas.

Era já uma procrastinadora, sem a mínima noção de que havia uma palavra para descrever o meu comportamento.

É certo que eu era apenas uma criança e que, como todas as crianças, queria entreter-me e não fazer TPC’s. Também é certo que não ter um adulto por perto parte do tempo me ajudava a ser mais irresponsável.

Só que a verdade é que se estava a formar um padrão e um hábito: primeiro a devoção e depois a obrigação. Eu cresci a ouvir o contrário, por isso deveria saber fazer as coisas da forma certa…

Com o passar dos anos, algumas arestas foram limadas e alguns procedimentos modificados. Consegui, com esforço, deixar de adiar tanto os meus afazeres. Entre o ciclo preparatório e o primeiro emprego, o comportamento só se verificava em alguns aspetos, mais do foro pessoal, mas sem consequências de maior. Quando ouvia, por acaso, a palavra “procrastinação”, achava que isso era algo que só os outros faziam, nunca eu.

Contudo, já nos trinta, o comportamento recomeça a manifestar-se: adio a ida ao dentista (eu sei, esta é fácil), uma lâmpada funde-se, mas deixo a compra e a troca para depois (se tiver de estar às escuras durante uns dias, que mal faz?), entrego o IRS só à última da hora (quem é que não gosta de um desafio ao estilo “Missão Impossível”?)…

E, claro está, formam-se pilhas: papéis por arquivar, emails por responder, pastas de assuntos para tratar, tarefas por concluir, etc., etc.. O tampo da minha secretária deixa de se ver, tal a quantidade de pastas com assuntos pendentes. Quando era necessário recuperar algum tema, demorava vários minutos para encontrar o ficheiro em causa.

Acumulo responsabilidades, os emails enchem a minha caixa de correio a um ritmo veloz, o MSN pisca a toda a hora, o telefone toca, entregam-me todo o tipo de papeis… E eu, sentindo-me assoberbada, e, por vezes, sem a mínima vontade de fazer muitas das coisas que me competem, vou deixando tarefas para trás. E vou-me desculpando com o “tanto-que-tenho-para-fazer”, com as solicitações que não têm fim. Há mais do que isso lá no fundo, eu é que não consigo perceber!

A determinada altura, e um pouco por acaso, leio um artigo sobre produtividade e gestão de tarefas e alguém fala sobre Leo Babauta (falarei em maior profundidade sobre o seu trabalho num outro post). Procuro o autor, descubro o seu blogue, e os seus livros, e caio em mim: sou uma procrastinadora descarada. Adio sem contemplação. Não faço as coisas porque simplesmente não me apetece.

É doloroso constatar e encarar algo desta dimensão. Apercebo-me de que andei a viver no meio de uma mentira criada por mim, pela minha preguiça, pela minha incapacidade de ultrapassar a inércia que se tinha apoderado do meu ser, impossibilitando que eu fosse para além do que me era devido.

Tinha tentado, das formas mais diversas, tornar-me mais produtiva, estabelecendo datas para terminar cada tarefa, para cumprir prazos, sem que nada parecesse, no entanto, funcionar. Eu culpava a falta de tempo e as tarefas que não paravam de chegar.

Para mim, foi uma grande tristeza perceber e enfrentar esta minha fraqueza. E foi duro engolir o tempo que tinha desperdiçado.

Porém, nada havia a fazer naquele momento a não ser “apanhar os cacos” e seguir em frente.

Essa é a única atitude a tomar perante uma constatação como esta: errei, não quero continuar a agir desta maneira, por isso vamos lá fazer diferente e tentar melhorar.

A secretária foi destralhada, as tarefas foram revistas, as pendências resolveram-se e entrei num novo ciclo: um ciclo com uma promessa: “vou procrastinar o menos possível”.

Chamo-lhe o estado de espírito “se já não é preciso, vai para o arquivo!”

Não vou mentir, o chamado da procrastinação é forte e ignorar o seu apelo é difícil. António Variações sabia do que falava na sua famosa canção É p’ra amanhã (esta é uma das que encontras na lista oficial do It’s (not) so simple no Spotify).

Por saber o quão difícil é combater este “bicho” chamado Procrastinação, deixo-te os cinco passos que uso para contrariar a “dita cuja”:

  1. Determinar o que há para fazer em cada dia: uma lista fazível e não um rol interminável de tarefas que nem um super-herói conseguiria levar a cabo!
  2. Fazer essas tarefas logo no início do dia, ou o mais cedo possível: se aquela pessoa com quem é preciso falar só está disponível da parte da tarde, fazer outras tarefas primeiro, ou optar por enviar-lhe um email, para adiantar o tema.
  3. Se chegar, entretanto, uma tarefa não planeada, juntá-la à lista e, quando possível, definir quando será levada a cabo. Caso essa tarefa não planeada não demore mais do que 2 minutos a concluir, concluí-la e pronto. Esta dica do Leo Babauta para mim é preciosa!
  4. Se a vontade de fazer determinada coisa se escapar, respirar fundo, observar de perto os sentimentos e os pensamentos que assomam nesse momento, aprender com isso e retomar a tarefa.
  5. Repetir os passos anteriores as vezes forem necessárias.

E é isto!

Depois de muito analisar a minha relação com a procrastinação, cheguei à conclusão que tudo se resume a medo: receio não ser bem sucedida, temo que a tarefa seja difícil, entediante, inútil… Porém, tive de me render às evidências: se tem mesmo de ser feito, porquê adiar? Na esperança de que a tarefa desapareça por si só? Não vai acontecer!

Fazer agora é sempre a melhor solução e a decisão mais sensata.

Boa “desprocrastinação”!

E tu, como lidas com a procrastinação? O que costumas procrastinar? Ou o que é que nunca procrastinas? Conta-me tudo!

Por que é que o ser humano precisa de hábitos e rotinas?

 

Hábitos e RotinasQuando penso em hábitos e rotinas, a primeira coisa que me vem à cabeça é a minha manhã nos dias em que vou trabalhar. Lembro-me de todos os passos que tenho de dar para ter tudo pronto e poder sair de casa satisfeita e com o mínimo de sobressaltos.

Porque este mês é dedicado à organização pessoal, vou focar-me em hábitos individuais. É claro que, em muitos casos, as nossas rotinas estão interligadas, ou interdependentes, das rotinas das pessoas que vivem connosco, mas tentemos abstrair-nos disso por agora, se possível.

Como se forma um hábito? Esta é uma pergunta interessante e que faz com que tenhamos de recuar até ao tempo em que nos lembramos de ter começado uma determinada ação com a frequência necessária para que esta entrasse na nossa rotina.

Olhemos para um hábito “primário”, como beber água. O que te leva a fazê-lo? Tens uma necessidade básica, da qual depende a tua sobrevivência, que é a sede. O teu corpo pede a supressão dessa necessidade, ou, em casos extremos, entrará em colapso. Para impedir que isso aconteça, tens enraizada em ti a premência de ingerir líquidos para manter a tua hidratação. O teu corpo envia-te sinais – boca seca, dores de cabeça, ou em casos um pouco mais preocupantes, rigidez nas articulações, cãibras, dormências ou perdas de força muscular – e tu sabes como reagir a estas sensações.

Assim se formam os hábitos, dos mais primários, aos (aparentemente) mais fúteis, e até mesmo aos chamados “maus hábitos”: sentimos uma necessidade e colmatamo-la com uma determinada ação. Se o sentimento for de satisfação, quando uma situação semelhante se voltar a apresentar saberemos como agir. E eis que nasce o hábito.

O que fazes assim que te levantas de manhã? Ligas o telemóvel? Vais à casa de banho? Abres o frigorífico? Qual é o primeiro desejo que sentes a premência de satisfazer? Como é que isso se tornou parte de ti?

Quando entramos no campo do estudo das rotinas, ouvimos falar do “circuito dos hábitos” (a minha tradução do Inglês habit loop), descobrimos como estes se formam e aprendemos que o que despoleta uma determinada prática é uma sugestão, ou deixa. Seguindo essa sugestão, efetuamos uma determinada ação para obtermos a nossa recompensa. Por exemplo: são quatro da tarde, o cansaço do dia começa a instalar-se, o almoço já lá vai e apetece-te algo doce para “renovar” as tuas forças. Como satisfazer essa necessidade? Onde está o doce mais próximo? Na despensa, no café da esquina, na gaveta da tua secretária?

A deixa: são quatro da tarde e este dia está a ser difícil. O hábito: ingerir algo doce. E a recompensa? O teu corpo fica satisfeito e a tua energia renova-se, ainda que só por momentos. Pois é, por este altura, o teu cérebro já sabe que despoletar a deixa do “algo doce” levará à libertação do torpor que parecias estar a sentir e que, depois de cumprido o circuito do hábito e satisfeito o desejo, haverá a recompensa do prazer. E isso é poderosíssimo na criação de hábitos e rotinas.

Todos temos bons e maus hábitos. Todos temos hábitos que gostávamos de conseguir “perder”. Tenho uma má notícia: de acordo com os especialistas, os maus hábitos não se perdem. A parte boa é que, com o estímulo certo, é possível substituí-los por outros mais positivos.

Para muitos fumadores, a título de exemplo, a solução para deixar de fumar passa por substituir o cigarro por pastilhas elásticas, ou algo semelhante. Pelo menos foi assim que algumas pessoas que me são próximas conseguiram modificar esse comportamento. O seu corpo ansiava por algo que as fizesse relaxar, que ajudasse a diminuir a tensão. A resposta antiga era puxar de um cigarro e deixar a nicotina fazer o seu trabalho. Quando tomaram a decisão de modificar esse hábito, de cada vez que o cérebro “sugeria” uma pausa, optavam por mascar uma pastilha, observar o seu comportamento e deixar o seu organismo atingir o estado desejado de uma forma que não envolvesse o antigo hábito.

Modificar hábitos e rotinas pode ser difícil e moroso, sendo por vezes um percurso cheio de tentativas e erros. Há que observar de perto as nossas sensações, reações e a forma como o nosso cérebro se comporta perante a privação da recompensa “adorada”.

Haverá, com toda a certeza, rotinas mais fáceis de modificar do que outras. Tudo dependerá da importância que aquela recompensa tem para nós. No entanto, não é impossível. Tenho a certeza de que na tua vida já conseguiste alterar hábitos que não te traziam nada de positivo: roías as unhas na infância? O que te levou a parar? A tua vida era absolutamente sedentária e passaste a praticar desporto com regularidade? O que despoletou essa modificação?

A capacidade de mudar, de alterar o nosso curso e o nosso destino é algo de absolutamente fascinante no ser humano.

Se gostavas de saber mais sobre o tema dos hábitos, como nascem, como se enraizam e como podem ser a alavanca para o nosso sucesso, recomendo leitura do livro A Força do Hábito, de Charles Duhigg, jornalista do New York Times e vencedor de um prémio Pulitzer.

Este livro mudou a minha forma de ver as rotinas e permitiu-me introduzir alterações muito positivas no meu dia a dia, desde reduzir a procrastinação, até trocar hábitos alimentares e ser mais saudável por essa via.

Podes também saber mais sobre este tema visitando o site do autor e consultando os recursos que este disponibiliza. Aconselho sobretudo a consulta dos fluxogramas sobre a modificação e sobre a criação de hábitos. Atenção: conteúdos em Inglês!

Quer lutes com a criação de hábitos de bem-estar, como fazer exercício, ou modificar a tua alimentação, ou procures energia para acabar a tua obra prima (seja ela um livro, um quadro ou uma escultura), ou busques forças para começar o teu próprio negócio, sabe que são os hábitos e as rotinas que ditarão tanto o teu sucesso, como o teu fracasso.

O segredo está em criar as condições necessárias para a formação do hábito certo. Queres começar a escrever um diário, arranja papel e caneta e estipula um momento para o fazeres. Sonhas com o dia em que serás capaz de seguir uma dieta à risca? Estabelece o teu objetivo (centímetros a reduzir, peso a atingir, ou n.º de roupa que queres vestir), determina quais os alimentos que te serão mais benéficos e define menus que te ajudarão a chegar lá.

Tudo é possível, desde que os hábitos certos sejam estabelecidos.

Diz-me: que rotinas estás a tentar estabelecer? E que hábitos gostavas de ter, ou perder? Boas rotinas!

Fazer agora

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Que levante o dedo quem nunca deixou uma tarefa, ou uma responsabilidade, arrastar-se no tempo. Alguém?

Chama-se procrastinar: deixar para depois; usar de delongas (Ver no priberam).

Oh, o que eu sou boa a procrastinar… Até arrepia!

Agora mais a sério. Quando, na minha cabeça, aquilo que eu tenho para fazer parece estar a tomar proporções que eu não consigo gerir, começo a deixar tarefas para trás apenas porque me parecem chatas, aborrecidas e demoradas.

Penso “agora não me apetece fazer isto, por isso vou juntar esta tarefa às várias que já aqui tenho para fazer mais tarde”. Os afazeres acumulam-se e a lista de pendências cresce a um ritmo alucinante. A isto se chama procrastinação deliberada. Pois, não é bonito.

Um bom exemplo é o arquivo de papéis: as faturas da farmácia, a documentação do seguro do carro, os recibos da associação de pais… Há uma pasta para guardar cada um destes documentos. Os malandros não encontram o caminho sozinhos…

Têm de ser furados com o furador, que está dentro de uma gaveta. É preciso abrir o armário onde está a dita pasta, tirar a pasta para fora, colocar lá o documento. Fechar a pasta. Arrumá-la no armário, fechar a porta do armário. Uff, que trabalheira!

Melhor será deixar este papel aqui em cima da secretária e um dia, com mais tempo e paciência, arrumo-o.

Sabes que mais? O dia com mais tempo e paciência nunca chega e, quando dou por isso, passaram 6 meses e o bom do papel continua por arquivar. Para ajudar, já que deixei um naquele sítio, acabo por deixar também muitos outros.

E, o que teria demorado no máximo 60 segundos inicialmente, acaba agora por demorar entre 30 minutos a 1 hora, já cada papel tem de ser visto e agrupado por categoria, para que vá parar à pasta certa.

Daí a importância do poder do agora: faz agora, pois custar-te-á muito mais depois.

E isto aplica-se a todos os aspectos da nossa vida. Portanto, a regra passa a ser: se pode ser feito agora, não o adies!

E tu, também padeces do mal da procrastinação? Conta-me tudo!

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