Qual o cantinho favorito da minha casa?

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No outro dia, a Lígia, do blogue Organizar com Lígia Noia, perguntou-me:

Que cantinho da tua casa faz-te sentir feliz? Aquele cantinho que traz boas lembranças, e muito bem-estar.

E acrescentou:

Algumas pessoas têm casas fabulosas, mas não conseguem ter um lugar favorito, perderam a paixão pela casa e nem se aperceberam disso. Quero que as pessoas criem um lugar de conforto e felicidade…

E eu respondi, de pronto, ao desafio “Qual é o Cantinho Favorito da Sua Casa?

Pois é, quando passo muito tempo em casa, tenho vontade de sair, ou de me afastar. Mas, se estou longe, só penso em voltar.

Aquilo de que sinto sempre mais saudades? Da minha cama!

Vem saber porquê aqui.

Se ainda não conheces o blogue da Lígia, tens mesmo de o visitar. Ela é formadora e consultora em Organização e tem sempre as respostas certas para todas as tuas questões nesta área. Um must!

Obrigada pelo desafio, Lígia!

Então e tu, qual é o teu cantinho feliz? Que recanto/divisão te traz mais paz, tranquilidade e conforto?

Deixar ir…

É sabido que sou uma fã acérrima de destralhar.

Tento manter a quantidade de tralha sempre controlada, seja ela roupa, bibelots, brinquedos, livros, ou o que quer que me entre pela porta dentro.

Ao nível mental, tento libertar-me de maus pensamentos, de comparações desnecessárias e de problemas que nada me acrescentam.

No dia-a-dia, risco afazeres sem sentido, sistematizo o envio e o recebimento de emails, defino planos de tarefas e tento que a agenda respire tanto quanto possível.

No entanto, há muitos, mesmo muitos, momentos em que sinto que tenho demasiado para fazer: tarefas obrigatórias, das quais depende o fluir dos acontecimentos, ou tarefas que não é possível, pelo menos por agora, simplificar mais.

Ter muito para fazer, sentir que não há espaço para parar, para relaxar, deixa-me ansiosa. Faz-me reagir de forma brusca e ríspida.

Isto acontece sobretudo ao nível pessoal e familiar: deixo de conseguir ser calma, ponderada e esqueço-me com maior facilidade dos sentimentos das outras pessoas e do efeito que o meu estado de espírito tem nos meus relacionamentos.

A minha irritação sobe para níveis que, se os visse de fora, os consideraria perigosos e quem está perto de mim sofre os efeitos colaterais destes sentimentos.

Paralelamente, torno-me menos tolerante para comigo mesma e penso desfavoravelmente a meu respeito: sou uma fraude, que, afinal, não percebe nada de vida simples, de mindfulness, de organização… Passo o tempo a dizer aos outros que devem viver com mais calma, que devem descomplicar as suas vidas, mas, afinal, a minha própria vida é um caos que tento a todo o custo esconder…

Eventualmente, quando o stress acalma, este estado de espírito desvanece-se e consigo olhar para o tema com outros olhos.

Sim, é verdade que simplifiquei muito a minha vida: tenho muito menos tralha, menos preocupações e consegui mudar a minha forma de ver certos assuntos, deixando os antigos padrões de perfeição de parte. Isso foi fundamental.

Por outro lado, o facto de a família ter crescido neste meio tempo, acrescentou mais alguma confusão a todas as equações e isso é algo complicado de gerir para alguém que acha que consegue fazer tudo e chegar a todo o lado.

Escrevo com o último fim-de-semana em mente.

Ah, o fim-de-semana! Passamos a semana toda a sonhar com ele e o sábado e domingo a lutar para ter tudo feito.

Ao fim-de-semana quero descansar, quero passar tempo de qualidade com a família e/ou com amigos, quero brincar com os meus filhos, quero preparar a semana que se segue, quero cuidar da casa, quero, quero, quero…

Quero muito, não é?

Porém, chego sempre ao domingo à noite com a sensação de que me fartei de trabalhar, de que passei o tempo a zangar-me com os miúdos e de que não consegui fazer nem metade do que queria.

Quando consigo parar para respirar e refletir um pouco sobre o tempo passado, consigo ver que, se tivesse mantido o ritmo de há alguns anos atrás e não tivesse efetivamente simplificado a minha vida dentro do que me tem sido permitido, hoje tudo seria muito mais difícil e angustiante.

Se o quarto dos miúdos continuasse atafulhado de brinquedos, limpar o pó demoraria entre 2 a 3 vezes mais do que demora hoje.

Se eu não aceitasse que não posso ter a casa sempre imaculada, passaria muito mais tempo tensa e triste.

Se eu não tivesse a aprendido a deixar o meus filhos serem um pouco mais crianças, com a sua desarrumação e com os seus disparates, estaria permanentemente zangada, o que levaria a muito mais lágrimas e desatino, para ambas as partes.

Quando estou calma, consigo olhar para trás e ver o quanto simplifiquei, o quanto mudei, o quanto cresci.

Quando estou calma, percebo que tomei a opção certa, ainda que, muitas vezes, tudo pareça muito difícil e a única coisa que me apetece é sair porta fora e correr para um lugar onde ninguém grite, ninguém suje a casa de migalhas, ninguém me impeça de descansar quando preciso desesperadamente de o fazer… Será que existe um lugar assim?

O que faço para me recentrar? Paro e destralho. Removo, edito, retiro. Risco, esqueço, deito fora. Sem medo. Sem olhar para trás. Deixo ir…

Quero fazer menos e ter menos para poder fazer mais daquilo que realmente gosto.

Menos é mais!

Escolho deixar ir. Ainda que haja momentos em que tal seja extremamente difícil, ou roce o impossível.

Pode sê-lo hoje, mas talvez deixe de o ser amanhã. Tenho essa esperança.

Simplificar continua a ser o caminho. Ainda que, muitas vezes, não seja nada simples.

Todos os caminhos têm as suas sinuosidades. É inevitável. Mas este é o que escolhi e estou confiante na minha escolha.

Os desafios fazem parte da vida e eu continuo firme no meu de simplificar para ser (ainda) mais feliz.

Eu tu, como lidas com o tanto que há para fazer? Consegues manter sempre a calma, ou também tens momentos em que se houvesse um autocarro para “Paraíso Sem Problemas” o apanhavas?

Roupeiros cápsula: como cheguei às 27 peças

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1.º aviso prévio: sou a pior pessoa do mundo para dar conselhos sobre o que é que está na moda e/ou falar sobre as últimas tendências. Também não percebo nada de paletas cromáticas (é, parece que há cores que nos ficam melhores do que outras…), nem sei dizer ao certo quais os tons que mais favorecem uma branquela de cabelo e olhos castanhos como eu. E, para ser absolutamente franca, não me importo muito com isso. Mostrei-te o meu roupeiro cápsula não porque acho que toda a gente se devia vestir como eu, mas para poderes ver que este se pode fazer de peças diversas, ter cor, padrões e tecidos diversificados. Sou fã do conceito, sigo alguns blogues que falam sobre o tema e já vi os roupeiros de várias bloggers. Sim, pode dar-se o caso de eu andar a seguir os blogues errados, mas acabo sempre com a sensação de que há demasiado preto, branco ou cinzento em todos eles. Não que eu veja algum problema nisso. A minha cor favorita continua a ser o cinzento. Porém, e sobretudo no Verão, gosto de algo mais diversificado, colorido e alegre. Construí o meu roupeiro tendo isso em mente e decidi mostrá-lo ao mundo para dar a conhecer uma versão que pode ser útil também para ti.

2.º aviso prévio: lê até ao fim, pois vais encontrar uma surpresa muito interessante no final deste artigo.

Posto isto, e dando continuidade à série “Roupeiro Cápsula”, parece-me fazer sentido dar um enquadramento às peças que atualmente uso:

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1 – Partes de cima

A mais antiga é de 2008 e a média de idade das peças desta categoria é de 4 anos e meio. O meu roupeiro cápsula de Verão ficou completo no mês passado, com a aquisição da blusa semi-transparente azul escura. Uma das mais antigas, comprada em 2009 para ser mais concreta, é uma blusa que usei nas minhas duas gravidezes. No ano passado, levei-a a uma costureira e mandei-a adaptar. Tinha uma estima especial por aquela peça, por ter um padrão de que gosto particularmente, por ser versátil e por o tecido ser fantástico para lavar e vestir. De toda a roupa de grávida, esta foi a única peça de que não fui capaz de me desfazer.

2 – Partes de baixo

Aqui há uma peça que bate os recordes em termos de antiguidade: comprei-a em 2004. A média de idades é de 5 anos, no caso desta categoria. As peças de que mais gosto são as calças de ganga. Não ando sempre de ganga porque optei, há alguns anos, por usar algo ligeiramente mais formal no início da semana. Estou seriamente a considerar pôr esta minha regra de parte. Houve uma altura em que a empresa onde trabalho instituiu um dress code, que depois caiu em desuso. Ainda não fui capaz de me readaptar por completo ao informal, mas é provável que tal venha a acontecer em breve.

3 – Vestidos

São aquisições recentes e nem sou uma pessoa muito dada a vestidos. Ou, melhor dizendo, não era. Precisava de algo leve, prático e versátil para o fim-de-semana e acabei por adotá-los. E estou contente com esta decisão.

4 – Calçado

As Havaianas foram adquiridas em 2014 e as sandálias em 2015. Gosto de calçado de qualidade. Para além de confortável, claro. As Havaianas podem não ser os chinelos mais bonitos do mercado, mas tipicamente duram muito tempo. Já tive umas que duraram 12 anos! E são feitas do único material que os meus pés toleram por completo, borracha galvanizada. Sou mais fã de modelos chinelo e tenho dois pares que guardo para quando vou à praia/piscina. Também os meus chinelos de andar em casa são Havaianas. É uma perdição… Estas minhas sandálias Havaianas são o calçado de eleição para os momentos de lazer. Quanto às outras sandálias, tinham de ser práticas, modernas e versáteis e por isso escolhi um modelo sem salto e em dourado, uma cor que fica bem com quase tudo, que dá um toque mais alegre a qualquer combinação e que consigo usar em contextos que vão do informal ao mais formal.

5 – Acessórios

Antes de decidir simplificar, devia ter cerca de 6 ou 7 malas diferentes no armário: eram outra das minhas perdições. Infelizmente, e porque não gostava de gastar muito dinheiro, nunca tinham grande qualidade e estragavam-se com facilidade e, por isso, destralhei-as. No ano passado, decidi investir numa peça de maior durabilidade, feita em couro, que desde aí uso sempre. Até porque descobri o quanto detestava estar sempre a mudar de mala: a possibilidade de me esquecer de trocar alguma coisa deixava-me à beira de um ataque de nervos… Quanto ao cinto, só o uso com uma peça: umas calças que me começaram a ficar um pouco mais largas quando perdi uns quilos. Uma vez mais, optei pelos metalizados por serem fáceis de combinar.

Como podes ver, a maior parte das peças no meu roupeiro já têm vários anos de uso e, mesmo assim, continua em ótimas condições.

Convém mencionar que este meu número mágico, o 27, não inclui peças que pertencem às seguintes categorias: roupa interior, roupa de dormir, roupa de andar por casa, roupa para fazer exercício e roupa de praia (biquínis, por exemplo). Também mantenho estas categorias controladas, mas, para mim, um roupeiro cápsula é o conjunto de peças que uso no dia-a-dia, em contexto profissional e de lazer (que não inclua praia, ou piscina…).

Quando comecei a simplificar o meu roupeiro e a destralhá-lo, fui olhando para as peças que tinha e decidindo o que queria manter e o que já não devia fazer parte do meu guarda-roupa.

Olhava para cada peça e perguntava-me:

  1. Está em boas condições?
  2. Ainda me identifico com isto?
  3. Sinto que me fica bem?
  4. Em que ocasiões do meu dia-a-dia poderei usá-la?
  5. Combina com outras peças que tenho e que gosto de usar?

E, lentamente, os princípios do meu roupeiro cápsula foram-se formando.

As peças adicionadas mais recentemente foram-no depois de considerar durante algum tempo o que fazia falta. E as que retirei há menos tempo, mais concretamente depois da avaliação que precedeu o início desta série, foram removidas essencialmente por já terem muito tempo de uso, ou por serem demasiado parecidas.

Desde que adotei uma vida mais simples, vou muito menos às compras: passar horas num pronto-a-vestir, ou a saltitar de loja em loja num shopping, deixou de ser apelativo para mim. Descobri que há coisas bem melhores para fazer com o meu tempo e com a minha energia mental.

Antes eu achava que as pessoas me valorizavam pela roupa que eu usava: pela variedade, pela qualidade, pela beleza. Pensava que a forma como me vestia transmitia algo mais. Não é que efetivamente não o faça. No entanto, tudo depende sempre de quem olha. E qualquer julgamento que outra pessoa possa fazer a meu respeito só por olhar para a minha roupa dirá mais sobre ela do que sobre mim. Eu não sou a minha roupa e a minha roupa não sou eu!

Hoje em dia, visto-me para mim, para o meu prazer, porque gosto de me ver com determinadas peças, ou porque aprecio uma determinada cor.

Construir um roupeiro cápsula tem a ver com tudo isto: estar em sintonia com o nosso gosto pessoal, com aquilo que nós achamos que nos fica bem, com a roupa que nos faz sentir como estando no nosso melhor e que se adapta a todos os nossos contextos diários: trabalho, ou lazer, e situações mais, ou menos, formais.

Conta-me, como vai a construção do teu roupeiro cápsula?

Para te ajudar nesta tarefa, elaborei uma Ficha de Trabalho intitulada “Cria o Teu Roupeiro Cápsula” que podes descarregar aqui .

Caso precises de mais dicas, comenta o post.

A série Roupeiro Cápsula vai continuar, por isso não percas os próximos artigos!

Roupeiros cápsula: vou mostrar-te como é o meu!

roupeiro-capsula

Já antes tinha falado sobre o conceito de roupeiro cápsula, a propósito do desafio sobre organização pessoal.

Sou, desde que simplifiquei a minha vida, uma fã acérrima de guarda-roupas simples, descomplicados, descontraídos e, claro está, destralhados.

Esta foi uma das primeiras áreas que “ataquei” quando fiz o primeiro grande destralhanço: foram sacos e sacos os que, na altura, dei, ou doei. Desde aí, tenho continuado a remover o excesso e tenho sempre muita atenção a esta área, para não deixar entrar dentro do meu armário roupa que sei que não vou usar.

O mantra, já sabes, é:

da-doa-vende-recicla

Nesta e em todas as áreas que decidas descomplicar!

Mas, hoje, o tema em discussão é o que faz parte do meu roupeiro para os meses de final Primavera, Verão e início de Outono.

Como imagino já que saibas, o conceito do Project 333 é usar 33 peças durante 3 meses.

A primeira vez que decidi experimentar estava absolutamente céptica: como é que é possível usar apenas 33 peças durante todo este tempo e não ficar farta dessa roupa?

Comecei por escrever tudo o que tencionava usar durante os meses que se iam seguir e fiquei surpreendida. Afinal, 33 peças eram mais do que suficientes!

Dei início a esta experiência em meados de Maio. Um Maio excepcionalmente quente, se bem me lembro. E recordo-me de, inclusivamente, planear a roupa que levaria de férias, em Junho seguinte, e, no meio deste processo de avaliação, cheguei à conclusão que a roupa que eu realmente gostava de usar era bem menos do que eu achava.

Estava ainda numa fase em que ainda não tinha conseguido perder todo o peso da primeira gravidez e, à medida que o tempo foi passando, e os quilos foram desaparecendo, fui substituindo algumas peças, essencialmente partes de baixo, por outras que tinha guardado para quando regressasse ao meu peso pré-gravidez.

E fui me mantendo sempre abaixo do limiar das 33 peças, sem esforço, sem cansaço, sem dramas!

Vestir tornou-se numa tarefa descomplicada: na noite anterior pensava no que queria usar e, na manhã seguinte, só tinha de tirar essas peças do armário e vestir-me no tempo record de 3 minutos.

Aquele velho drama feminino (ou será um mito?) “tanta roupa e nada para vestir” deixou de se aplicar a mim. Um alívio!

Bem, mas agora vamos ao que interessa. Como é o meu roupeiro cápsula atualmente?

E deverá manter-se assim até ao fim das temperaturas amenas, lá para meados de Outubro, princípios de Novembro, creio eu.

roupeiro-capsula-junho-a-setembro

1 – Partes de cima: 15 peças

  • Blusas de alças, em licra, que uso por baixo de peças mais transparentes: branca, beje e bordô (as pessoas ainda dizem bordô?)
  • Blusa semi-transparente com ramagens verdes e rosa – manga 3/4
  • Blusa semi-transparente com cornucópias – manga 3/4
  • Blusa semi-transparente com padrão pele de cobra – manga comprida
  • Blusa semi-transparente azul escura com padrões – manga cava
  • Blusa em tecido fino com pequenas flores (estava a lavar quando tirei a foto) – manga cava
  • Camisola branca em malha fina com decote trabalhado – manga comprida
  • Camisola branca em malha com riscas vermelhas e decote em barco – manga 3/4
  • Camisola em algodão de cor roxa – manga 3/4
  • Camisola em algodão de cor verde água – manga 3/4
  • T-shirt em algodão cor de rosa claro com riscas brancas e estampado
  • T-shirt em algodão azul turquesa com pequeno estampado
  • T-shirt em algodão rosa vivo com riscas brancas

Nota: há uma blusa às riscas rosa escuro que aparece na foto, no topo direito, que, depois de analisar estes itens, decidi remover, pois está em mau estado, com cotovelos marcados e borbotos visíveis.

2 – Partes de baixo: 6 peças

  • Saia em linho de cor azul clara
  • Calças de sarja de cor azul escura
  • Calças de vinco em tecido de cor azul escuro
  • Calças de ganga azul médio ligeiramente escovado e boot cut
  • Calças de ganga azul escuro ligeiramente escovado um pouco mais justas
  • Saia em ganga em vasé azul escura

(Demasiado azul? Talvez… Mas é tão versátil!)

3 – Vestidos: 2 peças

  • Vestido amarelo, em tecido leve e fino, com ramagens amarelas e azuis
  • Vestido branco, em tecido leve e fino, com ramagens amarelas e vermelhas

4- Calçado: 2 pares

  • Sandálias rasas castanhas e douradas
  • Sandálias Havaianas bejes (porque adoro Havaianas e, porque sendo sandálias, consigo conduzir com elas)

5- Acessórios: 2 peças

  • Mala de tiracolo em couro de cor camel
  • Cinto prateado e dourado com fivela prateada (não aparece nas fotos)

E é tudo: 27 peças!

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As temperaturas têm sido bastante amenas, e não costumo sair de casa muito cedo, nem andar na rua a horas mais tardias, mas, caso se justifique, posso juntar um casaco de malha de cor marfim a qualquer combinação que faça com as peças acima.

Vou voltar a este tema nos próximos artigos e estou a preparar uma surpresa sobre como criar roupeiros cápsula. Fica atenta!

Agora diz-me: já tens um roupeiro cápsula? Estás a pensar nisso? Quais as maiores vantagens que vês em ter um? Obrigada pela tua partilha!

Esta coisa que é a Maternidade…

“Tomar a decisão de ter um filho – é algo solene. É decidir deixar o coração andar para sempre fora do seu corpo.”

Elizabeth Stone

Quando, em 2010, fui mãe pela primeira vez, posso dizer que não estava minimamente preparada para o que aí vinha. Tinha 30 anos, mas não era crescida…

Houve um curso de preparação, com ensaios de banhos e treinos de respiração. O corpo, de forma natural, preparou-se. Mas a mente, essa, resistia.

Banho ao boneco

Não há nada, nada mesmo, que nos prepare para o momento que muda a nossa vida para sempre, para o bem e para o mal.

A primeira vez que pude ver com atenção as feições da minha filha, ela teria talvez cinco minutos de vida e eu estava a ser cosida após uma episiotomia. A epidural estava já a perder o efeito.

Aquele momento foi a metáfora perfeita de como é ser mãe: sentimo-nos permanentemente maravilhadas com a beleza daquele ser que temos à nossa frente, que gerámos e parimos, porém há sempre uma moinha, uma dor, por vezes, que é o medo que temos daquilo que o futuro pode trazer para aquele nosso pequeno tesouro.

Nada nos prepara para a maternidade. Lamento, mas nem a própria maternidade nos prepara para todos os desafios que se apresentarão nos nossos caminhos.

Cansa. Mói. Dói. Por vezes parece que a única coisa que podemos fazer é desistir. Mas depois tudo o resto faz valer a pena.

Dar o melhor de nós. Dar o pior de nós também, por vezes.

Querer tanto ser perfeito, querer tanto não falhar, que machuca. E machuca ainda mais perceber o quanto erramos, ou falhamos, ou, pelo menos, assim o parece.

Tudo passa. Eles crescem. Nós também. Crescem connosco e nós com eles. Criam-se filhos, criam-se pais, presentes e futuros. 

E todos os momentos maus ficam para trás. Os sorrisos tornam-se mais poderosos do que as lágrimas. A alegria de vê-los trilhar os seus caminhos, fazer as suas próprias descobertas, levar tombos, aprender lições, colher flores e tudo e tudo e tudo… Vale pena. Vale mesmo a pena.

Maternidade. Coisa linda!