Devagar, que eu tenho pressa!

Hoje partilho contigo o texto da edição de Abril de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber mais sobre esta colaboração neste post.

Nesta edição, descobrimos a origem do dia das mentiras, falamos sobre o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, ficamos a saber tudo sobre a Leishmaniose Canina e aprendemos mais sobre as dores nas costas.

Há ainda receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar.

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.


A partir do momento em que uma criança entra nas nossas vidas, nada mais é igual.

Durante a fase inicial, há fraldas e sono, muito sono. Há loiça por lavar, pó por aspirar, roupa por tratar e uma família para alimentar.

Quando um bebé nasce, nascem também toda uma série de necessidades e novas tarefas que enchem a vidas dos novos pais de atribulações e desafios.

Nos primeiros meses, a principal preocupação dos pais é garantir que todas as suas necessidades básicas estão satisfeitas: carinho, segurança e alimentação.

No entanto, depois que se tornam móveis, e sobretudo a partir do momento em que conseguem comunicar de outra forma que não apenas o choro (nomeadamente vocalizando, ou apontando), dá-se uma mudança sem precedentes na dinâmica familiar, que irá influenciar o futuro de toda a família.

Para este pequeno explorador, tudo é novo e tremendamente interessante: os armários da cozinha, a torneiras do WC e todo e qualquer objeto cintilante e/ou barulhento.

Um bebé móvel e comunicativo é também um desafio parental de proporções épicas: a partir de agora, qualquer tarefa que envolva o bebé – vestir, tomar banho, comer ou sair de casa – ganha nuances nunca antes previstas.

Mudar de assunto, desviar a atenção, negociar, subornar e fazer promessas são artes que, por esta altura, todos os pais começam a desenvolver de forma exponencial.

Se há sapatos para calçar, imitamos animais. Quando a criança decide que não quer tomar banho, teremos de a fazer imaginar uma piscina olímpica mesmo ali dentro da banheira. Se já devíamos ter saído de casa há 15 minutos para chegar ao consultório médico a horas, prometemos brincadeira na sala de espera.

Bem, é claro que nem sempre conseguimos ter toda esta calma, ou presença de espírito… Acontece a qualquer pai.

Contudo, parece-me óbvio que todos queremos ser os melhores pais do mundo: relaxados, divertidos e no controlo das situações. Afinal de contas, o sorriso das nossas crianças ilumina o nosso mundo e qualquer lágrima nos deixa em frangalhos…

Então, para minimizar lágrimas, birras, desentendidos e rabugices de parte a parte, a máxima “devagar se vai ao longe” deve estar sempre connosco. Sim, sempre que há crianças envolvidas numa determinada situação, indo devagar vai-se mais depressa.

Contraditório? Não acho.

Vejamos:

Às 7h15 da manhã, o despertador da minha filha começa a tocar: a rádio tenta expulsá-la do vale dos sonhos a todo o custo. É quase inglório para o pobre do aparelho. Por mais que toque, por mais que berre, melhor dizendo, ela teima em não acordar.

Para que isso aconteça, será necessário que o pai, ou eu, a vamos chamar e lhe façamos festas nas costas. Quando estamos neste ponto das nossas manhãs, o relógio já está perigosamente perto da hora de saída de casa.

Ainda com os olhos fechados, reclama por ser tão cedo e já ter de estar a pé. À noite, não tem vontade que chegue a hora de dormir. Porém, de manhã, temos sempre de arrancá-la dos lençóis com uma espátula!

Quando finalmente conseguimos que ela saia da cama, tudo tem de ser cronometrado: a higiene, o vestir, etc., etc.. A maior parte das discussões matinais, das chatices entre os membros da família, acontecem exatamente nesse período: ela gosta de fazer tudo devagar e nós precisamos que ela se apresse. O conflito torna-se inevitável!

Já lá vão vários anos de convívio familiar. Afinal de contas, ela conta com 7 anos de vida e, entre os 3 anos em que frequentou o jardim-de-infância e a entrada no ensino básico, este é o quarto ano em que tem horários para cumprir. Neste meio tempo, juntámos mais um elemento à família e ele, claro está, também participa da correria matinal.

O gosto da minha filha por fazer as coisas ao seu ritmo é algo que eu compreendo. Acho inclusivamente salutar que ela prefira a calma. No entanto, eu, adulta, vivo já na era do quanto mais depressa melhor, do “estou-atrasada-e-tenho-milhões-de-coisas-para-fazer”.

Isto é algo que ela não consegue sequer conceptualizar, quanto mais compreender, ou acompanhar.

No fundo, no fundo, tenho uma tremenda inveja (da boa, ressalve-se) da calma que nos é permitido sentir quando temos 7 aninhos. Cobiço a sua lista de afazeres sem pendências astronómicas. Como ela, queria não ter emails por responder. Gostava de conseguir viver sem uma aplicação de gestão de tarefas porque tudo o que preciso de me lembrar de fazer cabe ainda dentro da minha cabeça…

Consultas médicas. Atividades extra curriculares. Aniversários. Festas. Reuniões.

São tantos os afazeres e as solicitações. Temos muitas responsabilidades e compromissos. Às vezes parece que não seremos capazes de dar conta de todos os recados…

Entre tarefas pessoais, familiares e profissionais, a nossa vida parece um carrossel que roda sem parar a uma velocidade estonteante.

Todos os dias, saltitamos entre os momentos em que temos de cuidar de nós, dos que nos são queridos, da nossa carreira, do nosso lar e de todas as outras coisas que fazem parte da nossa vida.

Corremos de um lado para o outro na esperança de conseguir cumprir todos os nossos deveres, agradar a toda a gente, não falhar prazos e evitar a sensação de que algo importante ficou por fazer por nossos descuido, ou esquecimento.

Que nunca seja por culpa minha, rogamos…

Lá no fundo, sabemos que conseguir fazer tudo aquilo a que nos propomos a cada dia não é humanamente possível. Mas estamos sempre dispostos a pelo menos tentar.

No fim do dia, quando temos a oportunidade de recapitular o bom e mau do dia que terminou, podemos sentir que fomos super-heróis, ou que tudo correu da pior forma possível. Há dias em que parece que o tempo estica e outros há em que ele simplesmente voa sem que o consigamos apanhar.

A vida moderna, que nos tornou permanentemente disponíveis, acessíveis à distância de um telefonema, de um SMS ou de um Email, parece ter dobrado as nossas tarefas. Tanta coisa para dar atenção, tantos chamados, tanto para ler, para fazer, para dizer, para responder…

Estamos exaustos! O cérebro permantemente a processar informação, a resolver problemas, a equacionar soluções, a rever o que está feito e o que ainda está por fazer…

Deitamos a cabeça na almofada, a altas horas da noite, e não conseguimos dormir enquanto o fluxo e a confusão não param. É altamente desgastante viver desta forma!

E, no entanto, não conseguimos abrandar… Não conseguimos impor outro ritmo. Não conseguimos sair do carrossel porque ele parece estar a girar cada vez mais rápido, cada vez mais veloz. Gira, gira, gira, com luzes a piscar a piscar, com vozes a gritar.

Fechamos os olhos e desejamos que pare. Procuramos pela pessoa que comanda o carrossel e esta não aparece em lado nenhum. As outras pessoas que viajam no carrossel parecem não se importar muito com a velocidade a que vamos.

De repente, pensamos: tem de haver um travão, uma alavanca de segurança. Quero descer, não posso mais continuar a este ritmo. Estou a enlouquecer, estou mal disposto. Quero sair!

A custo, detetamos a tal alavanca e caminhamos na sua direção. Depois de várias tentativas, conseguimos puxá-la. O carrossel para e nós descemos.

Depois, o carrossel retoma a viagem, exatamente ao ritmo de antes.

Só que, felizmente, já cá estamos fora. Viramos costas. Rumamos a casa. A nossa vida vai ser diferente a partir de hoje!

A partir de hoje, vamos começar a ir devagar para ir depressa.

Queres manhãs mais calmas? Prepara-as de véspera!

Preparar de véspera

Que dia é hoje? Dia de partilhar contigo o texto da edição de Março de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber mais sobre esta colaboração neste post.

Este mês, iremos debruçar-nos sobre a conquista da Mulher Portuguesa, Ser Pai, Desligar o Complicómetro, a Tosse Convulsa e o Torcicolo no recém-nascido. 

Não esqueçamos, porém, as receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar.

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Para mim, e creio que para muitas outras pessoas, sobretudo as que têm filhos em idade escolar, as manhãs são dos momentos mais stressantes do dia.

Mesmo conseguindo acordar cedo, ou tendo essa intenção, este é um período do nosso dia em que os minutos passam sempre muito depressa e, quando damos conta, já são horas de sair de casa.

Esta é, sem qualquer sombra de dúvida, a altura em que me sinto mais tensa e mais propensa a aborrecimentos: ter de estar no trabalho a uma determinada hora deixa-me com pouco espaço de manobra para demoras.

E, bem sabemos, se temos crianças pequenas a nosso encargo, a probabilidade de atrasos é mais do que muita.

Depois de ter passado muitas e muitas manhãs a correr de um lado para o outro que nem barata tonta, a soprar para não dizer impropérios e a aborrecer-me porque ninguém parecia tão interessado em despachar-se como eu, tive de adotar algumas medidas que me têm ajudado não só a diminuir a quantidade de tarefas que tenho de realizar logo pela manhã, mas também a sentir-me mais confiante e descansada.

A primeira decisão acertada foi a de antecipar a hora de despertar. Acordo agora 30 minutos mais cedo, o que me dá tempo para acordar devagar e para ter uns minutos só para mim, que uso para pensar e para mexer um pouco o corpo.

Se 30 minutos lhe parecem muitos minutos de sono “roubados”, comece por pôr o despertador apenas 15 minutos, ou mesmo só 5 minutos, mais cedo, e vai perceber que esta pequena alteração pode ser o suficiente para que consiga fazer tudo com uma calma extra e começar o dia de modo mais positivo.

Está a custar muito? Apague a televisão, ou desligue o computador, e deite-se mais cedo na noite anterior. Um bom despertar é em muito influenciado por uma boa noite de descanso.

Para além de me dar mais tempo para fazer o que é preciso, tenho também outras táticas para minimizar os stresses matinais.

Tudo se baseia na premissa de que quanto mais deixar preparado na noite anterior, melhor me sinto para enfrentar as manhãs.

Sim, preparar de véspera é a minha arma secreta! São apenas 15 a 20 minutos, por vezes até menos, que fazem a diferença e que me poupam muito mais do que isso ao amanhecer.

E o que é que eu preparo?

Vejamos:

1 – Garanto que todo o material escolar que vai ser necessário no dia seguinte está dentro da(s) mochila(s).

Não há nada pior do que ter de andar à procura de estojos, cadernos ou livros quando a única coisa que queremos é sair porta fora a tempo e horas.

É bom incutir nas crianças a noção de que o que pertence à mochila deve estar sempre lá quando não está a ser usado. Depois de fazer os trabalhos de casa, o material deve guardado.

Esta regra é de ouro: um sítio para cada coisa; cada coisa no seu sítio!

2 – Escolho a roupa para o dia seguinte.

Acho especialmente importante deixar separada a roupa que os miúdos vão usar, embora pré-determinar o que vou usar no dia seguinte me facilite bastante a vida.

No caso dos mais pequenos, seleciono a roupa de acordo com aquilo que está planeado: se há atividades físicas, por exemplo, a roupa tem de ser prática.

Para saber se devo escolher roupa mais, ou menos, quente, baseio-me na meteorologia desse mesmo dia e, se no próprio dia me parecer que há alguma peça que não se adequa, faço uma troca rápida.

O mesmo se aplica se a criança mostrar resistência em usar uma determinada roupa: trocar e evitar conflitos é sempre a melhor opção.

Deixar a roupa dos miúdos separada de véspera também permite que, por um lado, as crianças mais autónomas possam começar logo a despachar-se quando acordam e, por outro, que as que têm menos autonomia possam ser ajudadas por qualquer elemento da família.

3 – Arranjo os almoços e os lanches.

É, preparar de véspera também nos ajuda a poupar dinheiro. Quando planeamos as refeições, comemos comida mais saudável e por menos dinheiro. Só vantagens!

Separo e deixo dentro do frigorífico os almoços dos adultos, bem como aquilo que levaremos para os lanches do dia seguinte.

Quando é caso disso, aproveito para deixar já preparadas as saladas que irão acompanhar as refeições.

4 – Deixo na mesa do pequeno-almoço tudo aquilo que não precisa de refrigeração.

Loiça, guardanapos, fruta que não precisa de frio, tostas, cereais etc., etc., tudo isto pode ser deixado logo em cima da mesa, evitando que se passe o tempo a percorrer os armários, ou a despesa.

Bastará, quando forem horas de tomar a refeição mais importante do dia, retirar do frigorífico aquilo que falta.

Também é possível deixar certos pratos preparados de véspera, como papas de aveia, se for esta a nossa escolha matinal, ou, quem sabe, uma bela omelete.

Uma grande vantagem em preparar de véspera é que a tendência para escolher um pequeno-almoço mais saudável é muito maior. Quando se escolhe sem presas o que se quer comer, escolhe-se melhor.

5 – Se tiver que tomar medicamentos logo de manha, deixo-os na mesa do pequeno-almoço.

Esta é, a meu ver, a forma menos falível de nos esquecermos de tomar uma medicação. Não esquecer de deixar água junto dos ditos remédios, se se tratar de comprimidos, ou os utensílios medidores, no caso de xaropes, por exemplo.

6 – Coloco junto à porta tudo o que tem de sair de casa connosco.

Mochilas, casacos, documentos, chaves, óculos, telemóveis, malas e por aí fora: se temos de levar, tem de estar à vista!

Exceção feita, claro está, para aquilo que só tiro do frigorífico de manhã. Assim que estes itens ficam prontos, vão para junto dos outros.

Quantas e quantas vezes já tivemos de voltar atrás para buscar algo de que nos esquecemos porque não estava no sítio certo? E quantas e quantas vezes isso nos custou minutos preciosos e foi o suficiente para que perdessemos aquele autocarro que tínhamos mesmo de apanhar…

Uma boa manhã prepara-se de véspera: esta é uma lição que os últimos anos me têm ensinado. Só recorrendo a estas pequenas táticas tenho conseguido diminuir (erradicar parece-me impossível, pelo menos para já…) os aborrecimentos matinais.

Começar o dia com o pé direito exige planeamento antecipado, pois já nos bastam todos os imprevistos com a vida nos costuma presentear.

E, quando o imprevisto efetivamente acontecer, tentemos lidar com ele da melhor forma possível, sem esquecer de nos congratular por termos deixado tudo preparado de véspera.

Como simplificar a gestão da agenda familiar

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Partilho contigo o texto que escrevi para a edição de Novembro de 2016 d’O Pequeno Saloio. Podes saber tudo sobre esta colaboração neste post.

A edição deste mês inclui artigos extremamente interessantes sobre a enurese noturna, a disfunção osteopática craniana, uma reflexão sobre por que é que as pessoas mentem, entre outros textos de grande utilidade. E não esqueçamos as receitas, os passatempos e as sugestões culturais!

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.


As nossas agendas estão preenchidas com um número interminável de acontecimentos, tanto da esfera pública, como da privada. Sendo nós seres sociáveis, temos uma diversidade incrível de papéis a desempenhar nas nossas vidas pessoais, sociais, familiares e profissionais. Estes afazeres consomem, em permanência, a nossa disponibilidade.

Se lidar com a agenda individual é um desafio de dimensões consideráveis, gerir a dos vários elementos de uma família parece uma aventura cheia de peripécias: reuniões, consultas médicas, atividades extracurriculares, aniversários, festas…

É frequente algumas destas obrigações serem incompatíveis entre si, por exemplo em termos de horário, e é necessária muita “ginástica” para não falhar nenhum compromisso.

Para além disso, hoje em dia vivemos vidas extremamente velozes, com imenso para fazer e muito pouco tempo disponível. Ter compromissos em excesso resulta numa sensação de desorganização, de descontrolo e de que estamos permanentemente imersos no caos.

Paralelamente, a angústia por chegar fora de horas aos compromissos, ou de não conseguir atingir os nossos objetivos, leva a constrangimentos internos. Parece-nos que estamos a falhar perante as outras pessoas, que não sabemos respeitar as regras nem os sentimentos de quem espera por nós.

Achamos que estamos sempre na berlinda, perdendo algo importante, ou caindo nas bocas do mundo. É com esta visão extremista que o nosso subconsciente nos prega partidas, fazendo-nos sentir permanentemente em esforço e aquém das nossas capacidades.

É meu dever dizer o seguinte: todos temos o direito de nos atrasarmos de quando em vez. Todos podemos esperar, e fazer esperar, uma vez por outra. Sobretudo quando temos crianças pequenas sob a nossa alçada…

De qualquer forma, o meu propósito hoje é disponibilizar algumas estratégias para lidar melhor com agendas sobrecarregadas e (quase) descontroladas.

Consideramos a organização e o método importantes: fazemos listas em papel, usamos o computador para gerir os nossos afazeres e/ou recorremos aos nossos telemóveis. No entanto, quando damos por isso, tudo voltou a fugir do nosso controlo e recomeça o desespero.

Tendo em mente a simplificação da nossa vida, deixo aqui algumas ideias que poderão ser úteis a quem quer, de uma vez por todas, retomar as rédeas dos seus afazeres.

1 – Aprender a delegar!

A primeira coisa que devemos interiorizar é que todo o ser humano é finito. Ninguém consegue estar em todo o lado, nem fazer tudo o que há para fazer. Sou muito dada à sabedoria popular e há um provérbio que gosto de repetir, como forma de recordar (nem que seja só a mim própria!) que não se pode fazer tudo: “Quem muitos burros toca, algum deixa para trás”!

Pedir ajuda ou passar tarefas a outras pessoas não é um sinal de fraqueza: ninguém vai pensar menos de nós se chegarmos à conclusão de que não conseguimos fazer tudo o que temos à nossa frente. Quem gosta de nós terá todo o prazer em ajudar-nos!

Delegar tarefas que sabemos que outra pessoa pode fazer sem problemas, quer no âmbito profissional (atender o telefone, ou pedir um orçamento), quer no pessoal (lavar a loiça, ou dobrar a roupa), é o primeiro passo a dar.

2 – Parar de fazer tarefas sem sentido e agrupar as que são repetitivas.

Se está limpo, para quê limpar de novo? Se for possível reservar uma hora do dia só para responder a emails, façamo-lo de uma só vez!

Remover/otimizar afazeres e limpar a lista de tarefas ajuda a libertar o nosso tempo para o que realmente tem utilidade.

A revisão periódica da lista de afazeres é essencial na gestão da nossa disponibilidade. O nosso tempo é precioso e o tempo perdido jamais será recuperado! Por isso, ter a certeza de que o estamos a empregar da melhor forma é fundamental.

Afinal de contas, todos gostamos de ter o maior número de ocasiões para realizar as atividades que realmente nos dão prazer, como passear, brincar com os nossos filhos, ler um bom livro, etc.. Quando estamos sobrecarregados com compromissos, nada disto é possível!

3 – Deixar a agenda respirar!

Não, não se trata de pô-la ao ar, nem de carregá-la na mão, ao invés de na mala…

Depois de remover as tarefas inúteis, devemos começar a olhar para a nossa agenda e a geri-la de outra forma. Não enchê-la em demasia é o segredo para salvaguardar a preciosidade do nosso tempo e manter a nossa sanidade mental.

Devemos passar a deixar mais espaço entre cada compromisso e a definir apenas um número razoável de afazeres para cada dia.

É bastante provável que uma lista com 20 itens fique por concluir. Já uma lista com 3 itens será mais fácil de completar. No final do dia, saber que essas 3 tarefas foram cumpridas vai dar-nos muito mais alento.

Não conseguir chegar ao fim da nossa lista faz-nos sentir desmotivados e, dessa forma, torna-se mais fácil ceder à procrastinação. E nós não queremos isso!

4 – Implementar um sistema de gestão da agenda familiar.

Gerir os compromissos pessoais é tendencialmente mais fácil: usamos uma agenda em papel, confiamos no telemóvel, ou depositamos uma confiança cega nos nossos neurónios. Esta última é só para quem tem mesmo muito boa memória. Se for o seu caso, como o invejo! Mas uma inveja boa, ressalve-se…

No entanto, quando há mais pessoas envolvidas, estes sistemas não têm tão bons resultados.

Algumas pessoas usam calendários virtuais partilhados e essa poderá ser uma opção a explorar, sobretudo para alguém dado às tecnologias e com acesso à Internet. Nesse caso, recomendo o uso do Google Calendar, uma ferramenta versátil e potente e que atualmente uso para guardar os aniversários importantes e para registar compromissos futuros.

Porém, a gestão dos compromissos da minha família ficaria incompleta se não usássemos um outro método: um quadro branco!

Não se trata de nada de muito elaborado: escolhemos um modelo económico e com as dimensões certas para afixar na lateral do frigorífico, que é um local que vemos todos os dias. Adicionámos um marcador próprio e, desta forma muito simples, ficou mais fácil gerir as consultas dos miúdos, os aniversários da família e dos amigos, as festas, os eventos importantes da escola e tudo o resto.

Quando precisamos de saber se temos algo agendado para uma determinada data, basta olhar para o quadro e confirmar se estamos disponíveis. E agora é muito mais fácil lembrarmo-nos dos nossos compromissos!

Como mantenho o método em funcionamento? No início do mês apago as anotações anteriores e, com a ajuda de um calendário, atualizo para o mês corrente: escrevo os dias, quem faz anos e as marcações que já temos. Acrescento as novas solicitações à medida que nos vão chegando.

Para mim, o sucesso deste método assenta na sua visibilidade: ajuda a que os compromissos sejam mais fáceis de recordar e, para além disso, todos os envolvidos podem vê-lo e interagir com ele. Bom, por enquanto, e lá em casa, só os adultos é que o fazem. Mas, à medida que as crianças forem crescendo, passarão também a usá-lo.

O facto de haver um sistema para administrar a agenda familiar vai também dar aos mais novos as fundações de que precisam para aprenderem a gerir o seu próprio tempo da melhor forma.

Se ainda não o faz, comece o quanto antes a simplificar a sua agenda e verá os benefícios que irá recolher dessa experiência.

5 dicas essenciais para gerir a roupa de crianças em idade escolar

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Este post é muito especial!

No início de Setembro, fui convidada a escrever para o jornal da Associação de Pais da escola da minha filha. Foi com muita honra e alegria que recebi e aceitei este convite.

Este jornal, cujo nome é O Pequeno Saloio, tem uma periodicidade mensal e aborda temas ligados ao quotidiano daquele agrupamento de escolas.

A edição deste mês, dedicada ao regresso às aulas, incluiu conselhos sobre o uso das mochilas escolares e sobre como voltar às rotinas letivas. Também é possível lá encontrar receitas, passatempos e sugestões culturais. Se tiveres interesse em adquirir uma cópia, contacta-me.

Nesta publicação irei abordar as temáticas habituais do It’s (not) so simple, mas numa vertente mais familiar, já que o público-alvo são pais e encarregados de educação.

Como sei que algumas das pessoas que seguem o blogue têm, tal como eu, filhos em idade escolar, farei sempre a publicação integral do texto depois de este ter saído n’O Pequeno Saloio.

Agora, sem mais demoras, aqui fica o texto da edição de Outubro de 2016, dedicado à temática do vestuário dos mais pequenos.


Em tempo de regresso à escola, há muito para gerir e organizar na vida familiar. Por ser um tema que pode trazer algumas dores de cabeça aos pais, hoje irei falar sobre como otimizar a gestão do guarda-roupa dos mais novos. O intuito é partilhar alguns truques que irão ajudar a simplificar as rotinas familiares tanto a miúdos, como a graúdos.

Assim sendo, aqui ficam 5 conselhos para simplificar a vida dos que sentem que lidar com a roupa dos mais novos é demasiado complicado.

1 – Estabelecer um sistema de arrumação fácil de gerir

Seja em gavetas, num roupeiro, ou em caixas, tem de haver um sistema de arrumação instituído que os adultos e as crianças compreendam e saibam usar.

Para além de facilitar a decisão sobre o que vestir em cada dia, algo particularmente útil nos momentos em que estamos cheios de pressa (ou seja, todas as manhãs dos dias de escola!), isto ajuda também a que se perceba, quando há espaço de arrumação livre, que chegou o momento de lavar roupa. Para além disso, quando é altura de arrumar a roupa, cada peça já tem um lugar que todos os envolvidos neste processo conhecem.

Para mim, o mais simples é manter a roupa arrumada por tipo: partes de cima juntas, partes de baixo perto umas das outras, roupa interior em local bastante acessível, um sítio específico para a roupa de dormir, etc..

No caso dos meus filhos, as combinações de roupa exterior estão, por tipo, dentro de uma gaveta da cómoda. A roupa interior de cada um tem uma gaveta própria, bem como os pijamas. A roupa um pouco mais formal e os casacos ficam pendurados no roupeiro.

O que também faço para me ajudar na gestão de toda a roupa é manter a que não está em uso (porque ainda está grande, ou porque é de outra estação) guardada num outro local. Longe da vista, longe da confusão!

2 – Ter combinações suficientes para 7-10 dias

Um sistema de arrumação, por muito bom que seja, não resiste aos excessos!

Da minha experiência, muita roupa no armário resulta em descontrolo e desaproveitamento. Entre roupa que pode já estar pequena, ou que é ainda grande demais, e várias peças absolutamente iguais (6 t-shirts da mesma cor, a sério?), torna-se muito difícil saber o que é que a criança pode/deve realmente vestir.

O aconselhável é selecionar as combinações ideais para cada criança, tendo em consideração a idade, o sexo, os gostos individuais, a estação do ano, o espaço disponível e os contextos em que a roupa será usada.

Controlar a quantidade de peças é um passo essencial para manter a organização!

Eu sei que é tentador ter bastante roupa: oferecem-nos muita coisa, emprestam-nos várias peças, ou vamos às compras e vemos roupa gira e em promoção. Só que, quanto mais tivermos, maior será a desorganização.

7 a 10 combinações para cada estação do ano são suficientes, partindo do pressuposto de que a roupa será lavada pelo menos uma vez por semana. Se a lavagem da roupa for, por opção individual, mais espaçada, poderá ser necessário acrescentar algumas peças.

Se a vida social da criança incluir ocasiões formais, talvez seja aconselhável ter 1-2 combinações que se adequem a esses contextos.

No caso de terem em casa miúdos que praticam um desporto que exige equipamentos próprios/especiais, o seu número deve ser convenientemente adequado. Neste caso, talvez faça sentido lavar a roupa nos dias das atividades, otimizando as cargas.

 3 – Estipular os dias em que se irá tratar da roupa

Lavar, estender, apanhar, dobrar, engomar e, finalmente, arrumar são passos incontornáveis. Por isso, é aconselhável fazer os possíveis por otimizar as lavagens, procurando lavar apenas com a máquina cheia conseguindo, desta forma, diminuir o tempo passado neste processo.

À medida que a criança for ficando mais velha, também é boa ideia começar a incluí-la nestas rotinas, ensinando-a a colocar a roupa suja no local certo, a encher a máquina de lavar e a dobrar algumas peças, por exemplo.

O Inverno pode ser um grande desafio, eu sei. Períodos mais húmidos, ou chuvosos, levam a que a secagem da roupa se complique consideravelmente. Nesse caso, podemos colocar em hipótese ter 1 ou 2 combinações adicionais.

Com a experiência e o passar do tempo, o sistema de cada um vai se apurando.

4 – Tentar que as peças sejam usadas mais do que uma vez antes de serem lavadas.

Refiro-me, claro está, à roupa exterior. Tentar minimizar a roupa suja é um passo crucial para manter a ordem: menos roupa para colocar dentro da máquina, para estender, para apanhar, para dobrar e/ou engomar. Ganha-se tempo e dinheiro e poupam-se as fibras!

É verdade que as crianças se sujam muito mais do que os adultos: a vida delas é cheia de ação e aventura! No entanto, há sempre dias de mais calma, em que acabam por não se sujar tanto, e algumas peças poderão ser usadas novamente antes de irem para lavar.

Portanto, deve instituir-se o hábito de inspecionar a roupa antes de a colocar no cesto: algo que poderá ser feito pelos pais, ou, à medida que esta cresce, pela própria criança. Desta forma, incute-se na criança que evitar sujar-se é uma coisa boa.

5 – Selecionar o vestuário da criança sensatamente.

Este é o último número da lista, porém é um que me parece absolutamente crucial.

A roupa pode ser prática, confortável, bonita, elegante, etc., etc.. Mas, acima de tudo, deve ser fácil de manter: uma peça que precise de muito ferro, ou uma outra que exija cuidados de lavagem especiais, muito provavelmente acabará colocada de parte: o dia-a-dia atribulado de uma família não permite que se perca demasiado tempo a cuidar da roupa, sobretudo quando existem alternativas mais fáceis de lavar e que quase não se amarrotam.

A roupa das nossas crianças pode ter fontes diferenciadas: pode ser-nos emprestada por familiares e amigos, pode ser-nos oferecida, ou podemos ser nós mesmos a comprá-la. Convém, em cada uma destas ocasiões, avaliar cada peça antes de ela entrar no guarda-roupa.

Quando nos emprestam ou oferecem roupa, há que analisar cada item e determinar se combina com as peças que já temos e se vai de encontro ao estilo da nossa criança. Quando as peças emprestadas ou oferecidas não se enquadrarem, não devemos ficar com elas só porque sim. Temos sempre a opção de as devolver, de passá-las a outra pessoa, ou, tratando-se de uma oferta, de trocá-las por uma que faça mais sentido ter.

Quando as ofertas são de familiares e/ou amigos mais próximos, muitas vezes é mais fácil dar algumas dicas sobre o que pode estar em falta, ou sobre quais as melhores cores e/ou estilos.

Antes de avançar para uma compra, devemos validar se o artigo escolhido realmente faz falta e se a cor, o tecido e o estilo estão de acordo com que verdadeiramente pretendemos. Não é válido comprar só porque é bonito, ou porque está em promoção e parece uma ótima oportunidade. Se a roupa acabar por não ser usada, será sempre um péssimo negócio!

Devemos lembrar-nos de que as crianças crescem muito rápido e que, quando damos por isso, muita da roupa já não lhes serve. Por vezes, por termos tanta roupa disponível, há peças que ficam novas, o que me parece um tremendo desperdício. Daí a importância de manter a roupa dos mais novos sob controlo.

A roupa que lhes vai deixando de servir pode ser guardada para uma criança mais nova, ou pode ser emprestada a crianças de familiares e/ou amigos. Podemos, em alternativa, doá-la a uma instituição da nossa preferência.

Caso a peça não esteja em condições de voltar a ser usada, sugiro que lhe seja dada uma utilização alternativa, como incluí-la num projeto de arte. Em último caso, poderá ser enviada para um sistema de reciclagem de tecidos.

Por que não deitar simplesmente no lixo? As fibras que usamos muitas vezes não são biodegradáveis, ou sendo-o, demoram dezenas, por vezes centenas, de anos a decomporem-se. Se forem parar a um aterro sanitário, irão enchê-lo desnecessariamente e, poderão, inclusivamente, levar à contaminação dos solos.

Devemos, por isso, procurar uma forma de reutilizar, ou reciclar, as peças que já não vamos usar, prolongando assim a sua vida útil e ajudando o nosso planeta a manter-se limpo e com mais recursos disponíveis. Os nossos filhos irão agradecer-nos mais tarde!

Espero que estas dicas tenham sido úteis para ajudar à organização em tempo de regresso às rotinas familiares.

Escola It’s (not) so simple: afinal, o que é o Teachable?

o-que-e-o-teachable

Foi com uma emoção imensa que anunciei, há poucas semanas, que tinha um curso online inteiramente à tua disposição.

O curso “Poupar e  pagar dívidas” despertou o interesse de dezenas de pessoas e está a ter muito sucesso entre quem segue o It’s (not) so simple.

Neste curso, o tema principal são, claro está, as finanças pessoais e/ou familiares. Considero poupar algo fundamental! Sem um pé de meia, a insegurança, a dúvida e o receio do que o futuro pode trazer apoderam-se de nós.

Por isso mesmo, e apoiada na minha própria experiência nesta área, decidi compilar vários conselhos muito práticos sobre como potenciar a poupança e, caso te encontres nessa situação, sair do endividamento.

Se tens uma dívida, seja ela de que dimensão for, tenho a certeza que te sentes um pouco, ou mesmo muito, desconfortável. Não me parece que haja alguém que contraia uma qualquer dívida de ânimo leve: são decisões pensadas, pesadas, ponderadas.

Só que há sempre momentos na nossa vida em que não nos resta alternativa.

Ter uma dívida significa que se está preso uma responsabilidade. Ter uma dívida tolda a nossa felicidade. Ter uma dívida tira-nos a liberdade!

Sabendo que as questões monetárias frequentemente nos impedem de viver a nossa vida em pleno, disponibilizei a informação que encontras neste curso a todas as pessoas, sem qualquer excepção.

Para criar este curso, recorri a uma plataforma sem igual no mercado do ensino online: o TeachableAqui, qualquer pessoa pode criar um curso, tanto gratuito e universalmente disponível, como pago e sujeito a uma subscrição.

Quando um aluno se inscreve numa determinada escola, como a Escola It’s (not) so simple, pode ver todos os cursos aí disponibilizados e fazer a sua inscrição nos que são do seu interesse.

Os cursos podem conter pedaços de áudio, palestras escritas e palestras sob a forma de vídeo. Também poderão existir questionários para consolidar a aprendizagem. E conteúdos descarregáveis, como fichas de trabalho.

O melhor de tudo? É que todos os conteúdos ficam disponíveis para sempre para os alunos que se inscrevam!

Quando descobri esta plataforma, não pude deixar de saber mais sobre ela e logo decidi criar algo para quem me acompanha.

E assim nasceu a Escola It’s (not) so simple. Um projeto que, ainda que esteja apenas no início, já me é muito querido. Tenho algumas ideias “na calha” e conto ter mais novidades em breve. Fica atenta!

Para terminar o post de hoje, permite-me que te deixe algumas ideias muito simples de poupança:

1 – Ter um mealheiro fechado onde, todos os dias, colocas as moedas que tens na carteira. Previamente, estipula quando o irás abrir e qual o fim desejado (realizar um desejo teu, ou de alguém que amas, fazer um curso com que há muito sonhas, comprar a máquina perfeita para levar a tua paixão pela fotografia mais longe…). O valor que irás ter quando abrires o mealheiro vai deixar-te de queixo caído!

2 – Mal recebes o teu vencimento, põe de parte uma percentagem do valor (1%, 5%, 10%, tu decides). No final do ano, ou ao fim do tempo que te pareça adequado, vê quanto tens e decide qual o melhor fim a dar a essa maquia.

3 – Olha para o teu orçamento e identifica duas categorias onde sabes que consegues poupar dinheiro sem grande esforço: renegociar um seguro, procurar um tarifário móvel mais barato, ou baixar os custos com o ginásio, por exemplo. Há sempre áreas que podemos optimizar. O que irás poupar no médio/longo prazo (eu gosto de fazer as contas a quanto posso poupar num ano), será sempre bem vindo no teu pé de meia!

Se queres mais ideias como estas, inscreve-te no curso e vem aprender a poupar e a pagar dívidas.

Depois de completares o curso, enviar-te-ei um certificado de conclusão para comprovar os teus conhecimentos de poupança!

Sê feliz, poupando ao máximo!