Como poupar ainda mais: 7 dicas

Como poupar mais

Nota: os porquinhos super irresistíveis que vês na imagem acima são da autoria da menina por trás do blogue Feltro nas Mãos. Visita o blogue dela para ficares a conhecer estes e outros maravilhosos trabalhos da sua autoria. Merci, Martine 😉

Fevereiro começou sob o signo da poupança e é assim também que termina.

Poupar é importante. Poupar é pensar no futuro. Poupar traz-nos paz e tranquilidade. Quem poupa é mais feliz!

Queres saber como podes poupar mais?

Deixo-te 7 dicas muito fáceis:

1 – Estabelece os objetivos de poupança. Se não souberes o motivo pelo qual queres poupar, não terás a motivação certa para o fazer e depressa darás por ti a gastar mais do que deves. 

2 – Faz um orçamento. Anota todas as fontes de rendimento e analisa todas as rubricas de gastos. Identifica as áreas críticas que necessitam de revisão e descobre os focos de poupança. Encontra aqui o Excel que uso para este efeito.

3 – Compra menos. Eu sei, parece quase absurdo de tão óbvio que é, mas é a única forma de começar de facto a poupar quando te sobra sempre mês no fim do dinheiro. Experimenta passar sem um bem ou um serviço durante um período de tempo e analisa se este realmente te faz falta.

4 – Encontra alternativas mais baratas. Faz a tua pesquisa: muitas  das vezes até encontras simuladores online, ou estudo feitos por entidades competentes, que te podem ajudar a tomar a decisão. A consulta ao fornecedor é sempre indispensável, claro.

5 – Negoceia com os teus fornecedores. Foi o que fiz com a empresa que me fornece o serviço de cabo. Fui ao mercado, encontrei uma alternativa mais económica e contactei-os para saber como cancelar o serviço. No fim dessa chamada telefónica, tinha já uma proposta mais vantajosa por parte do fornecedor atual: manter um cliente é mais barato do que ganhar um novo, ou, de outra perspetiva, perder um cliente pode custar demasiado caro…

6 – Segura o touro pelos chifres! Fala com quem detém a tua dívida e renegoceia-a. Analisaste o teu orçamento, sabes que tens mais dinheiro disponível e que podes pagar a dívida mais depressa. Por isso, tenta reduzir o número de prestações e pouparás nos juros. Foi o que fiz quando paguei o meu empréstimo habitação.

7 – Arranja um mealheiro. De preferência um difícil de abrir – não são tão lindos os porquinhos da foto? 😉 Estipula o quanto queres lá pôr: podes optar por deixar lá as moedas que trazes para casa (é o que eu faço), ou todos os extras (também faço isto). Alternativamente, podes estipular que todos os dias, todas as semanas, ou todos os meses, tens de lá deixar um valor fixo. Quando abrires o teu mealheiro, vais ter uma grande surpresa: é impressionante o quanto se consegue poupar desta forma.

Qual a tua dica de poupança preferida?

Dicas simples de poupança

Dicas simples de poupança

Hoje é dia de partilhar contigo o texto que escrevi para a edição de Fevereiro de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber tudo sobre esta colaboração neste post.

A edição deste mês aborda a temática da indisciplina e de como erradicá-la, traz-nos um interessante artigo sobre o ácido úrico e um outro sobre como podemos lidar com a dor ciática de uma perspetiva osteopática.

Sem esquecer, claro está, as receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar!

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.

 


O início de um novo ano é sempre uma boa altura para rever objetivos financeiros e organizar as contas familiares.

O Natal já lá vai e os primeiros meses do ano trazem novos planos e vontades.

Saber quanto dinheiro temos para gastar, e no que vamos gastá-lo, é essencial para uma boa gestão do orçamento disponível.

É desagradável sentir que não se consegue fazer face aos custos, do mesmo modo que acredito que ninguém aprecia viver com a incerteza do que poderá acontecer se surgirem despesas imprevistas.

A gestão de um orçamento passa por saber, por um lado, qual o rendimento disponível, e, por outro, quais as despesas esperadas.

É aconselhável que se revejam estes dados com uma periodicidade regular. Cada um saberá o que está mais de acordo com a sua realidade, mas, hoje, vou partir do pressuposto de que a análise será feita todos os meses, que é como a fazemos em minha casa.

O melhor será manter um registo de proveitos e gastos: em papel, ou no computador, consoante as preferências individuais. O que realmente importa é manter as finanças sob controlo.

Depois da primeira análise, ficará certamente evidente qual o estado da economia doméstica. Há espaço para poupar? Ou será que é necessário fazer cortes na despesa?

O povo, sábio como é, sempre nos ensinou que “no poupar é que está o ganho” e nós sabemos bem que “o dinheiro é de quem o poupa e não de quem o ganha”. No entanto, nem sempre é fácil fazer face a todas as nossas responsabilidades financeiras com o rendimento que temos disponível.

Quando pomos “preto no branco” quanto ganhamos e quanto gastamos, torna-se impossível ficar indiferente ao resultado dessa análise.

Nesse momento, a nossa situação financeira fica mais clara.

À partida, serão três os cenários possíveis:

a) Temos dinheiro para poupar: a situação ideal e, quanto a mim, o objetivo final de todos quanto querem controlar as suas finanças eficazmente. Continue o que está a fazer, pois está no bom caminho!

b) Ganhamos tanto como gastamos: ainda que possa ser algo que acontece apenas nos meses em que as despesas são maiores, é um sinal de que é necessário implementar algumas mudanças no sentido de potenciar a poupança. Continue a ler!

c) O rendimento não é suficiente para fazer face aos gastos: muito provavelmente, já tinha noção de que a sua situação era esta, pois estava a tornar-se recorrente não conseguir cumprir as suas responsabilidades, ou era frequente ter de pedir dinheiro emprestado. Por favor, não desespere, sobretudo se já chegou a este ponto da sua análise. Reverter esta situação é possível e requer apenas que dê pequenos passos, ou mude aspetos simples. Prossiga com a leitura!

Hoje irei partilhar algumas estratégias simples para ajudar quem me lê a conseguir amealhar um pouco mais e a evitar que o dinheiro não cheque até ao final do mês.

 1 – Ter um fundo para emergências.

Os imprevistos financeiros são uma realidade para todos nós: a máquina de lavar avariou e já não tem conserto possível, o carro precisa de pneus novos, há material escolar para comprar, os miúdos “deram um pulo” e precisam de roupa ou calçado novo…

Daí ser tão importante conseguir poupar e ter um fundo monetário para as emergências que podem surgir a qualquer momento.

Para mim, o primeiro objetivo de poupar, especialmente para quem ainda não o faz, é ter um valor guardado ao qual se pode recorrer quando o inesperado acontece.

Naturalmente, o ideal será que o rendimento de cada mês permita pagar todas as despesas, mas, quando isso não for possível, iremos sentir-nos mais seguros e descansados de soubermos que temos algo reservado para uma eventualidade.

O agregado deve estipular um valor ideal para esse fundo e definir como atingi-lo. O mais importante, claro está, é guardar esse valor para as verdadeiras emergências e, quando o fundo for usado, tratar de restabelecê-lo logo que possível.

2 – Otimizar custos.

Olhando para a análise financeira que se fez, onde é que é possível efetuar cortes? Há despesas que não fazem sentido? Subscrições de que não se usufrui, serviços sem utilidade, custos esquecidos, juros que podem ser renegociados?

Se se modificarem alguns hábitos, é possível diminuir as despesas? Que tal fazer mais refeições caseiras, ou reduzir o uso da viatura própria quando houver alternativas viáveis?

O estudo financeiro que foi feito deve servir como forma de pôr todos os gastos em perspetiva e deverá também permitir que se tenha verdadeira noção de para onde o nosso dinheiro, ganho com tanto esforço, realmente vai.

Esta é, sem sombra de dúvida, a melhor forma de descobrir onde estão os focos de poupança. E, se as suas finanças precisam de levar uma volta, não tenha qualquer receio de cortar nos custos não essenciais.

Lembre-se, nada tem de ser definitivo: se há um bem, ou um serviço, que lhe custa particularmente dispensar, pense que é apenas temporário e que assim que as contas estejam de novo positivas pode voltar a usufruir dele. Embora, em jeito de curiosidade, talvez venha a descobrir que, afinal, este não lhe faz assim tanta falta…

3 – Estudar fontes de rendimento alternativas.

Este é o momento de olhar para o que tem em casa, no sótão, na arrecadação, na garagem, ou onde quer que guarde o que já não usa, e ver o que é que lhe pode render algum dinheiro.

A época é perfeita para isso: com o ressurgimento do mercado de bens em segunda mão (ou terceira, quem sabe), aquilo que tem em casa sem uso pode trazer-lhe uns euros extra que serão preciosos para os seus objetivos de poupança.

Duas torradeiras? A batedeira está parada há três anos? Telemóveis esquecidos na gaveta? O equipamento daquele hobby, ou desporto, que deixou para trás faz tempo? Tudo isso pode ter utilidade para uma outra pessoa que procura estes bens a um preço mais em conta.

Por isso, organize uma feira de artigos usados (convide familiares e amigos), ou veja entre os seus contactos se alguém teria interesse em comprar o que tem para vender, ou (e esta é a minha preferida) venda online, em sites especializados na venda em segunda mão.

Alternativamente, pode fazer alguns trabalhos relacionados com os seus gostos pessoais nos seus tempos livres: traduções, design gráfico, ou tomar conta de crianças, por exemplo. Ou então, fazer algo que poderá depois vender: artesanato, doçaria, etc., etc.

Esta é uma boa hipótese de pôr as suas paixões a render!

4 – Definir objetivos de poupança.

Criar o tal fundo de emergência de que falei antes, poupar para comprar algo que nos faz falta, pôr de parte dinheiro para pagar os estudos dos filhos, guardar uma maquia para aquela viagem com que se sonha há anos, ou antecipar aquilo de que se poderá precisar quando se chegar à reforma: todos estes são motivos válidos para decidir poupar. E o leitor com certeza terá os seus próprios motivos, tão bons ou melhores do que estes.

O que deverá fazer é deixá-los bem claros: só dessa forma terá a motivação necessária para agarrar as rédeas das suas finanças e gerir o seu orçamento de forma eficaz e que lhe permita uma maior estabilidade e conforto.

Portanto, arranje um mealheiro, ou crie uma conta bancária só para este fim, e comece já a pôr alguns euros de parte. Que tal estipular uma percentagem do seu rendimento mensal para poupar? Ou, alternativamente, definir o montante que gostava de ter poupado no final do ano e trabalhar para cumprir esse objetivo?

Retomando a sabedoria popular, “mais vale poupar no início, do que no fim”. Por isso, comece já a viver o seu futuro financeiro sem dívidas!

Que dicas de poupança tens para partilhar connosco? Ou quais os teus maiores desafios nesta área?

It’s so Ecological! Poupar o ambiente e o nosso dinheiro #2

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Que dia é hoje? Dia de falar de ecologia e poupança!

Trago-te uma sugestão muito prática e que te poderá ajudar a poupar dinheiro e, acima de tudo, evitar que toneladas de plástico se acumulem nas nossas lixeiras e/ou sejam enviadas para os centro de reciclagem.

E não podemos esquecer a questão de saúde pública que as embalagens de plástico tradicionais podem colocar: até que ponto é seguro que o plástico toque nos nossos alimentos? Que toxinas estaremos nós a ingerir?

Desculpa a nuvem cinzenta gigantesca que estou a colocar sobre a tua cabeça, no entanto este é um assunto sobre o qual tenho pensado bastante ultimamente…

Se, tal como eu, és alguém que bebe muita água durante o dia, faz todo o sentido usar um recipiente reutilizável para transportar/conservar a água que consomes.

Se puderes recorrer aos convencionais copos de vidro, ou canecas de porcelana, ótimo, mas se te aborrece estar sempre a enchê-los, ou precisas de uma solução transportável, faz mais sentido optar por uma garrafa reutilizável.

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A garrafa que vês na imagem acima é uma das minhas mais antigas companheiras de secretária: desde 2010 que não me larga!

Mais ou menos pela mesma altura em que decidi que o meu tempo dos absorventes íntimos devia acabar (lê tudo aqui), também decidi reduzir drasticamente o uso de garrafas de plástico.

Eu sei, parecem perfeitamente inofensivas. Transparentes, podem ir para o contentor da reciclagem, se forem amachucadas ocupam menos espaço, há quem guarde as tampas para fins caridosos, podemos reutilizá-las… Pelo menos até aparecer uma nova garrafa na nossa vida. E elas estão virtualmente em todo o lado…

Lá em casa, todos temos a nossa garrafa reutilizável e os adultos têm, inclusivamente, uma garrafa em casa e outra no trabalho.

O que poupamos em garrafas de água tradicionais é assinalável.

Façamos uma conta simples: uma garrafa de água de 1,5l de uma marca branca pode custar 0,16€. Ora, 0,16€/dia durante 30 dias equivale a 4,80€/mês. No final do ano são 57,60€!

O valor pode não parecer assim tão elevado, eu sei. E há muitas variáveis que podemos ter em consideração que teriam influência no verdadeiro gasto:

1 – N.º de pessoas do agregado familiar que consomem água engarrafada e a quantidade que realmente consomem.

2 – É verdade que estas garrafas são reutilizáveis e poderia comprar apenas uma e enchê-la as vezes que quisesse. Mas diz-me: quantas vezes é que isso realmente acontece? A nossa mente está habituada ao descartável e quer o que é mais fácil e prático. Eu sei, porque houve uma altura da minha vida em que todas as manhãs ia ao supermercado antes de ir para o trabalho para comprar uma nova garrafa. Não me importava de gastar aqueles cêntimos, de me deslocar até lá, de ficar à espera na fila para pagar…

3 – Podemos comprar a água em garrafões, que saem mais baratos na relação preço/quantidade.

4 – Há zonas do país em que a água da torneira tem um sabor menos agradável. Também noto essa diferença, só que, na maior parte dos casos, parece-me uma questão de habituação.

Para mim, a verdadeira questão aqui é a questão ecológica e de saúde: para quê consumir mais embalagens do que as estritamente necessárias e que consequências pode trazer o uso e abuso do plástico?

O facto de usares um recipiente reutilizável, representa uma diminuição considerável na tua pegada ecológica, por isso, pensa nisso, tá?

O que achas desta questão do consumo exacerbado do plástico? Costumas pensar na questão ecológica quando compras artigos neste material? E, se já usas um sistema mais ecológico para conservar/transportar água, que fatores influenciaram a tua decisão? Obrigada pela partilha!

It’s so Ecological! Poupar o ambiente e o nosso dinheiro #1

its-so-ecological-copo-mestrualQuem é que não gosta de poupar uns trocos? E, já agora, ajudar o ambiente enquanto poupa?

É por isso mesmo que decidi dar início à rubrica “It’s so Ecological!“. E espero pelas tuas sugestões nesta área!

Hoje, vou falar sobre higiene íntima. Mais concretamente, um método ecológico e, claro está, económico, para aqueles dias do mês.

Qual é a tua escolha atualmente? Pensos? Tampões?

Já pensaste no quanto custam e no efeito que têm? Como gastam recursos e matéria prima e enchem as nossas lixeiras de resíduos que demoram anos e anos a se decomporem?

Uma mulher pode menstruar entre 300 a 500 vezes durante toda a sua vida (eu sei, é de pôr os cabelos em pé!). Se, por cada ciclo, usar 20 pensos menstruais, gastará cerca de 5€.

Ora, 5€ (embalagem de 20 unidades) X 400 ciclos = 2000€ no final da vida!

Se usar tampões, e gastar cerca de 18 tampões por ciclo:

4€ (caixa de 18 unidades) X 400 ciclos = 1600€ de gasto nesta categoria!

E como lidar com as embalagens destes produtos? Como aceitar que não podemos fazer nada para parar de encher as nossas lixeiras de forma desnecessária?

A solução? Experimenta um copo menstrual.

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Se pesquisares sobre o produto, encontrarás algumas marcas que os produzem em silicone de grau médico macio (é o caso do meu, igual ao da foto acima) e outras que usam Elastómero Termoplástico, o mesmo material das chupetas para os bebés, por exemplo. Ambos são materiais seguros para o teu corpo.

Em termos de duração, de acordo com o uso que lhe for dado, e da forma como for tratado, um copo destes poderá durar entre 5 a 10 anos.

Dependendo da marca que escolheres (há imensas no mercado, hoje em dia) e do local onde o compres, poderá custar-te entre 16 e 30€. O meu é igual ao da imagem acima e foi comprado online, em 2010.

Já não sei dizer o nome da loja, mas creio que o mandei vir do Reino Unido. Na altura, as lojas portuguesas que os comercializavam não os vendiam por menos de 30€. Daquela forma, custou-me cerca de 18€. E, entretanto, já me poupou, pelas minhas contas, mais de 240€ em produtos de higiene íntima.

Acima de tudo, agora sei que faço algo mais para ajudar o ambiente, diminuir a minha pegada ecológica e não poluir.

Após a fase inicial de habituação, que demorou, no meu caso, cerca de dois dias, uma pessoa não quer outra coisa.

Caraterísticas a reter sobre o copo menstrual:

1 – Pode estar dentro do nosso corpo, em segurança, até 12 horas seguidas. O que ele faz é manter o sangue em vácuo, não permitindo que o mesmo oxide e evitando o desenvolvimento de bactérias e/ou fungos. Fica também arredada a hipótese de ocorrer a síndrome do choque tóxico, algo que sempre tememos quando usamos um tampão, por exemplo

2 – O perigo de fugas é diminuto, desde que o copo esteja devidamente colocado. É vendido com instruções de colocação e também podes encontrar imensa informação online sobre o tema. Foi concebido por médicos ginecologistas e feito para se adaptar à anatomia feminina, vedando o canal vaginal. Deixarás também de sentir o odor que normalmente associamos a esta altura do mês.

3 – Imperceptível. A. Todo. O. Momento. JURO! Pensa em todas as ocasiões em que te sentes desconfortável por estares com o período: uma ida à praia, umas calças justas, não ter acesso a uma casa de banho de “confiança” durante várias horas… Podes usá-lo em qualquer altura, sem receios.

4 – Deixas de perder tempo (e dinheiro, claro) a comprar absorventes femininos. “Com abas ou sem abas? Como é que se usa um tampão com aplicador? Só preciso de dois tampões e tenho de comprar uma caixa de 20?!” Com o copo, isto acabou!

5- Sentes que passas o tempo preocupada, não é? “Já são horas de mudar o tampão? Será que me sujei? Tenho a certeza que as outras pessoas notam que estou a usar isto!” Finito! De manhã, tiro o copo, lavo-o e volto a colocá-lo. Antes de me deitar, repito o processo. Preocupações? Reduzidas quase em 100%.

6- “Ah e tal mas eu tenho imenso fluxo.” Talvez isso faça com que tenhas de ver o copo uma vez por dia mais, à hora de almoço, por exemplo. E estás preocupada com tamanhos? Da pesquisa que fiz, a maior parte das marcas tem dois: um para mulheres com menos de 30 anos e que nunca deram à luz por parto vaginal e outro para mulheres com mais de trinta anos, ou que já tenham tido um parto vaginal, que é o meu caso. Há inclusivamente marcas com 4 tamanhos disponíveis. Em todos estes anos de uso, o copo foi sempre mais do que suficiente para as minhas necessidades.

7- Então, e a limpeza do “bichinho”? Água e sabão é o que basta. Se quiseres, poderás esterilizá-lo (este é um passo que deves cumprir antes da primeira utilização), mas não há obrigatoriedade de o fazer todos os meses.

Então, ainda indecisa? O que precisas de saber antes de avançar para este método? Deixa as tuas dúvidas nos comentários.

Ah, e se já usas, conta-me qual a maior vantagem do copo para ti.

6 lições que estes 6 meses de desafios me ensinaram

Se não vai simplificar a tua vida_Itsnotsosimple

No dia 7 de Janeiro, lancei o desafio: 180 dias para organizar a tua vida.

E, 6 meses depois, cá estamos nós.

Com tudo no sítio e mais.

Em jeito de balanço, vou partilhar contigo tudo o que aprendi ao longo desta grande viagem.

  • Posso poupar muito, muito mais!

Não passo o tempo a comprar e a gastar dinheiro, mas também tenho impulsos consumistas que tento refrear. Não posso ter tudo quanto vejo, não preciso de tudo quanto vejo, não quero tudo quanto vejo. Às vezes, há algo que me chama a atenção e que penso em comprar, só que, nesse momento, tento parar para pensar e pergunto-me:

Precisas mesmo disto? Vais usar? Vai dar muito trabalho a manter? Onde vais guardar? Quanto custa? Vale o que custa? Quantas horas terás de trabalhar para pagar o seu custo? O que é que tens em casa que pode fazer as suas vezes? Podes pedir um igual emprestado? Podes encontrar em segunda mão? Consegues vender no OLX caso deixes de precisar?

E, se for uma guloseima (estamos no verão e um gelado sabe sempre bem, não é?), tenho de me perguntar:

Vai contribuir para os teus objetivos de bem-estar? Hoje é dia de fugir à dieta? Queres mesmo gastar esse dinheiro? Tens fome? Quando é que vais fazer a tua próxima refeição? Tens à mão uma alternativa mais saudável? Não preferes deixar essa “infração” para um outro dia?

Tomar consciência, por ver os números no Excel, de quanto se gasta realmente lá em casa, de quanto ganhamos e de quanto os nossos salários custam a ganhar, ajuda a relativizar todas as operações que envolvam gastar o nosso dinheiro conseguido com tanto esforço.

No entanto, não deixei de andar na rua, nem de olhar para as montras dos sítios por onde tenho de passar, nem deixei de fazer pesquisas na Internet em lojas online quando encontro um produto que me interessa e que acho que me pode fazer falta.

O que tento fazer agora, isso sim, é refletir mais antes de me decidir a comprar, ou a consumir, seja o que for.

Tem sido cada vez mais frequente passar a semana sem comprar nada que não sejam mercearias, ou frescos, para consumo familiar. Estou inclusivamente a pensar lançar-me esse desafio de não comprar nada que não sejam alimentos, ou outros artigos necessários para o lar (artigos de higiene, ou limpeza). Está na lista de potenciais ideias futuras.

Resumindo: consegui reduzir ainda mais os meus impulsos consumistas e continuar com a mentalidade de que tenho mais do que aquilo que realmente preciso.

  • O lar perfeito não é o mais imaculado, mas sim aquele onde há mais sorrisos.

Quando comprei a minha casa, houve um momento em que disse para mim própria que a teria sempre impecável.

Felizmente, já “muita água correu debaixo dessa ponte” e consegui mudar esta forma de pensar que muita tristeza me trouxe. O segredo, se não queremos passar a vida a limpar e a arrumar a casa, é adaptar os nossos padrões: a casa nunca estará imaculada. Isso é virtualmente impossível! Ou se vive, ou se passa o tempo a limpar. Agora, limpo apenas quando tenho tempo e quando realmente está sujo. Sem vergonhas. E aceito toda a ajuda que me quiserem dar.

Uma casa serve para nos gozarmos dela e para sermos felizes lá dentro. Se estabelecermos os mínimos e incutirmos em toda a família padrões de arrumação e organização, tudo fica facilitado. Ah e, claro, o grande segredo de uma vida mais fácil: destralhar! Sem objetos desnecessários para desviar, limpar, organizar, etc., etc. manter a casa em ordem é muito mais simples.

  • Quanto mais deixo a minha agenda respirar, melhor me sinto comigo própria.

Tenho batalhado por otimizar as minhas tarefas: instituir rotinas de limpeza e arrumação, cozinhar em série ao fim de semana, deixar o máximo possível preparado de véspera para facilitar as manhãs e manter o calendário familiar organizado.

Procuro que as tarefas profissionais estejam todas em dia, dentro do possível, para que não tenha de levar trabalho para casa e possa dedicar o tempo livre à família e aos amigos. Também tento descobrir espaço para fazer o que gosto, como ler, escrever e aprender coisas novas.

E, regra geral, tenho sido mais bem-sucedida nesta área. Tenho sobretudo tentado evitar as correrias que ter uma agenda demasiado cheia exige.

  • Sou mais produtiva se me focar numa coisa de cada vez.

É claro que há dias em que isto é mais fácil de fazer e outros em que nem tanto assim. Há dias em que parece que toda a gente precisa de algo, ou que as tarefas não têm fim, ou que as urgências são uma constante, mas, de uma forma geral, quanto menos tentar fazer de uma só vez, melhor me saio e mais tarefas consigo terminar.

Deixei de passar a vida na Inbox, otimizei muitas das minhas tarefas, tentando agrupá-las no tempo para que perca menos tempo a concretizá-las, como registar as despesas no meu orçamento mensal, que faço uma vez por semana.

E aproveitei para tirar ainda maior partido das funcionalidades da minha aplicação de gestão de tarefas, recorrendo cada vez mais à função de repetição, de criação de tarefas por cópia e reencaminhando diretamente para lá cada vez mais Emails, o que me ajuda a manter-me em dia com as tarefas pendentes.

Ainda não consigo trabalhar apenas 4 horas por semana, porém posso dizer que trabalho cada vez melhor!

  • Que quanto mais saudável estiver o meu corpo, melhor estará a minha mente.

Toda a vida tenho lutado com a perceção que tenho do meu corpo. E toda a vida isso afetou a minha autoestima e a minha confiança em mim própria. Não sou imune ao que a sociedade parece ditar como sendo belo, ou elegante. Como todos os seres humanos, comparo-me com os que me rodeiam. E não consigo deixar de pensar em mim e nos outros em termos de sou, ou não, mais bela do que determinada pessoa.

Embora saiba que a beleza está nos olhos de quem vê, não consigo escapar à armadilha da comparação, seja esta negativa ou positiva. Não todo o tempo, pelo menos. E, se me sentir mais vulnerável num determinado momento, poderei sentir-me inferior, ou, se estiver numa fase positiva, conseguirei abstrair-me de tudo isso e amar-me incondicionalmente.

É um trabalho constante: mudar padrões de pensar e de sentir é o mais difícil de fazer. Mas, com as ferramentas certas, torna-se mais fácil lá chegar. Para isto, tenho recorrido um pouco mais a técnicas de mindfulness. Observar os meus pensamentos um pouco mais de perto, tentar respirar mais, fazer devagar.

Isto também tem a vantagem de diminuir a quantidade de erros e de evitar que me chame “estúpida”, de forma quase inconsciente, tantas vezes. Ai, a autoestima!

É um processo (lento) de (re)aprendizagem que tenho tentado trilhar: às vezes saio-me bem, outras nem por isso, mas não vou desistir de continuar a tentar. Devo-o a mim própria!

Também quero, no médio/longo prazo, começar a meditar, porque sei que será importante para o meu bem-estar psíquico.

E gostava de conseguir fazer mais exercício físico. Sério que gostava. O marido pergunta-me muitas vezes quando é que vou fazer um Shawn T… (Baby, you rock!) Mas os meus níveis de energia físicos estão ainda um pouco limitados. O meu filho mais novo exige muito de mim e eu não consigo (ainda) superar isso. A seu tempo!

  • Estar em paz com quem somos é a felicidade suprema.

Tinha 14 anos e participei de um trabalho de grupo que culminava com uma apresentação em frente de toda a turma. Não era, obviamente, a primeira vez que falava perante colegas e, embora não fosse a minha atividade preferida, não era exatamente um problema. Porém, naquele dia, foi.

Gaguejei, esqueci-me do que tinha para dizer, não falei alto o suficiente para que todos me ouvissem, não consegui encarar ninguém. Um desastre.

Temia que se rissem de mim. Ninguém o fez e, no fim, muitos me disseram que devia ter tido mais calma e mais confiança. Mas eu não consegui.

Esse foi o dia em que me apercebi do meu elevado grau de introversão. É claro que naquela altura eu não sabia que era assim que se chamava. Era conhecida por ser tímida e recatada. Só que nunca imaginei que isso me fosse afetar tanto ao nível social.

A nossa sociedade gosta de pessoas extrovertidas e faladoras. Gosta de pessoas que contam piadas e que pregam partidas. Eu nunca me senti bem nesses papéis. Culpei a genética (a minha mãe também é pouco faladora), culpei-me a mim própria por achar que não era capaz de aprender a ser mais “dada”, pensei muitas vezes que eu era uma pessoa desinteressante, apagada e sem graça.

Foram quase 36 anos a tentar ser algo diferente do que sou. Até que li o livro certo: Silêncio. Sou grata pelo que aprendi com a sua leitura e pela aceitação pessoal que me foi consequentemente permitida.

E também sou grata por poder, por ter essa capacidade, de me expressar criativamente, nomeadamente através da escrita. Precisava deste “escape”. Precisava de sentir que posso fazer a diferença, nem que seja apenas para uma pessoa. Nem que seja apenas para mim.

Desde que comecei o It’s (not) so simple, já consegui criar tanto de que me orgulho: posts úteis, posts inspiradores, guias práticos, e muito mais.

Sou muito mais feliz agora, é com satisfação que o digo.

E tenho, uma vez mais, de te agradecer por estares aí desse lado, a acompanhar-me, a ler-me, a “aturar-me” e a dar-me força para continuar.

Obrigada pela companhia ao longo de todo este tempo. És o máximo! Não deixes que nunca ninguém te diga o contrário.

Não quero terminar sem partilhar algo mais contigo: uma página exclusiva onde poderás aceder a mais frases inspiradoras. Espero que seja do teu agrado.

O It’s (not) so simple vai continuar a trazer-te inspiração, mas, pelo menos por agora, num formato um pouco menos rígido. Abordarei os temas de forma um pouco mais solta, consoante me pareça fazer mais sentido. Ou, caso sintas que determinado assunto deve ser mais aprofundado, envia-me as tuas sugestões.

Espero que continues aí desse lado.

E sê muito, muito feliz!