Como poupar ainda mais: 7 dicas

Como poupar mais

Nota: os porquinhos super irresistíveis que vês na imagem acima são da autoria da menina por trás do blogue Feltro nas Mãos. Visita o blogue dela para ficares a conhecer estes e outros maravilhosos trabalhos da sua autoria. Merci, Martine 😉

Fevereiro começou sob o signo da poupança e é assim também que termina.

Poupar é importante. Poupar é pensar no futuro. Poupar traz-nos paz e tranquilidade. Quem poupa é mais feliz!

Queres saber como podes poupar mais?

Deixo-te 7 dicas muito fáceis:

1 – Estabelece os objetivos de poupança. Se não souberes o motivo pelo qual queres poupar, não terás a motivação certa para o fazer e depressa darás por ti a gastar mais do que deves. 

2 – Faz um orçamento. Anota todas as fontes de rendimento e analisa todas as rubricas de gastos. Identifica as áreas críticas que necessitam de revisão e descobre os focos de poupança. Encontra aqui o Excel que uso para este efeito.

3 – Compra menos. Eu sei, parece quase absurdo de tão óbvio que é, mas é a única forma de começar de facto a poupar quando te sobra sempre mês no fim do dinheiro. Experimenta passar sem um bem ou um serviço durante um período de tempo e analisa se este realmente te faz falta.

4 – Encontra alternativas mais baratas. Faz a tua pesquisa: muitas  das vezes até encontras simuladores online, ou estudo feitos por entidades competentes, que te podem ajudar a tomar a decisão. A consulta ao fornecedor é sempre indispensável, claro.

5 – Negoceia com os teus fornecedores. Foi o que fiz com a empresa que me fornece o serviço de cabo. Fui ao mercado, encontrei uma alternativa mais económica e contactei-os para saber como cancelar o serviço. No fim dessa chamada telefónica, tinha já uma proposta mais vantajosa por parte do fornecedor atual: manter um cliente é mais barato do que ganhar um novo, ou, de outra perspetiva, perder um cliente pode custar demasiado caro…

6 – Segura o touro pelos chifres! Fala com quem detém a tua dívida e renegoceia-a. Analisaste o teu orçamento, sabes que tens mais dinheiro disponível e que podes pagar a dívida mais depressa. Por isso, tenta reduzir o número de prestações e pouparás nos juros. Foi o que fiz quando paguei o meu empréstimo habitação.

7 – Arranja um mealheiro. De preferência um difícil de abrir – não são tão lindos os porquinhos da foto? 😉 Estipula o quanto queres lá pôr: podes optar por deixar lá as moedas que trazes para casa (é o que eu faço), ou todos os extras (também faço isto). Alternativamente, podes estipular que todos os dias, todas as semanas, ou todos os meses, tens de lá deixar um valor fixo. Quando abrires o teu mealheiro, vais ter uma grande surpresa: é impressionante o quanto se consegue poupar desta forma.

Qual a tua dica de poupança preferida?

Dicas simples de poupança

Dicas simples de poupança

Hoje é dia de partilhar contigo o texto que escrevi para a edição de Fevereiro de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber tudo sobre esta colaboração neste post.

A edição deste mês aborda a temática da indisciplina e de como erradicá-la, traz-nos um interessante artigo sobre o ácido úrico e um outro sobre como podemos lidar com a dor ciática de uma perspetiva osteopática.

Sem esquecer, claro está, as receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar!

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.

 


O início de um novo ano é sempre uma boa altura para rever objetivos financeiros e organizar as contas familiares.

O Natal já lá vai e os primeiros meses do ano trazem novos planos e vontades.

Saber quanto dinheiro temos para gastar, e no que vamos gastá-lo, é essencial para uma boa gestão do orçamento disponível.

É desagradável sentir que não se consegue fazer face aos custos, do mesmo modo que acredito que ninguém aprecia viver com a incerteza do que poderá acontecer se surgirem despesas imprevistas.

A gestão de um orçamento passa por saber, por um lado, qual o rendimento disponível, e, por outro, quais as despesas esperadas.

É aconselhável que se revejam estes dados com uma periodicidade regular. Cada um saberá o que está mais de acordo com a sua realidade, mas, hoje, vou partir do pressuposto de que a análise será feita todos os meses, que é como a fazemos em minha casa.

O melhor será manter um registo de proveitos e gastos: em papel, ou no computador, consoante as preferências individuais. O que realmente importa é manter as finanças sob controlo.

Depois da primeira análise, ficará certamente evidente qual o estado da economia doméstica. Há espaço para poupar? Ou será que é necessário fazer cortes na despesa?

O povo, sábio como é, sempre nos ensinou que “no poupar é que está o ganho” e nós sabemos bem que “o dinheiro é de quem o poupa e não de quem o ganha”. No entanto, nem sempre é fácil fazer face a todas as nossas responsabilidades financeiras com o rendimento que temos disponível.

Quando pomos “preto no branco” quanto ganhamos e quanto gastamos, torna-se impossível ficar indiferente ao resultado dessa análise.

Nesse momento, a nossa situação financeira fica mais clara.

À partida, serão três os cenários possíveis:

a) Temos dinheiro para poupar: a situação ideal e, quanto a mim, o objetivo final de todos quanto querem controlar as suas finanças eficazmente. Continue o que está a fazer, pois está no bom caminho!

b) Ganhamos tanto como gastamos: ainda que possa ser algo que acontece apenas nos meses em que as despesas são maiores, é um sinal de que é necessário implementar algumas mudanças no sentido de potenciar a poupança. Continue a ler!

c) O rendimento não é suficiente para fazer face aos gastos: muito provavelmente, já tinha noção de que a sua situação era esta, pois estava a tornar-se recorrente não conseguir cumprir as suas responsabilidades, ou era frequente ter de pedir dinheiro emprestado. Por favor, não desespere, sobretudo se já chegou a este ponto da sua análise. Reverter esta situação é possível e requer apenas que dê pequenos passos, ou mude aspetos simples. Prossiga com a leitura!

Hoje irei partilhar algumas estratégias simples para ajudar quem me lê a conseguir amealhar um pouco mais e a evitar que o dinheiro não cheque até ao final do mês.

 1 – Ter um fundo para emergências.

Os imprevistos financeiros são uma realidade para todos nós: a máquina de lavar avariou e já não tem conserto possível, o carro precisa de pneus novos, há material escolar para comprar, os miúdos “deram um pulo” e precisam de roupa ou calçado novo…

Daí ser tão importante conseguir poupar e ter um fundo monetário para as emergências que podem surgir a qualquer momento.

Para mim, o primeiro objetivo de poupar, especialmente para quem ainda não o faz, é ter um valor guardado ao qual se pode recorrer quando o inesperado acontece.

Naturalmente, o ideal será que o rendimento de cada mês permita pagar todas as despesas, mas, quando isso não for possível, iremos sentir-nos mais seguros e descansados de soubermos que temos algo reservado para uma eventualidade.

O agregado deve estipular um valor ideal para esse fundo e definir como atingi-lo. O mais importante, claro está, é guardar esse valor para as verdadeiras emergências e, quando o fundo for usado, tratar de restabelecê-lo logo que possível.

2 – Otimizar custos.

Olhando para a análise financeira que se fez, onde é que é possível efetuar cortes? Há despesas que não fazem sentido? Subscrições de que não se usufrui, serviços sem utilidade, custos esquecidos, juros que podem ser renegociados?

Se se modificarem alguns hábitos, é possível diminuir as despesas? Que tal fazer mais refeições caseiras, ou reduzir o uso da viatura própria quando houver alternativas viáveis?

O estudo financeiro que foi feito deve servir como forma de pôr todos os gastos em perspetiva e deverá também permitir que se tenha verdadeira noção de para onde o nosso dinheiro, ganho com tanto esforço, realmente vai.

Esta é, sem sombra de dúvida, a melhor forma de descobrir onde estão os focos de poupança. E, se as suas finanças precisam de levar uma volta, não tenha qualquer receio de cortar nos custos não essenciais.

Lembre-se, nada tem de ser definitivo: se há um bem, ou um serviço, que lhe custa particularmente dispensar, pense que é apenas temporário e que assim que as contas estejam de novo positivas pode voltar a usufruir dele. Embora, em jeito de curiosidade, talvez venha a descobrir que, afinal, este não lhe faz assim tanta falta…

3 – Estudar fontes de rendimento alternativas.

Este é o momento de olhar para o que tem em casa, no sótão, na arrecadação, na garagem, ou onde quer que guarde o que já não usa, e ver o que é que lhe pode render algum dinheiro.

A época é perfeita para isso: com o ressurgimento do mercado de bens em segunda mão (ou terceira, quem sabe), aquilo que tem em casa sem uso pode trazer-lhe uns euros extra que serão preciosos para os seus objetivos de poupança.

Duas torradeiras? A batedeira está parada há três anos? Telemóveis esquecidos na gaveta? O equipamento daquele hobby, ou desporto, que deixou para trás faz tempo? Tudo isso pode ter utilidade para uma outra pessoa que procura estes bens a um preço mais em conta.

Por isso, organize uma feira de artigos usados (convide familiares e amigos), ou veja entre os seus contactos se alguém teria interesse em comprar o que tem para vender, ou (e esta é a minha preferida) venda online, em sites especializados na venda em segunda mão.

Alternativamente, pode fazer alguns trabalhos relacionados com os seus gostos pessoais nos seus tempos livres: traduções, design gráfico, ou tomar conta de crianças, por exemplo. Ou então, fazer algo que poderá depois vender: artesanato, doçaria, etc., etc.

Esta é uma boa hipótese de pôr as suas paixões a render!

4 – Definir objetivos de poupança.

Criar o tal fundo de emergência de que falei antes, poupar para comprar algo que nos faz falta, pôr de parte dinheiro para pagar os estudos dos filhos, guardar uma maquia para aquela viagem com que se sonha há anos, ou antecipar aquilo de que se poderá precisar quando se chegar à reforma: todos estes são motivos válidos para decidir poupar. E o leitor com certeza terá os seus próprios motivos, tão bons ou melhores do que estes.

O que deverá fazer é deixá-los bem claros: só dessa forma terá a motivação necessária para agarrar as rédeas das suas finanças e gerir o seu orçamento de forma eficaz e que lhe permita uma maior estabilidade e conforto.

Portanto, arranje um mealheiro, ou crie uma conta bancária só para este fim, e comece já a pôr alguns euros de parte. Que tal estipular uma percentagem do seu rendimento mensal para poupar? Ou, alternativamente, definir o montante que gostava de ter poupado no final do ano e trabalhar para cumprir esse objetivo?

Retomando a sabedoria popular, “mais vale poupar no início, do que no fim”. Por isso, comece já a viver o seu futuro financeiro sem dívidas!

Que dicas de poupança tens para partilhar connosco? Ou quais os teus maiores desafios nesta área?

It’s so Ecological! #3 – Eco-Christmas

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Com o Natal a aproximar-se a passos bem largos, chegou o momento de refletir sobre como podemos reduzir a nossa pegada ecológica nesta época que é conhecida por alguns excessos consumistas.

Hoje dedico a rubrica It’s so Ecological a um Natal mais eco, a um Eco-Xmas!

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Tenho para ti 12 conselhos para um Natal mais simples e mais limpo.

1 – Planear o que há para comprar.

Saber de antemão o que tens de adquirir é um passo chave na tua decisão de ter um Natal mais amigo do ambiente. Se ainda não viste o meu texto sobre os 6 passos cruciais para Festas sem stress, vai até aqui. Lá há um Excel para planear os presentes e um outro para as refeições. Estes ficheiros vão ajudar-te a comprar apenas o necessário. Se planeares com antecipação será mais fácil evitar o desperdício, já que irás refletir melhor sobre cada aquisição, sobre o seu impacto no ambiente, e, claro está, na tua carteira!

2 – Consumir conscientemente.

Faz os possíveis por fazer um consumo consciente, evitando compras apressadas de última hora, em lojas “à cunha”, que elevam consideravelmente os teus níveis de stress e fazem com que tomes decisões menos ponderadas. Não te esqueças de levar as tuas listas de compras e segue-as à risca! E faz-te acompanhar dos teus próprios sacos de compras, como que a cereja no cimo do bolo do consumo ecologicamente responsável. Vá, e como forma de evitar a tralha lá em casa também (ahah)!

3 – Boicote às embalagens!

Avalia os produtos que vais comprar em termos dos resíduos que vão gerar: quanto menos embalagens, melhor. No caso dos brinquedos, por exemplo, opta pelos que não usam pilhas. Os pais da criança vão, com toda a certeza, agradecer-te: para além da economia monetária, os seus ouvidos também serão poupados, pois este tipo de brinquedos tendem a ser bastante ruidosos…

4 – Oferece bens consumíveis, ou experiências.

Considera a hipótese de oferecer prendas como compotas, chás, biscoitos, bebidas, ou variadíssimas outras hipóteses que sabes serem do agrado do presenteado(a), pois são sempre lembranças com utilidade. E, já agora, não posso deixar de sugerir que faças os teus próprios presentes: doce de abóbora e noz, bolachinhas de canela… As possibilidades são quase infinitas! Se a cozinha não é o teu forte, opta por oferecer experiências: um bilhete para um espetáculo, um livro (para ser lido e repassado), uma ida a um spa… Tenho a certeza de que te vais lembrar de algo inesquecível.

5 – Embrulhos mais ecológicos, por favor!

Se tiveres presentes para embrulhar, usa o papel e os laços que guardaste do ano passado. Ou opta por outras formas igualmente interessantes de embrulhar presentes, como usar papel de jornal (uma sugestão aqui), ou, por que não, tecido (vê este exemplo). Que mais podes usar para este efeito?

6 – Eco deco!

Entrando agora no âmbito das decorações de Natal, escolhe peças que possam ser reutilizadas. Isso significa que vale a pena investir em artigos de boa qualidade, que consideres esteticamente agradáveis e que sabes que vais gostar de ver ano após ano. A árvore de Natal também não deve ser descurada: seleciona um modelo artificial, durável e com o tamanho certo para o espaço que tens disponível em tua casa.

7 – Destralha! 

(Achavas que eu me ia esquecer desta? Ho-Ho-Ho!)

Aproveita estes dias antes das Festas para destralhar algumas áreas da tua casa, como a sala onde irás receber os teus convidados, ou a bancada da cozinha que tanto vais usar quando estiveres a cozinhar belos petiscos. Vais ver o excelente efeito que um espaço mais organizado e arejado terá em ti e nos que te rodeiam. Destralhar faz bem à alma! Esta é uma das minhas máximas! Não deixes de o fazer. Queres saber mais? Lê aqui! E doa o que decidires remover da tua casa: será uma forma excelente de contribuíres para ajudar quem precisa neste Natal.

8 – Não compres, pede emprestado.

Depois de teres tudo organizado, valida aquilo de que vais precisar para as refeições: as loiças, os talheres, os tachos, etc., etc.. Caso haja algum artigo em falta, e porque muito provavelmente se trata de algo que só usarás uma vez por ano, verifica se o podes pedir emprestado, ao invés de o comprar. Quem tem essa peça parada lá em casa terá todo o gosto em vê-la em uso, podes ter a certeza.

9 – Evita o descartável.

Eu sei, temos muita coisa para fazer e precisamos de ser práticos, mas, se estás verdadeiramente preocupada com a tua pegada ecológica, recorrer a loiça descartável faz com ela aumente exponencialmente… Tem isso em consideração, ok? Com loiça tão bonita como a que tens no armário, vais mesmo querer que os teus convidados comam dentro de recipientes de plástico sem graça nenhuma? Também achei que não.

10 – Atenção ao desperdício alimentar!

Esta época é pródiga em iguarias: o bacalhau e as couves, o peru, o borrego, o marisco, o bolo-rei/rainha, as filhoses, as rabanadas, os bombons… Ok, eu vou parar! Sim, também já tenho água na boca… Gostamos de tudo isto e gostamos, principalmente, de ter uma mesa farta. Não deixes, porém, de ter em consideração que algumas vezes somos levados ao exagero e depois sobra mais comida do que aquela que conseguimos comer nos dias seguintes.

11 – E a diversão?

Aproveitar esta época pode ser feito de forma ecológica: passear pelas ruas da tua terra para ver as iluminações de Natal, ir até à varanda observar as estrelas, visitar o presépio mais próximo, aprender músicas natalícias, dar um pulinho à biblioteca municipal para requisitar uma bela história de Natal… Para mais atividades simples que fazem bem à alma e te unem aos que te são mais queridos, clica aqui. E se queres aproveitar o resto do Advento da melhor forma possível, lê este post.

12 – Já é Natal?!

E eis que chega o momento por que tanto esperámos: a consoada e o dia de Natal! A família e os amigos reúnem-se, trocam-se abraços e sorrisos, mostramos, por gestos e palavras, o quanto gostamos uns dos outros. Trocamos carinho sob a forma de uma conversa profunda, de gargalhadas sentidas, de lembranças sinceras… Agradecemos o facto de nos termos uns aos outros. Agradecemos termos vivido mais esta experiência, mais este Natal. Limpamos e arrumamos. E recomeçamos… Decidimos o que queremos fazer diferente no próximo ano. Decidimos o que queremos manter: e o que queremos manter é a esperança de que, ano após ano, cada Natal será melhor do que o anterior, que em cada ano estaremos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para ter um mundo melhor, para sermos, acima de tudo, mais felizes.

Votos de um magnífico Eco-Natal!

Diz-me, como controlas a tua pegada ecológica nesta época? Tens conselhos para juntar a estes?

It’s so Ecological! Poupar o ambiente e o nosso dinheiro #2

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Que dia é hoje? Dia de falar de ecologia e poupança!

Trago-te uma sugestão muito prática e que te poderá ajudar a poupar dinheiro e, acima de tudo, evitar que toneladas de plástico se acumulem nas nossas lixeiras e/ou sejam enviadas para os centro de reciclagem.

E não podemos esquecer a questão de saúde pública que as embalagens de plástico tradicionais podem colocar: até que ponto é seguro que o plástico toque nos nossos alimentos? Que toxinas estaremos nós a ingerir?

Desculpa a nuvem cinzenta gigantesca que estou a colocar sobre a tua cabeça, no entanto este é um assunto sobre o qual tenho pensado bastante ultimamente…

Se, tal como eu, és alguém que bebe muita água durante o dia, faz todo o sentido usar um recipiente reutilizável para transportar/conservar a água que consomes.

Se puderes recorrer aos convencionais copos de vidro, ou canecas de porcelana, ótimo, mas se te aborrece estar sempre a enchê-los, ou precisas de uma solução transportável, faz mais sentido optar por uma garrafa reutilizável.

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A garrafa que vês na imagem acima é uma das minhas mais antigas companheiras de secretária: desde 2010 que não me larga!

Mais ou menos pela mesma altura em que decidi que o meu tempo dos absorventes íntimos devia acabar (lê tudo aqui), também decidi reduzir drasticamente o uso de garrafas de plástico.

Eu sei, parecem perfeitamente inofensivas. Transparentes, podem ir para o contentor da reciclagem, se forem amachucadas ocupam menos espaço, há quem guarde as tampas para fins caridosos, podemos reutilizá-las… Pelo menos até aparecer uma nova garrafa na nossa vida. E elas estão virtualmente em todo o lado…

Lá em casa, todos temos a nossa garrafa reutilizável e os adultos têm, inclusivamente, uma garrafa em casa e outra no trabalho.

O que poupamos em garrafas de água tradicionais é assinalável.

Façamos uma conta simples: uma garrafa de água de 1,5l de uma marca branca pode custar 0,16€. Ora, 0,16€/dia durante 30 dias equivale a 4,80€/mês. No final do ano são 57,60€!

O valor pode não parecer assim tão elevado, eu sei. E há muitas variáveis que podemos ter em consideração que teriam influência no verdadeiro gasto:

1 – N.º de pessoas do agregado familiar que consomem água engarrafada e a quantidade que realmente consomem.

2 – É verdade que estas garrafas são reutilizáveis e poderia comprar apenas uma e enchê-la as vezes que quisesse. Mas diz-me: quantas vezes é que isso realmente acontece? A nossa mente está habituada ao descartável e quer o que é mais fácil e prático. Eu sei, porque houve uma altura da minha vida em que todas as manhãs ia ao supermercado antes de ir para o trabalho para comprar uma nova garrafa. Não me importava de gastar aqueles cêntimos, de me deslocar até lá, de ficar à espera na fila para pagar…

3 – Podemos comprar a água em garrafões, que saem mais baratos na relação preço/quantidade.

4 – Há zonas do país em que a água da torneira tem um sabor menos agradável. Também noto essa diferença, só que, na maior parte dos casos, parece-me uma questão de habituação.

Para mim, a verdadeira questão aqui é a questão ecológica e de saúde: para quê consumir mais embalagens do que as estritamente necessárias e que consequências pode trazer o uso e abuso do plástico?

O facto de usares um recipiente reutilizável, representa uma diminuição considerável na tua pegada ecológica, por isso, pensa nisso, tá?

O que achas desta questão do consumo exacerbado do plástico? Costumas pensar na questão ecológica quando compras artigos neste material? E, se já usas um sistema mais ecológico para conservar/transportar água, que fatores influenciaram a tua decisão? Obrigada pela partilha!

It’s so Ecological! Poupar o ambiente e o nosso dinheiro #1

its-so-ecological-copo-mestrualQuem é que não gosta de poupar uns trocos? E, já agora, ajudar o ambiente enquanto poupa?

É por isso mesmo que decidi dar início à rubrica “It’s so Ecological!“. E espero pelas tuas sugestões nesta área!

Hoje, vou falar sobre higiene íntima. Mais concretamente, um método ecológico e, claro está, económico, para aqueles dias do mês.

Qual é a tua escolha atualmente? Pensos? Tampões?

Já pensaste no quanto custam e no efeito que têm? Como gastam recursos e matéria prima e enchem as nossas lixeiras de resíduos que demoram anos e anos a se decomporem?

Uma mulher pode menstruar entre 300 a 500 vezes durante toda a sua vida (eu sei, é de pôr os cabelos em pé!). Se, por cada ciclo, usar 20 pensos menstruais, gastará cerca de 5€.

Ora, 5€ (embalagem de 20 unidades) X 400 ciclos = 2000€ no final da vida!

Se usar tampões, e gastar cerca de 18 tampões por ciclo:

4€ (caixa de 18 unidades) X 400 ciclos = 1600€ de gasto nesta categoria!

E como lidar com as embalagens destes produtos? Como aceitar que não podemos fazer nada para parar de encher as nossas lixeiras de forma desnecessária?

A solução? Experimenta um copo menstrual.

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Se pesquisares sobre o produto, encontrarás algumas marcas que os produzem em silicone de grau médico macio (é o caso do meu, igual ao da foto acima) e outras que usam Elastómero Termoplástico, o mesmo material das chupetas para os bebés, por exemplo. Ambos são materiais seguros para o teu corpo.

Em termos de duração, de acordo com o uso que lhe for dado, e da forma como for tratado, um copo destes poderá durar entre 5 a 10 anos.

Dependendo da marca que escolheres (há imensas no mercado, hoje em dia) e do local onde o compres, poderá custar-te entre 16 e 30€. O meu é igual ao da imagem acima e foi comprado online, em 2010.

Já não sei dizer o nome da loja, mas creio que o mandei vir do Reino Unido. Na altura, as lojas portuguesas que os comercializavam não os vendiam por menos de 30€. Daquela forma, custou-me cerca de 18€. E, entretanto, já me poupou, pelas minhas contas, mais de 240€ em produtos de higiene íntima.

Acima de tudo, agora sei que faço algo mais para ajudar o ambiente, diminuir a minha pegada ecológica e não poluir.

Após a fase inicial de habituação, que demorou, no meu caso, cerca de dois dias, uma pessoa não quer outra coisa.

Caraterísticas a reter sobre o copo menstrual:

1 – Pode estar dentro do nosso corpo, em segurança, até 12 horas seguidas. O que ele faz é manter o sangue em vácuo, não permitindo que o mesmo oxide e evitando o desenvolvimento de bactérias e/ou fungos. Fica também arredada a hipótese de ocorrer a síndrome do choque tóxico, algo que sempre tememos quando usamos um tampão, por exemplo

2 – O perigo de fugas é diminuto, desde que o copo esteja devidamente colocado. É vendido com instruções de colocação e também podes encontrar imensa informação online sobre o tema. Foi concebido por médicos ginecologistas e feito para se adaptar à anatomia feminina, vedando o canal vaginal. Deixarás também de sentir o odor que normalmente associamos a esta altura do mês.

3 – Imperceptível. A. Todo. O. Momento. JURO! Pensa em todas as ocasiões em que te sentes desconfortável por estares com o período: uma ida à praia, umas calças justas, não ter acesso a uma casa de banho de “confiança” durante várias horas… Podes usá-lo em qualquer altura, sem receios.

4 – Deixas de perder tempo (e dinheiro, claro) a comprar absorventes femininos. “Com abas ou sem abas? Como é que se usa um tampão com aplicador? Só preciso de dois tampões e tenho de comprar uma caixa de 20?!” Com o copo, isto acabou!

5- Sentes que passas o tempo preocupada, não é? “Já são horas de mudar o tampão? Será que me sujei? Tenho a certeza que as outras pessoas notam que estou a usar isto!” Finito! De manhã, tiro o copo, lavo-o e volto a colocá-lo. Antes de me deitar, repito o processo. Preocupações? Reduzidas quase em 100%.

6- “Ah e tal mas eu tenho imenso fluxo.” Talvez isso faça com que tenhas de ver o copo uma vez por dia mais, à hora de almoço, por exemplo. E estás preocupada com tamanhos? Da pesquisa que fiz, a maior parte das marcas tem dois: um para mulheres com menos de 30 anos e que nunca deram à luz por parto vaginal e outro para mulheres com mais de trinta anos, ou que já tenham tido um parto vaginal, que é o meu caso. Há inclusivamente marcas com 4 tamanhos disponíveis. Em todos estes anos de uso, o copo foi sempre mais do que suficiente para as minhas necessidades.

7- Então, e a limpeza do “bichinho”? Água e sabão é o que basta. Se quiseres, poderás esterilizá-lo (este é um passo que deves cumprir antes da primeira utilização), mas não há obrigatoriedade de o fazer todos os meses.

Então, ainda indecisa? O que precisas de saber antes de avançar para este método? Deixa as tuas dúvidas nos comentários.

Ah, e se já usas, conta-me qual a maior vantagem do copo para ti.