A simplicidade e a ecologia

A simplicidade e a ecologia

Chegou o momento de divulgar o texto da edição de Maio de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber mais sobre esta colaboração neste post.

Nesta edição, explicam-nos o que é ser bombeiro, aprendemos mais sobre a esclerose múltipla (com um testemunho impressionante…) e celebramos o dia da marinha.

Há ainda receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar.

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.


A escola faz destas coisas por nós: chama a nossa atenção para temas que antes seríamos incapazes de ver.

Para mim, a ecologia e o apreço pelo nosso planeta foi um deles.

Em casa, sempre me ensinaram que não se atirava lixo para o chão e que os animais e as plantas que nos rodeavam deviam ser respeitados.

No entanto, só na escola me apercebi do impacto das nossas ações e atitudes nesta esfera azul que habitamos: falámos sobre a destruição de habitats, a extinção de espécies, o buraco na camada de ozono, as chuvas ácidas e sobre muito mais daquilo que o nosso planeta sofre e suporta.

Desde aí, tornei-me defensora da adopção de atitudes mais ecológicas e aderi à separação de lixo mal esta se começou a fazer no nosso país.

Estava a fazer a minha parte para ter um ambiente melhor e para preservar o nosso mundo para as gerações vindouras.

Porém, só muitos anos mais tarde, ao abraçar uma vida mais simples, me apercebi da verdadeira influência de toda e qualquer ação do ser humano sobre aquilo que o rodeia, nomeadamente o uso e abuso que fazemos dos escassos recursos que temos ao nosso alcance.

Porque o ano escolar que está agora perigosamente perto do fim teve a ecologia como tema, não queria deixar que ele terminasse sem prestar a devida homenagem a este assunto que eu acho tão nobre.

Viver de forma mais simples é um passo importante para ajudar a preservar o nosso ambiente porque:

  1. Quando optamos por ter menos coisas na nossa vida, usamos menos recursos e/ou matérias-primas.
  2. Assumimos de forma consciente que aquilo que possuímos tem o seu devido valor e deve ser estimado de modo a que o seu tempo de vida se prolongue e não tenhamos de gastar tanto.
  3. Passamos a analisar o impacto das nossas ações no meio ambiente e a tomar decisões mais ponderadas.

Como podemos ser ainda mais amigos do ambiente?

Alguns conselhos simples:

1 – Adequar melhor o nosso consumo às nossas verdadeiras necessidades.

Será que precisamos mesmo de ter, por exemplo, tantas peças de roupa no armário? Se pensarmos bem, há muitas deles que nem sequer vestimos.

E, muitas vezes, até avançamos para a compra de peças novas sem que as que já tínhamos estejam a necessitar de substituição.

Comprar só quando se precisa verdadeiramente de alguma coisa é importante para poupar todo o tipo de recursos, inclusive monetários. Mais um casaco? Prefiro ter o seu valor em dinheiro no mealheiro, ou investir o montante numa experiência que me traga mais valor como pessoa, como viajar.

2 – Diminuir a quantidade de embalagens que trazemos para casa.

Isto resulta em muito menos lixo e menos preocupações. A melhor opção são sempre os produtos não embalados, ou com o menos possível.

Se não for possível evitar a embalagem, dar preferência aos materiais mais fáceis de reciclar: papel, ou vidro, devem ter prioridade sobre plástico, metal ou esferovite.

3 – Se essa for uma possibilidade, optar por comprar alimentos a granel.

Podemos inclusivamente usar os nossos próprios recipientes para os transportar: uma sacola para o pão, frascos para as especiarias, latas para os cereais, ou sacos reutilizados para transportar a fruta e os legumes.

4 – Não esquecer o próprio saco quando se vai às compras.

Deste modo, evita-se a aquisição de (mais) um saco. E é boa ideia ter um saco reutilizável sempre à mão, na mala, ou na bagageira do carro.

5 – Diminuir a quantidade de papel no nosso dia-a-dia.

Comecemos por recusar todos os papéis sem utilidade: talões de compra, segundas vias, ou a publicidade que nos tentam oferecer na rua.

De seguida, poderemos aderir à fatura digital para as faturas do gás, luz, água, cabo, etc., guardando-as apenas digitalmente.

A caixa do correio também deve estar na nossa mira: podemos colocar-lhe um autocolante de recusa de publicidade não endereçada. Se os anunciantes forem sérios, deixarão as caixas em paz e livres de lixo.

As subscrições de revistas, jornais, ou newsletters sem interesse poderão ser canceladas. Que diferença faz menos um jornal, ou uma revista, para desfolhar, pousar, tentar arrumar e enviar para a reciclagem mais tarde!

Por fim, podemos evitar os post-its, ou qualquer outro pequeno papel, já que são tão fáceis de perder. Anotar tudo no sítio correto é a solução: agenda, telemóvel, quadro branco, ou qualquer que seja o método escolhido.

Só quando a última árvore tiver morrido

E o último rio estiver envenenado

E o último peixe tiver sido pescado

Iremos perceber que o dinheiro não se come.

Provérbio dos Índios Cree – Povo indígena da América do Norte

Que este dia nunca chegue…

Escolhamos ser simples e amar o planeta!

It’s so Ecological! #3 – Eco-Christmas

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Com o Natal a aproximar-se a passos bem largos, chegou o momento de refletir sobre como podemos reduzir a nossa pegada ecológica nesta época que é conhecida por alguns excessos consumistas.

Hoje dedico a rubrica It’s so Ecological a um Natal mais eco, a um Eco-Xmas!

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Tenho para ti 12 conselhos para um Natal mais simples e mais limpo.

1 – Planear o que há para comprar.

Saber de antemão o que tens de adquirir é um passo chave na tua decisão de ter um Natal mais amigo do ambiente. Se ainda não viste o meu texto sobre os 6 passos cruciais para Festas sem stress, vai até aqui. Lá há um Excel para planear os presentes e um outro para as refeições. Estes ficheiros vão ajudar-te a comprar apenas o necessário. Se planeares com antecipação será mais fácil evitar o desperdício, já que irás refletir melhor sobre cada aquisição, sobre o seu impacto no ambiente, e, claro está, na tua carteira!

2 – Consumir conscientemente.

Faz os possíveis por fazer um consumo consciente, evitando compras apressadas de última hora, em lojas “à cunha”, que elevam consideravelmente os teus níveis de stress e fazem com que tomes decisões menos ponderadas. Não te esqueças de levar as tuas listas de compras e segue-as à risca! E faz-te acompanhar dos teus próprios sacos de compras, como que a cereja no cimo do bolo do consumo ecologicamente responsável. Vá, e como forma de evitar a tralha lá em casa também (ahah)!

3 – Boicote às embalagens!

Avalia os produtos que vais comprar em termos dos resíduos que vão gerar: quanto menos embalagens, melhor. No caso dos brinquedos, por exemplo, opta pelos que não usam pilhas. Os pais da criança vão, com toda a certeza, agradecer-te: para além da economia monetária, os seus ouvidos também serão poupados, pois este tipo de brinquedos tendem a ser bastante ruidosos…

4 – Oferece bens consumíveis, ou experiências.

Considera a hipótese de oferecer prendas como compotas, chás, biscoitos, bebidas, ou variadíssimas outras hipóteses que sabes serem do agrado do presenteado(a), pois são sempre lembranças com utilidade. E, já agora, não posso deixar de sugerir que faças os teus próprios presentes: doce de abóbora e noz, bolachinhas de canela… As possibilidades são quase infinitas! Se a cozinha não é o teu forte, opta por oferecer experiências: um bilhete para um espetáculo, um livro (para ser lido e repassado), uma ida a um spa… Tenho a certeza de que te vais lembrar de algo inesquecível.

5 – Embrulhos mais ecológicos, por favor!

Se tiveres presentes para embrulhar, usa o papel e os laços que guardaste do ano passado. Ou opta por outras formas igualmente interessantes de embrulhar presentes, como usar papel de jornal (uma sugestão aqui), ou, por que não, tecido (vê este exemplo). Que mais podes usar para este efeito?

6 – Eco deco!

Entrando agora no âmbito das decorações de Natal, escolhe peças que possam ser reutilizadas. Isso significa que vale a pena investir em artigos de boa qualidade, que consideres esteticamente agradáveis e que sabes que vais gostar de ver ano após ano. A árvore de Natal também não deve ser descurada: seleciona um modelo artificial, durável e com o tamanho certo para o espaço que tens disponível em tua casa.

7 – Destralha! 

(Achavas que eu me ia esquecer desta? Ho-Ho-Ho!)

Aproveita estes dias antes das Festas para destralhar algumas áreas da tua casa, como a sala onde irás receber os teus convidados, ou a bancada da cozinha que tanto vais usar quando estiveres a cozinhar belos petiscos. Vais ver o excelente efeito que um espaço mais organizado e arejado terá em ti e nos que te rodeiam. Destralhar faz bem à alma! Esta é uma das minhas máximas! Não deixes de o fazer. Queres saber mais? Lê aqui! E doa o que decidires remover da tua casa: será uma forma excelente de contribuíres para ajudar quem precisa neste Natal.

8 – Não compres, pede emprestado.

Depois de teres tudo organizado, valida aquilo de que vais precisar para as refeições: as loiças, os talheres, os tachos, etc., etc.. Caso haja algum artigo em falta, e porque muito provavelmente se trata de algo que só usarás uma vez por ano, verifica se o podes pedir emprestado, ao invés de o comprar. Quem tem essa peça parada lá em casa terá todo o gosto em vê-la em uso, podes ter a certeza.

9 – Evita o descartável.

Eu sei, temos muita coisa para fazer e precisamos de ser práticos, mas, se estás verdadeiramente preocupada com a tua pegada ecológica, recorrer a loiça descartável faz com ela aumente exponencialmente… Tem isso em consideração, ok? Com loiça tão bonita como a que tens no armário, vais mesmo querer que os teus convidados comam dentro de recipientes de plástico sem graça nenhuma? Também achei que não.

10 – Atenção ao desperdício alimentar!

Esta época é pródiga em iguarias: o bacalhau e as couves, o peru, o borrego, o marisco, o bolo-rei/rainha, as filhoses, as rabanadas, os bombons… Ok, eu vou parar! Sim, também já tenho água na boca… Gostamos de tudo isto e gostamos, principalmente, de ter uma mesa farta. Não deixes, porém, de ter em consideração que algumas vezes somos levados ao exagero e depois sobra mais comida do que aquela que conseguimos comer nos dias seguintes.

11 – E a diversão?

Aproveitar esta época pode ser feito de forma ecológica: passear pelas ruas da tua terra para ver as iluminações de Natal, ir até à varanda observar as estrelas, visitar o presépio mais próximo, aprender músicas natalícias, dar um pulinho à biblioteca municipal para requisitar uma bela história de Natal… Para mais atividades simples que fazem bem à alma e te unem aos que te são mais queridos, clica aqui. E se queres aproveitar o resto do Advento da melhor forma possível, lê este post.

12 – Já é Natal?!

E eis que chega o momento por que tanto esperámos: a consoada e o dia de Natal! A família e os amigos reúnem-se, trocam-se abraços e sorrisos, mostramos, por gestos e palavras, o quanto gostamos uns dos outros. Trocamos carinho sob a forma de uma conversa profunda, de gargalhadas sentidas, de lembranças sinceras… Agradecemos o facto de nos termos uns aos outros. Agradecemos termos vivido mais esta experiência, mais este Natal. Limpamos e arrumamos. E recomeçamos… Decidimos o que queremos fazer diferente no próximo ano. Decidimos o que queremos manter: e o que queremos manter é a esperança de que, ano após ano, cada Natal será melhor do que o anterior, que em cada ano estaremos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para ter um mundo melhor, para sermos, acima de tudo, mais felizes.

Votos de um magnífico Eco-Natal!

Diz-me, como controlas a tua pegada ecológica nesta época? Tens conselhos para juntar a estes?

It’s so Ecological! Poupar o ambiente e o nosso dinheiro #2

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Que dia é hoje? Dia de falar de ecologia e poupança!

Pequeno parêntese: Já que vamos falar de poupar, já te inscreveste no meu curso gratuito sobre poupar e pagar dívidas? Sabe tudo aqui!

Trago-te uma sugestão muito prática e que te poderá ajudar a poupar dinheiro e, acima de tudo, evitar que toneladas de plástico se acumulem nas nossas lixeiras e/ou sejam enviadas para os centro de reciclagem.

E não podemos esquecer a questão de saúde pública que as embalagens de plástico tradicionais podem colocar: até que ponto é seguro que o plástico toque nos nossos alimentos? Que toxinas estaremos nós a ingerir?

Desculpa a nuvem cinzenta gigantesca que estou a colocar sobre a tua cabeça, no entanto este é um assunto sobre o qual tenho pensado bastante ultimamente…

Se, tal como eu, és alguém que bebe muita água durante o dia, faz todo o sentido usar um recipiente reutilizável para transportar/conservar a água que consomes.

Se puderes recorrer aos convencionais copos de vidro, ou canecas de porcelana, ótimo, mas se te aborrece estar sempre a enchê-los, ou precisas de uma solução transportável, faz mais sentido optar por uma garrafa reutilizável.

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A garrafa que vês na imagem acima é uma das minhas mais antigas companheiras de secretária: desde 2010 que não me larga!

Mais ou menos pela mesma altura em que decidi que o meu tempo dos absorventes íntimos devia acabar (lê tudo aqui), também decidi reduzir drasticamente o uso de garrafas de plástico.

Eu sei, parecem perfeitamente inofensivas. Transparentes, podem ir para o contentor da reciclagem, se forem amachucadas ocupam menos espaço, há quem guarde as tampas para fins caridosos, podemos reutilizá-las… Pelo menos até aparecer uma nova garrafa na nossa vida. E elas estão virtualmente em todo o lado…

Lá em casa, todos temos a nossa garrafa reutilizável e os adultos têm, inclusivamente, uma garrafa em casa e outra no trabalho.

O que poupamos em garrafas de água tradicionais é assinalável.

Façamos uma conta simples: uma garrafa de água de 1,5l de uma marca branca pode custar 0,16€. Ora, 0,16€/dia durante 30 dias equivale a 4,80€/mês. No final do ano são 57,60€!

O valor pode não parecer assim tão elevado, eu sei. E há muitas variáveis que podemos ter em consideração que teriam influência no verdadeiro gasto:

1 – N.º de pessoas do agregado familiar que consomem água engarrafada e a quantidade que realmente consomem.

2 – É verdade que estas garrafas são reutilizáveis e poderia comprar apenas uma e enchê-la as vezes que quisesse. Mas diz-me: quantas vezes é que isso realmente acontece? A nossa mente está habituada ao descartável e quer o que é mais fácil e prático. Eu sei, porque houve uma altura da minha vida em que todas as manhãs ia ao supermercado antes de ir para o trabalho para comprar uma nova garrafa. Não me importava de gastar aqueles cêntimos, de me deslocar até lá, de ficar à espera na fila para pagar…

3 – Podemos comprar a água em garrafões, que saem mais baratos na relação preço/quantidade.

4 – Há zonas do país em que a água da torneira tem um sabor menos agradável. Também noto essa diferença, só que, na maior parte dos casos, parece-me uma questão de habituação.

Para mim, a verdadeira questão aqui é a questão ecológica e de saúde: para quê consumir mais embalagens do que as estritamente necessárias e que consequências pode trazer o uso e abuso do plástico?

O facto de usares um recipiente reutilizável, representa uma diminuição considerável na tua pegada ecológica, por isso, pensa nisso, tá?

O que achas desta questão do consumo exacerbado do plástico? Costumas pensar na questão ecológica quando compras artigos neste material? E, se já usas um sistema mais ecológico para conservar/transportar água, que fatores influenciaram a tua decisão? Obrigada pela partilha!

It’s so Interesting! – Setembro 2016

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Setembro é aquele mês!

Menos calor, tudo regressa ao bulício habitual: os colegas regressam das férias, a criançada volta à escola, o trânsito complica-se de novo…

Mais do que o princípio do ano, Setembro é uma altura de recomeços, de perspetiva, de reorganização.

Honrando isso, dou início a edição do “It’s so interesting” com uma música que homenageia tão nobre mês: Come September, de Natalie Imbruglia. Clica no link para ouvires no Spotify

Parece-me a banda sonora perfeita para acompanhar as sugestões que tenho para ti hoje.

Vamos lá, então:

1 – Por falar em voltar às rotinas, sugiro a leitura de um post da minha querida Marlene, do blogue Super Organizada, com 7 estratégias à prova de stress para voltar aos hábitos pré-férias.

2 – Agora, um aviso importante: tens raios-X antigos para destralhar? A AMI lançou nova campanha de reciclagem de radiografias. Até 4 de Outubro, ajuda quem está sempre pronto a ajudar!

3 – Depois, uma sugestão de leitura: The War of Art, de Steven Pressfield. O título pode levantar algumas dúvidas sobre o verdadeiro conteúdo do livro, no entanto já sabes que as minhas sugestões de leitura trazem sempre “água no bico”. Deixa-me clarificar: trata-se do manual de batalha para quem quer identificar, derrotar e desbloquear as barreiras que se levantam quando se trata de criatividade. Nas palavras do próprio autor, “O trabalho criativo é… um presente para o mundo e para todos os seres humanos. Não nos prives da tua contribuição. Dá-nos o que tens.”

Um excerto dá uma melhor visão sobre o que verdadeiramente se trata:

“Há um segredo que os verdadeiros escritores sabem e que os aspirantes a escritores não sabem e o segredo é: não é o ato de escrever que é difícil. O que é difícil é sentar-se para escrever. O que nos impede de nos sentarmos é a Resistência.”

A nossa procrastinação para criar, para mostrar a nós e ao mundo aquilo que temos cá dentro, aquilo de que somos capazes, a nossa criatividade, reveste-se na figura da tal Resistência: entidade que tem tanto poder quanto aquele que lhe decidamos dar! A Resistência é aquilo que fica entre o que gostavas de ser e o que realmente és, entre o quadro que gostavas de pintar e o que não pintas, entre o exercício físico que gostavas de fazer e o que efetivamente não fazes, entre o negócio que planeias dentro da tua cabeça e o rangue-mangue que acabas por nunca deixar…

Senti-me dividida sobre se devia, ou não, falar sobre este livro. Li o original, em Inglês, e, depois de alguma pesquisa, descobri que o livro nunca foi publicado em Portugal (se descobrires uma versão em português de Portugal, por favor avisa-me!). Existiu uma versão editada no Brasil, mas, ao que parece, já não é possível encontrá-la em livrarias, só, com alguma sorte, em “sebos” (alfarrabistas). Mas como o considero um livro importante para mim, um livro que fez a diferença quando decidi derrotar a resistência e recomeçar a escrever, optei por partilhá-lo, ainda que, por estar em inglês, não seja, de uma forma geral, acessível. De qualquer forma, se o decidires ler, espero que seja tão poderoso para ti como foi para mim. Viva a criatividade!

4 – De seguida, uma nota informativa que a Via Verde lançou sobre como ser um eco-condutor e que achei relevante partilhar contigo. Espreita aqui

5 – Para finalizar, um pouco de humor. Há uns tempos, descobri um vídeo de uma parelha chamada The Skit Guys. Eles são uns comediantes um pouco fora do comum: usam o humor para passar a palavra de Deus e vale a pena visitar o seu site. O vídeo que te sugiro, chamado “Mom Goggles” (Óculos de Mãe) é um elogio a todas as mães: como é que as mães têm a capacidade de fazer tanto? Vê aqui a versão original. E também podes ver uma versão legendada aqui. Diverte-te!

Espero que tenhas gostado destas sugestões. Já sabes: se tiveres uma ideia que te parece que deve estar nesta rubrica, entra em contacto, ou comenta o post.

O que mais gostaste de descobrir?

It’s so Ecological! Poupar o ambiente e o nosso dinheiro #1

its-so-ecological-copo-mestrualQuem é que não gosta de poupar uns trocos? E, já agora, ajudar o ambiente enquanto poupa?

É por isso mesmo que decidi dar início à rubrica “It’s so Ecological!“. E espero pelas tuas sugestões nesta área!

Hoje, vou falar sobre higiene íntima. Mais concretamente, um método ecológico e, claro está, económico, para aqueles dias do mês.

Qual é a tua escolha atualmente? Pensos? Tampões?

Já pensaste no quanto custam e no efeito que têm? Como gastam recursos e matéria prima e enchem as nossas lixeiras de resíduos que demoram anos e anos a se decomporem?

Uma mulher pode menstruar entre 300 a 500 vezes durante toda a sua vida (eu sei, é de pôr os cabelos em pé!). Se, por cada ciclo, usar 20 pensos menstruais, gastará cerca de 5€.

Ora, 5€ (embalagem de 20 unidades) X 400 ciclos = 2000€ no final da vida!

Se usar tampões, e gastar cerca de 18 tampões por ciclo:

4€ (caixa de 18 unidades) X 400 ciclos = 1600€ de gasto nesta categoria!

E como lidar com as embalagens destes produtos? Como aceitar que não podemos fazer nada para parar de encher as nossas lixeiras de forma desnecessária?

A solução? Experimenta um copo menstrual.

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Se pesquisares sobre o produto, encontrarás algumas marcas que os produzem em silicone de grau médico macio (é o caso do meu, igual ao da foto acima) e outras que usam Elastómero Termoplástico, o mesmo material das chupetas para os bebés, por exemplo. Ambos são materiais seguros para o teu corpo.

Em termos de duração, de acordo com o uso que lhe for dado, e da forma como for tratado, um copo destes poderá durar entre 5 a 10 anos.

Dependendo da marca que escolheres (há imensas no mercado, hoje em dia) e do local onde o compres, poderá custar-te entre 16 e 30€. O meu é igual ao da imagem acima e foi comprado online, em 2010.

Já não sei dizer o nome da loja, mas creio que o mandei vir do Reino Unido. Na altura, as lojas portuguesas que os comercializavam não os vendiam por menos de 30€. Daquela forma, custou-me cerca de 18€. E, entretanto, já me poupou, pelas minhas contas, mais de 240€ em produtos de higiene íntima.

Acima de tudo, agora sei que faço algo mais para ajudar o ambiente, diminuir a minha pegada ecológica e não poluir.

Após a fase inicial de habituação, que demorou, no meu caso, cerca de dois dias, uma pessoa não quer outra coisa.

Caraterísticas a reter sobre o copo menstrual:

1 – Pode estar dentro do nosso corpo, em segurança, até 12 horas seguidas. O que ele faz é manter o sangue em vácuo, não permitindo que o mesmo oxide e evitando o desenvolvimento de bactérias e/ou fungos. Fica também arredada a hipótese de ocorrer a síndrome do choque tóxico, algo que sempre tememos quando usamos um tampão, por exemplo

2 – O perigo de fugas é diminuto, desde que o copo esteja devidamente colocado. É vendido com instruções de colocação e também podes encontrar imensa informação online sobre o tema. Foi concebido por médicos ginecologistas e feito para se adaptar à anatomia feminina, vedando o canal vaginal. Deixarás também de sentir o odor que normalmente associamos a esta altura do mês.

3 – Imperceptível. A. Todo. O. Momento. JURO! Pensa em todas as ocasiões em que te sentes desconfortável por estares com o período: uma ida à praia, umas calças justas, não ter acesso a uma casa de banho de “confiança” durante várias horas… Podes usá-lo em qualquer altura, sem receios.

4 – Deixas de perder tempo (e dinheiro, claro) a comprar absorventes femininos. “Com abas ou sem abas? Como é que se usa um tampão com aplicador? Só preciso de dois tampões e tenho de comprar uma caixa de 20?!” Com o copo, isto acabou!

5- Sentes que passas o tempo preocupada, não é? “Já são horas de mudar o tampão? Será que me sujei? Tenho a certeza que as outras pessoas notam que estou a usar isto!” Finito! De manhã, tiro o copo, lavo-o e volto a colocá-lo. Antes de me deitar, repito o processo. Preocupações? Reduzidas quase em 100%.

6- “Ah e tal mas eu tenho imenso fluxo.” Talvez isso faça com que tenhas de ver o copo uma vez por dia mais, à hora de almoço, por exemplo. E estás preocupada com tamanhos? Da pesquisa que fiz, a maior parte das marcas tem dois: um para mulheres com menos de 30 anos e que nunca deram à luz por parto vaginal e outro para mulheres com mais de trinta anos, ou que já tenham tido um parto vaginal, que é o meu caso. Há inclusivamente marcas com 4 tamanhos disponíveis. Em todos estes anos de uso, o copo foi sempre mais do que suficiente para as minhas necessidades.

7- Então, e a limpeza do “bichinho”? Água e sabão é o que basta. Se quiseres, poderás esterilizá-lo (este é um passo que deves cumprir antes da primeira utilização), mas não há obrigatoriedade de o fazer todos os meses.

Então, ainda indecisa? O que precisas de saber antes de avançar para este método? Deixa as tuas dúvidas nos comentários.

Ah, e se já usas, conta-me qual a maior vantagem do copo para ti.