O que levas deste ano para o próximo?

O que levas deste anoApenas a algumas horas de dizermos adeus a este ano para abraçar o que aí vem, queria convidar-te à reflexão:

O que queres levar deste ano para o próximo?

Por favor, faz os possíveis por levar contigo apenas o que tiver real utilidade. 

Encontra dentro de ti a força necessária para te levar mais além no próximo ano e para, a pouco e pouco, deixares para trás tudo o que te pesa e te “atrasa”.

Tu mereces tudo! E tenho a certeza que 2017 vai ser o teu ano.

Deixa-me partilhar contigo o que eu vou levar comigo:

  • A certeza de que este espaço está a contribuir para mudar a vida de alguém, ou, mais que não seja, a minha.
  • Recordações inesquecíveis e emocionantes dos momentos passados a ver os meus filhos a crescer.
  • As várias horas passadas com a minha família e os meus amigos.
  • A sensação de que dei sempre o meu melhor, mesmo que houvesse momentos em que acreditar nisso fosse particularmente difícil.
  • O sentimento incrivelmente libertador de que não há nada de errado comigo por ser uma pessoa introvertida.
  • A sabedoria que os meus 37 anos de vida me permitem e a certeza de que muita mais ainda está para vir.
  • As conexões incríveis que este blogue já me permitiu.

E o que não quero definitivamente levar:

  • Achar, em alguns momentos, que não sou a melhor pessoa que podia ser: afinal, estou só a fazer o melhor que sei, é o que tenho de pensar!
  • A minha falta de paciência para com os que me são mais próximos, sobretudo nos momentos de maior stress – pois, as manhãs…
  • Algumas tarefas procrastinadas…

2016 foi um ano francamente positivo para mim e isso deixa-me muito satisfeita.

Prevejo um 2017 ainda melhor, a todos os níveis.

E o It’s (not) so simple não será excepção. Tenho várias surpresas pensadas que conto partilhar contigo em breve.

Se posso levantar o véu? Sim, pelo menos relativamente ao que tenho planeado já para Janeiro.

Fica a saber em primeira mão que o próximo mês será dedicado aos blogues e tudo aquilo que a atividade de “blogging” envolve.

Para este efeito, e ao longo de todo o mês, vou partilhar contigo as entrevistas que fiz a algumas bloggers que sigo e que admiro. Tenho a certeza que vais gostar de ficar a conhecê-las melhor, sobretudo da perspetiva de como é o seu dia-a-dia de autoras de sucesso e que conselhos têm para dar a quem está a pensar começar um blogue, ou a quem já tem um mas não sabe como desenvolvê-lo. Verdadeiramente inspirador, posso garantir.

Paralelamente, irei falar sobre outras temáticas relacionadas, como técnicas, ferramentas e muitas outras dicas indispensáveis.

Não percas! Quem já subscreveu a Newsletter vai receber todas as novidades diretamente na sua caixa do correio. Se sabes de alguém que gostava de saber mais sobre este tema, partilha o link do blogue. Partilhar é ajudar, já sabes. Muito obrigada!

Antes de acabar, deixa-me chamar a tua atenção para o facto de a página de recursos ter uma nova imagem e um novo layout, que espero que seja do teu agrado. Lá encontras sempre conteúdos úteis e de qualidade que te vão ajudar a simplificar a tua vida.  Não deixes de a visitar!

Queria também partilhar contigo que tive a oportunidade de participar num reputadíssimo painel de especialistas e dar dicas sobre como receber e como ir de férias sem stress num blogue de que tanto gosto, o Chega de Bagunça. Vê aqui e aqui. Vais gostar!

E só mais uma coisa: lembras-te do curso que lancei há uns tempos? Agora está disponível numa versão avançada, que inclui dezenas de dicas de poupança que te vão deixar de queixo caído. Visita a Escola It’s (not) so simple para ficares a saber tudinho e para te inscreveres.

São só 19€ e verás que o curso vale muito mais do que este simples investimento: por uma versão de ti sem dívidas em 2017!

Bem, termino desejando-te umas entradas fenomenais no novo ano. Que sejas muito, muito feliz. E sempre da forma mais simples possível.

Bom 2017!

Diz-me, o que queres levar de 2016 para 2017 e o que é que queres deixar para trás?

Roupeiros Reais: a Catarina e a Sofia mostram-nos os seus armários!

roupeiros-reais-catarina-sofiaQuando descobri o conceito do Roupeiro Cápsula e fiz a primeira experiência nesta área fiquei logo fã.

Já várias vezes me perguntei porque não transformei o meu guarda-fatos mais cedo e como é que consegui viver durante tanto tempo no meio do caos de um armário atafulhado.

De há uns meses para cá, tenho vindo a partilhar contigo como organizo o meu roupeiro: contei-te quantas peças tenho, como cheguei a esse número e partilhei contigo um recurso precioso para te ajudar a construir o teu roupeiro mais simples.

Fui recebendo os comentários de algumas leitoras e lembrei-me de que seria super interessante partilhar a perspetiva de outras pessoas sobre este tema.

Acho que faz todo o sentido ficares a conhecer como é que outras pessoas que acreditam num estilo de vida simples vivenciam esta área das suas vidas e como encontram paz e bem-estar em guarda-fatos completamente ao seu estilo.

E foi por isso que pedi à Catarina e à Sofia, duas leitoras e bloggers que muito estimo, para nos falarem sobre os seus roupeiros e como são felizes com o que têm lá dentro.

Tenho a certeza que as suas palavras serão decisivas para quem ainda não decidiu destralhar o seu roupeiro. E haverá muitos momentos “eu também penso assim!” para quem já descomplicou o seu armário.

Preparada para uma entrevista absolutamente imperdível?

Vamos a isso!


It’s (not) so simple: Antes de mais, poderias apresentar-te aos leitores?

Ca: Olá eu sou a Catarina, autora do blogue Mundo da Alice. Um espaço onde partilho um pouco do meu mundo, onde abordo temas com os quais me identifico, da forma como encaro o meu dia a dia tentando sempre simplificar a minha vida. Respeitando sempre um dos meus maiores lemas de vida: procurar alegria e inspiração nas pequenas coisas da vida!

So: O meu pseudónimo é Sofia Mais Feliz porque foi isso que me motivou a começar a escrever o blog – ser mais feliz. Desde que iniciei esta aventura na blogosfera tenho aprendido imenso sobre a felicidade e de que forma a podemos viver mais explorando o que temos de melhor, sendo autênticas. Se tiveres curiosidade em saber mais, convido-te a ler o meu post sobre “O que aprendi desde que iniciei o blog”.

I: Como descreverias o teu estilo atual? Com que tipo de roupa é que te sentes bem? Há algum vestuário que uses apenas porque tem mesmo de ser (por motivos profissionais, por exemplo)?

So: É difícil descrever o meu estilo numa palavra, mas se o tivesse de fazer seria casual chic. Gosto de combinar peças confortáveis e elegantes que tirem o melhor partido da minha silhueta e que tenham a ver com a minha personalidade. Felizmente, não tenho dress code no trabalho, sendo que utilizo um estilo mais formal do que durante o fim-de-semana.

Ca: O meu estilo é casual e descontraído. Não sou demasiado exigente com a roupa, umas calças de ganga, um camiseiro e umas botas ou ténis está óptimo para mim. Se ficar mais fresco um casaco e está a toilette feita! E este é o formato em que me sinto melhor. No trabalho tenho de estar fardada com uma saia quase até ao joelho e uma bata. Confesso que não gosto nada mas tem de ser e nem vale a pena gastar a minha energia com isso.

I: Como organizas a tua roupa entre estações: que método de arrumação preferes e quando é que rodas a roupa que estás a usar para uma mais quente/mais fresca? Achas que essa tarefa podia ser otimizada de alguma forma?

Ca: Em casa tenho um closet, o que me facilita imenso a organização das minhas roupas e acessórios. Normalmente tenho quase tudo exposto. No fundo dos roupeiros tenho algumas caixas aonde arrumo os vestidos e tops de verão, nesta altura do ano. Quando chega o calor tiro-os e ponho lá os vestidos quentes e as camisolas mais grossas. Todo o resto está em cabides e gavetas, pronto a usar. Para mim está óptimo assim.

So: Vou rodando a roupa entre 2 armários, na Primavera e Outono. À medida que o tempo vai aquecendo ou esfriando, vou mudando gradualmente as peças. Sinto que esta tarefa poderia ser optimizada minimizando a quantidade de peças que tenho actualmente.

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I: Quando descobres no teu roupeiro uma peça que já não usas, o que fazes com ela? Já houve alguma peça que te arrependeste de ter retirado do teu guarda-fatos?

So: Para mim é um enorme desafio eliminar uma peça de roupa que talvez volte a usar e que esteja em bom estado. Isto porque o nosso estilo é dinâmico e as modas também. Já por diversas vezes, tive peças que voltei a usar passado vários anos porque ficaram na moda ou porque simplesmente voltei-me a identificar com elas. Não sei se é uma desculpa, mas como já me aconteceu diversas vezes, tenho dificuldade em eliminar estas peças. Para as outras, costumo dá-las a pessoas que conheço, doá-las em contentores ou se estão inutilizáveis vão para o lixo.

Ca: Quando isso acontece tiro de imediato essa peça para doar, sem hesitar. E aproveito logo para dar uma volta para ver se não há mais alguma coisa que possa doar. Nunca me arrependi de dar nada, mas há uns 2/3 anos atrás lembrei-me do casaco de ganga que tive na minha adolescência, e que eu adorava. Pensei que se ainda o tivesse voltava a usá-lo. Mas também não pensei muito no assunto, pois já não o tinha e nem me lembrava que rumo lhe tinha dado.

I: Se tivesses de mudar de casa neste preciso momento e só pudesses levar uma mala de roupa contigo, o que é que não conseguirias deixar para trás?

Ca: Gosto de todas as peças que tenho, acho que se tivesse de fazer uma seleção não seria muito difícil. Seleccionava 2 ou 3 pares de calças, uns vestidos, umas camisas, algumas camisolas, 1 casaco e claro leggins para a minha prática de yoga (da qual não abdico nunca).

So: Tentaria levar comigo as roupas mais básicas e intemporais possíveis para darem com tudo: calças de ganga, calças pretas e uma saia simples; top, camisa de meia manga, camisola de manga comprida, casaco; equipamento desportivo; um par de ténis, botas, sandálias e chinelos. Ah e roupa interior, convém!

I: Se quisesses ficar conhecida por uma só peça do teu armário (uma que usas com muita frequência por ser absolutamente versátil/deslumbrante), qual seria? Podes descrevê-la?

So: Adorei esta pergunta (colocou-me a pensar :)). Não sei se estou deslumbrada por ser uma compra nova, mas talvez por uns ténis novos, todos pretos, com uns apliques brilhantes também em preto. Para mim, são a definição de casual chic, e estou certa que os poderei utilizar em imensas ocasiões diferentes. Ao mesmo tempo, acho que me representam na perfeição!

Ca: Ora aqui está uma pergunta nada fácil de responder. Sinceramente não sei muito bem, se por um lado acho que seria o meu casaco preto tipo pele, e que adoro e que combina com qualquer coisa, também há um vestido preto que acho que me favorece bastante… Não! Pensando melhor sei a resposta sim! O casaco preto sem sombra de dúvida.

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I: Há alguma roupa da tua infância/adolescência que gostavas de ter a oportunidade de voltar a usar? Diz-nos o motivo.

So: Nem por isso 🙂

Ca: O casaco de ganga que mencionei numa das perguntas anteriores. Porque era super giro, e porque continua a ser uma peça que se usa muito e se adequa muito ao estilo que eu gosto! Sorte a minha que ao comentar isto com a minha mãe, tive uma surpresa. A senhora minha mãe que passa a vida a destralhar e não é de guardar nada tinha-o guardado, por ser uma peça que eu adorava, e que tinha usado imenso. Quando o voltei a vestir passados tantos anos e vi que ele ainda me servia fiquei feliz da vida. Adoro usá-lo!

I: As vossas respostas foram fabulosas! Catarina e Sofia, foi uma honra ter-vos aqui no It’s (not) so simple e um privilégio ficar a conhecer os vossos roupeiros! Têm alguma mensagem que gostassem de deixar aos leitores?

Ca: Não posso deixar de agradecer à Mafalda pelo convite para este desafio, no qual gostei bastante de participar. Ajudou-me a reflectir sobre o assunto e a ter mais a certeza de como cada vez mais as coisas à minha volta se vão simplificando e o que eu vou beneficiando por isso. Agradeço também por todas as partilhas que a Mafalda faz no seu blogue, sempre tão inspiradoras e enriquecedoras.

So: Acredito que tudo aquilo que nos diz respeito molda a nossa vida. E isto passa pela forma como pensamos, sentimos, mas também pela nossa postura, forma de vestir. Por isso, é importante que procuremos por coerência em tudo aquilo que nos diz respeito. Ter um armário organizado e com o qual nos identifiquemos faz parte desse processo. Encontrar o “armário certo” significa uma jornada de auto-conhecimento, desapego e consequente maior auto-estima e felicidade. Por isso lê os artigos da Mafalda, estou certa de que te ajudarão muito! Podes ainda ler o post onde falo sobre “Como reduzi o meu guarda-roupa em 4 passos”.

I: Minhas queridas, obrigada por partilharem connosco os vossos guarda-fatos simples, mas extremamente inspiradores!


Que entrevista fantástica, não concordas?

Se também gostavas de partilhar a tua perspetiva de um Roupeiro Real, envia-me um email para mafalda [at] itsnotsosimple.com. Será um prazer divulgar a tua história!

O que achaste dos armários da Catarina e da Sofia? Sentes-te tão satisfeita como elas com o que tens no guarda-fatos?

Roupeiros cápsula: vem construir o teu!

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Quando comecei a ler sobre simplificação e minimalismo, decidi destralhar a casa. Uma das primeiras áreas que ataquei foi o meu roupeiro: perdi a conta aos sacos que, desde essa altura, já doei, dei ou enviei para a reciclagem.

Ainda que tentasse não acumular em demasia, nem fosse uma fanática das últimas tendências da moda, havia bastante para remover:

1 – Roupas em estado (quase) novo: peças compradas por parecerem um grande negócio, mas que, depois de analisadas, não eram assim tão do meu agrado. Porém, devolvê-las parecia dar demasiado trabalho. Acabavam por ficar na categoria do “pode ser que um dia…”

2 – Calças e blusas adquiridas na esperança de que ia perder peso em breve. Não aconteceu… Já agora, este é um péssimo motivo para comprar seja o que for!

3 – Itens repetidos: se gosto tanto de calças castanhas, por que não ter 4 pares dessa mesma cor? Que fazer? Cresci com a mentalidade de que mais é sempre melhor. Só que não é…

4 – Peças suplentes: se o casaco de inverno se sujar, é melhor ter outros 3 no armário para o substituir, não é? E a variedade? Não quero que as outras pessoas pensem que estou sempre a vestir a mesma roupa… Segredo exclusivo: ninguém quer saber!

5 – Acessórios, acessórios, acessórios! Malas e mais malas, fios, pulseiras, anéis, brincos, lenços, cachecóis e sapatos suficientes para adornar uma cidade inteira! O que é que estou realmente a tentar esconder por debaixo de tudo isto?

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Esta purga fez com o roupeiro começasse a ganhar outros contornos: podia finalmente ver o que lá estava dentro e o que gostava e realmente queria usar.

Acima de tudo, a minha mente ganhou espaço adicional, um benefício que eu não esperava, mas que adoro! Com fim das preocupações com a roupa, passei a poder concentrar-me noutras áreas da minha vida.

Tinha menos roupa para cuidar, sabia sempre o que vestir e ir às compras deixou de ser um passatempo. “Aproveitar os saldos” e “caçar boas oportunidades” já não era um divertimento! E o dinheiro que comecei a poupar pôde finalmente ser bem empregue!

Se estás rendida às evidências, começa já a construir o teu roupeiro cápsula: descarrega aqui a ficha que criei para esse efeito. Queres saber mais sobre o meu roupeiro cápsula? Lê este e este post.

Lembra-te, estamos agora a começar uma outra estação: este é o momento ideal para rever o teu guarda-roupa e começar uma nova fase na tua vida, com menos confusão no armário, mais desapego e mais espaço. Físico e mental!

E se queres dicas super úteis e especiais para lidar com o teu roupeiro, descarrega o guia Destralhar sem Dramas.

À tua e a um guarda-roupa mais simples!

Como está a correr a experiência de criar um roupeiro cápsula? Que peças estão a apresentar os maiores desafios? E o que é que foi mais fácil de remover? Conta-me tudo!

5 dicas essenciais para gerir a roupa de crianças em idade escolar

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Este post é muito especial!

No início de Setembro, fui convidada a escrever para o jornal da Associação de Pais da escola da minha filha. Foi com muita honra e alegria que recebi e aceitei este convite.

Este jornal, cujo nome é O Pequeno Saloio, tem uma periodicidade mensal e aborda temas ligados ao quotidiano daquele agrupamento de escolas.

A edição deste mês, dedicada ao regresso às aulas, incluiu conselhos sobre o uso das mochilas escolares e sobre como voltar às rotinas letivas. Também é possível lá encontrar receitas, passatempos e sugestões culturais. Se tiveres interesse em adquirir uma cópia, contacta-me.

Nesta publicação irei abordar as temáticas habituais do It’s (not) so simple, mas numa vertente mais familiar, já que o público-alvo são pais e encarregados de educação.

Como sei que algumas das pessoas que seguem o blogue têm, tal como eu, filhos em idade escolar, farei sempre a publicação integral do texto depois de este ter saído n’O Pequeno Saloio.

Agora, sem mais demoras, aqui fica o texto da edição de Outubro de 2016, dedicado à temática do vestuário dos mais pequenos.


Em tempo de regresso à escola, há muito para gerir e organizar na vida familiar. Por ser um tema que pode trazer algumas dores de cabeça aos pais, hoje irei falar sobre como otimizar a gestão do guarda-roupa dos mais novos. O intuito é partilhar alguns truques que irão ajudar a simplificar as rotinas familiares tanto a miúdos, como a graúdos.

Assim sendo, aqui ficam 5 conselhos para simplificar a vida dos que sentem que lidar com a roupa dos mais novos é demasiado complicado.

1 – Estabelecer um sistema de arrumação fácil de gerir

Seja em gavetas, num roupeiro, ou em caixas, tem de haver um sistema de arrumação instituído que os adultos e as crianças compreendam e saibam usar.

Para além de facilitar a decisão sobre o que vestir em cada dia, algo particularmente útil nos momentos em que estamos cheios de pressa (ou seja, todas as manhãs dos dias de escola!), isto ajuda também a que se perceba, quando há espaço de arrumação livre, que chegou o momento de lavar roupa. Para além disso, quando é altura de arrumar a roupa, cada peça já tem um lugar que todos os envolvidos neste processo conhecem.

Para mim, o mais simples é manter a roupa arrumada por tipo: partes de cima juntas, partes de baixo perto umas das outras, roupa interior em local bastante acessível, um sítio específico para a roupa de dormir, etc..

No caso dos meus filhos, as combinações de roupa exterior estão, por tipo, dentro de uma gaveta da cómoda. A roupa interior de cada um tem uma gaveta própria, bem como os pijamas. A roupa um pouco mais formal e os casacos ficam pendurados no roupeiro.

O que também faço para me ajudar na gestão de toda a roupa é manter a que não está em uso (porque ainda está grande, ou porque é de outra estação) guardada num outro local. Longe da vista, longe da confusão!

2 – Ter combinações suficientes para 7-10 dias

Um sistema de arrumação, por muito bom que seja, não resiste aos excessos!

Da minha experiência, muita roupa no armário resulta em descontrolo e desaproveitamento. Entre roupa que pode já estar pequena, ou que é ainda grande demais, e várias peças absolutamente iguais (6 t-shirts da mesma cor, a sério?), torna-se muito difícil saber o que é que a criança pode/deve realmente vestir.

O aconselhável é selecionar as combinações ideais para cada criança, tendo em consideração a idade, o sexo, os gostos individuais, a estação do ano, o espaço disponível e os contextos em que a roupa será usada.

Controlar a quantidade de peças é um passo essencial para manter a organização!

Eu sei que é tentador ter bastante roupa: oferecem-nos muita coisa, emprestam-nos várias peças, ou vamos às compras e vemos roupa gira e em promoção. Só que, quanto mais tivermos, maior será a desorganização.

7 a 10 combinações para cada estação do ano são suficientes, partindo do pressuposto de que a roupa será lavada pelo menos uma vez por semana. Se a lavagem da roupa for, por opção individual, mais espaçada, poderá ser necessário acrescentar algumas peças.

Se a vida social da criança incluir ocasiões formais, talvez seja aconselhável ter 1-2 combinações que se adequem a esses contextos.

No caso de terem em casa miúdos que praticam um desporto que exige equipamentos próprios/especiais, o seu número deve ser convenientemente adequado. Neste caso, talvez faça sentido lavar a roupa nos dias das atividades, otimizando as cargas.

 3 – Estipular os dias em que se irá tratar da roupa

Lavar, estender, apanhar, dobrar, engomar e, finalmente, arrumar são passos incontornáveis. Por isso, é aconselhável fazer os possíveis por otimizar as lavagens, procurando lavar apenas com a máquina cheia conseguindo, desta forma, diminuir o tempo passado neste processo.

À medida que a criança for ficando mais velha, também é boa ideia começar a incluí-la nestas rotinas, ensinando-a a colocar a roupa suja no local certo, a encher a máquina de lavar e a dobrar algumas peças, por exemplo.

O Inverno pode ser um grande desafio, eu sei. Períodos mais húmidos, ou chuvosos, levam a que a secagem da roupa se complique consideravelmente. Nesse caso, podemos colocar em hipótese ter 1 ou 2 combinações adicionais.

Com a experiência e o passar do tempo, o sistema de cada um vai se apurando.

4 – Tentar que as peças sejam usadas mais do que uma vez antes de serem lavadas.

Refiro-me, claro está, à roupa exterior. Tentar minimizar a roupa suja é um passo crucial para manter a ordem: menos roupa para colocar dentro da máquina, para estender, para apanhar, para dobrar e/ou engomar. Ganha-se tempo e dinheiro e poupam-se as fibras!

É verdade que as crianças se sujam muito mais do que os adultos: a vida delas é cheia de ação e aventura! No entanto, há sempre dias de mais calma, em que acabam por não se sujar tanto, e algumas peças poderão ser usadas novamente antes de irem para lavar.

Portanto, deve instituir-se o hábito de inspecionar a roupa antes de a colocar no cesto: algo que poderá ser feito pelos pais, ou, à medida que esta cresce, pela própria criança. Desta forma, incute-se na criança que evitar sujar-se é uma coisa boa.

5 – Selecionar o vestuário da criança sensatamente.

Este é o último número da lista, porém é um que me parece absolutamente crucial.

A roupa pode ser prática, confortável, bonita, elegante, etc., etc.. Mas, acima de tudo, deve ser fácil de manter: uma peça que precise de muito ferro, ou uma outra que exija cuidados de lavagem especiais, muito provavelmente acabará colocada de parte: o dia-a-dia atribulado de uma família não permite que se perca demasiado tempo a cuidar da roupa, sobretudo quando existem alternativas mais fáceis de lavar e que quase não se amarrotam.

A roupa das nossas crianças pode ter fontes diferenciadas: pode ser-nos emprestada por familiares e amigos, pode ser-nos oferecida, ou podemos ser nós mesmos a comprá-la. Convém, em cada uma destas ocasiões, avaliar cada peça antes de ela entrar no guarda-roupa.

Quando nos emprestam ou oferecem roupa, há que analisar cada item e determinar se combina com as peças que já temos e se vai de encontro ao estilo da nossa criança. Quando as peças emprestadas ou oferecidas não se enquadrarem, não devemos ficar com elas só porque sim. Temos sempre a opção de as devolver, de passá-las a outra pessoa, ou, tratando-se de uma oferta, de trocá-las por uma que faça mais sentido ter.

Quando as ofertas são de familiares e/ou amigos mais próximos, muitas vezes é mais fácil dar algumas dicas sobre o que pode estar em falta, ou sobre quais as melhores cores e/ou estilos.

Antes de avançar para uma compra, devemos validar se o artigo escolhido realmente faz falta e se a cor, o tecido e o estilo estão de acordo com que verdadeiramente pretendemos. Não é válido comprar só porque é bonito, ou porque está em promoção e parece uma ótima oportunidade. Se a roupa acabar por não ser usada, será sempre um péssimo negócio!

Devemos lembrar-nos de que as crianças crescem muito rápido e que, quando damos por isso, muita da roupa já não lhes serve. Por vezes, por termos tanta roupa disponível, há peças que ficam novas, o que me parece um tremendo desperdício. Daí a importância de manter a roupa dos mais novos sob controlo.

A roupa que lhes vai deixando de servir pode ser guardada para uma criança mais nova, ou pode ser emprestada a crianças de familiares e/ou amigos. Podemos, em alternativa, doá-la a uma instituição da nossa preferência.

Caso a peça não esteja em condições de voltar a ser usada, sugiro que lhe seja dada uma utilização alternativa, como incluí-la num projeto de arte. Em último caso, poderá ser enviada para um sistema de reciclagem de tecidos.

Por que não deitar simplesmente no lixo? As fibras que usamos muitas vezes não são biodegradáveis, ou sendo-o, demoram dezenas, por vezes centenas, de anos a decomporem-se. Se forem parar a um aterro sanitário, irão enchê-lo desnecessariamente e, poderão, inclusivamente, levar à contaminação dos solos.

Devemos, por isso, procurar uma forma de reutilizar, ou reciclar, as peças que já não vamos usar, prolongando assim a sua vida útil e ajudando o nosso planeta a manter-se limpo e com mais recursos disponíveis. Os nossos filhos irão agradecer-nos mais tarde!

Espero que estas dicas tenham sido úteis para ajudar à organização em tempo de regresso às rotinas familiares.

Por que devemos desapegar-nos dos bem materiais?

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A convite da Sofia Mais Feliz, escrevi um texto para o seu blogue. Foi uma experiência muito enriquecedora. Se ainda não conheces o espaço da Sofia, toca a fazer-lhe uma visita e aprende ainda mais sobre felicidade!

Aproveitei a ocasião para falar sobre desapego, sobretudo desapego de tudo aquilo que é apenas material.

Podes ler o texto na íntegra aqui, mas, para ficares com uma ideia, deixo-te um pequeno excerto:

Por que devemos desligar-nos de objetos inúteis?

Ora vê:

1 – A felicidade não está nas coisas. Está em ti!

2 – Dar, ou doar, resulta em felicidade

3 – Menos objetos para cuidar = Mais tempo livre para o que quiseres

4 – Abrir espaço para o que realmente importa vai ajudar-te a crescer como pessoa

5 – A tua liberdade não tem preço, mas vender algumas coisas pode ajudar-te a ser ainda mais livre

Pois é, como  Will Rogers disse, “Demasiadas pessoas gastam dinheiro que não ganharam a comprar coisas que não querem para impressionar pessoas de que não gostam.”

A verdadeira felicidade vem de dentro de nós, de como nos sentimos com a nossa própria pessoa. Não depende daquilo que conseguimos, ou não comprar, seja uma simples peça de roupa, ou um Tablet de última geração.

Se te sentes preparada para começar a tua jornada de simplificação, ou se já começaste mas precisas de um apoio extra, sabes que podes contar comigo. Visita a minha página de Serviços para saber como te posso auxiliar.

Gostaria muito de poder ajudar-te!

Sê feliz.