Blogging Month: Entrevista a Jennifer Burger, do Simply + Fiercely

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Para terminar em beleza a rubrica Blogging Month, temos mais uma convidada especial, a Jennifer Burger, do Simply + Fiercely.

Se ainda não a conheces, não sabes o que tens estado a perder! Atualmente a viver em Queensland, na Austrália, cresceu em Baltimore (EUA), ensinou Inglês na China, viajou pela Nova Zelândia e pela América Central, apenas para nomear alguns dos lugares onde já esteve, pois viajar é um dos seu maiores prazeres!

Em Simply + Fiercely, ensina-nos como podemos ouvir mais o nosso coração, fazer mais daquilo que realmente gostamos e como deixar tudo o resto ir.

Vem descobrir a fascinante Jennifer!


Nota: a entrevista original, em Inglês, pode ser lida aqui.


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It’s (not) so simple: Devo, em primeiro lugar, agradecer estares connosco hoje, Jennifer. O teu blogue é notável! Começo por te perguntar quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

Jennifer: Comecei o meu primeiro blogue em 2001, para documentar um verão que passei a ensinar Inglês na China. O meu blogue chamava-se Follow Jen’s Life (Segue a Vida da Jen – muito criativo – Ahah!). Desde aí, já tive vários blogues, mas apenas decidi levar o blogging a sério em 2015 quando comecei o Simply + Fiercely.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

J: Talvez 6 meses depois do lançamento. Comecei a receber feedback dos leitores e ouvir as suas histórias ajudou-me a clarificar o meu propósito.

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

J: Honestamente, durante os primeiros 6 meses havia maioritariamente medos e inseguranças! Claro que houve algumas emoções positivas, mas era sobretudo enervante partilhar tanto de mim com o mundo. Lembro-me perfeitamente do quão nervosa me senti quando cliquei em “publicar” pela primeira vez!

Sou mais segura agora, mas aqueles medos nunca se vão embora por completo.

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

J: Escrevo sobre vários tópicos (minimalismo, vida intencional, cuidado pessoal e viagens), mas os meus posts favoritos são aqueles em que partilho as minhas histórias pessoais e me conecto com os meus leitores. Tento partilhar as mensagens que precisava de ter ouvido em algumas fases da minha vida, na esperança de que possam ajudar outras pessoas.

É por isto que o meu post favorito é “6 coisas que a tua alma precisa de ouvir”. Várias pessoas me disseram que este post as ajudou durante uma época difícil e, como escritora, esse é o melhor feedback que eu poderia receber.

I: Houve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

J: Debati-me com vários dos meus posts, mas o mais árduo foi definitivamente um que escrevi sobre a minha viagem em direção à auto-aceitação.

Como várias jovens mulheres, muitas vezes já me debati com a insegurança (e por vezes até o ódio de mim própria) e queria partilhar a minha história – mas foi um enorme desafio decidir o quanto partilhar sobre o meu passado e os meus medos! Definitivamente, foi uma viagem difícil pela “Alameda da Memória”.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

J: Humm… Esta é difícil! Provavelmente diria que foi um dos primeiros posts que escrevi – “4 formas de deixar que as pequenas coisas te aborreçam”.

Escrevi-o maioritariamente para mim própria, porque é algo com que me debato frequentemente! Mas parece que não estou sozinha, porque recebi feedback de vários leitores, comentando que este post tinha mudado as suas vidas.

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

J: Por vezes, fazem-me perguntas específicas sobre minimalismo, mas os emails que mais recebo são de pessoas que se sentem presas nas suas vidas e que procuram uma mudança.

Ao invés de perguntas específicas, penso que estas pessoas muitas vezes procuram partilhar a sua história e encontrar encorajamento para dar um passo em direção a um novo caminho.

Também me perguntam muitas vezes como é que eu tenho dinheiro para viajar! 🙂

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

J: Para ser honesta, ainda estou a tentar perceber isto.

Por vezes, o meu blogue desempenha um papel importantíssimo na minha vida e toma-me muito tempo, e, outras vezes, sinto que o ignoro por completo! Ainda estou a tentar encontrar o equilíbrio perfeito.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

J: A minha maior motivação para ter um blogue é a partilha de ideias. Os blogues têm sido uma fonte tão grande de inspiração na minha vida (ensinando-me a viajar à volta do mundo e a abraçar um estilo de vida minimalista), por isso adoro retribuir e passar a mensagem mais e mais além.

Eu também gosto de blogar; é muito divertido ter controlo completo sobre um projeto (direção criativa, marketing, etc.). Dá muito trabalho mas é também muito compensador criar algo significativo a partir do nada!

Neste momento, não estou muito focada em objetivos. Em vez disso, o que é mais importante para mim agora é encontrar uma forma de balancear a carga de trabalho de modo a que se adeque ao meu estilo de vida.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

J: Sim e não. Ainda estou a limar as arestas, mas idealmente gostaria de ter um rendimento pequeno, mas consistente, a partir do blogue de modo a apoiar os meus valores e o meu estilo de vida.

Na verdade, dei os primeiros passos em Setembro último, quando lancei um curso online, pelo que estou já a ter um rendimento pequenino.

Tem sido muito emocionante, mas a experiência ensinou-me bastante sobre o trabalho que “blogar como forma de negócio” envolve… por isso ainda estou a decidir quanto é que quero investir de mim no futuro.

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

J: Definitivamente! A maioria das pessoas na minha vida não está interessada nos tópicos de que falo online, por isso parece estranho, por vezes. Adicionalmente, sou introvertida por natureza, por isso partilhar tanto de mim é definitivamente um desafio!

Lido com isso não pensando demasiado nas coisas; na minha cabeça, estou a escrever para um ou dois leitores – não milhares!

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

J: Há tanto para dizer! Algumas coisas que me vêm à cabeça são:

– Não tentes estar em todo o lado nas redes sociais no início – desperdiças tanto tempo! Escolhe uma ou duas plataformas e podes investir nas outras mais tarde. Recomendo vivamente o Pinterest, que é a minha principal fonte de tráfego.

– Começa a crescer e a cuidar da tua mailing list logo de início.

– Sê honesta e conta as tuas próprias histórias – é desta forma que se criam leitores leais.

I: Cara Jennifer, foi tão bom receber-te no It’s (not) so simple! As tuas sábias palavras foram muito úteis. Se quisermos acompanhar-te mais de perto, podemos?

J: Claro! Estou nas seguintes plataformas:

Facebook

Twitter

Pinterest

Instagram


Gostaste de descobrir a Jennifer e o seu blogue? O que achaste das sua inspiradora mensagem?

Blogging Month: Entrevista a Marlene Borges, do Super Organizada

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Cá estamos de novo com a rubrica Blogging Month a trazer-te outra entrevista super interessante.

Hoje vamos falar com a Marlene Borges, do blogue Super Organizada, uma pessoal muito especial e cujo trabalho é verdadeiramente admirável. Graças a ela, organizar as nossas casas e as nossas vidas tornou-se muito mais fácil.

Queres saber como podes dar ordem àquela área tão desarrumada, ou será que precisas de ideias para tornar um determinado espaço mais acolhedor? A Marlene tem o conselho certo para ti, não duvides.

Vamos conhecê-la!

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It’s (not) so simple: Antes de começar, Marlene, deixa-me agradecer a tua presença. É uma honra contar com a tua participação nesta inciativa. Agora diz-nos, quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

M: Criei o blogue em 2015 com o nome que ainda hoje mantenho, Super Organizada. Eu há muitos anos que adoro organização e decoração de interiores. Antes de me dedicar ao blogue comprava sempre revistas de decoração, lia-as avidamente e passava todos os tempos livres a decorar e organizar a minha casa.

Entretanto fiquei desempregada e a organização tornou-se numa verdadeira paixão. Passei a pesquisar métodos que facilitassem a minha vida “doméstica” e foi então que a minha família, principalmente a minha filha, me incentivou a criar o Blogue para partilhar as minhas experiências e a minha paixão.

Falava sobre organização, decoração, métodos para facilitar a limpeza e arrumação, e “destralhar” que é o primeiro passo da organização, assuntos esses que continuo a abordar no blogue ainda hoje.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

M: Pela paixão que tenho em organizar e decorar, e porque lá consigo expor os meus pontos de vista, assim como partilhar as minhas experiências com os leitores. Consigo estar horas, e horas a pensar em soluções organizativas para executar cá em casa, que me facilitem a minha vida e é fantástico depois poder partilhá-las. 

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

M: Claro que havia medos e inseguranças porque não sabia como é que as pessoas iriam reagir ao Blogue. Quando comecei o Super Organizada nunca acreditei que iria ter tantas pessoas a seguir o Blogue. Algo que me surpreendeu bastante, no início, foi ter bastantes seguidores homens.

Com o tempo tudo mudou, e agora sinto-me mais segura porque vejo o meu trabalho ser reconhecido pelos comentários e emails que recebo. Posso dizer que é realmente recompensador o feedback que tenho tido e todo o carinho de todos os meus seguidores!

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

M: O meu tema preferido é sem dúvida nenhuma, organização! Todos os dias pesquiso sobre este tema, até mesmo para me manter atualizada e descobrir novas dicas.

Gosto muito também de abordar o tema “destralhar” e simplificar, porque este é o primeiro passo da organização, e sem este passo tão importante a organização não funciona (pelo menos a médio ou longo prazo!).

Não existe nenhum texto preferido, porque cada um que faço, tento fazê-lo da melhor maneira que sei e muito importante que seja entendido por todos os leitores.

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

M: Não há nenhum post que tenha sido particularmente difícil de escrever (escrevo-os com muita dedicação e com vontade de cada vez fazer melhor).

O tema que menos gosto de falar é sobre limpezas, limpezas não são o meu forte, e por isso mesmo, tenho que ser mais metódica e disciplinada cá em casa.

O tema limpeza está inserido na organização e arrumação, os três complementam-se e estão ligados entre si. Como os três temas são importantes, têm que ser todos falados no blogue (sem discriminação!).

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

M: Já tive alguns artigos com reações inesperadas, mas o artigo “como manter a casa arrumada” despoletou um feedback enorme. Depois de colocar o artigo choveram emails dos leitores. Quando o escrevi nunca imaginei que pudesse ter tanto impacto!

Hoje em dia com a correria diária, manter a casa arrumada não é fácil, por isso todas as dicas são bem-vindas, toda a ajuda é preciosa, e isso não passa despercebido aos leitores.

Ainda hoje o artigo tem bastantes visualizações, e por esse motivo, estou a pensar em fazer artigo que o complemente num futuro próximo.

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

M: Já recebi várias perguntas por email e através das redes sociais, e algumas bastante engraçadas! Mas as mais comuns são na área da decoração, problemas de organização específicos, conselhos sobre produtos e algumas dicas de limpeza, basicamente perguntas inerentes aos artigos que publico.

Acabei por criar uma ligação com alguns leitores, e ainda hoje nos mantemos em contacto.

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

M: Como infelizmente estou desempregada, é muito mais fácil conjugar o blogue com a rotina diária. Para organizar-me, faço listas de tarefas, tenho a minha rotina diária planeada e planeio uma vez por semana, a semana seguinte, para que nada fique esquecido.

Claro está que deixo sempre algumas horas para me dedicar ao Blogue, que acaba por ser o meu refúgio.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

M: Sem dúvida! O meu objetivo é fazer chegar ao maior número possível de pessoas a importância e os benefícios que a organização traz ao nosso dia-a-dia, e quanto podem melhorar a sua vida e rotina.

Para que o blogue desperte ainda mais interesse aos leitores, gostava de criar novas categorias e subcategorias, divulgar projetos DIY!

Acho que ao faze-lo irei dinamizar mais o blogue e tornar a leitura dos meus queridos seguidores mais participativa.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

M: Claro, para mim seria um sonho tornado realidade! Adoro escrever e adoro organizar, e o Super Organizada é a conjugação perfeita destas duas minhas paixões.

Sem dúvida é um assunto em que eu tenho pensado bastante, e poderá ser um próximo passo a dar. Para já ainda estou focada em algumas mudanças que gostaria de implementar no blogue para 2017.

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

M: Lido perfeitamente bem. Tento sempre nunca me expor em demasia e manter a minha privacidade. É óbvio que acabo sempre por partilhar algumas informações mais pessoais, mas sempre relativamente à forma como organizo a minha casa.

Penso que é importante darmos um pouco de nós aos leitores. 

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

M: Quando comecei o Blogue não percebia nada de como funcionavam, e no início o design do Super Organizada não era bem do meu agrado. Em Maio último consegui (finalmente!) renovar completamente o design, desta vez a meu gosto. Se voltasse atrás, teria tido mais em conta este aspeto quando criei o Blogue.

No início não é fácil, mas é preciso ter perseverança e continuar sempre a escrever que os resultados irão aparecer. No mundo dos blogues é fundamental estarmos sempre atualizados e em cima do acontecimento.

Por isso, os conselhos que daria a alguém que quisesse começar um blogue seriam: acreditar, determinação, disciplina, muita dedicação e acima de tudo paixão pelo que se faz! 

I: Marlene, querida, foi um gosto tão grande conversar contigo e conhecer melhor o teu caminho na blogosfera. Muito inspirador! Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

M: O Super Organizada pode também ser seguido nas seguintes redes sociais:

Facebook

Instagram

Pinterest 


É, ou não é, uma maravilha a Marlene? Já conhecias o seu trabalho? O que mais gostaste de aprender?

Blogging Month: Entrevista a Stephanie Gomes, do Desassossegada

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Dou continuidade à rubrica Blogging Month com outra entrevista imperdível.

Hoje vamos conhecer mais de perto o trabalho da Stephanie Gomes, autora do Desassossegada. É verdade, temos mais uma convidada do nosso país irmão.

Os textos da Stephanie são sempre tremendamente inspiradores. Ela tem uma capacidade incrível para nos convidar à introspeção e para nos ajudar a perceber o que de bom existe já dentro de nós.

Vem desassossegar-te!

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It’s (not) so simple: Agradeço muito teres aceite o meu convite, Stephanie. Sei que quem lê o It’s (not) so simple vai encontrar um enorme valor no teu trabalho. Queria começar por te perguntar quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

S: Comecei a blogar na época em que os blogs eram diários, não lembro quando foi nem o nome… mas o primeiro blog mais “profissional” que eu tive foi um blog de moda e beleza chamado A-do-ro. Escrevi nele por mais de 1 ano.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

S: Ele tem sido certo pra mim há 3 anos e enquanto for assim, continuarei escrevendo 🙂

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

S: Eu andava bem triste na época em que criei o blog, ele foi uma das coisas que me ajudou a “levantar”. Eu me sentia insegura em compartilhar meus textos, mas queria tentar, então segui em frente.

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

S: Eu gosto muito de escrever sobre todo tipo de reflexão, mas acho que autoconhecimento é meu tema favorito. Dos meus textos, um que eu gosto muito é o Comuns e extraordinários. Talvez não seja o mais bem escrito de todos, mas acho que é uma reflexão incrível e libertadora.

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

S: Os mais difíceis pra mim são os textos que envolvem alguma polêmica. Esse texto  em especial, fiquei bastante receosa em publicar, li e reli muitas vezes, mas acabou tendo uma repercussão super positiva.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

SO meu primeiro vídeo abrindo meu coração sobre o meu dilema entre a vontade de gravar vídeos e o medo e a timidez que me impediam de fazer isso. Recebi muitas mensagens lindas, dizendo que o vídeo era muito inspirador. Fiquei super feliz!

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

S: “Você é psicóloga?” e “Você pretende escrever um livro?”

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

S: Tenho um planejamento pra me guiar e dividir o trabalho de escrever, gravar vídeo, editar vídeo, fazer posts nas redes sociais, responder emails… faço as coisas do blog à noite durante a semana e também nos finais de semana. Não tenho muito tempo, então às vezes infelizmente não consigo seguir o planejamento, mas procuro me manter nele.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

S: Sim, mas muitos novos motivos surgiram. Comecei o blog para me ajudar a ser uma pessoa melhor e mais feliz e esse continua sendo um dos meus motivos para continuar.

Mas meu sonho hoje é que o blog cresça muito, atinja muitas pessoas e aumente essa comunidade de pessoas que estão dispostas a refletir, compartilhar experiências, renovar suas atitudes, ajudar a espalhar amor e paz pelo mundo e cuidarem bem de si mesmas.

Eu espero continuar tendo inspiração para ajudar a mim mesma e a outras pessoas nesse processo. Não vou mentir, eu sonho sim em transformar o blog em um trabalho profissional para que eu possa me dedicar exclusivamente à area do desenvolvimento pessoal, junto com outras atividades como realizar atendimentos terapêuticos e dar aulas de yoga, coisas que estou estudando também. 

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

S: Sim! É um dos meus grandes sonhos poder trabalhar com algo que amo tanto fazer e que é tão gratificante pra mim. Gostaria que todas as pessoas tivessem oportunidade de trabalhar com aquilo que realmente amam fazer, por isso estou trabalhando para construir a minha oportunidade.

Espero um dia me tornar um exemplo de que isso é possível e poder ajudar outras pessoas a também construírem um trabalho que amam.

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

S: Acho que eu nunca tive grandes problemas com isso… Muitas vezes me sinto mais à vontade para compartilhar assuntos da minha vida na internet, onde sei que vou falar com pessoas que se interessam por isso do que na vida real onde a maioria das pessoas que conheço não se interessa hahaha!

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

S: Na verdade não consigo pensar em algo específico que eu faria diferente… talvez eu teria me dedicado um pouco a aprender a lidar com críticas, no começo eu ficava super chateada, mas acho que é algo que aprendemos vivendo também, então acho que não tem algo que eu fiz no passado e mudaria…

I: Querida Stephanie, foi um gosto muito grande ter-te aqui no It’s (not) so simple a inspirar-nos com a tua simplicidade e a tua simpatia. Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

S: Podem encontrar o Desassossegada nestas redes sociais:

Facebook

Twitter

Youtube

Google+

Instagram

Snapchat: stegcm


Foi uma entrevista super interessante, não foi? O que achaste do trabalho da Stephanie? O que é que mais gostaste de descobrir?

Blogging Month: Entrevista a Sofia, do Mais Feliz

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A rubrica Blogging Month continua com mais uma extraordinária entrevista.

Desta feita, vamos estar à conversa com a Sofia, um doce de menina que tanto nos tem ensinado sobre felicidade no seu simpático e convidativo espaço, o Mais Feliz.

Vem ver como ser feliz é mais simples do que imaginamos!

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It’s (not) so simple: Sofia, que bom poder conversar contigo hoje. Obrigada pela tua participação nesta iniciativa. Começo por perguntar-te quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

Sofia: Já tive vários blogs. O meu primeiro foi ainda em adolescente, antes de se iniciar esta febre dos blogs. Lembro-me que, na altura, não existiam plataformas para o efeito e tive de criá-lo de raiz, através de código html e javascript. Aí era um espaço de expressão livre, sem um tema tão definido como o que tenho hoje. Depois desse tive outros, um deles com uma amiga minha e outro sobre marketing (que é a minha área profissional).

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

S: É algo que vou descobrindo no dia-a-dia. À medida que vou pesquisando sobre a felicidade e, passando por auto-descobertas, o blog vai acontecendo.

Nestes meses em que tenho vindo a abordar o tema FELICIDADE, percebo como é um tópico abrangente e pertinente na vida das pessoas.

Ainda, tenho a sorte de ser um tópico que, per si, ainda não está a ser muito explorado na blogosfera portuguesa, por isso acredito que existe espaço para ele crescer e ganhar a sua própria comunidade.

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

S: Não há melhor forma de responder a esta pergunta do que partilhar o meu primeiro post 🙂

Já por muitas vezes tentei iniciar um blog. No entanto, confesso, apesar do gosto pela escrita, da vontade de partilhar e, quem sabe, contribuir com essa partilha para outras pessoas, parte de mim sempre se sentiu incomodada com a exposição que a arte de escrever um blog traz consigo. Porque quando estamos a falar de um blog, quer queiramos quer não, damos sempre um pouco de nós.

Hoje, ao escrever este post, continuo a sentir esse incómodo. Mas mesmo assim, continuo a escrever. Tudo na vida tem dois lados, pós e contras, e apesar deste meu receio, arrisco-me a sair da zona de conforto e dar seguimento a este início já tantas vezes iniciado (faça-se a redundância), na esperança de que este receio se transforme em algo muito bom para mim e para ti.

Espero, do fundo do coração que tu, que me estás a ler, encontres aqui, um sítio para voltar e, quem sabe, ser ainda mais feliz.”

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

S: Não tenho um favorito, para ser sincera. Mas está a ser muito interessante ir criando temas à volta do tema-nuclear felicidade. Há tanto para falar e partilhar e isso é que é fantástico!

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

S: Todos os posts em que exponho o meu lado mais frágil, são sempre os mais difíceis. Destacando um, talvez aquele em que falei sobre desistir de procurar ser feliz. Foi no seguimento de um momento duro na minha vida que me fez repensar muitas coisas, inclusive desistir do blog. Felizmente ainda por aqui estou. Mas esse foi, sem dúvida, um ponto de viragem na minha vida.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

S: Qualquer reacção por parte dos leitores é para mim inesperada! São tantos os blogs que existem por aí que, ter a sorte de alguém ler o meu e, ainda por cima, comentar… como não me sentir surpreendida (e abençoada)?

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

S: Ideias simples para pôr em prática uma vida mais feliz. 

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

S: Vou conjugando. Para além das rotinas do trabalho, família e amigos, há ainda que gerir a motivação e criatividade que o blog exige.

A maneira que encontro para não deixar de escrever é ter o evernote sempre acessível em qualquer dispositivo, assim, quando leio um artigo ou tema que acho interessante, guardo-o logo para futura referência. Ainda, é aí que vou criando rascunhos para os posts, à vezes dou por mim a escrever vários em simultâneo.

Ainda, ando sempre com um bloco de notas comigo, onde vou colocando ideias que me surgem.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

S: Sim, os objectivos continuam os mesmos. Foram e continuam a ser o poder pôr em prática uma das coisas que mais gosto de fazer que é escrever e, ao mesmo tempo, conseguir que o que transmito possa impactar alguém. Esses objectivos mantêm-se mas tenho hoje um compromisso mais sério com o blog, comigo mesma e com aqueles que me lêem.

A visão que tenho para o blog é o deste ser um projecto de referência em Portugal na temática da felicidade. Inspirar pessoas reais a fazerem mudanças reais nas suas vidas, de forma equilibrada, sem que isso implique serem “super zen”, ” minimalistas puras” ou “yogis”. Que saibam ser ainda mais felizes e a melhor versão delas mesmas.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

S: Acho que isso é o sonho de qualquer um que encontra na arte de bloggar um dos seus hobbies favoritos. Se o fazemos por livre e espontânea vontade, por pura paixão, claro que adoraríamos se pudesse ser mais do que isso. Mas, como em tudo na vida, para além de trabalho e dedicação, é preciso também uma boa dose de sorte para que os sonhos se tornam realidade. Mas o futuro, ninguém o sabe 🙂

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

S: Este é o grande calcanhar de Aquiles para mim. Admito que sou uma pessoa reservada e estar na blogosfera implica, inevitavelmente, colocar na esfera pública uma parte de mim.

A forma que encontrei para “romantizar” essa exposição foi criar o pseudónimo da Sofia Mais Feliz. Ela sou eu, na minha demanda por uma vida mais feliz, e acho que acabou por contribuir para reforçar aquilo que se pretende com o blog.

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

S: Não diria fazer coisas de forma diferente, mas sim gerir melhor as expectativas em relação ao blog.

Mesmo que seja um hobbie, existe sempre o secreto desejo de que ele se torne leitura diária de milhares de pessoas e isso cria expectativas inevitáveis.

Mas mesmo com bom conteúdo isso é muito difícil de se conseguir. Essa realidade pode ser bastante frustrante porque, admitamos, se não quiséssemos que lessem o que escrevemos, tínhamos um diário e estava feito. Mas não. Blogamos porque queremos partilhar e fazer a diferença na vida de alguém que nos lê.

Gerir expectativas e manter, acima de qualquer resultado, todo o bem que a arte de escrever e partilhar conteúdos gera, é o  mais importante. A partir daí, tudo o que vier… é lucro! 🙂

I: Doce Sofia, foi um gosto entrevistar-te e foi maravilhoso conhecer melhor o teu percurso e o trabalho que levas a cabo no teu blogue. Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

S: O Mais Feliz marca presença também nestas redes sociais:

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Blogs de Portugal 


O que achaste da entrevista da Sofia? Já conhecias o Mais Feliz? O que é que mais te inspirou nas palavras dela?

Blogging Month: Entrevista a Paula Fuzeto, do Chega de Bagunça

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Damos hoje início à rubrica Blogging Month do It’s (not) so simple. Sabe mais aqui.

E não podíamos começar de maneira melhor!

A Paula é uma força da Natureza! Designer de Interiores e decoradora, especialista em Organização, blogger, youtuber…Ela não para!

O blogue dela, o Chega de Bagunça, é um manancial de boas ideias que simplificam a nossa vida. Imperdível!

Deixa-te inspirar por esta musa da organização que nos chega do outro lado do Atlântico!

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It’s (not) so simple: Paula, antes de mais, muito obrigada por teres aceite o convite para participar nesta inciativa. É uma grande honra ter-te aqui. Agora diz-nos, quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

Paula: Criei o blog em setembro de 2007, comecei com a plataforma blogger e consequentemente o endereço era www.chegadebagunca.blogspot.com. Com o tempo ele trocou e hoje está como www.blogchegadebagunca.com.br

Sempre fui uma pessoa desorganizada, e percebi que essa desorganização estava afetando meu relacionamento e minha vida de uma maneira geral. Então fiz uma resolução de começar a me organizar. Pesquisando sobre o assunto na Internet, notei que não existia muita informação, e o conteúdo que existia, estava espalhado de maneira aleatória em matérias para jornais e revistas.

Foi então que decidi criar o blog com o objetivo de reunir a informação em um só local, como uma espécie de diário de organização. Com o passar do tempo o blog foi evoluindo, assim como o formado da escrita que deixou de ser um diário e passou para uma linguagem mais fácil de ser lida.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

P: Como o blog no princípio era como um diário, escrevia e dava dicas de organização conforme tinha inspiração ou quando sentia vontade, não existia uma programação, nem tampouco um calendário editorial. Portanto de tempos em tempos passava períodos sem me dedicar ou atualizar o blog.

Mesmo sem as atualizações, o retorno dos leitores/seguidores era muito gratificante e frequentemente recebia depoimentos de como o blog havia ajudado no processo de se organizar. Isso me dava inspiração para continuar escrevendo.

E nos últimos anos tenho procurando atualizar o blog com mais frequência, sempre com o objetivo de dar dicas de organização e facilitar as tarefas do dia a dia.

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

P: Eu ficava muito empolgada e feliz em poder compartilhar informação sobre um assunto que eu também estava descobrindo. Cada comentário, cada e-mail, cada manifestação me deixava muito entusiasmada e saber que tinha gente lendo o conteúdo do blog era incrível, pois o blog era uma forma de reunir informação apenas para referência pessoal e de repente havia uma dezena de pessoas que estava me acompanhando. 

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

P: Organização envolve descarte, aliás é a primeira regra para começar a se organizar. Eu adoro falar sobre descarte, porque acho que isso realmente é o primeiro passo no processo de se organizar. Descartar é uma experiência libertadora e depois de fazer isso você se sente mais leve e feliz. Adoro um artigo que fala sobre os erros de organização que fazem sua casa parecer bagunçada.

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

P: Sim. Recebo muitos e-mail reclamando que o parceiro é bagunceiro e pedindo ajuda. Considero difícil falar sobre relacionamentos, primeiro porque não sou psicologa e também porque não existe uma regra geral, cada pessoa é diferente, inclusive o reclamante pode não ter tanta razão assim. Além disso, podem existir outros fatores psicológicos associados a bagunça e ao acumulo de itens como depressão ou perca de pessoas queridas. Falar sobre isso é complicado.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

P: Já escrevi um artigo respondendo uma leitora que gostaria de receber dicas de organização para recém-casados. No entanto, algumas leitoras se sentiram ofendidas com o fato de o marido não ajudar muito nos afazeres da casa ou ajudar pouco.

Eu também acredito em parceria e que a família pode e deve trabalhar como um time, inclusive os maridos. Mas assim como nós mulheres recebemos o dom de gerar vidas, considero que cuidar da família faça “parte do pacote”.

Todos podem e devem contribuir para o bom andamento da casa, mas ainda cabe a nós mulheres o planejamento das tarefas, cardápio, rotina e limpeza da casa. Por isso é importante conhecer o cônjuge antes de casar, e alinhar bem as expectativas, para evitar arrependimentos e frustrações.

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

P: “Como começar a ser organizado?”

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

P: As rotinas em minha casa são intensas e me desdobro para atender minhas filhas que estudam em escolas e períodos diferentes. Além disso tenho outros compromissos profissionais. 

Nas horas vagas adoro ler sobre o assunto organização, e essa leitura serve como fonte de inspiração para artigos no blog. Separo também alguns períodos na agenda para pesquisa e produção de conteúdo, geralmente quando minhas filhas estão na escola ou quando já estão dormindo.

Para mim, escrever para o blog é uma satisfação pessoal.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

P: Sim! O motivo principal é disseminar informação sobre organização, porém a forma de escrita mudou um pouco se comparada ao começo. Meu objetivo é que o blog seja cada vez mais reconhecido e que alcance cada vez mais pessoas que tem interesse em se organizar ou se aperfeiçoar nessa arte.

Também gostaria de me dedicar integralmente ao blog, isso pode acontecer aos poucos, conforme ganhamos o reconhecimento dos leitores.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

P: Sim. A primeira vez que recebi o pagamento do adsense meu marido falou que essa era uma ótima oportunidade. Mas ainda era o começo, não havia informação disponível, não se ouvia falar de blogueiros que viviam apenas disso e não sabíamos como transformar o blog em um negócio.

Hoje tudo mudou. Agora, mais do que nunca, conhecemos o potencial das mídias sociais, a força dos digital influencers e o poder da informação. 

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

P: Por um lado é muito legal saber que as pessoas se interessam por você. Hoje com o uso do SnapChat ou Instagram é possível ver algumas informações pessoais, fotos de viagem ou lugares que frequento. Por outro lado eu tomo muito cuidado com as informações que forneço para não ficar muito exposta.

No começo do blog falava da minha vida, do meu marido, da minha filha, mas com o passar do tempo comecei a filtrar essa informação. Muitas vezes escrevo informações pessoais e depois apago.

É claro que os leitores gostam de se identificar com o locutor, mas existe uma tênue linha que precisa ser respeitada. 

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

P: Com certeza faria coisas diferentes. Para quem deseja começar a primeira dica é escolher falar sobre um assunto que gosta e tem paixão. Se tem intenção de seguir esse caminho profissionalmente escolha um bom nome, registre o domínio, faça um plano de negócios e saiba onde quer chegar.

Seja original, fiel ao seu público e transmita informação relevante. Mantenha um canal no Youtube. A geração Z assiste cada vez menos tv e está cada vez mais conectada as telas.

I: Minha querida, foi um prazer ter-te aqui no blogue e uma delícia aprender mais sobre o teu percurso e sobre o teu trabalho na blogosfera. Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

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