Blogging Month: Entrevista a Jennifer Burger, do Simply + Fiercely

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Para terminar em beleza a rubrica Blogging Month, temos mais uma convidada especial, a Jennifer Burger, do Simply + Fiercely.

Se ainda não a conheces, não sabes o que tens estado a perder! Atualmente a viver em Queensland, na Austrália, cresceu em Baltimore (EUA), ensinou Inglês na China, viajou pela Nova Zelândia e pela América Central, apenas para nomear alguns dos lugares onde já esteve, pois viajar é um dos seu maiores prazeres!

Em Simply + Fiercely, ensina-nos como podemos ouvir mais o nosso coração, fazer mais daquilo que realmente gostamos e como deixar tudo o resto ir.

Vem descobrir a fascinante Jennifer!


Nota: a entrevista original, em Inglês, pode ser lida aqui.


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It’s (not) so simple: Devo, em primeiro lugar, agradecer estares connosco hoje, Jennifer. O teu blogue é notável! Começo por te perguntar quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

Jennifer: Comecei o meu primeiro blogue em 2001, para documentar um verão que passei a ensinar Inglês na China. O meu blogue chamava-se Follow Jen’s Life (Segue a Vida da Jen – muito criativo – Ahah!). Desde aí, já tive vários blogues, mas apenas decidi levar o blogging a sério em 2015 quando comecei o Simply + Fiercely.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

J: Talvez 6 meses depois do lançamento. Comecei a receber feedback dos leitores e ouvir as suas histórias ajudou-me a clarificar o meu propósito.

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

J: Honestamente, durante os primeiros 6 meses havia maioritariamente medos e inseguranças! Claro que houve algumas emoções positivas, mas era sobretudo enervante partilhar tanto de mim com o mundo. Lembro-me perfeitamente do quão nervosa me senti quando cliquei em “publicar” pela primeira vez!

Sou mais segura agora, mas aqueles medos nunca se vão embora por completo.

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

J: Escrevo sobre vários tópicos (minimalismo, vida intencional, cuidado pessoal e viagens), mas os meus posts favoritos são aqueles em que partilho as minhas histórias pessoais e me conecto com os meus leitores. Tento partilhar as mensagens que precisava de ter ouvido em algumas fases da minha vida, na esperança de que possam ajudar outras pessoas.

É por isto que o meu post favorito é “6 coisas que a tua alma precisa de ouvir”. Várias pessoas me disseram que este post as ajudou durante uma época difícil e, como escritora, esse é o melhor feedback que eu poderia receber.

I: Houve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

J: Debati-me com vários dos meus posts, mas o mais árduo foi definitivamente um que escrevi sobre a minha viagem em direção à auto-aceitação.

Como várias jovens mulheres, muitas vezes já me debati com a insegurança (e por vezes até o ódio de mim própria) e queria partilhar a minha história – mas foi um enorme desafio decidir o quanto partilhar sobre o meu passado e os meus medos! Definitivamente, foi uma viagem difícil pela “Alameda da Memória”.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

J: Humm… Esta é difícil! Provavelmente diria que foi um dos primeiros posts que escrevi – “4 formas de deixar que as pequenas coisas te aborreçam”.

Escrevi-o maioritariamente para mim própria, porque é algo com que me debato frequentemente! Mas parece que não estou sozinha, porque recebi feedback de vários leitores, comentando que este post tinha mudado as suas vidas.

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

J: Por vezes, fazem-me perguntas específicas sobre minimalismo, mas os emails que mais recebo são de pessoas que se sentem presas nas suas vidas e que procuram uma mudança.

Ao invés de perguntas específicas, penso que estas pessoas muitas vezes procuram partilhar a sua história e encontrar encorajamento para dar um passo em direção a um novo caminho.

Também me perguntam muitas vezes como é que eu tenho dinheiro para viajar! 🙂

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

J: Para ser honesta, ainda estou a tentar perceber isto.

Por vezes, o meu blogue desempenha um papel importantíssimo na minha vida e toma-me muito tempo, e, outras vezes, sinto que o ignoro por completo! Ainda estou a tentar encontrar o equilíbrio perfeito.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

J: A minha maior motivação para ter um blogue é a partilha de ideias. Os blogues têm sido uma fonte tão grande de inspiração na minha vida (ensinando-me a viajar à volta do mundo e a abraçar um estilo de vida minimalista), por isso adoro retribuir e passar a mensagem mais e mais além.

Eu também gosto de blogar; é muito divertido ter controlo completo sobre um projeto (direção criativa, marketing, etc.). Dá muito trabalho mas é também muito compensador criar algo significativo a partir do nada!

Neste momento, não estou muito focada em objetivos. Em vez disso, o que é mais importante para mim agora é encontrar uma forma de balancear a carga de trabalho de modo a que se adeque ao meu estilo de vida.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

J: Sim e não. Ainda estou a limar as arestas, mas idealmente gostaria de ter um rendimento pequeno, mas consistente, a partir do blogue de modo a apoiar os meus valores e o meu estilo de vida.

Na verdade, dei os primeiros passos em Setembro último, quando lancei um curso online, pelo que estou já a ter um rendimento pequenino.

Tem sido muito emocionante, mas a experiência ensinou-me bastante sobre o trabalho que “blogar como forma de negócio” envolve… por isso ainda estou a decidir quanto é que quero investir de mim no futuro.

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

J: Definitivamente! A maioria das pessoas na minha vida não está interessada nos tópicos de que falo online, por isso parece estranho, por vezes. Adicionalmente, sou introvertida por natureza, por isso partilhar tanto de mim é definitivamente um desafio!

Lido com isso não pensando demasiado nas coisas; na minha cabeça, estou a escrever para um ou dois leitores – não milhares!

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

J: Há tanto para dizer! Algumas coisas que me vêm à cabeça são:

– Não tentes estar em todo o lado nas redes sociais no início – desperdiças tanto tempo! Escolhe uma ou duas plataformas e podes investir nas outras mais tarde. Recomendo vivamente o Pinterest, que é a minha principal fonte de tráfego.

– Começa a crescer e a cuidar da tua mailing list logo de início.

– Sê honesta e conta as tuas próprias histórias – é desta forma que se criam leitores leais.

I: Cara Jennifer, foi tão bom receber-te no It’s (not) so simple! As tuas sábias palavras foram muito úteis. Se quisermos acompanhar-te mais de perto, podemos?

J: Claro! Estou nas seguintes plataformas:

Facebook

Twitter

Pinterest

Instagram


Gostaste de descobrir a Jennifer e o seu blogue? O que achaste das sua inspiradora mensagem?

Blogging Month: mais dicas de quem sabe

BMonth_Dicas de quem sabe

A iniciativa Blogging Month começa a aproximar-se do seu final, mas ainda há muito para aprender: o post de hoje vai ajudar-te a recapitular, dando-te mais algumas dicas das nossas especialistas.

Depois de termos falado sobre plataformas de blogging, de serviços de alojamento de websites e de compras de domínios (tudo isso aqui), dedicámo-nos aos Plugins e à sua utilidade para tornar um blogue muito mais funcional. Posteriormente, refletimos sobre outras ferramentas que ajudam quem está presente no mundo digital a organizar-se e a afirmar a sua presença neste meio onde todos querem ter o seu lugar.

Plataformas de blogging

Acho que posso afirmar que as plataformas mais populares atualmente são o Blogspot e o WordPress. Tendo experimentado as duas, posso dizer que prefiro a última, pois acho-a mais poderosa, mais escalável e mais intuitiva.

No entanto, reconheço que o Blogspot, como tudo o que é Google, tem características também muito interessantes.

As convidadas deste mês dividem-se na escolha da plataforma: a Sofia é acérrima defensora do Blogspot e a Marlene está também muito satisfeita por ter escolhido esta plataforma. Já a Paula, a Stephanie e a Jennifer, usam o WordPress e não querem outra coisa.

Domínio e alojamento

Quando usas serviços de alojamento gratuitos e que pertencem à própria plataforma de blogging que escolheste, não tens custos e, se te “cansares” do teu espaço, ou do endereço que escolheste, podes mudar a qualquer momento sem dores de cabeça de maior.

Isso pode ser uma grande vantagem quando ainda não sabes bem se isto dos blogues é mesmo para ti, ou quando queres experimentar a coisa para ver como corre.

O outro lado da moeda é que esse sítio nunca é realmente só teu: é certo que foste tu que o criaste e que és tu quem faz a gestão dos conteúdos, porém, no final das contas, estás sempre dependente da direção que o fornecedor desse serviço quiser tomar.

E, como me disse a Jennifer, se os teus planos passarem por fazer do teu espaço uma fonte de rendimento no futuro, ter um domínio próprio faz toda a diferença.

Aquilo que eu menos gostava era o facto de o meu espaço não poder existir independentemente da plataforma: se o endereço/domínio não é meu, não o posso levar para onde quer que eu bem entenda!

Ou seja, se um dia eu decidir que o WordPress já não serve os meus propósitos, posso pegar no meu domínio e transformá-lo exclusivamente num espaço de ensino online, recorrendo à plataforma Moodle, por exemplo. 

E que boa ideia isso poderia ser… Ahah! Não te preocupes, eu sei que gostas do It’s (not) so simple tal como ele é, pelo que não está nos meus planos mudar!

No que diz respeito ao alojamento, ter um serviço pago traz também algumas vantagens: tu determinas o espaço de que precisas e passas a ter acesso a muito mais do que simplesmente um local para guardar a tua informação. Sim, terás ferramentas como email do teu próprio domínio (eu@omeubloguelindo.com é cool, tens de admitir), estatísticas em tempo real e ferramentas de segurança e de backup, para nomear apenas algumas funcionalidades.

Mail marketing

Neste artigo, contei-te também que serviço de newsletter é que uso, o Mailchimp, com o qual estou bastante satisfeita.

Se estás ainda a considerar alternativas neste campo, deixo-te a sugestão da a Jennifer, que usa os serviços do ConvertKit. Não deixes de investigar as funcionalidades que eles oferecem, para ver se são o que procuras.

Já se quiseres levar o tema das subscrições muito mais além, a Jennifer recomenda igualmente que se use o OptinMonster

O que é? Eu também não conhecia, mas trata-se de uma plataforma que te poderá a ajudar a converter muito mais rapidamente os teus visitantes em subscritores e/ou clientes. É um serviço pago que poderá fazer a diferença entre um visitante que visita a tua página e simplesmente se vai embora, e um leitor que fica ligado ao teu site durante muito tempo por ter optado por subscrever. Analisa e decide!

Organização, gestão de conteúdos e de redes sociais

Sabes como é que a Paula programa as postagens nas redes sociais que usa? Com o Postcron. Apto para usar com o Facebook, o Twitter, o Linkedin, o Google+, o Pinterest e o Instagram. É um serviço pago, mas pode ser extremamente útil se a presença nas redes sociais é uma necessidade para ti.

Se o teu foco é apenas o Pinterest, a Jennifer sugere o BoardBooster para calendarizar publicações. O pricing deles é bastante interessante, sendo que os primeiros 100 pins são gratuitos. É caso para dizer: experimentar não custa! 

Já para agendar as publicações no Facebook e no Twitter, a escolha da Jennifer é o MeetEdgar


Pois é, o bom de conhecermos outras pessoas, para além da inspiração que elas nos podem trazer, são as ideias e as recomendações a que também nos dão acesso.

Acredito que, agora que sabes como é que as nossas entrevistadas gerem os seus blogues, te sentes com uma motivação adicional para levar o teu próprio blogue mais além.

Como te disse no início deste post, a rubrica Blogging Month está a aproximar-se do seu fim, fechando com chave de ouro na próxima semana.

Quando idealizei esta iniciativa, foi com intuito de divulgar o trabalho de algumas pessoas que admiro, sabendo que quem me lê também ia encontrar valor ao descobrir as minhas entrevistadas.

Espero que tenhas apreciado a iniciativa tanto quanto eu e que sintas que aprendeste muito sobre esta temática.

Saber que o meu objetivo foi cumprido deixa-me muito feliz.

Obrigada pela companhia.

Dúvidas? Estou nos comentários.

Blogging Month: Entrevista a Marlene Borges, do Super Organizada

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Cá estamos de novo com a rubrica Blogging Month a trazer-te outra entrevista super interessante.

Hoje vamos falar com a Marlene Borges, do blogue Super Organizada, uma pessoal muito especial e cujo trabalho é verdadeiramente admirável. Graças a ela, organizar as nossas casas e as nossas vidas tornou-se muito mais fácil.

Queres saber como podes dar ordem àquela área tão desarrumada, ou será que precisas de ideias para tornar um determinado espaço mais acolhedor? A Marlene tem o conselho certo para ti, não duvides.

Vamos conhecê-la!

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It’s (not) so simple: Antes de começar, Marlene, deixa-me agradecer a tua presença. É uma honra contar com a tua participação nesta inciativa. Agora diz-nos, quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

M: Criei o blogue em 2015 com o nome que ainda hoje mantenho, Super Organizada. Eu há muitos anos que adoro organização e decoração de interiores. Antes de me dedicar ao blogue comprava sempre revistas de decoração, lia-as avidamente e passava todos os tempos livres a decorar e organizar a minha casa.

Entretanto fiquei desempregada e a organização tornou-se numa verdadeira paixão. Passei a pesquisar métodos que facilitassem a minha vida “doméstica” e foi então que a minha família, principalmente a minha filha, me incentivou a criar o Blogue para partilhar as minhas experiências e a minha paixão.

Falava sobre organização, decoração, métodos para facilitar a limpeza e arrumação, e “destralhar” que é o primeiro passo da organização, assuntos esses que continuo a abordar no blogue ainda hoje.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

M: Pela paixão que tenho em organizar e decorar, e porque lá consigo expor os meus pontos de vista, assim como partilhar as minhas experiências com os leitores. Consigo estar horas, e horas a pensar em soluções organizativas para executar cá em casa, que me facilitem a minha vida e é fantástico depois poder partilhá-las. 

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

M: Claro que havia medos e inseguranças porque não sabia como é que as pessoas iriam reagir ao Blogue. Quando comecei o Super Organizada nunca acreditei que iria ter tantas pessoas a seguir o Blogue. Algo que me surpreendeu bastante, no início, foi ter bastantes seguidores homens.

Com o tempo tudo mudou, e agora sinto-me mais segura porque vejo o meu trabalho ser reconhecido pelos comentários e emails que recebo. Posso dizer que é realmente recompensador o feedback que tenho tido e todo o carinho de todos os meus seguidores!

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

M: O meu tema preferido é sem dúvida nenhuma, organização! Todos os dias pesquiso sobre este tema, até mesmo para me manter atualizada e descobrir novas dicas.

Gosto muito também de abordar o tema “destralhar” e simplificar, porque este é o primeiro passo da organização, e sem este passo tão importante a organização não funciona (pelo menos a médio ou longo prazo!).

Não existe nenhum texto preferido, porque cada um que faço, tento fazê-lo da melhor maneira que sei e muito importante que seja entendido por todos os leitores.

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

M: Não há nenhum post que tenha sido particularmente difícil de escrever (escrevo-os com muita dedicação e com vontade de cada vez fazer melhor).

O tema que menos gosto de falar é sobre limpezas, limpezas não são o meu forte, e por isso mesmo, tenho que ser mais metódica e disciplinada cá em casa.

O tema limpeza está inserido na organização e arrumação, os três complementam-se e estão ligados entre si. Como os três temas são importantes, têm que ser todos falados no blogue (sem discriminação!).

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

M: Já tive alguns artigos com reações inesperadas, mas o artigo “como manter a casa arrumada” despoletou um feedback enorme. Depois de colocar o artigo choveram emails dos leitores. Quando o escrevi nunca imaginei que pudesse ter tanto impacto!

Hoje em dia com a correria diária, manter a casa arrumada não é fácil, por isso todas as dicas são bem-vindas, toda a ajuda é preciosa, e isso não passa despercebido aos leitores.

Ainda hoje o artigo tem bastantes visualizações, e por esse motivo, estou a pensar em fazer artigo que o complemente num futuro próximo.

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

M: Já recebi várias perguntas por email e através das redes sociais, e algumas bastante engraçadas! Mas as mais comuns são na área da decoração, problemas de organização específicos, conselhos sobre produtos e algumas dicas de limpeza, basicamente perguntas inerentes aos artigos que publico.

Acabei por criar uma ligação com alguns leitores, e ainda hoje nos mantemos em contacto.

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

M: Como infelizmente estou desempregada, é muito mais fácil conjugar o blogue com a rotina diária. Para organizar-me, faço listas de tarefas, tenho a minha rotina diária planeada e planeio uma vez por semana, a semana seguinte, para que nada fique esquecido.

Claro está que deixo sempre algumas horas para me dedicar ao Blogue, que acaba por ser o meu refúgio.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

M: Sem dúvida! O meu objetivo é fazer chegar ao maior número possível de pessoas a importância e os benefícios que a organização traz ao nosso dia-a-dia, e quanto podem melhorar a sua vida e rotina.

Para que o blogue desperte ainda mais interesse aos leitores, gostava de criar novas categorias e subcategorias, divulgar projetos DIY!

Acho que ao faze-lo irei dinamizar mais o blogue e tornar a leitura dos meus queridos seguidores mais participativa.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

M: Claro, para mim seria um sonho tornado realidade! Adoro escrever e adoro organizar, e o Super Organizada é a conjugação perfeita destas duas minhas paixões.

Sem dúvida é um assunto em que eu tenho pensado bastante, e poderá ser um próximo passo a dar. Para já ainda estou focada em algumas mudanças que gostaria de implementar no blogue para 2017.

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

M: Lido perfeitamente bem. Tento sempre nunca me expor em demasia e manter a minha privacidade. É óbvio que acabo sempre por partilhar algumas informações mais pessoais, mas sempre relativamente à forma como organizo a minha casa.

Penso que é importante darmos um pouco de nós aos leitores. 

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

M: Quando comecei o Blogue não percebia nada de como funcionavam, e no início o design do Super Organizada não era bem do meu agrado. Em Maio último consegui (finalmente!) renovar completamente o design, desta vez a meu gosto. Se voltasse atrás, teria tido mais em conta este aspeto quando criei o Blogue.

No início não é fácil, mas é preciso ter perseverança e continuar sempre a escrever que os resultados irão aparecer. No mundo dos blogues é fundamental estarmos sempre atualizados e em cima do acontecimento.

Por isso, os conselhos que daria a alguém que quisesse começar um blogue seriam: acreditar, determinação, disciplina, muita dedicação e acima de tudo paixão pelo que se faz! 

I: Marlene, querida, foi um gosto tão grande conversar contigo e conhecer melhor o teu caminho na blogosfera. Muito inspirador! Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

M: O Super Organizada pode também ser seguido nas seguintes redes sociais:

Facebook

Instagram

Pinterest 


É, ou não é, uma maravilha a Marlene? Já conhecias o seu trabalho? O que mais gostaste de aprender?

Blogging month: ferramentas essenciais para bloggers (recomendadas por quem sabe!)

BMonth_Ferramentas essenciais

Espero que estejas a apreciar tanto quanto eu este mês dedicado ao blogging: conhecer outras bloggers interessantíssimas (a Paula, a Sofia, a Stephanie, a Marlene e a Jennifer), aprender como começar um blogue e que plugins considero fulcrais para gerires a tua plataforma, fazendo-a crescer de modo sustentado.

Hoje é a vez de falar sobre ferramentas que vão facilitar a tua tarefa de criar conteúdos incríveis para deslumbrar os teus leitores.

Dar-te-ei as minhas recomendações, bem como as das autoras que tenho entrevistado ao longo desta iniciativa.

Imagem e design

 

O design é o silencioso embaixador da tua marca. – Paul Rand

Criar para um blogue implica, na maior parte dos casos, escrever conteúdo de qualidade e que ajude quem está do outro lado do ecrã.

Posso dizer que isso é o que mais gosto de fazer: usar as palavras para transmitir a mensagem da simplicidade tem sido transformador para mim ao longo de todos estes meses de It’s (not) so simple.

No entanto, todos os que utilizam a Internet depressa se apercebem do poder das imagens, bem como das imagens conjugadas com texto (como as que partilhei contigo aqui e aqui).

E porque a imagem é uma das formas mais rápidas de comunicar uma mensagem, sobretudo quando se trata de uma BOA imagem, deixa-me partilhar contigo algumas formas de poderes potenciar este aspeto da comunicação do teu site.

Bancos de imagens

Seguem-se algumas sugestões de websites onde poderás descarregar imagens gratuitas que são disponibilizadas sem obrigatoriedade de atribuição.

Verifica sempre se as imagens que usas estão livres de direitos autorais (Creative Commons CC0), se são grátis para uso comercial e se requerem, ou não, que referencies o seu autor.

Isto é sério: usar imagens sem permissão pode levar a multas relacionados com direitos de autor com as quais tu NÃO queres ter de te preocupar!

Assim sendo, aqui ficam alguns exemplos:

1 – Pixabay

É o meu preferido, pela variedade de imagens que disponibiliza, pela simplicidade de uso e pelo facto de também poderes pesquisar em Português.

Tens de criar uma conta para poder descarregar as imagens e, se assim o entenderes, podes disponibilizar as tuas melhores imagens no banco deles para outras pessoas usarem, tendo, claro está, de as libertar para uso gratuito.

2 – Unsplash

Uso-o menos, embora tenha imagens muito interessantes, um pouco menos mainstream, digamos.

Como eles próprios dizem, podes fazer o que quiseres com as imagens. Ieiiii! Já agora, este site vem também recomendado pela Sofia.

3 – Visual Hunt

Outra recomendação da Sofia. Disponibilizam fotos gratuitas de alta qualidade, a maior parte delas Creative Commons CC0, sendo também possível encontrar por lá algumas fotos de domínio público, por isso tem atenção quando escolheres uma foto para publicar, para não infringires nenhuma lei.

4 – Pexels

Recomendado pela Jennifer. Fornecem fotos apenas de licença Creative Commons CC0.

Edição de imagem

1 – Canva

Tenho de confessar que este é um dos meus novos melhores amigos: sou fã da sua simplicidade, da sua versatilidade e acho que já não saberia viver sem este editor de imagem.

Para além de centenas de modelos de apresentações, capas para e-books, posters, ou qualquer outra coisa que desejes publicar na web, disponibilizam imagens (tanto gratuitas e de uso livre, como pagas), grelhas, molduras variadas, formas, linhas, ilustrações e tabelas.

Acho que tem feito a diferença na forma como tenho apresentado o meu trabalho nos tempos mais recentes e tem também ajudado a expandir a minha criatividade neste campo.

Não sou só eu que gosto desta ferramenta: a Paula também o usa muitíssimo para o Chega de Bagunça e ela tem gráficos giríssimos, tens de concordar. Já agora, a Jennifer também usa o Canva e não quer outra coisa.

2 – Pixlr

Esta sugestão chega-nos pela mão da Sofia. Não conhecia este editor e, após explorar um pouco o site deles, diria que merece ser experimentado.

Trata-se de um editor fotográfico online que permite que se modifique fotos quase como um profissional, sendo muito aproximado, pelo que li, ao Adobe Photoshop, com as devidas limitações inerentes a uma aplicação gratuita, claro está.

Nada como testar, não é? Mãos à obra!

3 – Photoshop

The real deal! O programa dos programas de edição de imagem, a referência, aquilo que todos tentam imitar, mas poucos conseguem, pelo que me dizem, porque, se não é grátis, não testei…

Ainda assim, a Marlene disse-me que se trata do seu melhor amigo ao nível das imagens e verás que o trabalho dela se baseia bastante nelas, pelo que tem de apostar em produtos de qualidade.

Já a Stephanie usa-o para criar as capas dos seus vídeos. E porque estamos a falar daquilo que a Stephanie faz, deixa-me dizer-te que ela usa o Adobe Premiere Pro para editar os seus magníficos vídeos.

Se achas que um bom design é caro, devias ver os custos de um mau design. – Ralf Speth

 

Yep, investir em design bem feito (tanto por ti, como por um profissional, com as devidas diferenças, obviamente), dará os seus frutos no futuro.

Organização e gestão de conteúdos:

Antes de (re)começar a blogar, e talvez este fosse um dos motivos que me dava receio de avançar, achava que um dia ficaria sem assunto…

Depois de ultrapassados os outros medos que me impediam de inaugurar este espaço, depressa descobri que, assim que decidimos criar, há algo que se liberta na nossa mente e tudo na nossa vida depressa se transforma em tema para os mais variadíssimos artigos.

Breve, breve, descobrir que a falta se estava a tornar em excesso de assunto!

Há tanto sobre o que falar, e as ideias surgem em tal catadupa, que se torna difícil acompanhar e recordar tudo aquilo que nos ocorre, sobretudo em momentos em que não temos onde apontar as ideias que tão espontaneamente nos surgem, como quando estamos quase a adormecer, ou enquanto tomamos banho, por exemplo.

A solução: anotar!

Sugestões de quem sabe:

A nossa Paula é fã do seu calendário editorial para WordPress e é aí que organiza as suas postagens.

A Sofia usa o Evernote para registar e arquivar ideias.

Por seu lado, a Stephanie tem um caderno onde anota as suas tarefas diárias para o blogue e, dessa forma, organiza-se melhor, evitando que tanto o blogue como as redes sociais parem. Paralelamente, é no Google Docs que guarda a sua master list de ideias para artigos futuros. Quando está longe do computador, usa e abusa do Google Keep.

Já a Marlene, utiliza a clássica agenda, que serve de bloco de anotações que a segue para todo o lado na carteira, para quando surgem aquelas tais ideias tremendamente espontâneas que todas temos!

Eu, pelo meu lado, tenho sempre um caderno na minha mala para anotar ideias e planear conteúdos. Para registar possíveis tópicos on the go, recorro ao Journey (já tinha falado desta app aqui) e uso o Asana para centralizar os meus afazeres e as ideias de escrita que me vão surgindo.

Porém, se um dia te faltar a inspiração, espreita o Pinterest, como sugerem a Paula e a Sofia. A Marlene também usa esta rede, bem como o Facebook, para se encher de ideias, não descurando, claro está, os seus blogues e os seus livros de organização favoritos, sendo Marie Kondo a autora com a qual mais se identifica.

E tu, quais as ferramentas que te ajudam a gerir o teu blogue e sem as quais já não conseguias passar? Partilhar é ajudar! Obrigada.

Blogging Month: Entrevista a Stephanie Gomes, do Desassossegada

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Dou continuidade à rubrica Blogging Month com outra entrevista imperdível.

Hoje vamos conhecer mais de perto o trabalho da Stephanie Gomes, autora do Desassossegada. É verdade, temos mais uma convidada do nosso país irmão.

Os textos da Stephanie são sempre tremendamente inspiradores. Ela tem uma capacidade incrível para nos convidar à introspeção e para nos ajudar a perceber o que de bom existe já dentro de nós.

Vem desassossegar-te!

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It’s (not) so simple: Agradeço muito teres aceite o meu convite, Stephanie. Sei que quem lê o It’s (not) so simple vai encontrar um enorme valor no teu trabalho. Queria começar por te perguntar quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

S: Comecei a blogar na época em que os blogs eram diários, não lembro quando foi nem o nome… mas o primeiro blog mais “profissional” que eu tive foi um blog de moda e beleza chamado A-do-ro. Escrevi nele por mais de 1 ano.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

S: Ele tem sido certo pra mim há 3 anos e enquanto for assim, continuarei escrevendo 🙂

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

S: Eu andava bem triste na época em que criei o blog, ele foi uma das coisas que me ajudou a “levantar”. Eu me sentia insegura em compartilhar meus textos, mas queria tentar, então segui em frente.

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

S: Eu gosto muito de escrever sobre todo tipo de reflexão, mas acho que autoconhecimento é meu tema favorito. Dos meus textos, um que eu gosto muito é o Comuns e extraordinários. Talvez não seja o mais bem escrito de todos, mas acho que é uma reflexão incrível e libertadora.

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

S: Os mais difíceis pra mim são os textos que envolvem alguma polêmica. Esse texto  em especial, fiquei bastante receosa em publicar, li e reli muitas vezes, mas acabou tendo uma repercussão super positiva.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

SO meu primeiro vídeo abrindo meu coração sobre o meu dilema entre a vontade de gravar vídeos e o medo e a timidez que me impediam de fazer isso. Recebi muitas mensagens lindas, dizendo que o vídeo era muito inspirador. Fiquei super feliz!

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

S: “Você é psicóloga?” e “Você pretende escrever um livro?”

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

S: Tenho um planejamento pra me guiar e dividir o trabalho de escrever, gravar vídeo, editar vídeo, fazer posts nas redes sociais, responder emails… faço as coisas do blog à noite durante a semana e também nos finais de semana. Não tenho muito tempo, então às vezes infelizmente não consigo seguir o planejamento, mas procuro me manter nele.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

S: Sim, mas muitos novos motivos surgiram. Comecei o blog para me ajudar a ser uma pessoa melhor e mais feliz e esse continua sendo um dos meus motivos para continuar.

Mas meu sonho hoje é que o blog cresça muito, atinja muitas pessoas e aumente essa comunidade de pessoas que estão dispostas a refletir, compartilhar experiências, renovar suas atitudes, ajudar a espalhar amor e paz pelo mundo e cuidarem bem de si mesmas.

Eu espero continuar tendo inspiração para ajudar a mim mesma e a outras pessoas nesse processo. Não vou mentir, eu sonho sim em transformar o blog em um trabalho profissional para que eu possa me dedicar exclusivamente à area do desenvolvimento pessoal, junto com outras atividades como realizar atendimentos terapêuticos e dar aulas de yoga, coisas que estou estudando também. 

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

S: Sim! É um dos meus grandes sonhos poder trabalhar com algo que amo tanto fazer e que é tão gratificante pra mim. Gostaria que todas as pessoas tivessem oportunidade de trabalhar com aquilo que realmente amam fazer, por isso estou trabalhando para construir a minha oportunidade.

Espero um dia me tornar um exemplo de que isso é possível e poder ajudar outras pessoas a também construírem um trabalho que amam.

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

S: Acho que eu nunca tive grandes problemas com isso… Muitas vezes me sinto mais à vontade para compartilhar assuntos da minha vida na internet, onde sei que vou falar com pessoas que se interessam por isso do que na vida real onde a maioria das pessoas que conheço não se interessa hahaha!

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

S: Na verdade não consigo pensar em algo específico que eu faria diferente… talvez eu teria me dedicado um pouco a aprender a lidar com críticas, no começo eu ficava super chateada, mas acho que é algo que aprendemos vivendo também, então acho que não tem algo que eu fiz no passado e mudaria…

I: Querida Stephanie, foi um gosto muito grande ter-te aqui no It’s (not) so simple a inspirar-nos com a tua simplicidade e a tua simpatia. Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

S: Podem encontrar o Desassossegada nestas redes sociais:

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Snapchat: stegcm


Foi uma entrevista super interessante, não foi? O que achaste do trabalho da Stephanie? O que é que mais gostaste de descobrir?