Blogging Month: Entrevista a Sofia, do Mais Feliz

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A rubrica Blogging Month continua com mais uma extraordinária entrevista.

Desta feita, vamos estar à conversa com a Sofia, um doce de menina que tanto nos tem ensinado sobre felicidade no seu simpático e convidativo espaço, o Mais Feliz.

Vem ver como ser feliz é mais simples do que imaginamos!

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It’s (not) so simple: Sofia, que bom poder conversar contigo hoje. Obrigada pela tua participação nesta iniciativa. Começo por perguntar-te quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

Sofia: Já tive vários blogs. O meu primeiro foi ainda em adolescente, antes de se iniciar esta febre dos blogs. Lembro-me que, na altura, não existiam plataformas para o efeito e tive de criá-lo de raiz, através de código html e javascript. Aí era um espaço de expressão livre, sem um tema tão definido como o que tenho hoje. Depois desse tive outros, um deles com uma amiga minha e outro sobre marketing (que é a minha área profissional).

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

S: É algo que vou descobrindo no dia-a-dia. À medida que vou pesquisando sobre a felicidade e, passando por auto-descobertas, o blog vai acontecendo.

Nestes meses em que tenho vindo a abordar o tema FELICIDADE, percebo como é um tópico abrangente e pertinente na vida das pessoas.

Ainda, tenho a sorte de ser um tópico que, per si, ainda não está a ser muito explorado na blogosfera portuguesa, por isso acredito que existe espaço para ele crescer e ganhar a sua própria comunidade.

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

S: Não há melhor forma de responder a esta pergunta do que partilhar o meu primeiro post 🙂

Já por muitas vezes tentei iniciar um blog. No entanto, confesso, apesar do gosto pela escrita, da vontade de partilhar e, quem sabe, contribuir com essa partilha para outras pessoas, parte de mim sempre se sentiu incomodada com a exposição que a arte de escrever um blog traz consigo. Porque quando estamos a falar de um blog, quer queiramos quer não, damos sempre um pouco de nós.

Hoje, ao escrever este post, continuo a sentir esse incómodo. Mas mesmo assim, continuo a escrever. Tudo na vida tem dois lados, pós e contras, e apesar deste meu receio, arrisco-me a sair da zona de conforto e dar seguimento a este início já tantas vezes iniciado (faça-se a redundância), na esperança de que este receio se transforme em algo muito bom para mim e para ti.

Espero, do fundo do coração que tu, que me estás a ler, encontres aqui, um sítio para voltar e, quem sabe, ser ainda mais feliz.”

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

S: Não tenho um favorito, para ser sincera. Mas está a ser muito interessante ir criando temas à volta do tema-nuclear felicidade. Há tanto para falar e partilhar e isso é que é fantástico!

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

S: Todos os posts em que exponho o meu lado mais frágil, são sempre os mais difíceis. Destacando um, talvez aquele em que falei sobre desistir de procurar ser feliz. Foi no seguimento de um momento duro na minha vida que me fez repensar muitas coisas, inclusive desistir do blog. Felizmente ainda por aqui estou. Mas esse foi, sem dúvida, um ponto de viragem na minha vida.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

S: Qualquer reacção por parte dos leitores é para mim inesperada! São tantos os blogs que existem por aí que, ter a sorte de alguém ler o meu e, ainda por cima, comentar… como não me sentir surpreendida (e abençoada)?

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

S: Ideias simples para pôr em prática uma vida mais feliz. 

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

S: Vou conjugando. Para além das rotinas do trabalho, família e amigos, há ainda que gerir a motivação e criatividade que o blog exige.

A maneira que encontro para não deixar de escrever é ter o evernote sempre acessível em qualquer dispositivo, assim, quando leio um artigo ou tema que acho interessante, guardo-o logo para futura referência. Ainda, é aí que vou criando rascunhos para os posts, à vezes dou por mim a escrever vários em simultâneo.

Ainda, ando sempre com um bloco de notas comigo, onde vou colocando ideias que me surgem.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

S: Sim, os objectivos continuam os mesmos. Foram e continuam a ser o poder pôr em prática uma das coisas que mais gosto de fazer que é escrever e, ao mesmo tempo, conseguir que o que transmito possa impactar alguém. Esses objectivos mantêm-se mas tenho hoje um compromisso mais sério com o blog, comigo mesma e com aqueles que me lêem.

A visão que tenho para o blog é o deste ser um projecto de referência em Portugal na temática da felicidade. Inspirar pessoas reais a fazerem mudanças reais nas suas vidas, de forma equilibrada, sem que isso implique serem “super zen”, ” minimalistas puras” ou “yogis”. Que saibam ser ainda mais felizes e a melhor versão delas mesmas.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

S: Acho que isso é o sonho de qualquer um que encontra na arte de bloggar um dos seus hobbies favoritos. Se o fazemos por livre e espontânea vontade, por pura paixão, claro que adoraríamos se pudesse ser mais do que isso. Mas, como em tudo na vida, para além de trabalho e dedicação, é preciso também uma boa dose de sorte para que os sonhos se tornam realidade. Mas o futuro, ninguém o sabe 🙂

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

S: Este é o grande calcanhar de Aquiles para mim. Admito que sou uma pessoa reservada e estar na blogosfera implica, inevitavelmente, colocar na esfera pública uma parte de mim.

A forma que encontrei para “romantizar” essa exposição foi criar o pseudónimo da Sofia Mais Feliz. Ela sou eu, na minha demanda por uma vida mais feliz, e acho que acabou por contribuir para reforçar aquilo que se pretende com o blog.

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

S: Não diria fazer coisas de forma diferente, mas sim gerir melhor as expectativas em relação ao blog.

Mesmo que seja um hobbie, existe sempre o secreto desejo de que ele se torne leitura diária de milhares de pessoas e isso cria expectativas inevitáveis.

Mas mesmo com bom conteúdo isso é muito difícil de se conseguir. Essa realidade pode ser bastante frustrante porque, admitamos, se não quiséssemos que lessem o que escrevemos, tínhamos um diário e estava feito. Mas não. Blogamos porque queremos partilhar e fazer a diferença na vida de alguém que nos lê.

Gerir expectativas e manter, acima de qualquer resultado, todo o bem que a arte de escrever e partilhar conteúdos gera, é o  mais importante. A partir daí, tudo o que vier… é lucro! 🙂

I: Doce Sofia, foi um gosto entrevistar-te e foi maravilhoso conhecer melhor o teu percurso e o trabalho que levas a cabo no teu blogue. Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

S: O Mais Feliz marca presença também nestas redes sociais:

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O que achaste da entrevista da Sofia? Já conhecias o Mais Feliz? O que é que mais te inspirou nas palavras dela?

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6 thoughts on “Blogging Month: Entrevista a Sofia, do Mais Feliz

    1. Olá Catarina!
      A Sofia é sempre positivamente surpreendente, não é? Um doce, tal como tu 🙂
      Beijinhos grandes e obrigada pela visita.

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