Blogging Month: Entrevista a Paula Fuzeto, do Chega de Bagunça

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Damos hoje início à rubrica Blogging Month do It’s (not) so simple. Sabe mais aqui.

E não podíamos começar de maneira melhor!

A Paula é uma força da Natureza! Designer de Interiores e decoradora, especialista em Organização, blogger, youtuber…Ela não para!

O blogue dela, o Chega de Bagunça, é um manancial de boas ideias que simplificam a nossa vida. Imperdível!

Deixa-te inspirar por esta musa da organização que nos chega do outro lado do Atlântico!

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It’s (not) so simple: Paula, antes de mais, muito obrigada por teres aceite o convite para participar nesta inciativa. É uma grande honra ter-te aqui. Agora diz-nos, quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

Paula: Criei o blog em setembro de 2007, comecei com a plataforma blogger e consequentemente o endereço era www.chegadebagunca.blogspot.com. Com o tempo ele trocou e hoje está como www.blogchegadebagunca.com.br

Sempre fui uma pessoa desorganizada, e percebi que essa desorganização estava afetando meu relacionamento e minha vida de uma maneira geral. Então fiz uma resolução de começar a me organizar. Pesquisando sobre o assunto na Internet, notei que não existia muita informação, e o conteúdo que existia, estava espalhado de maneira aleatória em matérias para jornais e revistas.

Foi então que decidi criar o blog com o objetivo de reunir a informação em um só local, como uma espécie de diário de organização. Com o passar do tempo o blog foi evoluindo, assim como o formado da escrita que deixou de ser um diário e passou para uma linguagem mais fácil de ser lida.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

P: Como o blog no princípio era como um diário, escrevia e dava dicas de organização conforme tinha inspiração ou quando sentia vontade, não existia uma programação, nem tampouco um calendário editorial. Portanto de tempos em tempos passava períodos sem me dedicar ou atualizar o blog.

Mesmo sem as atualizações, o retorno dos leitores/seguidores era muito gratificante e frequentemente recebia depoimentos de como o blog havia ajudado no processo de se organizar. Isso me dava inspiração para continuar escrevendo.

E nos últimos anos tenho procurando atualizar o blog com mais frequência, sempre com o objetivo de dar dicas de organização e facilitar as tarefas do dia a dia.

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

P: Eu ficava muito empolgada e feliz em poder compartilhar informação sobre um assunto que eu também estava descobrindo. Cada comentário, cada e-mail, cada manifestação me deixava muito entusiasmada e saber que tinha gente lendo o conteúdo do blog era incrível, pois o blog era uma forma de reunir informação apenas para referência pessoal e de repente havia uma dezena de pessoas que estava me acompanhando. 

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

P: Organização envolve descarte, aliás é a primeira regra para começar a se organizar. Eu adoro falar sobre descarte, porque acho que isso realmente é o primeiro passo no processo de se organizar. Descartar é uma experiência libertadora e depois de fazer isso você se sente mais leve e feliz. Adoro um artigo que fala sobre os erros de organização que fazem sua casa parecer bagunçada.

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

P: Sim. Recebo muitos e-mail reclamando que o parceiro é bagunceiro e pedindo ajuda. Considero difícil falar sobre relacionamentos, primeiro porque não sou psicologa e também porque não existe uma regra geral, cada pessoa é diferente, inclusive o reclamante pode não ter tanta razão assim. Além disso, podem existir outros fatores psicológicos associados a bagunça e ao acumulo de itens como depressão ou perca de pessoas queridas. Falar sobre isso é complicado.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

P: Já escrevi um artigo respondendo uma leitora que gostaria de receber dicas de organização para recém-casados. No entanto, algumas leitoras se sentiram ofendidas com o fato de o marido não ajudar muito nos afazeres da casa ou ajudar pouco.

Eu também acredito em parceria e que a família pode e deve trabalhar como um time, inclusive os maridos. Mas assim como nós mulheres recebemos o dom de gerar vidas, considero que cuidar da família faça “parte do pacote”.

Todos podem e devem contribuir para o bom andamento da casa, mas ainda cabe a nós mulheres o planejamento das tarefas, cardápio, rotina e limpeza da casa. Por isso é importante conhecer o cônjuge antes de casar, e alinhar bem as expectativas, para evitar arrependimentos e frustrações.

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

P: “Como começar a ser organizado?”

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

P: As rotinas em minha casa são intensas e me desdobro para atender minhas filhas que estudam em escolas e períodos diferentes. Além disso tenho outros compromissos profissionais. 

Nas horas vagas adoro ler sobre o assunto organização, e essa leitura serve como fonte de inspiração para artigos no blog. Separo também alguns períodos na agenda para pesquisa e produção de conteúdo, geralmente quando minhas filhas estão na escola ou quando já estão dormindo.

Para mim, escrever para o blog é uma satisfação pessoal.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

P: Sim! O motivo principal é disseminar informação sobre organização, porém a forma de escrita mudou um pouco se comparada ao começo. Meu objetivo é que o blog seja cada vez mais reconhecido e que alcance cada vez mais pessoas que tem interesse em se organizar ou se aperfeiçoar nessa arte.

Também gostaria de me dedicar integralmente ao blog, isso pode acontecer aos poucos, conforme ganhamos o reconhecimento dos leitores.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

P: Sim. A primeira vez que recebi o pagamento do adsense meu marido falou que essa era uma ótima oportunidade. Mas ainda era o começo, não havia informação disponível, não se ouvia falar de blogueiros que viviam apenas disso e não sabíamos como transformar o blog em um negócio.

Hoje tudo mudou. Agora, mais do que nunca, conhecemos o potencial das mídias sociais, a força dos digital influencers e o poder da informação. 

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

P: Por um lado é muito legal saber que as pessoas se interessam por você. Hoje com o uso do SnapChat ou Instagram é possível ver algumas informações pessoais, fotos de viagem ou lugares que frequento. Por outro lado eu tomo muito cuidado com as informações que forneço para não ficar muito exposta.

No começo do blog falava da minha vida, do meu marido, da minha filha, mas com o passar do tempo comecei a filtrar essa informação. Muitas vezes escrevo informações pessoais e depois apago.

É claro que os leitores gostam de se identificar com o locutor, mas existe uma tênue linha que precisa ser respeitada. 

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

P: Com certeza faria coisas diferentes. Para quem deseja começar a primeira dica é escolher falar sobre um assunto que gosta e tem paixão. Se tem intenção de seguir esse caminho profissionalmente escolha um bom nome, registre o domínio, faça um plano de negócios e saiba onde quer chegar.

Seja original, fiel ao seu público e transmita informação relevante. Mantenha um canal no Youtube. A geração Z assiste cada vez menos tv e está cada vez mais conectada as telas.

I: Minha querida, foi um prazer ter-te aqui no blogue e uma delícia aprender mais sobre o teu percurso e sobre o teu trabalho na blogosfera. Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

P: O Chega de Bagunça está também presente nas seguintes redes sociais:

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Então, gostaste de ficar a conhecer melhor a Paula? Já tinhas tido a oportunidade de visitar o seu “cantinho”? Que parte da entrevista mais te surpreendeu?

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4 thoughts on “Blogging Month: Entrevista a Paula Fuzeto, do Chega de Bagunça

  1. Conheci agora o “cantinho” da Paula, gostei da entrevista e fiquei com a sensação de que afinal não sou assim tão organizada, como algumas vezes ouço!
    Sempre em aprendizagem…
    Vamos lá (para mim ), Chega de Bagunça!
    Beijitos

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