Blogging Month: Entrevista a Jennifer Burger, do Simply + Fiercely

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Para terminar em beleza a rubrica Blogging Month, temos mais uma convidada especial, a Jennifer Burger, do Simply + Fiercely.

Se ainda não a conheces, não sabes o que tens estado a perder! Atualmente a viver em Queensland, na Austrália, cresceu em Baltimore (EUA), ensinou Inglês na China, viajou pela Nova Zelândia e pela América Central, apenas para nomear alguns dos lugares onde já esteve, pois viajar é um dos seu maiores prazeres!

Em Simply + Fiercely, ensina-nos como podemos ouvir mais o nosso coração, fazer mais daquilo que realmente gostamos e como deixar tudo o resto ir.

Vem descobrir a fascinante Jennifer!


Nota: a entrevista original, em Inglês, pode ser lida aqui.


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It’s (not) so simple: Devo, em primeiro lugar, agradecer estares connosco hoje, Jennifer. O teu blogue é notável! Começo por te perguntar quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

Jennifer: Comecei o meu primeiro blogue em 2001, para documentar um verão que passei a ensinar Inglês na China. O meu blogue chamava-se Follow Jen’s Life (Segue a Vida da Jen – muito criativo – Ahah!). Desde aí, já tive vários blogues, mas apenas decidi levar o blogging a sério em 2015 quando comecei o Simply + Fiercely.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

J: Talvez 6 meses depois do lançamento. Comecei a receber feedback dos leitores e ouvir as suas histórias ajudou-me a clarificar o meu propósito.

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

J: Honestamente, durante os primeiros 6 meses havia maioritariamente medos e inseguranças! Claro que houve algumas emoções positivas, mas era sobretudo enervante partilhar tanto de mim com o mundo. Lembro-me perfeitamente do quão nervosa me senti quando cliquei em “publicar” pela primeira vez!

Sou mais segura agora, mas aqueles medos nunca se vão embora por completo.

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

J: Escrevo sobre vários tópicos (minimalismo, vida intencional, cuidado pessoal e viagens), mas os meus posts favoritos são aqueles em que partilho as minhas histórias pessoais e me conecto com os meus leitores. Tento partilhar as mensagens que precisava de ter ouvido em algumas fases da minha vida, na esperança de que possam ajudar outras pessoas.

É por isto que o meu post favorito é “6 coisas que a tua alma precisa de ouvir”. Várias pessoas me disseram que este post as ajudou durante uma época difícil e, como escritora, esse é o melhor feedback que eu poderia receber.

I: Houve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

J: Debati-me com vários dos meus posts, mas o mais árduo foi definitivamente um que escrevi sobre a minha viagem em direção à auto-aceitação.

Como várias jovens mulheres, muitas vezes já me debati com a insegurança (e por vezes até o ódio de mim própria) e queria partilhar a minha história – mas foi um enorme desafio decidir o quanto partilhar sobre o meu passado e os meus medos! Definitivamente, foi uma viagem difícil pela “Alameda da Memória”.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

J: Humm… Esta é difícil! Provavelmente diria que foi um dos primeiros posts que escrevi – “4 formas de deixar que as pequenas coisas te aborreçam”.

Escrevi-o maioritariamente para mim própria, porque é algo com que me debato frequentemente! Mas parece que não estou sozinha, porque recebi feedback de vários leitores, comentando que este post tinha mudado as suas vidas.

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

J: Por vezes, fazem-me perguntas específicas sobre minimalismo, mas os emails que mais recebo são de pessoas que se sentem presas nas suas vidas e que procuram uma mudança.

Ao invés de perguntas específicas, penso que estas pessoas muitas vezes procuram partilhar a sua história e encontrar encorajamento para dar um passo em direção a um novo caminho.

Também me perguntam muitas vezes como é que eu tenho dinheiro para viajar! 🙂

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

J: Para ser honesta, ainda estou a tentar perceber isto.

Por vezes, o meu blogue desempenha um papel importantíssimo na minha vida e toma-me muito tempo, e, outras vezes, sinto que o ignoro por completo! Ainda estou a tentar encontrar o equilíbrio perfeito.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

J: A minha maior motivação para ter um blogue é a partilha de ideias. Os blogues têm sido uma fonte tão grande de inspiração na minha vida (ensinando-me a viajar à volta do mundo e a abraçar um estilo de vida minimalista), por isso adoro retribuir e passar a mensagem mais e mais além.

Eu também gosto de blogar; é muito divertido ter controlo completo sobre um projeto (direção criativa, marketing, etc.). Dá muito trabalho mas é também muito compensador criar algo significativo a partir do nada!

Neste momento, não estou muito focada em objetivos. Em vez disso, o que é mais importante para mim agora é encontrar uma forma de balancear a carga de trabalho de modo a que se adeque ao meu estilo de vida.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

J: Sim e não. Ainda estou a limar as arestas, mas idealmente gostaria de ter um rendimento pequeno, mas consistente, a partir do blogue de modo a apoiar os meus valores e o meu estilo de vida.

Na verdade, dei os primeiros passos em Setembro último, quando lancei um curso online, pelo que estou já a ter um rendimento pequenino.

Tem sido muito emocionante, mas a experiência ensinou-me bastante sobre o trabalho que “blogar como forma de negócio” envolve… por isso ainda estou a decidir quanto é que quero investir de mim no futuro.

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

J: Definitivamente! A maioria das pessoas na minha vida não está interessada nos tópicos de que falo online, por isso parece estranho, por vezes. Adicionalmente, sou introvertida por natureza, por isso partilhar tanto de mim é definitivamente um desafio!

Lido com isso não pensando demasiado nas coisas; na minha cabeça, estou a escrever para um ou dois leitores – não milhares!

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

J: Há tanto para dizer! Algumas coisas que me vêm à cabeça são:

– Não tentes estar em todo o lado nas redes sociais no início – desperdiças tanto tempo! Escolhe uma ou duas plataformas e podes investir nas outras mais tarde. Recomendo vivamente o Pinterest, que é a minha principal fonte de tráfego.

– Começa a crescer e a cuidar da tua mailing list logo de início.

– Sê honesta e conta as tuas próprias histórias – é desta forma que se criam leitores leais.

I: Cara Jennifer, foi tão bom receber-te no It’s (not) so simple! As tuas sábias palavras foram muito úteis. Se quisermos acompanhar-te mais de perto, podemos?

J: Claro! Estou nas seguintes plataformas:

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Gostaste de descobrir a Jennifer e o seu blogue? O que achaste das sua inspiradora mensagem?

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