Blogging Month: Como começar um blogue?

BMonth_Começando um blogue

A primeira vez que criei um blogue foi já há mais de 10 anos. Chamava-se Sand-Witch (não troces…) e estava alojado no Blogger, que era a plataforma mais in na altura.

Lá, falava sobre tudo e sobre nada.

Era uma espécie de repositório de textos aleatórios, coisas que me vieram um dia à cabeça e que decidi deixar na blogosfera, ao invés de no papel.

Escrever fazia-me bem, mas não escrevia com muita regularidade e lamento que assim tenha sido, porque acho que perdi uma parte de mim dessa forma.

Sou formada em Línguas e Literaturas e os anos da faculdade foram passados a ler e a escrever sobre o que lia. Agora que penso nisso, não havia muito lugar para criar algo novo: poucas eram as cadeiras que nos davam essa “liberdade”. Havia um programa para seguir, livros para estudar, perguntas para responder e pouco espaço era deixado para a nossa criatividade.

Sei que estava ali para “aprender a ensinar”, para obter conhecimentos mais aprofundados sobre as línguas que estudei (o Francês e o Inglês) e para tentar absorver um pouco mais de cada uma das culturas subjacentes, o que, idealmente, me ajudaria a transmitir a minha mensagem um pouco melhor aos meus potenciais alunos.

Dessa perspetiva, acho que a formação cumpriu a sua função.

Mas, agora que sou uma rapariga de letras que passa o dia a fazer contas, como costumo dizer, tenho pena, muita pena mesmo, de não ter decidido estudar outra coisa.

Felizmente, estamos sempre a tempo de aprender novas coisas e de aumentar os nossos conhecimentos. Se também estás disposta a apostar no teu desenvolvimento pessoal, lê mais aqui.

Bom, mas estou a afastar-me do verdadeiro motivo deste texto.

Continuemos.

Então, em 2006, criei o meu primeiro blogue, onde botava cá para fora parte da minha alma. Tive outros blogues nos entretantos. A título de curiosidade ilustrativa do meu fascínio pela blogosfera, tive ainda um outro recreio para experiências de escrita a que chamei “A minha vida não cabe num blogue só”.

O meu primeiro blogue manteve-se durante vários anos, muitos deles sem grandes atualizações e, no seu período final, serviu de veículo de transmissão para as novidades sobre a minha primeira gravidez.

Algum tempo depois, tirei-o do ar, por achar que não fazia sentido mantê-lo, uma vez que já não me identificava com aquele espaço.

O bichinho da escrita foi adormecendo em mim e era muito raro escrever algo digno de nota.

Entre 2012 e 2013, coincidindo com a altura da minha vida em que comecei a simplificar, retomei o hobbie da leitura, lendo sobretudo sobre empreendedorismo e sobre como criar um blogue de sucesso.

O It’s (not) so simple é o resultado de 3 anos de leituras sobre este tema, juntamente com uma grande vontade de espalhar a mensagem da simplicidade.

Apesar de ter feito algumas tentativas de começo entre 2013 e 2014, só em 2015 reuni a coragem necessária para ir em frente com aquilo que queria realmente fazer: ter um espaço para falar de frugalidade, organização e desenvolvimento pessoal.

Depois de pesquisar sobre este assunto, e porque sabia que queria ter um espaço mesmo meu e com uma plataforma estável, de confiança e altamente configurável, escolhi o WordPress.org para começar o meu blogue.

Há uma distinção importante que gostava de fazer antes de avançar. Se pesquisares por WordPress, vais reparar que existe uma versão .COM e uma versão .ORG. Porquê?

A plataforma WordPress.com é um serviço de hospedagem de blogues, à semelhança do Blogger. É possível usar esta plataforma para criar um novo blogue quase de forma instantânea, mas, se quisermos ter o nosso próprio domínio, teremos de pagar esse serviço, bem como o de alojamento, que eles disponibilizam. E (eu fiz a comparação…) eles não são propriamente competitivos. Vê por ti, aqui.

Já o WordPress.org é o software open source (aberto a alterações) que poderás instalar após teres um domínio e um alojamento (já vou falar mais sobre isto). Recorrendo depois a variadíssimos plugins e widgets (que ficam para um outro post desta série), poderás criar um site, um blogue, ou até mesmo uma app. Impressionante, hein?

Apesar de antes de começar não estar muito familiarizada com a plataforma, já tinha mexido um pouco e tinha-me parecido mais intuitiva e poderosa que o Blogger, e foi isso que me fez avançar.

A dúvida que restava era que servidor de alojamento ia escolher: as hipóteses eram imensas, os preços variados, e as críticas que lia na Web indicavam-me em direções muito diversas.

Por ter já uma referência mais sólida de uma empresa a operar em Portugal, optei por contratar um serviço nacional. Assim, é com a Webtuga que o meu site está alojado desde o primeiro dia. E estou muito satisfeita.

O que fiz foi ir ao site deles, verificar se o domínio que eu queria estava disponível, registá-lo e depois selecionar o plano de alojamento.

Como boa pessoa frugal que sou, escolhi o plano mais económico, mas nem por isso o serviço deles é inferior ao que estaria à espera.

Depois de escolhido o plano e o domínio, fiz a instalação do software WordPress através do CPanel e, num piscar de olhos, tinha o meu site online e pronto a usar.

Em menos de 20 minutos e por menos de 36€, tinha o meu próprio blogue e estava pronta para me anunciar ao mundo!

Escolhi um template (grátis, claro), defini o nome e a descrição, revi se as definições básicas estavam do meu agrado: cores, tipo de letra, imagens, comentários, língua, permissões, etc., etc.

De seguida, tratei da Newsletter. Quem conhece um blogue e quer ficar a par do que se passa, deve ter uma forma de receber as novidades no seu Email, se assim o entender.

É certo que existem outras formas de acompanhar, como leitores de feeds, ou o Bloglovin, só para nomear alguns exemplos. No entanto, para além de ser prático poder receber as últimas publicações diretamente na Inbox, quem tem um blogue deve valorizar a sua lista de contactos de leitores. Por isso, o serviço de Newsletter junta o útil ao agradável.

Fiz alguma pesquisa e percebi que uma das poucas empresas que oferecia um serviço de qualidade e sem custos era a Mailchimp. Eles permitem que uses o seu serviço básico sem pagar até que atinjas os 2000 subscritores. Queres algo mais frugal?

Depois destes aspetos um pouco mais técnicos resolvidos, dediquei-me àquilo que realmente gosto de fazer: escrever.

É certo que já tinha alguns textos alinhavados. Ainda assim, o primeiro texto de um blogue pelo quanto tanto tinha ansiado não podia ser posto cá para fora de ânimo leve!

Após as devidas revisões, publiquei o texto inaugural do It’s (not) so simple, que tinha de ser, nem poderia ser de outra forma, uma “ode” ao facto de a vida desta mãe não ser mesmo nada simples… Ahah!

Depois, divulguei o endereço por entre alguns amigos e família e, passado mais de um ano, cá estou eu, feliz e contente com o meu blogue.

Portanto, em suma, os passos a dar para criar um blogue são:

1 – Registar o domínio

Podes ver neste link do site da Webtuga se o endereço que queres está disponível. Verifica os preços dos domínios aqui, pois estes são variáveis em função do endereço que queres (.PT ou .COM, por exemplo).

2 – Escolher o alojamento

A Webtuga é uma empresa portuguesa que opera neste mercado desde 2008. Todos os seus datacenters estão em território nacional e o facto de ser uma empresa portuguesa pesou muito na minha decisão. Afinal, o que é nacional é bom!

Estou muito satisfeita com os serviços que me prestam e nunca tive qualquer problema com o meu alojamento. Se quiseres saber mais sobre os pacotes que têm para oferecer, vai aqui. O alojamento web Linux é o mais indicado para um site WordPress.

3 – Instalar o software

Depois de comprares o alojamento, tens acesso ao CPanel do teu domínio. Aí consegues gerir os serviços que queres usar e instalar o software incluído no pacote que compraste.

É também no CPanel que podes configurar o endereço de mail do teu domínio, se o quiseres usar, fazer backups do teu site (nunca descures este aspeto, por favor), consultar estatísticas, entre outras opções.

Ver o CPanel pela primeira vez pode parecer um pouco assustador, sobretudo para pessoas pouco técnicas, mas, com o tempo, torna-se mais simples. De qualquer forma, tens sempre opções de ajuda à tua disposição e, se escolheres um bom serviço de alojamento, eles dão-te apoio.

4 – Escolher um template

Depois do WordPress instalado, define as configurações básicas, como nome do teu site, e seleciona um template.

Eu sei, são imensos e todos super bonitos. O meu conselho? Escolhe o mais simples e esteticamente agradável que vires nos primeiros 2 minutos da tua busca. Mais do que isso é um desperdício do teu tempo. Vais mudá-lo mais tarde de qualquer forma… Ihih!

5 – Definir as settings básicas

Vou falar apenas das que considero mais relevantes. Deves, no entanto, ver todas as opções com atenção para perceber o que faz, ou não, sentido para ti.

Se ainda não o fizeste, vai às opções gerais e define o título e a descrição do teu site, verifica o fuso horário e os formatos de data e hora e, finalmente, escolhe o idioma.

Nas opções de leitura, determina o que é que a tua página inicial vai mostrar, bem como o teu feed.

Nas opções de discussão, define as regras de comentários do teu blogue.

Não te esqueças de olhar para o menu “Apresentação”: aqui podes modificar a aparência do teu novo site. Toca a bonitificar o teu blogue! (Não digas a ninguém, mas acho que acabei de criar um verbo…)

Por favor, não exageres na dose, tá? Simples é sempre melhor!

6 – Configurar a Newsletter

Escolhe um fornecedor de Email Marketing.

Eu uso o Mailchimp, por ser gratuito até 2000 subscritores e porque a plataforma deles é simples e fácil de usar. Vê o pricing deles aqui.

Tenho de ser verdadeira e dizer que nunca experimentei qualquer outro serviço do género. Para tomar a decisão inicial, olhei para as subscrições que costumo receber, vi qual a empresa por detrás do envio e consultei o pricing. O Mailchimp deu uma coça nos outros todos…

7 – Escrever o primeiro post

Escreve o teu primeiro texto, publica-o, ou agenda-o, e divulga o teu blogue entre os teus amigos.

Se quiseres ser mega organizada e dar cartas nisto dos blogues, alinha já como serão, e quando serão publicados, os próximos 4 posts, pois não há nada menos interessante do que um blogue sem atualizações regulares, ou com pouco conteúdo…

E pronto, estás oficialmente lançada no mundo dos blogues.

Ah, quase me esquecia do último passo (tão importante!):

8 – Envia-me o endereço do teu blogue, para te poder dar os parabéns!

Qualquer dúvida, já sabes que estou nos comentários. Happy Blogging!

Share

2 thoughts on “Blogging Month: Como começar um blogue?

  1. Minha querida, ando para te escrever há algum tempo, mas não me tem sido possível. Vou te acompanhando através da newsletter e vou ficando cada vez mais fã, mais orgulhosa das tuas partilhas, da evolução que vejo ao longo de um ano de escrita interessante e inteligente, e da ajuda tremenda que este teu canto tem dado. Se há um ano atrás me queixava de tempo a mais, agora queixo-me do inverso, mas melhor assim, há que aprender a encontrar o equilíbrio, o meio termo. Já me tinha questionado sobre o que falas e partilhas neste post, muito interessante. Continua por favor. Desejo-te um ano 2017 repleto do essencial 😉
    Beijinho no coração.

    1. Querida Sandra,
      Obrigada, do fundo do coração, pelo teu comentário e pelas tuas palavras tão simpáticas e doces.
      Foi um ano muito especial e fico contente por a minha evolução ser evidente. E mais contente ainda fico por aquilo que escrevo estar a ser útil. Foi esse o motivo que me levou a criar este espaço e saber que há alguém a beneficiar dele é tremendamente compensador.
      Um 2017 cheio de boas experiências e aprendizagens é o que te desejo.
      Beijos grandes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *