7 atividades simples que vão ajudar a que a família se sinta unida

7-atividades-simples-que-vao-ajudar-a-que-a-familia-se-sinta-unida

Partilho contigo o texto que escrevi para a edição de Dezembro de 2016 d’O Pequeno Saloio. Podes saber tudo sobre esta colaboração neste post.

A edição deste mês inclui textos de grande interesse sobre a influência da nossa postura na qualidade de vida e a diferença entre cefaleias e enxaquecas. Não esqueçamos também as receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar!

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.


Eis que chegamos ao último mês do ano.

Olhamos para trás e analisamos tudo o que de bom e de mau este ano teve. Pensamos no que queremos fazer mais e no que queremos fazer menos. No que devemos manter e no que devemos deixar para trás.

Queremos:

– Mais tempo livre de qualidade!

– Menos preocupações!

– Mais momentos em família!

– Menos stress!

– Mais tempo para nós próprios: uma tarde inteirinha de volta do nosso passatempo preferido sabia tão bem…

Por ser o mês do Natal, Dezembro traz-nos sentimentos dúbios: se, por um lado, ficamos felizes por ser uma época de maior convívio com os nossos, por outro não conseguimos esquecer a azáfama que nos espera: tratar das decorações, comprar os presentes, preparar a consoada e/ou viajar para visitar familiares mais distantes.

Paralelamente, vários outros temas da nossa vida a precisam de atenção, tanto ao nível pessoal, como profissional. Há assuntos que têm de ser fechados antes de o ano terminar, há objetivos que ainda não conseguimos cumprir e lá decidimos fazer um esforço adicional…

E, no topo de tudo, os que nos são mais próximos também pedem a nossa atenção: ver um filme com a cara-metade, jogar às escondidas com as crianças, ou almoçar com os nossos pais, por exemplo.

Não é um mês simples, este. No entanto, lá vamos dando o nosso melhor, puxando daqui, correndo um pouco dali, dormindo menos duas horas ali… Cansativo, não é? Mas se tem de ser…

Afinal, onde quero chegar com tanta conversa?

Retomando a temática da gestão de tempo, e relembrando que devemos centrar-nos no essencial e esquecer o acessório, hoje queria deixar algumas sugestões de atividades para fazer em conjunto que irão trazer união e, simultaneamente, reavivar o espírito natalício no seio de cada família.

Com tanto consumismo a acontecer à nossa volta, é fácil esquecermo-nos do verdadeiro significado da quadra em que estamos a entrar, o Advento. Esta é uma tradição de origem cristã que remonta a tempos tão antigos como o ano 380 d.C., como forma de preparação para a festa do Natal. É um tempo de meditação, de piedosa e alegre expectativa.

Recordar a verdadeira essência da família, rever a história de Jesus, praticar o altruísmo e apreciar todos os aspetos interessantes desta época parece-me bastante salutar.

Imbuída deste espírito, tenho hoje para sugerir atividades simples que poderão fazer aí em casa e que vão, com toda a certeza, unir-vos em torno daquilo que verdadeiramente importa, fortalecendo os vossos laços e permitindo que passem tempo de qualidade, porque o Natal é muito mais do que embrulhos, bolo-rei, correrias e trabalheiras!

1 – Todos juntos na cozinha!

Fazer bolos, bolinhos, bolachas e bolachinhas deixa qualquer um de bom humor. Desde que se põe as mãos na massa, até que se sente o cheiro maravilhoso que emana do forno, não há má disposição que resista!

Cozinhar é amar, não é? Quando cozinhamos, colocamos sempre o melhor de nós naquilo que confecionamos. Momentos como estes, partilhados por pais e filhos, são inesquecíveis.

Ah, e não posso deixar de sugerir umas panquecas, uns crepes ou uns waffles para o pequeno-almoço de domingo.

E que tal uma competição de doces? Ou ver quem consegue descobrir a receita mais original?

Quem não é dado à doçaria pode optar por fazer pizzas, pães, ou qualquer outra receita que seja do seu agrado.

O importante é a entreajuda e, claro, as boas memórias culinárias!

2 – As artes manuais são fenomenais!

Esta pode ser uma boa altura para renovar o stock de artigos de desenho e pintura.

Na generalidade, todos os miúdos adoram desenhar (sim, eu sei, alguns até pintam o que não devem… Ah, crianças!). Muitos adultos também gostam de dar largas à sua imaginação no papel. Por isso, juntem-se à volta de uma mesa, partilhem os materiais e façam obras dignas de uma galeria de arte!

A beleza está sempre nos olhos de quem a vê. Tenho a certeza de que tudo vai ficar lindo!

Alternativamente, podem também fazer outro tipo de manualidades, como costura, tricot, artes decorativas ou origami.

Se ainda não seguiram as sugestões que a nossa amiga Ana Soares tem deixado neste jornal, este é o momento certo para o fazerem!

E é claro que podem usar a Internet para encontrar algo que gostassem de construir, como um presépio, ou um Pai Natal, aproveitando alguns materiais sem uso que tenham por casa.

Viva a reciclagem! E viva a imaginação!

3 – Ainda sabem jogar jogos de tabuleiro?

Numa época em que parece que não sabemos viver sem computadores, consolas ou telemóveis, será que ainda nos lembramos de como se jogam jogos de tabuleiro? Monopólio, Glória, Xadrez, Trivial Pursuit, Cartas, Pictionary, Scrabble… Estes são apenas alguns exemplos.

Digam-me lá que não vos vieram à memória as tardes bem passadas a jogar em família, ou com amigos, estes jogos maravilhosos?

Rodar os dados, brincar com dinheiro a fingir, fazer palhaçadas para adivinhar charadas, ou sentir a emoção de responder acertadamente a uma pergunta difícil mexe connosco.

Será tão bom partilhar estes sentimentos com os nossos filhos e mostrar-lhes o quão divertido é interagir com outras pessoas, em tempo real, num jogo que nos prende e nos ensina tanto de novo.

4 – Quem é o melhor contador de histórias?

Ainda estou para encontrar uma criança que não goste de histórias! Eu, quando era pequena, ficava perdida a ouvir as histórias reais que as pessoas mais velhas tinham para me contar sobre o seu passado, ou o de outras pessoas que eu conhecia. Estas são algumas das melhores memórias que tenho de parentes mais velhos e saudosos.

Que tal reunir a família para contar histórias? Reais ou inventadas, quem não aprecia um belo conto?

Se nos faltar a imaginação, ou a memória, podemos sempre recorrer aos livros que temos em casa e fazer uma maratona de leitura: incutir estes hábitos nos mais pequenos é algo que dará frutos muito bonitos no futuro, garantidamente.

O livro é um grande amigo e a sabedoria e o conhecimento que este nos traz são inestimáveis.

5 – Ainda têm álbuns fotográficos?

Espero que não me interpretem mal: sou grande fã dos avanços digitais do nosso tempo. Que seria de mim sem um computador (para escrever este texto, por exemplo)? Aprecio ver um bom filme na televisão. E já estou tão habituada a estar sempre contactável que me parece estranho não poder falar com alguém ao telemóvel quando quero.

No entanto, há alturas em que me parece tudo um pouco desmedido. Estar sempre a olhar para ecrãs não pode ser saudável, pois trata-se de uma atitude muito passiva.

As fotografias não são exceção: dediquei várias horas da minha infância e adolescência a tirar fotografias e a organizá-las em álbuns. A incerteza de se uma fotografia ficaria bem tirada, esperar pela revelação, anotar onde tinha sido tirada… São coisas que desapareceram com a ascensão da fotografia digital.

As fotos agora ficam dentro de cartões de memória, guardadas nos nossos telemóveis, arquivadas nos nossos computadores, ou espalhadas nas nossas redes sociais. E será que ainda as vemos? Ainda olhamos para elas com saudade, relembrando os momentos em que foram tiradas?

Procurem pelos vossos álbuns fotográficos e dediquem algum tempo a rever essas recordações todos juntos. Relembrem pessoas que já não veem há algum tempo, mas de que têm saudades, contem as histórias por detrás de cada foto, riam com as caretas dos fotografados, ou recordem os seus belos sorrisos.

A memória do que passou é tão importante para o nosso futuro. Não podemos saber para onde vamos se não soubermos de onde viemos…

6 – A Arte, sempre a Arte.

Ir a um concerto de música, visitar um museu, assistir a uma peça de teatro… São apenas alguns exemplos. Que seria do ser humano sem a arte? Sem a sua beleza, o seu chamamento, a sua emoção?

Criar faz parte de nós. Desfrutar do que os outros criam faz-nos bem. Apreciar a beleza de um belo quadro, ouvir uma sinfonia, aplaudir uma atuação brilhante…

A arte imita a vida e a vida imita a arte.

Seremos mais ricos se nos deixamos seduzir por tanta beleza!

7 – Brincar, brincar, brincar!

Viver e não poder brincar resulta em existências por demais aborrecidas. O tempo de lazer faz com que consigamos levar melhor a vida. Se tivermos crianças ao nosso redor, sabemos o quanto elas gostam que entremos nas suas brincadeiras: as escondidas, a apanhada, os legos, os puzzles…

E as brincadeiras que implicam fingir? Imaginar que se está numa festa de chá, num baile de reis e rainhas, ou a conduzir um carro de corrida são sempre atividades do agrado dos mais pequenos.

Para poder ver as suas carinhas a iluminarem-se, qualquer adulto aceita alinhar na brincadeira e sentir-se de novo criança!

Como veem, construir boas memórias em família não tem de implicar grandes gastos, nem demoradas preparações, nem adereços elaborados, nem nada de complicado. O que realmente conta é a nossa disponibilidade. Temos de querer fazer acontecer!

Eu sei que é fácil dizer que não temos tempo disponível, que há imensas tarefas a chamar por nós, um sem fim de responsabilidades em cima dos nossos ombros e que seria tão bom se as crianças se conseguissem entreter sozinhas todo o tempo…

Mas e se nos lembrarmos que elas só serão pequenas uma vez na vida? Que só irão pedir a nossa completa atenção até um determinado momento? Que vai haver uma altura em que se sentirão grandes demais para nos pedir abraços, para se sentar ao nosso colo, para rir a bandeiras despregadas com as nossas palhaçadas, para descobrir o mundo com olhos sedentos de novidade, para nos deliciar com a sua inocência?

Será que aí conseguiremos parar para lhes dar um pouco de nós? Seremos então capazes de largar tudo e fazer uma luta de almofadas, dedicar algumas horas a ensinar-lhes como se joga à bisca, abrir a agenda para os levar a um museu, ou esquecer o mundo lá fora e fingir que somos todos uma banda rock em cima de um palco?

Em nome da família. Em nome das boas memórias. Em nome do futuro de todos.

Eu acho que sim!

Desejos de umas Festas imensamente felizes!

Share

4 thoughts on “7 atividades simples que vão ajudar a que a família se sinta unida

  1. Olá minha querida!!
    Não há nada melhor do que uma família unida!
    E como em tudo na vida temos que trabalhar para que isso aconteça e permaneça!
    Excelentes as dicas que aqui partilhas, acrescentaria apenas uma pequena coisa, que é dizer às pessoas que as amamos e do quanto são importantes para nós!
    Beijinho enorme e um excelente fim de semana!

    1. Olá Catarina 🙂
      Tens toda a razão: as palavras e as ações têm de estar em sintonia entre quem se ama.
      Obrigada pela visita.
      Beijos grandes e bom fim-de-semana também para ti.

  2. Muito interessantes as tuas propostas! Fiquei com um sorriso nos lábios por saber que já costumamos praticar algumas delas cá em casa. Mas é sempre bom ir lendo estes textos, que nos inspiram a ser a melhor família que desejamos ser, sobretudo a ser também melhores pais.
    Beijinhos

    1. Olá Mafalda!
      Fico muito contente por aí em casa gostarem deste tipo de atividades: o retorno ao essencial, à simplicidade, é importante, não é?
      Por aqui também vamos tentando ser melhores pais um dia de cada vez, errando e aprendendo, rindo e, algumas vezes, chorando, mas, desde que estejamos todos juntos, tudo acaba bem.
      Muito obrigada pelo comentário e pela visita.
      Beijinhos e tudo de bom.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *