Blogging Month: Entrevista a Stephanie Gomes, do Desassossegada

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Dou continuidade à rubrica Blogging Month com outra entrevista imperdível.

Hoje vamos conhecer mais de perto o trabalho da Stephanie Gomes, autora do Desassossegada. É verdade, temos mais uma convidada do nosso país irmão.

Os textos da Stephanie são sempre tremendamente inspiradores. Ela tem uma capacidade incrível para nos convidar à introspeção e para nos ajudar a perceber o que de bom existe já dentro de nós.

Vem desassossegar-te!

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It’s (not) so simple: Agradeço muito teres aceite o meu convite, Stephanie. Sei que quem lê o It’s (not) so simple vai encontrar um enorme valor no teu trabalho. Queria começar por te perguntar quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

S: Comecei a blogar na época em que os blogs eram diários, não lembro quando foi nem o nome… mas o primeiro blog mais “profissional” que eu tive foi um blog de moda e beleza chamado A-do-ro. Escrevi nele por mais de 1 ano.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

S: Ele tem sido certo pra mim há 3 anos e enquanto for assim, continuarei escrevendo 🙂

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

S: Eu andava bem triste na época em que criei o blog, ele foi uma das coisas que me ajudou a “levantar”. Eu me sentia insegura em compartilhar meus textos, mas queria tentar, então segui em frente.

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

S: Eu gosto muito de escrever sobre todo tipo de reflexão, mas acho que autoconhecimento é meu tema favorito. Dos meus textos, um que eu gosto muito é o Comuns e extraordinários. Talvez não seja o mais bem escrito de todos, mas acho que é uma reflexão incrível e libertadora.

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

S: Os mais difíceis pra mim são os textos que envolvem alguma polêmica. Esse texto  em especial, fiquei bastante receosa em publicar, li e reli muitas vezes, mas acabou tendo uma repercussão super positiva.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

SO meu primeiro vídeo abrindo meu coração sobre o meu dilema entre a vontade de gravar vídeos e o medo e a timidez que me impediam de fazer isso. Recebi muitas mensagens lindas, dizendo que o vídeo era muito inspirador. Fiquei super feliz!

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

S: “Você é psicóloga?” e “Você pretende escrever um livro?”

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

S: Tenho um planejamento pra me guiar e dividir o trabalho de escrever, gravar vídeo, editar vídeo, fazer posts nas redes sociais, responder emails… faço as coisas do blog à noite durante a semana e também nos finais de semana. Não tenho muito tempo, então às vezes infelizmente não consigo seguir o planejamento, mas procuro me manter nele.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

S: Sim, mas muitos novos motivos surgiram. Comecei o blog para me ajudar a ser uma pessoa melhor e mais feliz e esse continua sendo um dos meus motivos para continuar.

Mas meu sonho hoje é que o blog cresça muito, atinja muitas pessoas e aumente essa comunidade de pessoas que estão dispostas a refletir, compartilhar experiências, renovar suas atitudes, ajudar a espalhar amor e paz pelo mundo e cuidarem bem de si mesmas.

Eu espero continuar tendo inspiração para ajudar a mim mesma e a outras pessoas nesse processo. Não vou mentir, eu sonho sim em transformar o blog em um trabalho profissional para que eu possa me dedicar exclusivamente à area do desenvolvimento pessoal, junto com outras atividades como realizar atendimentos terapêuticos e dar aulas de yoga, coisas que estou estudando também. 

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

S: Sim! É um dos meus grandes sonhos poder trabalhar com algo que amo tanto fazer e que é tão gratificante pra mim. Gostaria que todas as pessoas tivessem oportunidade de trabalhar com aquilo que realmente amam fazer, por isso estou trabalhando para construir a minha oportunidade.

Espero um dia me tornar um exemplo de que isso é possível e poder ajudar outras pessoas a também construírem um trabalho que amam.

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

S: Acho que eu nunca tive grandes problemas com isso… Muitas vezes me sinto mais à vontade para compartilhar assuntos da minha vida na internet, onde sei que vou falar com pessoas que se interessam por isso do que na vida real onde a maioria das pessoas que conheço não se interessa hahaha!

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

S: Na verdade não consigo pensar em algo específico que eu faria diferente… talvez eu teria me dedicado um pouco a aprender a lidar com críticas, no começo eu ficava super chateada, mas acho que é algo que aprendemos vivendo também, então acho que não tem algo que eu fiz no passado e mudaria…

I: Querida Stephanie, foi um gosto muito grande ter-te aqui no It’s (not) so simple a inspirar-nos com a tua simplicidade e a tua simpatia. Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

S: Podem encontrar o Desassossegada nestas redes sociais:

Facebook

Twitter

Youtube

Google+

Instagram

Snapchat: stegcm


Foi uma entrevista super interessante, não foi? O que achaste do trabalho da Stephanie? O que é que mais gostaste de descobrir?

Blogging Month: os Plugins que recomendo

BMonth_Plugins recomendados

Dou continuidade à iniciativa Blogging Month dedicando o post de hoje aos Plugins.

Já tiveste a oportunidade de ler a entrevista da Paula Fuzeto, de aprender como começar um blogue e de ficar a conhecer melhor a Sofia Mais Feliz.

Agora, vamos entrar em aspetos mais técnicos, mas vamos fazê-lo de forma muito simples e acessível. Já sabes que, se tiveres alguma dúvida, estou ao dispor.

Antes de continuar, deixa-me só ressalvar que usarei as palavras blogue e site de forma intercambiável, ou seja, como sendo a mesma coisa: um blogue não deixa de ser um site, no sentido de que é o teu lugar online.

Indo então ao que interessa: o que são plugins? São pedaços de software que contêm grupos de funções e que podem ser adicionados ao teu site WordPress. Podem estender, ou adicionar, novas funcionalidades ao teu site.

Bom, para quem não sabe programar (como eu!), esta é a forma mais fácil de adicionar funcionalidades a um blogue sem escrever uma única linha de código.

Existe um largo número de plugins gratuitos (e todos os que vou recomendar hoje são grátis), só que, como é óbvio, um plugin gratuito será limitado em termos de suporte ao seu funcionamento.

Por isso, aconselho que, quando pensares em adicionar um novo plugin, tenhas em consideração a quantidade de informação disponível sobre o mesmo, se várias pessoas já o instalaram e qual a qualidade das críticas que os utilizadores deixam. Um mau plugin poderá arruinar o funcionamento do teu site, por isso, cuidado!

Vê abaixo a informação normalmente disponibilizada:

View de um plugin
Informação sobre um plugin

Se chegares à conclusão de que aquilo que realmente precisas tem um preço (sob a forma de um plugin pago), investe em algo de qualidade, que, no futuro, te irá salvar tempo e dinheiro.

Como se instalam?

A forma mais simples é através do painel de controlo do teu blogue, na opção de Plugin -> Adicionar novo.

Aí poderás pesquisar pelo plugin que te faz falta: ou pelo seu nome (porque já sabes o que precisas), ou pela funcionalidade que procuras (para encontrar a solução para o teu problema).

Quais usar?

Vou de seguida listar aqueles que uso para proteger o meu site (a segurança deve estar sempre em primeiro lugar) e para lhe acrescentar as funcionalidades que considero mais importantes para que quem visita o It’s (not) so simple tenha a melhor experiência de navegação possível.

Outra dica muito, muito importante, antes de continuarmos, é que deves manter os teus plugins sempre atualizados! Como? O WordPress ajuda-te nisto, porque te informa de todas as vezes que tens atualizações pendentes. Basta ficar atenta à barra superior do teu painel de controlo.

Vamos lá!

Os obrigatórios:

A segurança do teu site é de importância primordial: afinal de contas, estás a fazer um grande investimento no teu “cantinho” e ele deve estar seguro.

Se, um belo dia, tentasses aceder ao teu painel de controlo e descobrisses que tinhas sido bloqueada, como achas que te ias sentir? Ou se o teu site fosse atacado por hackers e deixasse de existir como o conheces, o que achas que os teus leitores iam pensar? Ou se instalasses um plugin que alterasse algumas configurações e não tivesses um backup da tua base de dados, o que fazias?

Despender algum tempo a tornar o teu blogue seguro e a fazer backups é tempo que poderás ganhar no futuro. Já para não falar das dores de cabeça que irás evitar.

Ora, vejamos as regras básicas:

1 – iThemes Security

De acordo com quem fornece este plugin, há uma média de 30,000 sites que são pirateados em cada dia. Os sites ficam vulneráveis devido a falhas de plugins, palavras-passe fracas e software obsoleto. E o pior de tudo é que a maior parte dos donos destes sites nem sequer conhece as suas vulnerabilidades!

Com este plugin, poderás resolver os problemas básicos de segurança do teu site, impedir ataques automatizados (sim, há programas que foram desenvolvidos para atacar de forma deliberada outros websites – eu sei, é de loucos!) e fortalecer as tuas credenciais de acesso. O teu blogue ficará mais seguro e isso é algo fantástico!

Portanto, instala-o, define os parâmetros básicos de segurança (segue as recomendações do próprio plugin) e respira de alívio. A tua casa virtual está agora mais segura!

2 – UpdraftPlus WordPress Backup Plugin

“Ah e tal, fazer backups? Isso dá taaaaaanto trabalho!”

Desculpa, mas o que dá trabalho é perder tudo o que já fizeste até agora e ter de refazer!

Se o teu site for atacado, ou se a empresa onde o teu site está alojado o for, ou se esta falir, sem bons backups, já foste!

Este plugin é fácil de instalar e configurar e, o melhor de tudo, é que podes escolher entre uma grande variedade de destinos para guardar os teus backups, de onde destaco os serviços cloud como o Google Drive e o Dropbox. Se preferires, também pode receber os teus backups por Email.

Outra característica interessante é que podes fazer backup de ficheiros e de base de dados separadamente e o restauro de dados é feito com um só click.

Quando o teu site está em jogo, a segurança dos teus dados não é para brincadeiras: escolhe um bom plugin!

De qualquer forma, não deixes de configurar também backups através do CPanel da tua conta de alojamento, para segurança extra.

3 – Anti-spam

Se optares por permitir comentários no teu site, e temos de reconhecer que os comentários são uma das melhores partes de um blogue, é simpático deixar quem te lê exprimir-se livremente e sem restrições.

O problema é que, se nos distraímos, muito em breve estamos a receber comentários indesejados em catadupa: é o chamado spam de comentários.

Para evitar isto, instala o Anti-spam e nunca mais terás de te preocupar com este tema.

Se é a publicidade indesejada que te preocupa, deixará de ser necessário recorrer a captchas (formas de o utilizador provar que não é um robô), ou ter de moderar todo e qualquer comentário.

Este plugin simplifica a gestão dos comentários que são deixados no meu site, aos quais apenas tenho de responder: acabou-se a chatice de aprovar, ou desaprovar, comentários, bem como ter de verificar cada comentário para saber se é, ou não, spam. Recomendado!

Agora, passamos aos plugins de cariz mais funcional.

Utilitários:

Antes de avançar, deixa-me fazer uma distinção que me parece relevante.

Quando olhas para o teu painel de controlo, verás que para além de plugins há também uma outra coisa chamada widgets.

O que são os widgets? São plugins que são usados em zonas específicas do teu site, as chamadas áreas de widgets, normalmente numa barra lateral, ou num rodapé. Os widgets são sempre usados para exibir conteúdo.

Resumidamente, os plugins são formas de estender um site WordPress e os widgets permitem-nos mostrar conteúdo especial que vai para além dos artigos e das páginas que temos.

Posto isto, mostro-te os widgets que uso para melhorar a apresentação do meu blogue.

1 – Simple Image Widget

O nome diz tudo: se queres ter uma imagem (a tua, ou a de algo que queiras destacar) na tua barra lateral, este é o plugin a instalar.

No menu dos widgets, arrasta-o para a barra lateral, escolhe a imagem, introduz (ou não) um texto, e passas a ter uma barra lateral muito mais personalizada.

2 – WP Most Popular

Disponibilizar aos leitores uma lista dos artigos mais lidos do teu blogue é uma boa forma de dar a quem te visita pela primeira vez uma noção mais aproximada dos temas que abordas.

Este plugin permite-te decidir se queres mostrar os artigos mais populares de sempre, ou apenas os do último mês, semana ou, inclusivamente, os do próprio dia.

3 – Procurar

Trata-se de um formulário de pesquisa que poderás usar no teu site. Já faz parte da instalação base do teu WordPress e basta arrastá-lo para a área de widgets para o começares a usar.

Se achas que é importante que os teus leitores encontrem determinado tema com facilidade, este é o widget que precisas.

4 – Texto

Este widget, que já vem de base, é ótimo para adicionares texto arbitrário, ou código HTML, à tua barra lateral. É o que uso para, por exemplo, disponibilizar a subscrição da Newsletter nesta área do blogue. A propósito, já subscreveste, não foi? (Boa!)

Passemos agora aos plugins funcionais, ou relacionados com a navegação.

Começo por listar o que me ajudam a fazer uma melhor gestão do blogue.

5 – Exclude Pages

Por definição, quando crias uma página, esta passa a fazer parte do menu de navegação. Só que, à medida que um site cresce, pode acontecer que nem sempre isso seja desejável: ou porque não fica visualmente agradável ter um menu muito extenso, ou porque queres que essa informação só fique disponível para quem tenha o link, ou por qualquer outro motivo que tenha a ver com a gestão que fazes do teu blogue.

Instalando um plugin como este, passas a poder definir que páginas constam do teu menu.

Eu, por exemplo, optei por manter a página da subscrição da Newsletter disponível apenas via link (até porque já tenho um widget de subscrição na minha página principal), bem como a página Por Outras Bandas, por ser apenas uma página que referencia alguns artigos que já publiquei no blogue.

6 – Scroll Back To Top

O nome diz tudo: se queres que os teus leitores tenham uma forma rápida de regressar ao topo da página em que estão a navegar, este é o plugin a instalar!

7 – Contact Form 7

Se quiseres que quem te lê tenha uma forma fácil de te contactar, usa um formulário de contacto. Dessa forma, a comunicação é iniciada através do teu próprio site, sem que o utilizador tenha de abrir a sua ferramenta de email, digitar o teu endereço e escrever. Simples, mas eficaz!

8 – Imagify Image Optimizer

Este talvez possa ser considerado uma panca minha, mas, dado que tenho um plano de alojamento básico, o tamanho do meu site é bastante relevante e tem implicações na rapidez com que a informação é disponibilizada num browser. Já para não falar no espaço de disco que irei usar nos servidores do meu serviço de alojamento.

Então, procurei por uma forma eficaz de otimizar um tipo de ficheiros que, tipicamente, mais espaço ocupa: as imagens.

Se visitas o It’s (not) so simple há algum tempo, já te deverás ter apercebido de que não costumo ter muitas imagens nos meus posts. Para além de, no meu gosto muito pessoal, não apreciar o excesso de imagens num artigo, tenho sempre a preocupação de não sobrecarregar o meu site.

Usando o Imagify, as imagens são otimizadas para a melhor relação tamanho/qualidade e eu poupo espaço em disco. Yep, este é um blogue mesmo muito simples!

9 – WP Broken Link Status Checker

Se fores como eu e tiveres por hábito deixar links para outro conteúdo (do teu próprio site, ou de fontes externas) nos teus artigos ou páginas, a probabilidade de te enganares num endereço, ou de este se tornar obsoleto, é grande.

Com este plugin, podes verificar se todos os teus links estão a funcionar, ou se há correções a fazer. Não deixes de o experimentar, pois fará a diferença para a experiência que os teus utilizadores terão ao visitar o teu site e seguir o teu conteúdo.

De salientar que também verifica se os downloads que disponibilizas estão em conformidade.

Parece-me impossível pedir mais, não achas?

10 – Header and Footer

Aqui já entramos num campo ligeiramente mais técnico, mas vem sem medos!

Se precisas de ter uma forma de adicionar código HTML ao teu site, este é o plugin para ti.

E por que é que poderias querer adicionar código HTML? Porque pode acontecer que queiras que o teu blogue comunique com aplicações externas (como certas funcionalidades do Twitter, ou do Facebook, ou ainda para poderes ter as tuas estatísticas no Google Analytics), ou porque há informação que pretendes que apareça no meio dos teus artigos, ou no final dos mesmos.

Eu uso este plugin para, por exemplo, colocar um formulário de subscrição da Newsletter no final de cada post e, sem ele, não sei como conseguiria fazê-lo, por isso ainda bem que este plugin existe! (Ihih)

11 – TablePress

Para apresentar informação num post, ou numa página, como uma tabela (como fiz, por exemplo, no meu artigo sobre o efeito das faltas na remuneração), precisas deste plugin. Ponto final!

12 – Editorial Calendar

Por último, mas não menos importante, a gestão editorial.

Se desejas ter uma melhor visão sobre a calendarização das tuas publicações, passadas ou futuras, o calendário editorial é uma das melhores ferramentas.

Poderás definir quando serão as próximas publicações dentro do próprio calendário, ou deixar lá ideias de publicações a escrever.

No fundo, esta é a ferramenta de organização de que qualquer blogger precisa para ter os seus artigos sempre debaixo de olho e para definir como irá organizar o que há-de vir.

Sociais:

Ou melhor, os que te ajudam a gerir a tua presença nas redes sociais que usas.

Este é um tema que pode ser um pouco dúbio, pelo menos do modo como eu o vejo.

Por um lado, não estar presente nas redes sociais pode influenciar o crescimento da tua plataforma. Por outro, também sabemos o quanto elas podem tomar o nosso tempo, sobretudo tempo que será melhor empregue a criar para os nossos sites.

Portanto, poderás ver esta secção como uma forma de decidir até que ponto faz, ou não, sentido estar presente apenas numa rede social, ou em várias, tendo em conta o tempo de que irás precisar para gerir todas as plataformas em que estás.

Devo dizer que tenho uma relação “difícil” com as redes sociais. Não lido bem com a sua faceta “sugadora de tempo” e, sobretudo, “sugadora de informação”.

Quando comecei o It’s (not) so simple, tive a preocupação de criar também uma página de Facebook que representasse o blogue. Mas, alguns meses depois, cheguei à conclusão que gerir a página estava a tomar muito do meu tempo e da minha energia. Tive a oportunidade de escrever sobre isso aqui.

Nessa altura, decidi manter a página, mas deixá-la sem atualizações, o que me permitiu focar-me muito mais na criação de conteúdos e acho que foi bastante positivo para quem me segue.

Há relativamente pouco tempo, criei uma conta Twitter, por me parecer uma rede bem mais simples, e estou a gostar da experiência.

Adicionalmente, o It’s (not) so simple pode também ser seguido no Bloglovin, outra plataforma de fácil utilização: aliás, é o Bloglovin que faz praticamente todo o trabalho. Só tens de configurar uma conta para o teu site, colar código HTML no teu Header (vê acima) e eles tratam de manter a informação atualizada. Sem espinhas!

Posto isto, vou mostrar-te as ferramentas que uso, sob a forma de plugins, para manter a minha presença nas redes sociais em “modo simplificado”.

1 – AddToAny Share Buttons

Este é o plugin que uso para permitir aos meus leitores partilharem o conteúdo que publico nas redes sociais que usam. Facebook, Twitter, Pinterest, Google, WhatsApp, LinkedIn, Tumblr, Reddit… São mais de 100 as possibilidades. Dá uma espreitadela!

2 – NextScripts: Social Networks Auto-Poster

Este é indispensável para quem quer manter o conteúdo atualizado nas redes sociais da sua preferência e, de acordo com a informação que os autores do plugin disponibilizam, são cerca de 30 as redes disponíveis.

O que ele faz, depois de devidamente configurado com as redes sociais a usar, é adicionar uma zona de diálogo no rodapé da página de edição de cada artigo, para que consigas decidir onde, como e quando cada um dos teus artigos será publicado.

Este é o aspeto do interface do plugin na página de edição de artigo:

View NextScripts Social Networks Auto Poster
NextScripts Social Networks Auto Poster

Assim, poderás inclusivamente definir que mensagem fará a introdução ao teu post. Verdadeiramente útil!

3 – Simple Follow Me Social Buttons Widget

Este é um widget (vê acima na secção sobre plugins utilitários a distinção que fiz entre um plugin e um widget) que poderás usar para dar a conhecer, logo na tua página principal, as formas como te podem seguir: as plataformas sociais em que te encontras, o teu email, ou o teu endereço RSS.

Definitivamente, a forma mais simples de divulgar como é que o teu trabalho pode ser seguido!

4 – Revive Old Post

Este é um pouco mais específico, porque está direcionado apenas para o Twitter, o Facebook e o LinkedIn (e eu apenas o uso para o Twitter), mas decidi incluí-lo porque também serve como forma de te dar a conhecer outras maneiras de ter os perfis sociais sempre atualizados.

Com este plugin, consigo manter a conta Twitter do It’s (not) so simple sempre com conteúdo, republicando posts antigos.

Poderás definir aspetos como a frequência de republicação, ou até as categorias (ou tags) que poderão ser republicadas.

Haverão, com toda a certeza, outros plugins deste género para plataformas como o Pinterest, ou o Instagram, se as usares e se chegares à conclusão que tal faz sentido.

Sim, este é o momento em que começas a pesquisar por ti mesma pelo que queres para o teu site.

O meu único conselho: não te deixes levar pela emoção de experimentar todo e qualquer plugin e lembra-te da verdadeira razão de ser do teu site.

Menos é sempre melhor, não te esqueças!

Vá, um brinde à melhor versão possível do teu blogue. (Ahah!)

E pronto. Dúvidas? Estou sempre ao dispor nos comentários.

Blogging Month: Entrevista a Sofia, do Mais Feliz

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A rubrica Blogging Month continua com mais uma extraordinária entrevista.

Desta feita, vamos estar à conversa com a Sofia, um doce de menina que tanto nos tem ensinado sobre felicidade no seu simpático e convidativo espaço, o Mais Feliz.

Vem ver como ser feliz é mais simples do que imaginamos!

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It’s (not) so simple: Sofia, que bom poder conversar contigo hoje. Obrigada pela tua participação nesta iniciativa. Começo por perguntar-te quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

Sofia: Já tive vários blogs. O meu primeiro foi ainda em adolescente, antes de se iniciar esta febre dos blogs. Lembro-me que, na altura, não existiam plataformas para o efeito e tive de criá-lo de raiz, através de código html e javascript. Aí era um espaço de expressão livre, sem um tema tão definido como o que tenho hoje. Depois desse tive outros, um deles com uma amiga minha e outro sobre marketing (que é a minha área profissional).

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

S: É algo que vou descobrindo no dia-a-dia. À medida que vou pesquisando sobre a felicidade e, passando por auto-descobertas, o blog vai acontecendo.

Nestes meses em que tenho vindo a abordar o tema FELICIDADE, percebo como é um tópico abrangente e pertinente na vida das pessoas.

Ainda, tenho a sorte de ser um tópico que, per si, ainda não está a ser muito explorado na blogosfera portuguesa, por isso acredito que existe espaço para ele crescer e ganhar a sua própria comunidade.

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

S: Não há melhor forma de responder a esta pergunta do que partilhar o meu primeiro post 🙂

Já por muitas vezes tentei iniciar um blog. No entanto, confesso, apesar do gosto pela escrita, da vontade de partilhar e, quem sabe, contribuir com essa partilha para outras pessoas, parte de mim sempre se sentiu incomodada com a exposição que a arte de escrever um blog traz consigo. Porque quando estamos a falar de um blog, quer queiramos quer não, damos sempre um pouco de nós.

Hoje, ao escrever este post, continuo a sentir esse incómodo. Mas mesmo assim, continuo a escrever. Tudo na vida tem dois lados, pós e contras, e apesar deste meu receio, arrisco-me a sair da zona de conforto e dar seguimento a este início já tantas vezes iniciado (faça-se a redundância), na esperança de que este receio se transforme em algo muito bom para mim e para ti.

Espero, do fundo do coração que tu, que me estás a ler, encontres aqui, um sítio para voltar e, quem sabe, ser ainda mais feliz.”

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

S: Não tenho um favorito, para ser sincera. Mas está a ser muito interessante ir criando temas à volta do tema-nuclear felicidade. Há tanto para falar e partilhar e isso é que é fantástico!

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

S: Todos os posts em que exponho o meu lado mais frágil, são sempre os mais difíceis. Destacando um, talvez aquele em que falei sobre desistir de procurar ser feliz. Foi no seguimento de um momento duro na minha vida que me fez repensar muitas coisas, inclusive desistir do blog. Felizmente ainda por aqui estou. Mas esse foi, sem dúvida, um ponto de viragem na minha vida.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

S: Qualquer reacção por parte dos leitores é para mim inesperada! São tantos os blogs que existem por aí que, ter a sorte de alguém ler o meu e, ainda por cima, comentar… como não me sentir surpreendida (e abençoada)?

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

S: Ideias simples para pôr em prática uma vida mais feliz. 

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

S: Vou conjugando. Para além das rotinas do trabalho, família e amigos, há ainda que gerir a motivação e criatividade que o blog exige.

A maneira que encontro para não deixar de escrever é ter o evernote sempre acessível em qualquer dispositivo, assim, quando leio um artigo ou tema que acho interessante, guardo-o logo para futura referência. Ainda, é aí que vou criando rascunhos para os posts, à vezes dou por mim a escrever vários em simultâneo.

Ainda, ando sempre com um bloco de notas comigo, onde vou colocando ideias que me surgem.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

S: Sim, os objectivos continuam os mesmos. Foram e continuam a ser o poder pôr em prática uma das coisas que mais gosto de fazer que é escrever e, ao mesmo tempo, conseguir que o que transmito possa impactar alguém. Esses objectivos mantêm-se mas tenho hoje um compromisso mais sério com o blog, comigo mesma e com aqueles que me lêem.

A visão que tenho para o blog é o deste ser um projecto de referência em Portugal na temática da felicidade. Inspirar pessoas reais a fazerem mudanças reais nas suas vidas, de forma equilibrada, sem que isso implique serem “super zen”, ” minimalistas puras” ou “yogis”. Que saibam ser ainda mais felizes e a melhor versão delas mesmas.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

S: Acho que isso é o sonho de qualquer um que encontra na arte de bloggar um dos seus hobbies favoritos. Se o fazemos por livre e espontânea vontade, por pura paixão, claro que adoraríamos se pudesse ser mais do que isso. Mas, como em tudo na vida, para além de trabalho e dedicação, é preciso também uma boa dose de sorte para que os sonhos se tornam realidade. Mas o futuro, ninguém o sabe 🙂

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

S: Este é o grande calcanhar de Aquiles para mim. Admito que sou uma pessoa reservada e estar na blogosfera implica, inevitavelmente, colocar na esfera pública uma parte de mim.

A forma que encontrei para “romantizar” essa exposição foi criar o pseudónimo da Sofia Mais Feliz. Ela sou eu, na minha demanda por uma vida mais feliz, e acho que acabou por contribuir para reforçar aquilo que se pretende com o blog.

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

S: Não diria fazer coisas de forma diferente, mas sim gerir melhor as expectativas em relação ao blog.

Mesmo que seja um hobbie, existe sempre o secreto desejo de que ele se torne leitura diária de milhares de pessoas e isso cria expectativas inevitáveis.

Mas mesmo com bom conteúdo isso é muito difícil de se conseguir. Essa realidade pode ser bastante frustrante porque, admitamos, se não quiséssemos que lessem o que escrevemos, tínhamos um diário e estava feito. Mas não. Blogamos porque queremos partilhar e fazer a diferença na vida de alguém que nos lê.

Gerir expectativas e manter, acima de qualquer resultado, todo o bem que a arte de escrever e partilhar conteúdos gera, é o  mais importante. A partir daí, tudo o que vier… é lucro! 🙂

I: Doce Sofia, foi um gosto entrevistar-te e foi maravilhoso conhecer melhor o teu percurso e o trabalho que levas a cabo no teu blogue. Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

S: O Mais Feliz marca presença também nestas redes sociais:

Bloglovin

Facebook

Google+

Blogs de Portugal 


O que achaste da entrevista da Sofia? Já conhecias o Mais Feliz? O que é que mais te inspirou nas palavras dela?

Blogging Month: Como começar um blogue?

BMonth_Começando um blogue

A primeira vez que criei um blogue foi já há mais de 10 anos. Chamava-se Sand-Witch (não troces…) e estava alojado no Blogger, que era a plataforma mais in na altura.

Lá, falava sobre tudo e sobre nada.

Era uma espécie de repositório de textos aleatórios, coisas que me vieram um dia à cabeça e que decidi deixar na blogosfera, ao invés de no papel.

Escrever fazia-me bem, mas não escrevia com muita regularidade e lamento que assim tenha sido, porque acho que perdi uma parte de mim dessa forma.

Sou formada em Línguas e Literaturas e os anos da faculdade foram passados a ler e a escrever sobre o que lia. Agora que penso nisso, não havia muito lugar para criar algo novo: poucas eram as cadeiras que nos davam essa “liberdade”. Havia um programa para seguir, livros para estudar, perguntas para responder e pouco espaço era deixado para a nossa criatividade.

Sei que estava ali para “aprender a ensinar”, para obter conhecimentos mais aprofundados sobre as línguas que estudei (o Francês e o Inglês) e para tentar absorver um pouco mais de cada uma das culturas subjacentes, o que, idealmente, me ajudaria a transmitir a minha mensagem um pouco melhor aos meus potenciais alunos.

Dessa perspetiva, acho que a formação cumpriu a sua função.

Mas, agora que sou uma rapariga de letras que passa o dia a fazer contas, como costumo dizer, tenho pena, muita pena mesmo, de não ter decidido estudar outra coisa.

Felizmente, estamos sempre a tempo de aprender novas coisas e de aumentar os nossos conhecimentos. Se também estás disposta a apostar no teu desenvolvimento pessoal, lê mais aqui.

Bom, mas estou a afastar-me do verdadeiro motivo deste texto.

Continuemos.

Então, em 2006, criei o meu primeiro blogue, onde botava cá para fora parte da minha alma. Tive outros blogues nos entretantos. A título de curiosidade ilustrativa do meu fascínio pela blogosfera, tive ainda um outro recreio para experiências de escrita a que chamei “A minha vida não cabe num blogue só”.

O meu primeiro blogue manteve-se durante vários anos, muitos deles sem grandes atualizações e, no seu período final, serviu de veículo de transmissão para as novidades sobre a minha primeira gravidez.

Algum tempo depois, tirei-o do ar, por achar que não fazia sentido mantê-lo, uma vez que já não me identificava com aquele espaço.

O bichinho da escrita foi adormecendo em mim e era muito raro escrever algo digno de nota.

Entre 2012 e 2013, coincidindo com a altura da minha vida em que comecei a simplificar, retomei o hobbie da leitura, lendo sobretudo sobre empreendedorismo e sobre como criar um blogue de sucesso.

O It’s (not) so simple é o resultado de 3 anos de leituras sobre este tema, juntamente com uma grande vontade de espalhar a mensagem da simplicidade.

Apesar de ter feito algumas tentativas de começo entre 2013 e 2014, só em 2015 reuni a coragem necessária para ir em frente com aquilo que queria realmente fazer: ter um espaço para falar de frugalidade, organização e desenvolvimento pessoal.

Depois de pesquisar sobre este assunto, e porque sabia que queria ter um espaço mesmo meu e com uma plataforma estável, de confiança e altamente configurável, escolhi o WordPress.org para começar o meu blogue.

Há uma distinção importante que gostava de fazer antes de avançar. Se pesquisares por WordPress, vais reparar que existe uma versão .COM e uma versão .ORG. Porquê?

A plataforma WordPress.com é um serviço de hospedagem de blogues, à semelhança do Blogger. É possível usar esta plataforma para criar um novo blogue quase de forma instantânea, mas, se quisermos ter o nosso próprio domínio, teremos de pagar esse serviço, bem como o de alojamento, que eles disponibilizam. E (eu fiz a comparação…) eles não são propriamente competitivos. Vê por ti, aqui.

Já o WordPress.org é o software open source (aberto a alterações) que poderás instalar após teres um domínio e um alojamento (já vou falar mais sobre isto). Recorrendo depois a variadíssimos plugins e widgets (que ficam para um outro post desta série), poderás criar um site, um blogue, ou até mesmo uma app. Impressionante, hein?

Apesar de antes de começar não estar muito familiarizada com a plataforma, já tinha mexido um pouco e tinha-me parecido mais intuitiva e poderosa que o Blogger, e foi isso que me fez avançar.

A dúvida que restava era que servidor de alojamento ia escolher: as hipóteses eram imensas, os preços variados, e as críticas que lia na Web indicavam-me em direções muito diversas.

Por ter já uma referência mais sólida de uma empresa a operar em Portugal, optei por contratar um serviço nacional. Assim, é com a Webtuga que o meu site está alojado desde o primeiro dia. E estou muito satisfeita.

O que fiz foi ir ao site deles, verificar se o domínio que eu queria estava disponível, registá-lo e depois selecionar o plano de alojamento.

Como boa pessoa frugal que sou, escolhi o plano mais económico, mas nem por isso o serviço deles é inferior ao que estaria à espera.

Depois de escolhido o plano e o domínio, fiz a instalação do software WordPress através do CPanel e, num piscar de olhos, tinha o meu site online e pronto a usar.

Em menos de 20 minutos e por menos de 36€, tinha o meu próprio blogue e estava pronta para me anunciar ao mundo!

Escolhi um template (grátis, claro), defini o nome e a descrição, revi se as definições básicas estavam do meu agrado: cores, tipo de letra, imagens, comentários, língua, permissões, etc., etc.

De seguida, tratei da Newsletter. Quem conhece um blogue e quer ficar a par do que se passa, deve ter uma forma de receber as novidades no seu Email, se assim o entender.

É certo que existem outras formas de acompanhar, como leitores de feeds, ou o Bloglovin, só para nomear alguns exemplos. No entanto, para além de ser prático poder receber as últimas publicações diretamente na Inbox, quem tem um blogue deve valorizar a sua lista de contactos de leitores. Por isso, o serviço de Newsletter junta o útil ao agradável.

Fiz alguma pesquisa e percebi que uma das poucas empresas que oferecia um serviço de qualidade e sem custos era a Mailchimp. Eles permitem que uses o seu serviço básico sem pagar até que atinjas os 2000 subscritores. Queres algo mais frugal?

Depois destes aspetos um pouco mais técnicos resolvidos, dediquei-me àquilo que realmente gosto de fazer: escrever.

É certo que já tinha alguns textos alinhavados. Ainda assim, o primeiro texto de um blogue pelo quanto tanto tinha ansiado não podia ser posto cá para fora de ânimo leve!

Após as devidas revisões, publiquei o texto inaugural do It’s (not) so simple, que tinha de ser, nem poderia ser de outra forma, uma “ode” ao facto de a vida desta mãe não ser mesmo nada simples… Ahah!

Depois, divulguei o endereço por entre alguns amigos e família e, passado mais de um ano, cá estou eu, feliz e contente com o meu blogue.

Portanto, em suma, os passos a dar para criar um blogue são:

1 – Registar o domínio

Podes ver neste link do site da Webtuga se o endereço que queres está disponível. Verifica os preços dos domínios aqui, pois estes são variáveis em função do endereço que queres (.PT ou .COM, por exemplo).

2 – Escolher o alojamento

A Webtuga é uma empresa portuguesa que opera neste mercado desde 2008. Todos os seus datacenters estão em território nacional e o facto de ser uma empresa portuguesa pesou muito na minha decisão. Afinal, o que é nacional é bom!

Estou muito satisfeita com os serviços que me prestam e nunca tive qualquer problema com o meu alojamento. Se quiseres saber mais sobre os pacotes que têm para oferecer, vai aqui. O alojamento web Linux é o mais indicado para um site WordPress.

3 – Instalar o software

Depois de comprares o alojamento, tens acesso ao CPanel do teu domínio. Aí consegues gerir os serviços que queres usar e instalar o software incluído no pacote que compraste.

É também no CPanel que podes configurar o endereço de mail do teu domínio, se o quiseres usar, fazer backups do teu site (nunca descures este aspeto, por favor), consultar estatísticas, entre outras opções.

Ver o CPanel pela primeira vez pode parecer um pouco assustador, sobretudo para pessoas pouco técnicas, mas, com o tempo, torna-se mais simples. De qualquer forma, tens sempre opções de ajuda à tua disposição e, se escolheres um bom serviço de alojamento, eles dão-te apoio.

4 – Escolher um template

Depois do WordPress instalado, define as configurações básicas, como nome do teu site, e seleciona um template.

Eu sei, são imensos e todos super bonitos. O meu conselho? Escolhe o mais simples e esteticamente agradável que vires nos primeiros 2 minutos da tua busca. Mais do que isso é um desperdício do teu tempo. Vais mudá-lo mais tarde de qualquer forma… Ihih!

5 – Definir as settings básicas

Vou falar apenas das que considero mais relevantes. Deves, no entanto, ver todas as opções com atenção para perceber o que faz, ou não, sentido para ti.

Se ainda não o fizeste, vai às opções gerais e define o título e a descrição do teu site, verifica o fuso horário e os formatos de data e hora e, finalmente, escolhe o idioma.

Nas opções de leitura, determina o que é que a tua página inicial vai mostrar, bem como o teu feed.

Nas opções de discussão, define as regras de comentários do teu blogue.

Não te esqueças de olhar para o menu “Apresentação”: aqui podes modificar a aparência do teu novo site. Toca a bonitificar o teu blogue! (Não digas a ninguém, mas acho que acabei de criar um verbo…)

Por favor, não exageres na dose, tá? Simples é sempre melhor!

6 – Configurar a Newsletter

Escolhe um fornecedor de Email Marketing.

Eu uso o Mailchimp, por ser gratuito até 2000 subscritores e porque a plataforma deles é simples e fácil de usar. Vê o pricing deles aqui.

Tenho de ser verdadeira e dizer que nunca experimentei qualquer outro serviço do género. Para tomar a decisão inicial, olhei para as subscrições que costumo receber, vi qual a empresa por detrás do envio e consultei o pricing. O Mailchimp deu uma coça nos outros todos…

7 – Escrever o primeiro post

Escreve o teu primeiro texto, publica-o, ou agenda-o, e divulga o teu blogue entre os teus amigos.

Se quiseres ser mega organizada e dar cartas nisto dos blogues, alinha já como serão, e quando serão publicados, os próximos 4 posts, pois não há nada menos interessante do que um blogue sem atualizações regulares, ou com pouco conteúdo…

E pronto, estás oficialmente lançada no mundo dos blogues.

Ah, quase me esquecia do último passo (tão importante!):

8 – Envia-me o endereço do teu blogue, para te poder dar os parabéns!

Qualquer dúvida, já sabes que estou nos comentários. Happy Blogging!

Blogging Month: Entrevista a Paula Fuzeto, do Chega de Bagunça

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Damos hoje início à rubrica Blogging Month do It’s (not) so simple. Sabe mais aqui.

E não podíamos começar de maneira melhor!

A Paula é uma força da Natureza! Designer de Interiores e decoradora, especialista em Organização, blogger, youtuber…Ela não para!

O blogue dela, o Chega de Bagunça, é um manancial de boas ideias que simplificam a nossa vida. Imperdível!

Deixa-te inspirar por esta musa da organização que nos chega do outro lado do Atlântico!

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It’s (not) so simple: Paula, antes de mais, muito obrigada por teres aceite o convite para participar nesta inciativa. É uma grande honra ter-te aqui. Agora diz-nos, quando é que começaste a “blogar” e como se chamava o teu primeiro blogue? O que é que te inspirou a começar e de que falavas?

Paula: Criei o blog em setembro de 2007, comecei com a plataforma blogger e consequentemente o endereço era www.chegadebagunca.blogspot.com. Com o tempo ele trocou e hoje está como www.blogchegadebagunca.com.br

Sempre fui uma pessoa desorganizada, e percebi que essa desorganização estava afetando meu relacionamento e minha vida de uma maneira geral. Então fiz uma resolução de começar a me organizar. Pesquisando sobre o assunto na Internet, notei que não existia muita informação, e o conteúdo que existia, estava espalhado de maneira aleatória em matérias para jornais e revistas.

Foi então que decidi criar o blog com o objetivo de reunir a informação em um só local, como uma espécie de diário de organização. Com o passar do tempo o blog foi evoluindo, assim como o formado da escrita que deixou de ser um diário e passou para uma linguagem mais fácil de ser lida.

I: Quando é que soubeste que o teu blogue atual era o teu espaço certo?

P: Como o blog no princípio era como um diário, escrevia e dava dicas de organização conforme tinha inspiração ou quando sentia vontade, não existia uma programação, nem tampouco um calendário editorial. Portanto de tempos em tempos passava períodos sem me dedicar ou atualizar o blog.

Mesmo sem as atualizações, o retorno dos leitores/seguidores era muito gratificante e frequentemente recebia depoimentos de como o blog havia ajudado no processo de se organizar. Isso me dava inspiração para continuar escrevendo.

E nos últimos anos tenho procurando atualizar o blog com mais frequência, sempre com o objetivo de dar dicas de organização e facilitar as tarefas do dia a dia.

I: Recordando os primeiros tempos do teu blogue atual, quais eram os teus principais sentimentos? Havia medos, desafios, inseguranças, ou apenas emoções positivas? Podes descrever aquilo de que te recordas?

P: Eu ficava muito empolgada e feliz em poder compartilhar informação sobre um assunto que eu também estava descobrindo. Cada comentário, cada e-mail, cada manifestação me deixava muito entusiasmada e saber que tinha gente lendo o conteúdo do blog era incrível, pois o blog era uma forma de reunir informação apenas para referência pessoal e de repente havia uma dezena de pessoas que estava me acompanhando. 

I: De todos os temas que já abordaste, qual o teu preferido e porquê? E há algum texto que consideres como o teu melhor?

P: Organização envolve descarte, aliás é a primeira regra para começar a se organizar. Eu adoro falar sobre descarte, porque acho que isso realmente é o primeiro passo no processo de se organizar. Descartar é uma experiência libertadora e depois de fazer isso você se sente mais leve e feliz. Adoro um artigo que fala sobre os erros de organização que fazem sua casa parecer bagunçada.

IHouve algum post particularmente difícil de escrever? Se sim, por que motivo?

P: Sim. Recebo muitos e-mail reclamando que o parceiro é bagunceiro e pedindo ajuda. Considero difícil falar sobre relacionamentos, primeiro porque não sou psicologa e também porque não existe uma regra geral, cada pessoa é diferente, inclusive o reclamante pode não ter tanta razão assim. Além disso, podem existir outros fatores psicológicos associados a bagunça e ao acumulo de itens como depressão ou perca de pessoas queridas. Falar sobre isso é complicado.

I: Que artigo teve as reações mais inesperadas da parte dos teus leitores?

P: Já escrevi um artigo respondendo uma leitora que gostaria de receber dicas de organização para recém-casados. No entanto, algumas leitoras se sentiram ofendidas com o fato de o marido não ajudar muito nos afazeres da casa ou ajudar pouco.

Eu também acredito em parceria e que a família pode e deve trabalhar como um time, inclusive os maridos. Mas assim como nós mulheres recebemos o dom de gerar vidas, considero que cuidar da família faça “parte do pacote”.

Todos podem e devem contribuir para o bom andamento da casa, mas ainda cabe a nós mulheres o planejamento das tarefas, cardápio, rotina e limpeza da casa. Por isso é importante conhecer o cônjuge antes de casar, e alinhar bem as expectativas, para evitar arrependimentos e frustrações.

I: Que perguntas te colocam com maior frequência?

P: “Como começar a ser organizado?”

I: Como conjugas o blogue com o resto da tua vida e das tuas rotinas?

P: As rotinas em minha casa são intensas e me desdobro para atender minhas filhas que estudam em escolas e períodos diferentes. Além disso tenho outros compromissos profissionais. 

Nas horas vagas adoro ler sobre o assunto organização, e essa leitura serve como fonte de inspiração para artigos no blog. Separo também alguns períodos na agenda para pesquisa e produção de conteúdo, geralmente quando minhas filhas estão na escola ou quando já estão dormindo.

Para mim, escrever para o blog é uma satisfação pessoal.

I: Os motivos que te fazem continuar na blogosfera são os mesmos que te levaram a começar? Quais os teus objetivos atuais no que diz respeito ao teu blogue? Até onde gostavas de chegar?

P: Sim! O motivo principal é disseminar informação sobre organização, porém a forma de escrita mudou um pouco se comparada ao começo. Meu objetivo é que o blog seja cada vez mais reconhecido e que alcance cada vez mais pessoas que tem interesse em se organizar ou se aperfeiçoar nessa arte.

Também gostaria de me dedicar integralmente ao blog, isso pode acontecer aos poucos, conforme ganhamos o reconhecimento dos leitores.

I: Alguma vez consideraste a hipótese de fazer do teu blogue a tua única ocupação? Fala-nos mais sobre isso.

P: Sim. A primeira vez que recebi o pagamento do adsense meu marido falou que essa era uma ótima oportunidade. Mas ainda era o começo, não havia informação disponível, não se ouvia falar de blogueiros que viviam apenas disso e não sabíamos como transformar o blog em um negócio.

Hoje tudo mudou. Agora, mais do que nunca, conhecemos o potencial das mídias sociais, a força dos digital influencers e o poder da informação. 

I: Como lidas com a exposição que estar na blogosfera implica? Ou seja, que há pessoas que não te conhecem pessoalmente a saberem de certos aspetos da tua vida que talvez não divulgasses com tanta facilidade cara-a-cara.

P: Por um lado é muito legal saber que as pessoas se interessam por você. Hoje com o uso do SnapChat ou Instagram é possível ver algumas informações pessoais, fotos de viagem ou lugares que frequento. Por outro lado eu tomo muito cuidado com as informações que forneço para não ficar muito exposta.

No começo do blog falava da minha vida, do meu marido, da minha filha, mas com o passar do tempo comecei a filtrar essa informação. Muitas vezes escrevo informações pessoais e depois apago.

É claro que os leitores gostam de se identificar com o locutor, mas existe uma tênue linha que precisa ser respeitada. 

I: Tenho a certeza de que, se voltasses atrás, havia coisas que farias de forma diferente. Com isso em mente, que conselhos darias a alguém que está agora a começar o seu blogue, ou que está seriamente a pensar começar um?

P: Com certeza faria coisas diferentes. Para quem deseja começar a primeira dica é escolher falar sobre um assunto que gosta e tem paixão. Se tem intenção de seguir esse caminho profissionalmente escolha um bom nome, registre o domínio, faça um plano de negócios e saiba onde quer chegar.

Seja original, fiel ao seu público e transmita informação relevante. Mantenha um canal no Youtube. A geração Z assiste cada vez menos tv e está cada vez mais conectada as telas.

I: Minha querida, foi um prazer ter-te aqui no blogue e uma delícia aprender mais sobre o teu percurso e sobre o teu trabalho na blogosfera. Se quisermos seguir o teu trabalho mais de perto, como podemos fazê-lo?

P: O Chega de Bagunça está também presente nas seguintes redes sociais:

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Então, gostaste de ficar a conhecer melhor a Paula? Já tinhas tido a oportunidade de visitar o seu “cantinho”? Que parte da entrevista mais te surpreendeu?