A simplicidade e a ecologia

A simplicidade e a ecologia

Chegou o momento de divulgar o texto da edição de Maio de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber mais sobre esta colaboração neste post.

Nesta edição, explicam-nos o que é ser bombeiro, aprendemos mais sobre a esclerose múltipla (com um testemunho impressionante…) e celebramos o dia da marinha.

Há ainda receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar.

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.


A escola faz destas coisas por nós: chama a nossa atenção para temas que antes seríamos incapazes de ver.

Para mim, a ecologia e o apreço pelo nosso planeta foi um deles.

Em casa, sempre me ensinaram que não se atirava lixo para o chão e que os animais e as plantas que nos rodeavam deviam ser respeitados.

No entanto, só na escola me apercebi do impacto das nossas ações e atitudes nesta esfera azul que habitamos: falámos sobre a destruição de habitats, a extinção de espécies, o buraco na camada de ozono, as chuvas ácidas e sobre muito mais daquilo que o nosso planeta sofre e suporta.

Desde aí, tornei-me defensora da adopção de atitudes mais ecológicas e aderi à separação de lixo mal esta se começou a fazer no nosso país.

Estava a fazer a minha parte para ter um ambiente melhor e para preservar o nosso mundo para as gerações vindouras.

Porém, só muitos anos mais tarde, ao abraçar uma vida mais simples, me apercebi da verdadeira influência de toda e qualquer ação do ser humano sobre aquilo que o rodeia, nomeadamente o uso e abuso que fazemos dos escassos recursos que temos ao nosso alcance.

Porque o ano escolar que está agora perigosamente perto do fim teve a ecologia como tema, não queria deixar que ele terminasse sem prestar a devida homenagem a este assunto que eu acho tão nobre.

Viver de forma mais simples é um passo importante para ajudar a preservar o nosso ambiente porque:

  1. Quando optamos por ter menos coisas na nossa vida, usamos menos recursos e/ou matérias-primas.
  2. Assumimos de forma consciente que aquilo que possuímos tem o seu devido valor e deve ser estimado de modo a que o seu tempo de vida se prolongue e não tenhamos de gastar tanto.
  3. Passamos a analisar o impacto das nossas ações no meio ambiente e a tomar decisões mais ponderadas.

Como podemos ser ainda mais amigos do ambiente?

Alguns conselhos simples:

1 – Adequar melhor o nosso consumo às nossas verdadeiras necessidades.

Será que precisamos mesmo de ter, por exemplo, tantas peças de roupa no armário? Se pensarmos bem, há muitas deles que nem sequer vestimos.

E, muitas vezes, até avançamos para a compra de peças novas sem que as que já tínhamos estejam a necessitar de substituição.

Comprar só quando se precisa verdadeiramente de alguma coisa é importante para poupar todo o tipo de recursos, inclusive monetários. Mais um casaco? Prefiro ter o seu valor em dinheiro no mealheiro, ou investir o montante numa experiência que me traga mais valor como pessoa, como viajar.

2 – Diminuir a quantidade de embalagens que trazemos para casa.

Isto resulta em muito menos lixo e menos preocupações. A melhor opção são sempre os produtos não embalados, ou com o menos possível.

Se não for possível evitar a embalagem, dar preferência aos materiais mais fáceis de reciclar: papel, ou vidro, devem ter prioridade sobre plástico, metal ou esferovite.

3 – Se essa for uma possibilidade, optar por comprar alimentos a granel.

Podemos inclusivamente usar os nossos próprios recipientes para os transportar: uma sacola para o pão, frascos para as especiarias, latas para os cereais, ou sacos reutilizados para transportar a fruta e os legumes.

4 – Não esquecer o próprio saco quando se vai às compras.

Deste modo, evita-se a aquisição de (mais) um saco. E é boa ideia ter um saco reutilizável sempre à mão, na mala, ou na bagageira do carro.

5 – Diminuir a quantidade de papel no nosso dia-a-dia.

Comecemos por recusar todos os papéis sem utilidade: talões de compra, segundas vias, ou a publicidade que nos tentam oferecer na rua.

De seguida, poderemos aderir à fatura digital para as faturas do gás, luz, água, cabo, etc., guardando-as apenas digitalmente.

A caixa do correio também deve estar na nossa mira: podemos colocar-lhe um autocolante de recusa de publicidade não endereçada. Se os anunciantes forem sérios, deixarão as caixas em paz e livres de lixo.

As subscrições de revistas, jornais, ou newsletters sem interesse poderão ser canceladas. Que diferença faz menos um jornal, ou uma revista, para desfolhar, pousar, tentar arrumar e enviar para a reciclagem mais tarde!

Por fim, podemos evitar os post-its, ou qualquer outro pequeno papel, já que são tão fáceis de perder. Anotar tudo no sítio correto é a solução: agenda, telemóvel, quadro branco, ou qualquer que seja o método escolhido.

Só quando a última árvore tiver morrido

E o último rio estiver envenenado

E o último peixe tiver sido pescado

Iremos perceber que o dinheiro não se come.

Provérbio dos Índios Cree – Povo indígena da América do Norte

Que este dia nunca chegue…

Escolhamos ser simples e amar o planeta!

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Devagar, que eu tenho pressa!

Hoje partilho contigo o texto da edição de Abril de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber mais sobre esta colaboração neste post.

Nesta edição, descobrimos a origem do dia das mentiras, falamos sobre o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, ficamos a saber tudo sobre a Leishmaniose Canina e aprendemos mais sobre as dores nas costas.

Há ainda receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar.

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.


A partir do momento em que uma criança entra nas nossas vidas, nada mais é igual.

Durante a fase inicial, há fraldas e sono, muito sono. Há loiça por lavar, pó por aspirar, roupa por tratar e uma família para alimentar.

Quando um bebé nasce, nascem também toda uma série de necessidades e novas tarefas que enchem a vidas dos novos pais de atribulações e desafios.

Nos primeiros meses, a principal preocupação dos pais é garantir que todas as suas necessidades básicas estão satisfeitas: carinho, segurança e alimentação.

No entanto, depois que se tornam móveis, e sobretudo a partir do momento em que conseguem comunicar de outra forma que não apenas o choro (nomeadamente vocalizando, ou apontando), dá-se uma mudança sem precedentes na dinâmica familiar, que irá influenciar o futuro de toda a família.

Para este pequeno explorador, tudo é novo e tremendamente interessante: os armários da cozinha, a torneiras do WC e todo e qualquer objeto cintilante e/ou barulhento.

Um bebé móvel e comunicativo é também um desafio parental de proporções épicas: a partir de agora, qualquer tarefa que envolva o bebé – vestir, tomar banho, comer ou sair de casa – ganha nuances nunca antes previstas.

Mudar de assunto, desviar a atenção, negociar, subornar e fazer promessas são artes que, por esta altura, todos os pais começam a desenvolver de forma exponencial.

Se há sapatos para calçar, imitamos animais. Quando a criança decide que não quer tomar banho, teremos de a fazer imaginar uma piscina olímpica mesmo ali dentro da banheira. Se já devíamos ter saído de casa há 15 minutos para chegar ao consultório médico a horas, prometemos brincadeira na sala de espera.

Bem, é claro que nem sempre conseguimos ter toda esta calma, ou presença de espírito… Acontece a qualquer pai.

Contudo, parece-me óbvio que todos queremos ser os melhores pais do mundo: relaxados, divertidos e no controlo das situações. Afinal de contas, o sorriso das nossas crianças ilumina o nosso mundo e qualquer lágrima nos deixa em frangalhos…

Então, para minimizar lágrimas, birras, desentendidos e rabugices de parte a parte, a máxima “devagar se vai ao longe” deve estar sempre connosco. Sim, sempre que há crianças envolvidas numa determinada situação, indo devagar vai-se mais depressa.

Contraditório? Não acho.

Vejamos:

Às 7h15 da manhã, o despertador da minha filha começa a tocar: a rádio tenta expulsá-la do vale dos sonhos a todo o custo. É quase inglório para o pobre do aparelho. Por mais que toque, por mais que berre, melhor dizendo, ela teima em não acordar.

Para que isso aconteça, será necessário que o pai, ou eu, a vamos chamar e lhe façamos festas nas costas. Quando estamos neste ponto das nossas manhãs, o relógio já está perigosamente perto da hora de saída de casa.

Ainda com os olhos fechados, reclama por ser tão cedo e já ter de estar a pé. À noite, não tem vontade que chegue a hora de dormir. Porém, de manhã, temos sempre de arrancá-la dos lençóis com uma espátula!

Quando finalmente conseguimos que ela saia da cama, tudo tem de ser cronometrado: a higiene, o vestir, etc., etc.. A maior parte das discussões matinais, das chatices entre os membros da família, acontecem exatamente nesse período: ela gosta de fazer tudo devagar e nós precisamos que ela se apresse. O conflito torna-se inevitável!

Já lá vão vários anos de convívio familiar. Afinal de contas, ela conta com 7 anos de vida e, entre os 3 anos em que frequentou o jardim-de-infância e a entrada no ensino básico, este é o quarto ano em que tem horários para cumprir. Neste meio tempo, juntámos mais um elemento à família e ele, claro está, também participa da correria matinal.

O gosto da minha filha por fazer as coisas ao seu ritmo é algo que eu compreendo. Acho inclusivamente salutar que ela prefira a calma. No entanto, eu, adulta, vivo já na era do quanto mais depressa melhor, do “estou-atrasada-e-tenho-milhões-de-coisas-para-fazer”.

Isto é algo que ela não consegue sequer conceptualizar, quanto mais compreender, ou acompanhar.

No fundo, no fundo, tenho uma tremenda inveja (da boa, ressalve-se) da calma que nos é permitido sentir quando temos 7 aninhos. Cobiço a sua lista de afazeres sem pendências astronómicas. Como ela, queria não ter emails por responder. Gostava de conseguir viver sem uma aplicação de gestão de tarefas porque tudo o que preciso de me lembrar de fazer cabe ainda dentro da minha cabeça…

Consultas médicas. Atividades extra curriculares. Aniversários. Festas. Reuniões.

São tantos os afazeres e as solicitações. Temos muitas responsabilidades e compromissos. Às vezes parece que não seremos capazes de dar conta de todos os recados…

Entre tarefas pessoais, familiares e profissionais, a nossa vida parece um carrossel que roda sem parar a uma velocidade estonteante.

Todos os dias, saltitamos entre os momentos em que temos de cuidar de nós, dos que nos são queridos, da nossa carreira, do nosso lar e de todas as outras coisas que fazem parte da nossa vida.

Corremos de um lado para o outro na esperança de conseguir cumprir todos os nossos deveres, agradar a toda a gente, não falhar prazos e evitar a sensação de que algo importante ficou por fazer por nossos descuido, ou esquecimento.

Que nunca seja por culpa minha, rogamos…

Lá no fundo, sabemos que conseguir fazer tudo aquilo a que nos propomos a cada dia não é humanamente possível. Mas estamos sempre dispostos a pelo menos tentar.

No fim do dia, quando temos a oportunidade de recapitular o bom e mau do dia que terminou, podemos sentir que fomos super-heróis, ou que tudo correu da pior forma possível. Há dias em que parece que o tempo estica e outros há em que ele simplesmente voa sem que o consigamos apanhar.

A vida moderna, que nos tornou permanentemente disponíveis, acessíveis à distância de um telefonema, de um SMS ou de um Email, parece ter dobrado as nossas tarefas. Tanta coisa para dar atenção, tantos chamados, tanto para ler, para fazer, para dizer, para responder…

Estamos exaustos! O cérebro permantemente a processar informação, a resolver problemas, a equacionar soluções, a rever o que está feito e o que ainda está por fazer…

Deitamos a cabeça na almofada, a altas horas da noite, e não conseguimos dormir enquanto o fluxo e a confusão não param. É altamente desgastante viver desta forma!

E, no entanto, não conseguimos abrandar… Não conseguimos impor outro ritmo. Não conseguimos sair do carrossel porque ele parece estar a girar cada vez mais rápido, cada vez mais veloz. Gira, gira, gira, com luzes a piscar a piscar, com vozes a gritar.

Fechamos os olhos e desejamos que pare. Procuramos pela pessoa que comanda o carrossel e esta não aparece em lado nenhum. As outras pessoas que viajam no carrossel parecem não se importar muito com a velocidade a que vamos.

De repente, pensamos: tem de haver um travão, uma alavanca de segurança. Quero descer, não posso mais continuar a este ritmo. Estou a enlouquecer, estou mal disposto. Quero sair!

A custo, detetamos a tal alavanca e caminhamos na sua direção. Depois de várias tentativas, conseguimos puxá-la. O carrossel para e nós descemos.

Depois, o carrossel retoma a viagem, exatamente ao ritmo de antes.

Só que, felizmente, já cá estamos fora. Viramos costas. Rumamos a casa. A nossa vida vai ser diferente a partir de hoje!

A partir de hoje, vamos começar a ir devagar para ir depressa.

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Queres manhãs mais calmas? Prepara-as de véspera!

Preparar de véspera

Que dia é hoje? Dia de partilhar contigo o texto da edição de Março de 2017 d’O Pequeno Saloio. Podes saber mais sobre esta colaboração neste post.

Este mês, iremos debruçar-nos sobre a conquista da Mulher Portuguesa, Ser Pai, Desligar o Complicómetro, a Tosse Convulsa e o Torcicolo no recém-nascido. 

Não esqueçamos, porém, as receitas, os passatempos, as sugestões culturais e as novidades das escolas deste núcleo escolar.

Se quiseres adquirir uma cópia, contacta-me.


Para mim, e creio que para muitas outras pessoas, sobretudo as que têm filhos em idade escolar, as manhãs são dos momentos mais stressantes do dia.

Mesmo conseguindo acordar cedo, ou tendo essa intenção, este é um período do nosso dia em que os minutos passam sempre muito depressa e, quando damos conta, já são horas de sair de casa.

Esta é, sem qualquer sombra de dúvida, a altura em que me sinto mais tensa e mais propensa a aborrecimentos: ter de estar no trabalho a uma determinada hora deixa-me com pouco espaço de manobra para demoras.

E, bem sabemos, se temos crianças pequenas a nosso encargo, a probabilidade de atrasos é mais do que muita.

Depois de ter passado muitas e muitas manhãs a correr de um lado para o outro que nem barata tonta, a soprar para não dizer impropérios e a aborrecer-me porque ninguém parecia tão interessado em despachar-se como eu, tive de adotar algumas medidas que me têm ajudado não só a diminuir a quantidade de tarefas que tenho de realizar logo pela manhã, mas também a sentir-me mais confiante e descansada.

A primeira decisão acertada foi a de antecipar a hora de despertar. Acordo agora 30 minutos mais cedo, o que me dá tempo para acordar devagar e para ter uns minutos só para mim, que uso para pensar e para mexer um pouco o corpo.

Se 30 minutos lhe parecem muitos minutos de sono “roubados”, comece por pôr o despertador apenas 15 minutos, ou mesmo só 5 minutos, mais cedo, e vai perceber que esta pequena alteração pode ser o suficiente para que consiga fazer tudo com uma calma extra e começar o dia de modo mais positivo.

Está a custar muito? Apague a televisão, ou desligue o computador, e deite-se mais cedo na noite anterior. Um bom despertar é em muito influenciado por uma boa noite de descanso.

Para além de me dar mais tempo para fazer o que é preciso, tenho também outras táticas para minimizar os stresses matinais.

Tudo se baseia na premissa de que quanto mais deixar preparado na noite anterior, melhor me sinto para enfrentar as manhãs.

Sim, preparar de véspera é a minha arma secreta! São apenas 15 a 20 minutos, por vezes até menos, que fazem a diferença e que me poupam muito mais do que isso ao amanhecer.

E o que é que eu preparo?

Vejamos:

1 – Garanto que todo o material escolar que vai ser necessário no dia seguinte está dentro da(s) mochila(s).

Não há nada pior do que ter de andar à procura de estojos, cadernos ou livros quando a única coisa que queremos é sair porta fora a tempo e horas.

É bom incutir nas crianças a noção de que o que pertence à mochila deve estar sempre lá quando não está a ser usado. Depois de fazer os trabalhos de casa, o material deve guardado.

Esta regra é de ouro: um sítio para cada coisa; cada coisa no seu sítio!

2 – Escolho a roupa para o dia seguinte.

Acho especialmente importante deixar separada a roupa que os miúdos vão usar, embora pré-determinar o que vou usar no dia seguinte me facilite bastante a vida.

No caso dos mais pequenos, seleciono a roupa de acordo com aquilo que está planeado: se há atividades físicas, por exemplo, a roupa tem de ser prática.

Para saber se devo escolher roupa mais, ou menos, quente, baseio-me na meteorologia desse mesmo dia e, se no próprio dia me parecer que há alguma peça que não se adequa, faço uma troca rápida.

O mesmo se aplica se a criança mostrar resistência em usar uma determinada roupa: trocar e evitar conflitos é sempre a melhor opção.

Deixar a roupa dos miúdos separada de véspera também permite que, por um lado, as crianças mais autónomas possam começar logo a despachar-se quando acordam e, por outro, que as que têm menos autonomia possam ser ajudadas por qualquer elemento da família.

3 – Arranjo os almoços e os lanches.

É, preparar de véspera também nos ajuda a poupar dinheiro. Quando planeamos as refeições, comemos comida mais saudável e por menos dinheiro. Só vantagens!

Separo e deixo dentro do frigorífico os almoços dos adultos, bem como aquilo que levaremos para os lanches do dia seguinte.

Quando é caso disso, aproveito para deixar já preparadas as saladas que irão acompanhar as refeições.

4 – Deixo na mesa do pequeno-almoço tudo aquilo que não precisa de refrigeração.

Loiça, guardanapos, fruta que não precisa de frio, tostas, cereais etc., etc., tudo isto pode ser deixado logo em cima da mesa, evitando que se passe o tempo a percorrer os armários, ou a despesa.

Bastará, quando forem horas de tomar a refeição mais importante do dia, retirar do frigorífico aquilo que falta.

Também é possível deixar certos pratos preparados de véspera, como papas de aveia, se for esta a nossa escolha matinal, ou, quem sabe, uma bela omelete.

Uma grande vantagem em preparar de véspera é que a tendência para escolher um pequeno-almoço mais saudável é muito maior. Quando se escolhe sem presas o que se quer comer, escolhe-se melhor.

5 – Se tiver que tomar medicamentos logo de manha, deixo-os na mesa do pequeno-almoço.

Esta é, a meu ver, a forma menos falível de nos esquecermos de tomar uma medicação. Não esquecer de deixar água junto dos ditos remédios, se se tratar de comprimidos, ou os utensílios medidores, no caso de xaropes, por exemplo.

6 – Coloco junto à porta tudo o que tem de sair de casa connosco.

Mochilas, casacos, documentos, chaves, óculos, telemóveis, malas e por aí fora: se temos de levar, tem de estar à vista!

Exceção feita, claro está, para aquilo que só tiro do frigorífico de manhã. Assim que estes itens ficam prontos, vão para junto dos outros.

Quantas e quantas vezes já tivemos de voltar atrás para buscar algo de que nos esquecemos porque não estava no sítio certo? E quantas e quantas vezes isso nos custou minutos preciosos e foi o suficiente para que perdessemos aquele autocarro que tínhamos mesmo de apanhar…

Uma boa manhã prepara-se de véspera: esta é uma lição que os últimos anos me têm ensinado. Só recorrendo a estas pequenas táticas tenho conseguido diminuir (erradicar parece-me impossível, pelo menos para já…) os aborrecimentos matinais.

Começar o dia com o pé direito exige planeamento antecipado, pois já nos bastam todos os imprevistos com a vida nos costuma presentear.

E, quando o imprevisto efetivamente acontecer, tentemos lidar com ele da melhor forma possível, sem esquecer de nos congratular por termos deixado tudo preparado de véspera.

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Como poupar ainda mais: 7 dicas

Como poupar mais

Nota: os porquinhos super irresistíveis que vês na imagem acima são da autoria da menina por trás do blogue Feltro nas Mãos. Visita o blogue dela para ficares a conhecer estes e outros maravilhosos trabalhos da sua autoria. Merci, Martine 😉

Fevereiro começou sob o signo da poupança e é assim também que termina.

Poupar é importante. Poupar é pensar no futuro. Poupar traz-nos paz e tranquilidade. Quem poupa é mais feliz!

Queres saber como podes poupar mais?

Deixo-te 7 dicas muito fáceis:

1 – Estabelece os objetivos de poupança. Se não souberes o motivo pelo qual queres poupar, não terás a motivação certa para o fazer e depressa darás por ti a gastar mais do que deves. 

2 – Faz um orçamento. Anota todas as fontes de rendimento e analisa todas as rubricas de gastos. Identifica as áreas críticas que necessitam de revisão e descobre os focos de poupança. Encontra aqui o Excel que uso para este efeito.

3 – Compra menos. Eu sei, parece quase absurdo de tão óbvio que é, mas é a única forma de começar de facto a poupar quando te sobra sempre mês no fim do dinheiro. Experimenta passar sem um bem ou um serviço durante um período de tempo e analisa se este realmente te faz falta.

4 – Encontra alternativas mais baratas. Faz a tua pesquisa: muitas  das vezes até encontras simuladores online, ou estudo feitos por entidades competentes, que te podem ajudar a tomar a decisão. A consulta ao fornecedor é sempre indispensável, claro.

5 – Negoceia com os teus fornecedores. Foi o que fiz com a empresa que me fornece o serviço de cabo. Fui ao mercado, encontrei uma alternativa mais económica e contactei-os para saber como cancelar o serviço. No fim dessa chamada telefónica, tinha já uma proposta mais vantajosa por parte do fornecedor atual: manter um cliente é mais barato do que ganhar um novo, ou, de outra perspetiva, perder um cliente pode custar demasiado caro…

6 – Segura o touro pelos chifres! Fala com quem detém a tua dívida e renegoceia-a. Analisaste o teu orçamento, sabes que tens mais dinheiro disponível e que podes pagar a dívida mais depressa. Por isso, tenta reduzir o número de prestações e pouparás nos juros. Foi o que fiz quando paguei o meu empréstimo habitação.

7 – Arranja um mealheiro. De preferência um difícil de abrir – não são tão lindos os porquinhos da foto? 😉 Estipula o quanto queres lá pôr: podes optar por deixar lá as moedas que trazes para casa (é o que eu faço), ou todos os extras (também faço isto). Alternativamente, podes estipular que todos os dias, todas as semanas, ou todos os meses, tens de lá deixar um valor fixo. Quando abrires o teu mealheiro, vais ter uma grande surpresa: é impressionante o quanto se consegue poupar desta forma.


Para aprender mais sobre poupanças, sugiro os cursos online da Escola It’s (not) so simple:

1 – Poupar e pagar dívidas – Curso Gratuito

Este é o curso ideal para quem quer dar os primeiros passos de poupança e acabar com as suas dívidas, ao mesmo tempo que se começa a criar um fundo de maneio. Mais informação aqui.

2 – Poupar e pagar dívidas – Curso Avançado – 19€

Este curso é indicado para quem já tem por hábito poupar, mas ainda luta com as suas dívidas e não sabe como alavancar ainda mais as suas poupanças. Toda a informação aqui.

Para recursos adicionais sobre a temática das finanças pessoais/domésticas, ver a página do Desafio “As Tuas Finanças”.


Qual a tua dica de poupança preferida?

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Desconectar faz bem!

Sou grande fã de tudo o que tem a ver com organização: não lido bem com o desalinho, com coisas desarrumadas e com não saber onde está aquilo que me pertence.

Por isso mesmo, sigo vários blogues sobre esta temática. Um dos que mais aconselho é o da queridíssima Lígia Noia, que nos ensina a viver melhor com mais organização.

Por isso, foi com grande alegria que escrevi um texto para o seu blogue.

Escolhi a temática da desconexão, por me parecer fazer tanto sentido nos dias de hoje, porque a “ideia de que somos mais produtivos porque estamos sempre conectados com o que nos rodeia é uma enorme ilusão.”

Lê o texto completo aqui.

E tu, como crias os teus momentos de desconexão? E que benefícios colhes dessa prática?

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